Um agente em minha vida.
15 Pequenos gestos.
Notas iniciais
POV Isabella
Edward me ama. Ele disse isso, tenho certeza que não estou louca. Ele disse e sei que é verdade, ele nunca mentiria para mim, não depois de me conhecer e saber sobre meus medos, ele é meu anjo protetor e nunca diria alguma mentira. Não sei por quanto tempo ele me abraçou e me beijou, tão calmo e doce me fazendo sorrir e chorar. Sim, eu derramei algumas lágrimas, não de tristeza, mas sim de felicidade e medo. Medo por acordar na manhã seguinte e saber que tudo não passou de um sonho ou apenas de Edward se dar conta que eu não sou tão boa assim para ele.
– Você tem certeza? – Perguntei pelo que pareceu a decima vez e Edward sorriu acariciando meus cabelos.
– Eu que precisaria perguntar isso. Você é doze anos mais nova que eu. Tem certeza que quer ficar comigo?
– Eu quero tentar. Quero nos dar uma chance. – Sorri.
– Então não há motivos para dúvidas. – Beijou minha testa.
Ficamos o resto da manhã assistindo TV e conversando sobre minhas aulas e meu sonho de fazer Arte. O quadro que pintei de presente para ele, já estava pendurado em uma parede na sala, não sei quando ele pendurou, mas sei que ficou lindo. Edward fez nosso almoço, então tivemos macarrão alho e óleo e suco de caixinha, meu protetor não se dá muito bem com a cozinha.
– Já está na hora dos seus remédios. – Ele anunciou se levantando. – Vou pegar.
Edward subiu as escadas e logo voltou com alguns comprimidos na mão e foi para a cozinha pegando um copo d’água. Me entregou logo depois e eu engoli tudo, meu estomago reclamou e eu fiz cara feia.
– Por quanto tempo eu vou precisar tomar esses remédios?
– Eu não sei, mas amanhã vamos a uma consulta com sua psiquiatra e depois a psicóloga.
– Acha que ela vai diminuir a quantidade?
– Possivelmente, você já está melhor. – Ele sorriu e beijou minha bochecha.
– Obrigado por se preocupar comigo.
Edward apenas sorriu e me beijou, com calmo e carinho, segurando minha nuca e fazendo carinho na minha bochecha com o dedão. Eu não conseguia sentir medo de seus toques, apenas era certo, meu corpo apenas correspondia. Mas levando em conta que eram apenas beijos eu não posso saber como vou reagir quando as coisas começarem a esquentar realmente e tenho medo que isso seja um motivo para ele me deixar. Nos separamos ofegantes e deitei minha cabeça em seu peito recebendo carinho em meus cabelos logo em seguida.
– Te amo. – Sussurrou.
Eu não me sinto pronta para dizer isso, nem ao menos sei se o que sinto é realmente amor. Não quero dizer essas palavras da boca para fora, tenho comigo que essas três palavrinhas tem um significado muito grande para ser dito como algo banal. Permaneci em silencio e acabei adormecendo ali.
Quando acordei, senti os raios do sol nos meus pés e virei para o lado, a cortina estava aberta o que deixava o quarto mais iluminado. Me levantei com preguiça e fui para o banheiro. Tomei um banho frio e me sequei. Escolhi um short verde soltinho e uma regata preta e calcei meus chinelos. Fiz um coque em meu cabelo e logo depois fui para a cozinha.
Edward provavelmente estava dormindo ou já tinha ido para a sede do FBI. Preparei um café forte e um chá, fiz uma salada de frutas com leite condensado e comi um pouco. Preparei algumas panquecas e fui ver se Edward estava em casa. Bati de leve na porta de seu quarto e ninguém respondeu. Abri um pouquinho e vi Edward dormindo profundamente, seus cabelos ainda mais revoltos estavam por cima dos olhos, um biquinho adorável se formava em seus lábios. Sorri e entrei. Ele estava descoberto, dormia apenas de calça moletom, suas costas largas e branca me deixaram envergonhada, me sentei ao seu lado e arrumei seus cabelos beijando seus lábios logo em seguida.
– Edward, acorda anjo. – Chamei e ele resmungou. – Vamos lá, você tem que levantar, já são oito da manhã.
– Cinco minutos. – Murmurou, mas depois abriu os olhos verdes sonolentos e sorriu. – O que faz acordada?
– Acabou meu sono. Bom dia. – O beijei novamente e ele sorriu.
– Ótimo dia.
Ele se sentou na cama e riu quando fiquei rubra por vê-lo parcialmente nu. Sai do quarto envergonhada e fui para a cozinha. Lavei algumas louças e depois fui para a sala. Minutos depois ouvi passos nas escadas e logo um beijo em minha testa.
– Está tudo bem? – Perguntou.
– Sim. – O olhei. – Seu café está pronto.
– Vou comer e volto já. – Disse. – Já tomou seus remédios?
– Estou indo agora. – Ele riu.
Fui para o meu quarto e tomei meus remédios. Minha consulta com a psicóloga seria as onze, e depois teria a psiquiatra, então fiquei por ali mesmo, pintando coisas aleatórias e também esculpindo a pedra que comprei a meses atrás. Era um pouco mais difícil e eu já me cortei algumas vezes com as ferramentas, mas ainda assim é muito gratificante.
Edward logo apareceu no meu quarto me dizendo que tínhamos que ir a médica. Tomei um banho rápido e coloquei minhas calças e meu all star e depois uma regata. Quando fui para sala Edward já estava pronto, apenas me esperando. Beijou meus lábios e saímos do apartamento.
No caminho a todo o momento ele me perguntava se eu estava bem, são esses pequenos gestos que me deixam cada vez mais encantada. Eu tenho certeza que nunca poderia me distanciar dele, minhas forças estão nele. Minha vida depende dele.
Quando chegamos ao consultório, rapidamente fomos atendidos. Dra. Dudy é sempre um amor comigo, faço terapia com ela uma vez por semana, e saio daqui renovada. Assim que me sentei em frente à sua mesa ela me cumprimentou amável.
– Estou bem Doutora Zafrina. Ontem estive hospitalizada mas estou melhor agora.
– Hospitalizada? Por que?
– Os remédios estão muito fortes para o organismo dela, Bella teve uma ulcera hemorrágica. – Edward respondeu.
– Quanto a isso, na nossa próxima consulta eu iria diminuir as doses.
– Diminuir?
– Sim. Você toma quatro comprimidos, duas vezes ao dia. Vou diminuir para apenas dois comprimidos de preferência à noite e também um calmante para qualquer eventualidade, mas não misture os dois.
– Que ótimo. Pode deixar. – Comemorei.
– Mas qualquer mudança de humor ou sentimentos de ameaça, volte a tomar as mesmas doses. – Alertou.
– Pode deixar. Qualquer coisa eu vou estar por perto. – Edward garantiu.
– Eu quero começar a trabalhar.
– Isso é ótimo, mas evite lugares muito agitados e nada com muita pressão psicológica.
– Tudo bem. – Murmurei.
Doutora Zafrina passou a receita para comprar o calmante e Edward fez questão de comprar imediatamente. A partir de hoje eu não vou mais precisar daquele monte de drogas que me mantinham sã. Mas farei de tudo para não surtar novamente, principalmente agora que Edward e eu estamos tentando ter algo, não quero ser um peso para ele, quero ser saudável o suficiente para viver com ele.
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