Notas iniciais
Oi minhas queridas leitoras, nem acredito que já chegamos nos 300 comentários, isso é muito gratificante. Muito obrigada. Espero que gostem do capítulo. Até logo.

POV Edward

Alguns dias já haviam se passado, Bella estava vinte e quatro horas com o celular ligado e combinamos que a cada uma hora ela me mandaria mensagem dizendo como estava, por enquanto tudo estava bem, James ainda está solto, mas segundo o juiz, não há motivos para que a policia fique na cola dele. As provas eram mais do que suficientes para ele apodrecer na cadeia, mas parece que o universo estava conspirando a favor da injustiça.

Eu saía todos os dias com meu coração na mão de deixar Bella sozinha, ela estava assustada, mas se mantinha confiante de que nada aconteceria, mas sabia que precisava ficar atenta e se visse algo suspeito, ligar para mim e ficar perto de várias pessoas. Na faculdade ela ficava somente perto da reitoria e com as duas amigas, mas para meu coração protetor demais não parecia o suficiente.

Hoje assim que a deixei na faculdade fui direto para a sede, tinha mais uma investigação sobre alguns políticos envolvidos com tráfico de drogas e roubo de verba pública. Emmet estava possesso por isso e Rosalie parecia querer bater nele. Estávamos pesquisando nomes que pudessem ligar esses homens a traficantes conhecidos quando meu celular tocou, o nome de Bella brilhava na tela e eu atendi rapidamente.

Ligação on:

– Anjo, o que foi?

– Edward, eu o vi. Ele está aqui.

– Onde você está?

– Estou indo para a reitoria. Estou com medo.

– Fique calma e vá para um lugar com bastante pessoas, estou indo ai.

– Ele está aqui Edward.

– Chego em 15 minutos. Fique calma anjo, estou indo.

Ligação off.

– O que foi Edward? – Rose perguntou.

– Bella. – Disse pegando minhas coisas e saindo da sala.

Acho que nunca andei tão rápido na minha vida, em poucos minutos eu já estava arrancando com o carro e indo em direção a faculdade de Bella. Por sorte o transito não estava ruim e com a velocidade que eu estava, estava quase chegando e meu coração parece que iria sair pela boca.

Quando estacionei o carro, eu já sai à procura de Bella, alguns alunos estavam alvoroçados e eu fui direto para a reitoria, Bella estava sentada em um dos bancos ali, com o olhar assustado e seus tiques nervosos. Assim que me viu correu para mim e pulou em meus braços soluçando logo em seguida, afaguei seus cabelos e a abracei ainda mais apertado, minha menina, tão frágil...

– Fiquei com medo. – Sussurrou ainda agarrada a mim.

– Não se preocupe, estou aqui com você. Nada vai acontecer.

– Ele estava me seguindo, eu o vi. Tenho certeza.

– Eu sei que é verdade. Vou te levar para casa ok? – Ela apenas assentiu e pegou seu material.

Saímos da faculdade com ela ainda agarrada a mim e meu braço protetor sobre seus ombros, alguns alunos nos encaravam, outros simplesmente desviavam o olhar e voltavam para suas atividades. Ajudei Bella a entrar no carro e assim que fui para meu lado vi os cabelos loiros de James perto de uma arvore, ele estava a observando.

– Anjo, não saia do carro ok? – Ela assentiu. – Volto logo.

Travei o carro e me certifiquei que estava armado e com minhas algemas. Andei até onde ele estava e parei a sua frente, sem medo algum ele se recostou na arvore e cruzou os braços me encarando com olhar superior. Não me intimidei, afinal, eu sou muito mais homem que ele. Sua expressão cínica me fez querer vomitar e soca-lo até ver que seu corpo já não tinha mais vida, mas me contive.

– Olá Cullen. Feliz em me ver?

– Na verdade não. – Respondi. – O que faz aqui James?

– Vim apenas fazer uma visita a uma amiga... intima. – Seu sorriso era malicioso.

– Espero que não seja uma criança. Ou uma dessas adolescentes.

– É uma velha conhecida e pelo que vi ela continua muito gostosa. – Travei meu maxilar e ele sorriu vitorioso, estava conseguindo me tirar do sério. – Acho que a conhece, Isabella. Sabe quem é não?

