Notas iniciais
Segunda Parte. Thanks a Blair Marsh, por favoritar a fic.

P.O.V Alícia

Como?!

– Vocês se conhecem? — Paulo pergunta, assustado.

– Mais do que você imagina. — Abelardo sorri maliciosamente.

Ele tenta me puxar, mas Paulo o impede.

– Olha, cara. Não sei o que você veio fazer aqui e muito menos o que aconteceu entre você e a Alícia, mais vai embora.

– Você não manda em mim. — Ele disse, e eu percebi que ia dar confusão.

Então, seguro delicadamente no braço de Paulo, e digo para ele não se preocupar com isso.

– Tudo bem. — Ele sussurra em meu ouvido.

– Bem, voltando ao primeiro assunto, o pessoal tá perguntando de você, Paulo, porque você não foi mais lá e chegou um carregamento novo.

Vejo que Paulo fica tentado.

– Desculpa, mas ele não está interessado. — Digo.

Abelardo dá uma risada sarcástica.

– Ah, você é a protetora dele agora? Então, suponho que já tenha dado uma casa pra ele.

Paulo fica vermelho.

– Como assim? — Perguntei.

– Ah, então você não sabe. Pois terei o maior prazer de contar. Ele mora naquele cobertor e naquela caixa de papelão que você viu no parque. E só não foi expulso de lá ainda, porque eu pedi pro policial deixar ele ficar por lá por um tempo. E se você abrigar ele no seu apartamento, eu chamo aqueles contatos, e você estará ferrada.

P.O.V Paulo

Alícia ficou com medo. Mas mesmo assim não deixou de responder:

– Não me importo.

Abelardo se assustou e foi embora, me deixando confuso.

– Como...

– Não sei. — Ela respondeu.

Resolvemos ir pro apartamento de Alícia.

Chegando lá, ela brigou comigo, por eu não ter contado que "morava" naquele lugar.

– Eu sabia que você tava escondendo alguma coisa!

– Desculpa! Mas eu pensei que você não ia querer me ajudar depois que eu te mostrasse!

– Se eu disse que ia te ajudar, porque diabos eu não ia mais, principalmente agora?!

Me assustei. Alícia percebeu o que tinha falado e levou as mãos a boca.

– D-d-desculpa, eu...

– Não tem problema. Foi minha culpa. — Eu disse.

Vejo ela desabar em lágrimas.

Rapidamente, me sentei ao lado dela e coloquei sua cabeça em meu colo.

– E agora, Paulo? Eu tô correndo perigo. Nós estamos.

– Olha pra mim. — Digo, e ela tira sua cabeça do meu colo e me olha nos olhos.

– Você me ajuda bastante, Ali. Na verdade, foi a primeira. Eu me importo com você. Eu não vou te deixar na mão.

Então, ela se aproximou mais de mim.

E me beijou. Seu beijo era calmo e doce, e eu retribuí. Acariciei seus lindos cabelos pretos, e ela pôs suas mãos em minha nuca.

"Me senti feliz pela primeira vez."