Um agente em minha vida.
45 Califórnia, nova casa.
Notas iniciais
POV Bella
Meu maior medo tinha sido posto à prova, eu teria uma menina, eu fiquei muito feliz, mas mesmo assim senti medo. Nunca seria uma boa mãe, não tinha como ser, nunca tive o carinho completo da minha mãe, sempre foi Charlie que cuidou de mim, que me amou. E depois de tudo o que sofri naquela boate, não sei como conseguiria cuidar de uma menina. E se ela sofresse o mesmo que eu, se ela fosse magoada? Eu nunca saberia como agir. Mas Edward fez questão de me assegurar que seria uma ótima mãe e eu acredito nele, não tem como ser o contrário, ele nunca mentiu para mim, nunca, não seria agora que ele iria fazer isso.
Quando ele me contou que deixaria seu cargo no FBI fiquei aliviada, eu não quero sofrer todos os dias pensando se ele volta ou não, Edward já levou tiros, tiros... Isso não é para qualquer um. Eu não posso perdê-lo.
– O que vai fazer agora? – Perguntei.
Já estávamos dentro do avião, em poucas horas estaríamos desembarcando para nossa vida nova. Edward acariciava minha barriga, fazendo pequenos círculos perto do umbigo.
– Sobre o que?
– Você não tem mais um emprego.
– Sou formado em direito esqueceu? – Sorriu. –Vou trabalhar como advogado, prestar um concurso para Delegado.
– E eu?
Ele me olhou por alguns instantes e depois sorriu beijando minha testa.
– Vamos transferir sua matrícula da faculdade para cá e depois que nossa filha estiver grandinha você pode voltar.
– Obrigada.
Me aconcheguei a ele e fechei os olhos inspirando seu perfume. O cansaço pela viagem já estava me tomando e o sono veio rápido.
(...)
– Bella, amor. Acorda.
Suspirei e abri meus olhos de vagar, estava escuro e os passos dentro do avião. Já tínhamos pousado. A dor em minhas costas estava me matando e eu com certeza iria precisar de bolsas de água morna para fazer isso parar.
Edward me ajudou a levantar e me olhou preocupado, minha cara não devia estar muito legal, mas também pudera, dormi de mal jeito e minha barriga está começando a pesar.
– O que foi?
– Minhas costas estão doendo. Dormi de mal jeito.
Assim que saímos do avião Edward me levou até alguns bancos e me fez sentar ali.
– Vou buscar as malas e pedir um táxi. Fique ai.
Concordei suspirando e ele se afastou. Afaguei minha barriga sentindo pequenos movimentos da minha menina. Era uma sensação indescritível, pura. Nessas horas eu agradecia por ter nascido mulher.
Edward voltou minutos depois e me ajudou a levantar. Entramos no táxi e logo as diferentes ruas preenchiam minha visão.
– Está sentindo mais alguma coisa? – Ele perguntou preocupado.
– Não. – Sorri. – Estamos bem.
O caminho foi um pouco longo, mas logo que o motorista parou eu fiquei encantada com aquela casa. Era perfeita. Tinha lindas rosas vermelhas na frente, era pintada de branco e as janelas estavam em um tom azulado perfeito. O gramado era lindo.
– Bem vinda a sua nova casa. – Edward sorriu. – Gostou?
– Eu amei. É perfeito aqui Edward. – Sorri.
– Vem, vamos descansar um pouco.
Ele nem esperou que eu dissesse nada, apenas me pegou no colo e entrou na casa sem muitas dificuldades. Edward me deixou sentada no sofá e voltou para pegar nossas malas e pagar o taxista.
Olhei para todos os lados admirando a vista, a decoração por dentro era ainda mais linda. Em tons brancos e azul marinho a sala ia se formando. Havia uma TV de tela plana e o sofá onde estou sentada era de camurça branca. O chão era de madeira e havia alguns quadros pendurados ali. Era lindo.
Não demorou para Edward voltar com nossas malas. Seu sorriso era tão lindo que eu me sentia a mulher mais amada e sortuda do mundo.
– Avisou seus pais que estamos aqui?
– Não. Você precisa descansar e ninguém iria nos deixar em paz.
Ele nem me deixou contestar, apenas subiu as escadas para guardar nossas coisas. Me levantei daquele sofá e fui explorar a casa. Entrei na cozinha e ali era ainda mais perfeito. Teria que perguntar a ele quem decorou aquela casa, pois era perfeita demais.
Andei por todos os cômodos do andar de baixo, a cozinha, a sala, a sala de cinema, que também era composta por uma gigante tela plana e pufes espalhados pelo carpete fofo. Era perfeito.
– Bella? – A voz de Edward era baixa e podia sentir sua preocupação.
– Estou aqui. – Disse mais alto para que ele me ouvisse.
