Um agente em minha vida.
32 De volta a Nova York.
Notas iniciais
POV Isabella
Eu estava tão feliz, iria me casar com o homem que mais amo nesse mundo meu salvador que meu sorriso não saia do meu rosto de jeito nenhum. Edward segurava firmemente minha mão com o anel e sorria radiante para mim. Quando estávamos em frente à casa dos pais dele comecei a me sentir nervosa. E se os pais dele não me aceitassem? Uma coisa é ter o filho namorando com uma ex-prostituta outra bem diferente é ter essa mulher como nora e esposa do filho.
– O que foi Bella?
– Se seus pais não gostarem da notícia? – Ele sorriu e abraçou-me de lado.
– Eles vão amar a ideia, acredite. Não precisa ficar nervosa.
– Certo. – Murmurei.
Assim que entramos vi Esme conversando com uma mulher bem jovem e bonita, seus cabelos loiros caiam em cascatas pelas costas e seus olhos tinham um verde intenso, além do corpo que era perfeito, mesmo à distância. Assim que as duas ouviram o barulho da porta desviaram o olhar para nós dois, me senti corar, Edward soltou minha mão e se afastou um pouco, fiquei sem entender, mas assim que a mulher se levantou e o abraçou eu entendi tudo.
– Ed, que saudade, faz anos que não nos vemos. – Ela disse.
– Tanya, não sabia que estava aqui. – Edward murmurou.
Tanya? A ex namorada de anos atrás. Edward já me disse uma vez sobre ela. Os dois terminaram apenas por que ele se mudou para Nova York. Me encolhi minimamente e Esme veio até mim.
– Como foi o passeio?
– Maravilhoso. – Sorri. – Aqui tem lugares magníficos.
– Tanya, essa é Isabella, minha amiga.
Ouvir Edward dizer que sou apenas uma amiga depois de me pedir em casamento foi doloroso. Será que ele se arrependeu de me fazer o pedido? Será que ele ainda sente algo por ela?
– Olá Isabella. É um prazer.
– Oi. – Sorri minimamente.
Edward me olhou um tanto culpado, mas logo Tanya chamou toda atenção dele para si. Olhei com certo desgosto e Esme me chamou para irmos à cozinha, como não estava mais afim de ver aqueles dois juntos. A segui até a cozinha e assim que entrei parei estática na porta. Jacob Black estava ali, ele me olhou friamente e sorriu de lado.
– Bella? Você está bem? – Esme perguntou. – Você está pálida.
– Quer ajuda para se sentar? – Ele perguntou.
Eu respirava com dificuldade e senti minha visão ficar turva, eu estava passando mal, precisava de ar. Sai dali o mais rápido possível, corri para fora da casa e fui até a área da piscina, me sentia sufocada. Lágrimas pinicavam em meus olhos e logo estavam molhando meu rosto.
– Não precisa fugir de mim Bella. – Sua voz rouca murmurou atrás de mim. – Sabe que comigo não precisa se esconder.
– Você me deixou, sumiu.
– Mas nos encontramos agora.
– Não preciso de você aqui, vai embora. – Bradei.
– Você disse que me amava. – Pontuou.
– Eu nunca amei você, era boba e inocente. Eu tinha 15 anos e nunca tinha visto o mundo como ele é.
– Eu soube o que aconteceu com você. – O olhei aflita. – Sinto muito.
– Não precisa sentir.
Sequei minhas lágrimas e ele se aproximou de mim me puxando para um abraço, por pouco tempo não me rendi ao carinho, mas depois desabei em seus braços, eu sentia saudade dele.
– Bella? – A voz de Edward soou atrás de mim e eu me afastei de Jacob.
– Edward... – Murmurei manhosa e ele veio até mim me abraçando.
– Não sabia que conhecia o primo de Tanya. – Ele disse bravo, seu corpo estava tenso.
– Nos conhecemos desde crianças. Somos especiais um para o outro. – Jacob disse.
– Você está bem?
– Sim. Onde está sua amiga?
– Com a minha mãe. – Ele murmurou.
Me afastei dele e sequei meu rosto com o peito da mão. Jacob me olhava com carinho e eu queria abraça-lo e conversar, mas estava magoada com a atitude dele a mais de um ano atrás.