– Você pode estar protegido pela lei, mas se chegar perto dela novamente, eu mato você. – Sibilei.

– Mais perto do que já estive? Sobre ela em uma cama? Dentro de cada buraquinho dela? Não acho que posso...

O empurrei para a arvore prensando seu corpo ali e segurei seu pescoço com uma das mãos, ele nem mesmo assim tirou o sorriso do rosto. Eu queria mata-lo ali mesmo, sem dó, mas eu não podia, eu não sou um assassino, mas vontade não falta.

– Nunca mais ouse falar assim de Bella me ouviu?! – Gritei.

– Falo e vou fazer o que fiz a alguns meses. Vou fode-la de mil maneiras. Vou bater nela até perder a consciência e quando ela me pedir para parar, vou fode-la ainda mais! – Ele gritou.

O ódio me tomou por completo e quando vi ele já estava caído ao chão com o rosto ensanguentado, o chutei o acertei novos socos, ele ainda mantinha o mesmo sorriso cínico, mas agora, seus dentes estavam escarlates com seu sangue. Eu só via vermelho e continuei o socando e chutando até ver seu corpo mole no chão já quase sem consciência.

– Você não vai encostar um dedo nela ouviu? Eu mato você se ao menos olhar para ela. – Gritei. – Isabella é minha. Minha entendeu?!

Vi em seus olhos a raiva e a inveja quando disse isso, mas não fiquei ali para saber o que aquele verme falaria, se ouvisse novamente sua voz seria capaz de mata-lo e dessa vez sem pensar nas consequências.

No caminho de volta ao carro eu notei que minhas mãos estavam sujas de sangue e minha camisa também, limpei as mãos nela e a tirei jogando em uma lata de lixo ali mesmo. Assim que entrei no carro Bella se jogou sobre mim me apertando contra ela, aspirei seu cheiro e minhas mãos se embrenharam em sua cintura e cabelos.

– Por que tirou a camisa?

– Estava suja de sangue. – Ela me olhou assustada.

– Você o matou?

– Não, mas lhe dei uma boa surra. – Beijei seus lábios e suspirei. – Minha Bella, o que aquele monstro fez pra você?

– Você não iria gostar de saber. – Ela murmurou escondendo o rosto em meu pescoço.

– Pode me dizer, não tenha medo.

– Às vezes, antes de me violentar, ele me batia, muito, e depois, tomava o sangue que saia. Ele me amarrou uma vez, na cama, apenas as mãos, eu não vi muita coisa, mas vi um chicote e uma vara com espinhos, geralmente ele me batia nas coxas, sarava mais rápido.

Seus soluços começaram e logo senti minha pele ser molhada com as lágrimas dela, apenas afaguei suas costas e tentava controlar minha raiva. Esse monstro merecia a morte, uma lenta e dolorosa morte, ou pelo menos ficar bem longe dela, não vou suportar vê-la sofrer.

– Está tudo bem amor. Eu juro, pela minha vida que James não vai encostar um dedo em você.

– Obrigado.

– Eu te amo tanto minha menina.

– Eu também te amo, meu protetor.

Ela me encarou com os olhinhos cheios de lágrimas e os lábios trêmulos, segurei seu rosto com ambas as mãos e sequei suas lágrimas com os polegares, beijei sua testa, seus olhos, seu nariz, seu queixo, suas bochechas e por fim seus lábios. Não foi algo sensual, apenas um beijo carinho e puro, para mostrar a ela o quanto eu a amo e que minha promessa será cumprida a qualquer custo, eu irei protege-la com a minha vida se for preciso.

– Vamos para casa, vou cuidar de você. – Murmurei.

– Obrigado por cuidar de mim tão bem, te amo muito.

Depois de mais um beijo, Bella voltou para seu lugar e eu segui até nosso apartamento onde passamos o resto do dia cuidando um do outro, eu de seus traumas e medos e ela dos meus sentimentos, ter ela comigo me fazia sentir amado como nunca fui. E assim seria pelo resto das nossas vidas, eu sempre estaria com ela, sempre.

Notas finais
Então, gostarão? Deixem o comentário, se puder favoritem e recomendem... me deixem ainda mais feliz.