Um Toque
9 Sangue nas ruas de Manhattan
Notas iniciais
Domenick colocava a Kawasaki para alcançar seus limites de freadas inesperadas, passagens bruscas de machas e travessias em sinais fechados. Tudo isso, por Asheley que apertava ele cada vez mais fraca.
Eu não posso perdê-la! Não posso! Não morra, Asheley!... Por favor... Não morra...
Ele acelerava cada vez mais e ultrapassava carros, motos, turistas, sinais fechados e faixas de pedestres sem ao menos diminuir, exceto quando não havia outra escolha. Nem mesmo as calçadas.
Ele não poderia levá-la para um hospital. Seria o primeiro lugar que o assassino procuraria eles. Sem material, a única maneira era improvisar. Faz-se muito isso no exército. E ele já havia ido para duas guerras e se alistado algumas vezes... Tudo, em apenas um toque.
– Onde dói? – Gritou para Asheley, ainda pilotando sem rumo.
– O quê? – Gritava de volta.
– Onde está sangrando? O local exato! Meça com os dedos.
Asheley criou forças para encarar a ferida. Até agora só havia sentido um pequeno ardor e visto o sangue em suas mãos. O ferimento não doía. Estava dormente. Mas havia um buraco na lateral do abdômen.
– Uns seis dedos a partir da cintura, eu acho!
Domenick olhava para a pista, atento. Porém concentrado em outra coisa.
Ele varria as 2.827 mentes a procura de qualquer coisa que pudesse ajudar. Experiência de vida, emergências hospitalares, primeiros socorros, treinamento de sobrevivência, qualquer coisa que servisse.
– Qual a sua altura?
– Um metro e setenta e um! – Gritou, sentindo uma fraqueza em sua voz. Estou morrendo sem sentir dor!
Quando era mais jovem, ela, como muitos outros, pensava qual seria a melhor forma de morrer. Uma delas parecia ser a morte indolor, ou talvez, morrer dormindo. Mas na situação que se encontrava, percebeu que é ainda mais dolorido não saber o que está lhe matando e saber que está morrendo. A dor é a prova que você ainda está vivo. A dor é nossa amiga.
– Nick, eu estou ficando tonta.
– Aguente firme!
Após ter atravessado, e quase atropelado uma velhinha, pela 5th Ave, eles seguiam da W 10th Street para a E 10th Street. O bairro Greenwich Village de Manhattan, mais conhecido como Village é dividido em duas áreas: o East Village e o West Village. O leste e oeste divididos pela Broadway. E Domenick já transpassava a Broadway seguindo a E 10th St. Preciso chegar até lá! – Pensou.
Quando atravessou a Broadway ele percebeu uma viatura da polícia de Nova York seguindo-o, mas não demorou até ele chegar na 4th Ave para despistar os policiais em uma linha reta, deixando-os para trás. Ou talvez tenham voltado quando viram uma moto de US$ 35.000. O preço fala mais alto que a velocidade, não importa onde esteja. Ainda olhando pelo espelho retrovisor, ele percebeu algo que os policiais provavelmente não notaram.
Asheley deixava uma trilha de sangue.
Cruzando a quarta avenida, Domenick, seguiu na direção sudeste na E 10th St em direção à 3rd Ave, virou à direita na 2nd Ave e depois à esquerda na E 6th St. Como se morasse ali há dez anos. E isso era verdade.
Lá está! – Pensou, avistando o seu destino.
Fogo, facas e ervas.
– Estamos chegando! – Não houve resposta – Asheley?
Ela uniu suas forças para beliscá-lo como sinal de que ainda estava consciente. Mas não conseguia falar.
Domenick parou na calçada e saltou da moto pegando-a no colo e descendo as escadas do Brick Lane Curry House.
Asheley estava zonza, debilitada e quase inconsciente, mas quando viu onde estava ela não conseguia acreditar.
Estou tendo alucinações. – Pensou – Isto é um restaurante indiano?
Notas finais
https://www.fanfiction.com.br/historia/177031/Dark_Moon_-_A_Love_And_Secrets_Story
Recomendo.
Mande reviews jovem cidadão. ^-^
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