– Bella... – Ele chamou.
– Agora não.
– Você disse que me amava! – Ele brigou.
– E você foi embora. – Gritei.
Edward nos olhava com um misto de raiva e ciúmes. Seus olhos verdes estavam faiscando e eu não queria dar razões para isso piorar, ter raiva de mim agora é tudo que eu não preciso.
– Adeus Jacob. – Disse e fui de volta para a mansão.
– Estou me mudando para Nova York. – Ele gritou.
Não dei ouvidos a ele, apenas continuei andando. Esme estava se despedindo de Tanya e esta sorria para minha sogra, subi as escadas rapidamente e fui para o quarto de Edward, me joguei na cama e as lágrimas voltaram a cair, minha cabeça parece que vai explodir de tanta dor.
Me levantei cambaleante e peguei remédios para dor, os tomei e me joguei na cama novamente, poucos minutos depois senti meu corpo relaxar e o sono tomar conta de mim, me entreguei a escuridão e adormeci.
*****
– Bella, ei amor, acorde.
Abri meus olhos devagar e vi um par de olhos verdes me encarando. Respirei pesadamente e me espreguicei. Assim que sentei na cama Edward deitou a cabeça em meu colo, fiz carinho em seus cabelos e ele sorriu.
– O que Tanya queria aqui? – Perguntei.
– Ela e minha mãe se tornaram grandes amigas quando eu a namorava.
– Era só isso?
– Creio que sim. Eu conversei um pouco com ela, Tanya está feliz, namorando.
– Por que se afastou de mim quando a vimos?
– Ela é irmã da Irina e você sabe que por enquanto não podemos falar nada, apenas minha família.
– Entendi.
– De onde conhece Jacob?
– Nós fomos criados juntos. Os nossos pais eram amigos, éramos muito amigos.
– O que ele disse é verdade? Você disse que o amava?
– Sim. – Edward se remexeu desconfortável e se levantou do meu colo.
– Ele é tão importante assim?
– Sim. Quando eu disse que o amava, eu não sabia o que era amor. Mas ele foi embora no outro dia com a mãe, fiquei muito magoada.
– Eu não sei o que pensar.
– Eu senti falta dele Edward. Jacob é como um irmão.
– Um irmão que você ama. – Ele brigou.
– Que eu achei amar. Eu nem sabia o que era isso Edward, logo depois fui levada para aquele lugar, eu não quero ter magoa de ninguém.
– Você o ama ou não?
– Não anjo, não o amo. – Sorri. – Eu amo você Sr. Cullen.
– E eu amo você futura Sra. Cullen. – Ri.
Edward me puxou para um beijo faminto e desejoso, enrolei seus cabelos em meus dedos e o puxei para mim, senti o carinho de seus dedos em minha cintura e um arrepio passou por minha coluna, arfei em sua boca e montei sobre ele. Suas mãos apertaram minha cintura e o atrito mesmo com as roupas me fez gemer.
– Eu queria muito continuar com isso, mas meus pais estão nos esperando lá embaixo.
– Huum... – Gemi desgostosa e chupei seu pescoço.
– Ah, Bella! – Edward gemeu, ri e passei a língua sobre a marca vermelha. – Mais tarde amor, prometo.
– Vou esperar. – Ri saindo de seu colo.
– Preciso de um banho frio. – Gargalhei enquanto ele ia para o banheiro.
Esperei ele terminar o banho e assim que o vi ri de canto. Edward sorriu de lado e segurou minha mão puxando-me para ele. Saímos do quarto e logo na escada vimos os pais dele e Jasper, nos juntamos a eles para uma conversa antes do jantar. Sentei ao lado de Edward e segurei sua mão, ele sorriu e pigarreou chamando atenção para sim.
– Bem, eu e Bella temos uma novidade para contar. – Ele começou.
– Diga logo filho. – Esme pediu animada.
– Vamos nos casar.
Esme pulou do sofá e correu para me abraçar, Jasper e Carlisle parabenizaram Edward. Eu tinha sido aceita, teria uma família.
– Seja bem vinda definitivamente a família minha querida, logo, logo você será uma Cullen.
