Um Romance Digno De Um Livro
5 Capítulo 4 - Parte 2
Notas iniciais
P.O.V Alícia
Como?!
– Vocês se conhecem? — Paulo pergunta, assustado.
– Mais do que você imagina. — Abelardo sorri maliciosamente.
Ele tenta me puxar, mas Paulo o impede.
– Olha, cara. Não sei o que você veio fazer aqui e muito menos o que aconteceu entre você e a Alícia, mais vai embora.
– Você não manda em mim. — Ele disse, e eu percebi que ia dar confusão.
Então, seguro delicadamente no braço de Paulo, e digo para ele não se preocupar com isso.
– Tudo bem. — Ele sussurra em meu ouvido.
– Bem, voltando ao primeiro assunto, o pessoal tá perguntando de você, Paulo, porque você não foi mais lá e chegou um carregamento novo.
Vejo que Paulo fica tentado.
– Desculpa, mas ele não está interessado. — Digo.
Abelardo dá uma risada sarcástica.
– Ah, você é a protetora dele agora? Então, suponho que já tenha dado uma casa pra ele.
Paulo fica vermelho.
– Como assim? — Perguntei.
– Ah, então você não sabe. Pois terei o maior prazer de contar. Ele mora naquele cobertor e naquela caixa de papelão que você viu no parque. E só não foi expulso de lá ainda, porque eu pedi pro policial deixar ele ficar por lá por um tempo. E se você abrigar ele no seu apartamento, eu chamo aqueles contatos, e você estará ferrada.
P.O.V Paulo
Alícia ficou com medo. Mas mesmo assim não deixou de responder:
– Não me importo.
Abelardo se assustou e foi embora, me deixando confuso.
– Como...
– Não sei. — Ela respondeu.
Resolvemos ir pro apartamento de Alícia.
Chegando lá, ela brigou comigo, por eu não ter contado que "morava" naquele lugar.
– Eu sabia que você tava escondendo alguma coisa!
– Desculpa! Mas eu pensei que você não ia querer me ajudar depois que eu te mostrasse!
– Se eu disse que ia te ajudar, porque diabos eu não ia mais, principalmente agora?!
Me assustei. Alícia percebeu o que tinha falado e levou as mãos a boca.
– D-d-desculpa, eu...
– Não tem problema. Foi minha culpa. — Eu disse.
Vejo ela desabar em lágrimas.
Rapidamente, me sentei ao lado dela e coloquei sua cabeça em meu colo.
– E agora, Paulo? Eu tô correndo perigo. Nós estamos.
– Olha pra mim. — Digo, e ela tira sua cabeça do meu colo e me olha nos olhos.
– Você me ajuda bastante, Ali. Na verdade, foi a primeira. Eu me importo com você. Eu não vou te deixar na mão.
Então, ela se aproximou mais de mim.
E me beijou. Seu beijo era calmo e doce, e eu retribuí. Acariciei seus lindos cabelos pretos, e ela pôs suas mãos em minha nuca.
"Me senti feliz pela primeira vez."
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