Um agente em minha vida.
14 Estou com você.
Notas iniciais
POV Edward
Bella estava sedada e dormia tranquilamente na maca do hospital. O médico me disse que o que ela teve foi uma Ulcera Hemorrágica por estar tomando os remédios sem ao menos comer algo antes, eram fortes demais para o estomago dela. Ela estava sedada a mais ou menos duas horas, o médico disse que ela pode acordar a qualquer segundo e eu quero estar aqui para acalma-la.
Fui até a janela e notei que chovia, já estava noite e não havia uma estrela no céu. Era um belo cenário, aterrorizante para alguns, mas para mim significava paz e calmaria. Olhei para as gotas que molhavam o vidro da janela e suspirei, no final elas sempre se encontram com as outras, são com nós, vivem uma parte da “vida” sozinhas e depois encontram outras para se juntarem e ficaram ainda maiores e mais fortes.
– Edward. – A voz fraca de Bella tirou minha atenção da chuva.
– Oi pequena. – Sussurrei ficando ao seu lado.
– O que aconteceu?
– Você passou mal. Te trouxe pra cá.
– Sim, eu me lembro.
– O médico disse que você precisa comer alguma coisa antes de tomar os remédios, eles te deram ulcera hemorrágica, por isso o sangue.
– Já podemos ir? – Ela perguntou se sentando.
– Só amanhã.
– Eu achei que já estava bem. Fazia tanto tempo que eu não precisava vir pra cá.
– Você está bem. Foi só um susto. – Beijei sua testa. – Quer comer alguma coisa?
– Sim.
– Eu fui em casa e peguei algumas coisas para você. Está ali. – Apontei para a mochila. – Vou pegar algo para você comer.
Sai do quarto dela e fui para a cantina do hospital. Ela não poderia comer coisas pesadas, mas o médico liberou sanduiche natural e suco. Comprei dois de cada e voltei para o quarto. Bella não estava na cama e a mochila não estava lá. Ouvi o barulho de água e supus que ela estivesse tomando banho. Esse hospital é realmente bom, com banheiro nos quartos particulares. O governo paga todos os gastos médicos de Isabella, assim não preciso me preocupar.
Quando ela voltou, já vestia uma calça moletom e uma regata branca. Seus cabelos presos em um coque o seu cheiro de morango tomava conta do quarto. Nos sentamos na cama e ela pegou o sanduiche e seu suco.
– Isso é gostoso. – Murmurou.
– É sim. Está se sentindo bem?
– Um pouco de dor mas bem.
– Dor onde? – Perguntei preocupado.
Bella colocou nossos copos na mesinha ao lado da cama e segurou minha mão, suas bochechas coradas e sua mão tremula me deixavam assustado e curioso.
– Aqui. – Colocou minha mão sobre seu coração que estava acelerado. – Ele dói Edward.
– Por que? – Perguntei a olhando.
– Por que ele está confuso demais. – Ela suspirou e me encarou. – Eu quero que pague a aposta.
– O que você quer?
– Um beijo seu.
A olhei assustado e meu coração perdeu algumas batidas. Bella segurou minha nuca e me puxou para ela, nossos rostos estavam próximos e eu conseguia sentir sua respiração acelerada e ofegante. Quando nossos lábios se tocaram levemente meu corpo estremeceu e Bella ofegou. Segurei sua cintura e pressionei mais nossos lábios que ela entreabriu e minha língua se infiltrou ali. Era surreal e viciante. Uma dança calma mas urgente, necessitada. Ofeguei quando ela segurou meu cabelo me puxando para mais perto. Quando o ar ficou escasso, depositei selinhos em seus lábios e me afastei devagar.
Os olhos dela estavam fechados e os lábios vermelhos estavam entreabertos. Acariciei sua bochecha corada e ela sorriu de lado abrindo os olhos que brilhavam felizes. Sorri beijando-a levemente.
– Obrigado. – Sussurrou.
– Por que disse que seu coração estava confuso?
– Jasper e você. – Me afastei minimamente. – Me sinto bem com os dois, mas me sinto melhor com você.
– Se você gosta de Jasper precisa dizer a ele.
– Não quero perder você. – Sorri beijando sua testa.
– Você não vai. – Garanti.
Bella me abraçou e eu acariciei suas costas, minha menininha, tão frágil e perfeita. Mesmo sabendo que ela pode estar dividida, ainda assim, me sinto feliz em saber que ocupo pelo menos uma parte de seu coração.
Mais tarde Bella e eu dormimos abraçados naquela maca, era pequena mas coube nós dois ali. Era a primeira vez que tínhamos um contato assim. Era bom tê-la tão perto de mim. Eu farei tudo para protege-la de qualquer um.
Na manhã seguinte quando acordei, deixei Bella dormir mais um pouco e fui para casa tomar um banho e trocar de roupa. O beijo não saia das minhas lembranças e o gosto dela ainda estava em mim me deixando a vontade de provar a cada dia mais.
Quando voltei, Bella já estava acordada e pronta para ir embora. O médico fez mais algumas recomendações e eu aproveitei para marcar a consulta com a psicóloga dela para ver a quantidade de remédios que Bella está tomando. Não entendo muito sobre isso, mas acho que poderia diminuir a quantidade deles.
– Oi anjo. – Beijou minha bochecha assim que entrei.
– Oi pequena. Vamos embora?
– Sim. Quero conversar com você depois.
– Sobre? – Ela deu de ombros.
Dirigi com calma até o meu apartamento, assim que entramos, liguei as instalações de segurança e Bella foi para o quarto, voltou logo depois com um sorriso calmo e o olhar alegre.
– O queria falar pequena?
– Anjo, eu quero trabalhar.
– Trabalhar Bella? Mas por que?
– Fico muito tempo sem fazer nada, além do mais, eu quero ter meu dinheiro.
– Você tem certeza? – Perguntei.
– Tenho. – Sorriu. – Você vai deixar?
– Claro que sim. Mas vamos procurar um lugar bom. Somente meio período ok?
– Obrigado. – Ela me abraçou e riu. – Estou feliz.
– Também estou.
– Eu pensei sobre ontem. – Ela disse ainda abraçada a mim.
– E então?
Bella se separou e segurou minhas mãos sorrindo de canto. Logo ela me olhou nos olhos e começou a falar com calma mas convicta.
– Eu não quero mais ninguém. Quero estar com você, confio em você. Eu nunca me senti assim, não sei o que sinto, mas é diferente e forte.
– Está apaixonada por mim?
– Acho que sim. – Sorriu. – Mas eu tenho medo.
– De que?
– Você sabe minha história, o que passo todos os dias, meus surtos, meus medos, eu tenho certeza que você pode ter alguém melhor.
– Desde o dia em que você pisou aqui eu sei o que quero. Não me importo com seu passado. Cuidarei de você no que for preciso, amarei você todos os dias.
– Você me ama?
– Sim. Eu te amo. – Beijei seus lábios doces e ela sorriu me abraçando.
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