– Obrigado por me aceitarem.
– Você é maravilhosa querida.
– Meus parabéns Bella, bem vinda a família.
– Obrigada Carlisle.
– Bells, estou muito feliz por você.
– Obrigada Jazz.
Dei um abraço nos dois e logo Edward beijou minha mão e me abraçou de lado. Nossos sorrisos eram lindos e grandes, demonstrando toda nossa felicidade, era nossa vida que estava começando agora.
*****
Vinte e cinco dias se passaram e nós estamos voltando para Nova York, Edward volta em três dias para a sede e eu volto amanhã mesmo para a faculdade. Não tive mais notícias de Jacob e muito menos de Tanya e eu agradeço por isso, não quero aquela mulherzinha perto dele, Edward é apenas meu.
Assim que chegamos em casa, fomos direto para a cama, já passava das onze da noite quando chegamos, estávamos mortos de cansaço e amanhã eu teria que acordar cedo para ir a faculdade. Edward e eu dormimos agarradinhos como todos os dias, parecíamos querer fundir um ao outro, mas era muito bom.
A semana passou em um estalo, quando dei por mim já estávamos na sexta-feira da outra semana. Edward estava demorando na sede, tentei ligar para seu celular mas ele não atendia, já estava ficando muito preocupada com o que pode estar acontecendo mas resolvi ficar calma. Tomei um banho e coloquei minha camisola, tomei meus remédios e tentei dormir, mas eu precisava do corpo de Edward ao meu lado para me acalmar. Quase cinquenta minutos depois ouvi a porta da sala sendo aberta, pulei da cama e fui até lá descalça mesmo. Edward estava fardado e estava colocando as chaves sobre a mesinha.
– Edward! – Murmurei correndo para seus braços.
– Ei pequena, por que ainda está acordada? – Perguntou me abraçando.
– Não consegui dormir sem você, estava com uma sensação ruim.
– Desculpe a demora.
– O que aconteceu? Está tenso. – Perguntei acariciando seu rosto.
– Eu vou tomar um banho, depois a gente conversa ok?
– É sério?
– Muito amor. Me espere na cama ok?
Concordei e beijei seus lábios com carinho, estava com saudades e com medo ao mesmo tempo, sentia meu coração martelar e lagrimas pinicarem meus olhos, sempre tem algo ruim quando ele demora assim na sede. Fomos para o quarto e Edward seguiu para o banheiro, fiquei sentada na cama o esperando e quase meia hora depois ele saiu com apenas uma cueca boxer, deitou-se e me puxou para seus braços, respirei profundamente e seu cheiro amadeirado inebriou minha mente.
– O que aconteceu? – Perguntei.
– Lembra sobre as buscas pela sua mãe e seu padrasto?
– Sim, o que tem?
– Eles foram presos hoje. – Prendi a respiração e ele me abraçou mais forte.
– O que mais?
– Bella, sua mãe... ela é a verdadeira dona do The Blue. Ela pagou a fiança de James.
O abracei mais forte e as lágrimas caíram dos meus olhos molhando o peito dele, Edward afagou minhas costas e beijou meus cabelos. Mas meu único pensamento era que minha mãe me usou para ganhar dinheiro. Se ela é a verdadeira dona da boate, os programas que eu e as outras garotas éramos obrigadas a fazer, tinham o dinheiro desviado para ela, minha própria mãe.
– Não chore por ela amor. Aquela mulher não merece.
– O que eu fiz de errado? – Sussurrei.
– Você não fez nada amor, apenas ela que nunca foi boa pessoa. Renne vai ficar bons anos na cadeia.
– Ela me odeia.
– Não pense nisso. – Pediu. – Esqueça essa mulher. Aquela parte da sua vida acabou, agora somos eu e você, não pense em mais nada.
– Não me deixe. – Pedi.
– Nunca amor, sempre vou estar aqui. Agora durma.
Aos poucos a dor de ser odiada pela própria mãe foi amenizando, os carinhos de Edward faziam meu corpo amolecer e o sono tomar conta de mim, aos poucos fui relaxando e o choro amenizou, plantei um singelo beijo no peito nu de Edward e em poucos segundos a inconsciência me levou para o abismo.
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