Logo ele estava ali. Seu sorriso torto me obrigou a sorrir também. Fui até ele o abraçando e murmurando agradecimentos pela linda casa. Edward apenas assentia e depois de um tempo me pegou no colo. Ainda bem que ele é forte, pois eu já ganhei consideráveis quilos com essa gravidez.
– Você precisa comer. – Murmurou.
– Estou sem fome.
– Nada disso mocinha. Vou colocar você para dormir e quando acordar vai comer.
– Tudo bem. – Murmurei fraquinho, o cansaço já começava a me abater.
Edward me colocou na cama e se deitou ao meu lado. O carinho em meus cabelos e costas me deixavam mole. Pouco tempo depois eu estava dormindo.
*****
Quando acordei estava sozinha na cama. Minhas costas doíam e eu podia sentir minhas pernas inchadas, minha cabeça também doía. Suspirei me levantando com cuidado e seguindo até uma porta que deveria ser o banheiro. Assim que abri me deparei com uma banheira. A enchi a tirei minha roupa entrando na agua morna logo em seguida. Meus músculos relaxaram um pouco, mas eu parecia ter sido atropelada.
– Achei você. – A voz de Edward me despertou da dor.
– Oi. – Suspirei.
– O que foi? Está com uma carinha cansada.
– Me sinto como se tivesse sido atropelada, minha cabeça dói.
Edward me olhou preocupado e se sentou na borda da cama. Ele me olhava procurando algo que o deixasse calmo, mas a dor em minhas costas era demais para que eu ficasse sentada por muito tempo. Me levantei na banheira e Edward me ajudou a sair e me enrolou em uma toalha logo depois. Ele nem me permitiu andar, apenas me pegou no colo e levou para a cama.
– É melhor levar você a um hospital. Essa viagem de avião foi cansativa demais.
– Tenho certeza que não preciso disso. – O acalmei. – Preciso apenas de uma compressa de agua quente e um chá de camomila para a dor de cabeça.
– Eu não quero arriscar meu amor. – Ele disse beijando minha testa. – Vou fazer o que pediu, mas se até amanhã de manhã não melhorar nós vamos ao hospital.
– Tudo bem.
Edward saiu do quarto e eu me aconcheguei em meio aos travesseiros procurando uma posição em que minhas costas não doessem tanto. Quando finalmente encontrei um jeito em que minhas costas não doessem tanto Edward chegou com uma bolsa de água quente e uma xicara com algo fumegante.
– Aqui. – Me entregou a xicara. – Tome tudo.
Enquanto Edward colocava a bolsa de agua quente em minhas costas para melhorar a dor eu tomava pequenos goles do chá. Era camomila.
– Onde você arrumou essas coisas?
– Eu comprei camomila para nós dois antes da viagem. Achei que poderia precisar e a bolsa já estava aqui. – Deu de ombros.
– Desculpe por dar esse trabalho todo. – Disse envergonhada.
– Eu amo cuidar de você amor. – Sorriu. – E agora eu amo cuidar dessa pequenina aqui.
Edward afagou minha barriga e eu sorri tocando seu rosto. Aquele homem era perfeito.
(...)
Dois dias depois de estarmos instalados Edward avisou os pais e Jasper que já estávamos na Califórnia. No mesmo dia eles vieram nos ver. Jasper não desgrudou de mim um minuto, ele amou minha barriga e parece que minha filha vai ter uma quedinha pelo tio já que ela se movimentou bem mais quando ele conversava com ela. Nem preciso dizer que Edward ficou todo emburrado com isso.
Esme e Carlisle amaram a notícia de que seria uma menina, ambos estavam encantados com a primeira neta. Edward se mostrou o tempo todo orgulhoso pelos elogios a filha que nem nasceu ainda.
No fim do dia eu estava morta de cansaço e Esme fez questão de deixar o jantar pronto para nós dois. Depois de comermos Edward e eu fomos dormir já que na manhã seguinte eu tinha uma consulta com uma ginecologista/obstetra pois ontem de manhã eu vomitei tudo o que comi, nada parou no meu estomago a não ser as maçãs que eu comi. Edward quase pirou, mas eu não quis ir ao hospital.
A médica que conseguimos era muito boa, na consulta eu contei sobre meu mal estar no dia em que cheguei de viagem e ela me assegurou depois de alguns exames que tudo estava perfeitamente bem na medida do possível e que eu só senti aquelas dores todas por conta da maneira que dormi no avião e a dor de cabeça foi pelo estresse. O enjoo ela diz que é normal, mas que essa fase minha já passou e que se persistir por muito temo é bom que eu faça alguns exames a mais. Mas no geral eu e minha menina estávamos bem.
Depois da minha consulta eu voltei para casa e Edward foi procurar um emprego, segundo ele, não trabalhar era exaustivo. Eu fiquei em casa, assisti filmes, comi sorvete e fiz sanduiches de queijo com tomate. Por fim, me aconcheguei no Puff e deixei que minhas pálpebras se fechassem.
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