Um Príncipe em Cinquenta Tons
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Capítulo 25 – Um príncipe em cinquenta tons.
– Nós deveríamos nos arrumar. – murmurou a princesa Ana, ofegante. Seu corpo e seus cabelos banhados de suor assim como o do príncipe Christian, que estava ao seu lado tentando controlar a respiração.
– Eu, sinceramente, não me importaria de continuarmos na cama.
– Nem eu, mas eu estou com fome e... – ela vira a cabeça em direção à sacada. – já anoiteceu, daqui a pouco servirão o jantar. – o príncipe se enrosca nela.
– Você é o meu jantar. – sussurrou no ouvido dela e mordeu o lóbulo de sua orelha.
– Christian... – gemeu ela sentindo os beijos dele seguirem a linha de seu pescoço. – já cheguei ao meu limite, querido. O que eu preciso agora é de um bom banho e não de um sexto orgasmo. – apesar de sentir seu corpo lânguido, os beijos que Christian distribuí em seu colo estavam acendendo sua libido. O príncipe solta um gemido de frustração.
– Você tem razão. Perdoe-me baby, sou insaciável quando se trata de ti. – ele se levanta e estende a mão para ela. Ana a aceita e os dois seguem para o banho.
(...)
– Hm, eu pensei que os dois pombinhos ficariam a noite toda no quarto. – zomba o príncipe Elliot ao ver Ana e Christian entrarem na sala de jantar.
– Você é muito curioso.
– Não, eu sou um homem observador, irmão. – o príncipe sorriu com malicia. O príncipe Christian puxa uma cadeira para sua esposa, e depois se senta ao lado dela.
– Deixe teu irmão Elliot, ele tem que aproveitar! O casamento esta fazendo muito bem a vocês. – diz o rei Carrick, sorrindo para o filho e a nora.
– Obrigado pai. Sim, estou muito feliz ao lado de minha amada esposa. – diz o príncipe e sorrir para Ana que o retribui. – E a felicidade ficara completa quando meu primogênito estiver a caminho. – o sorriso dele se ampliou e a princesa Anastásia ficou desconfortável ao tocar no assunto. Desviou o olhar com medo que ele revelasse suas emoções. Ainda não tinha conversado com ele a respeito disso. E é obvio que ela precisava engravidar logo. Ele logo será coroado. A tradição era que os primogênitos casassem primeiro para depois seus irmão pudessem fazer o mesmo, mas acabou que isso foi quebrado pela recusa do príncipe Christian de se casar na época. A princesa Katherine encarava Ana, que mantinha os olhos sobre sua comida. Ela percebeu a tensão sobre ela, e sabia que não seria fácil, pois seria pressionada a todo instante sobre isso e quando falhasse a segurar um filho no ventre só pioraria a situação.
– Oh meu filho! Mal posso esperar por isso! Estou muito ansiosa para a chegada do filho de teu irmão! – a rainha olhou com carinho para Kate e Elliot. – Mas queremos ver Anastásia com um filho teu no ventre logo. – Ana abre um sorriso mínimo ao ouvir as palavras da rainha que apesar da ternura refletida tinha um leve tom de autoridade.
– Estamos providenciando mamãe, e espero que a bênção seja atendida. Não é mesmo, amor? — O príncipe Christian estava tão radiante que não percebeu a tensão de sua esposa.
– Claro. – murmurou a princesa, forçando um sorriso.
– Você se sentirá muito realizada quando seu filho estiver no ventre, Anastásia. É a melhor benção que uma mulher pode ter. – diz a rainha Grace. – Tive dois filhos homens e nada me fez mais feliz. – ela sorriu com carinho para os filhos.
– Nem quando eu me declarei para ti, querida? – brincou o rei Carrick. A rainha segura sua mãe sobre a mesa.
– Você me faz feliz todos os dias, querido. Você foi a melhor coisa que me aconteceu. – o rei sorri e leva a mão de sua amada até os lábios onde beija os nós de seus dedos gentilmente.
– Durante todos esses anos, o amor de vocês continua firme e forte. – a princesa Mia diz carinhosamente. – Espero que comigo aconteça o mesmo. – ela sorriu para o príncipe Ethan.
– Quando se é verdadeiro, nada pode impedir. – murmurou ele.
– Concordo com o príncipe Ethan. A prova disso é o amor de Christian e Anastásia. – a rainha continuou. – Depois de todos os embaraços, estão casados e felizes do que nunca.
– E como estamos. – diz Christian. Ele acaricia a bochecha de Anastásia.
– Devo confessar que cheguei a pensar que o amor não era para ti, irmão. – diz o príncipe Elliot, ele ergue sua taça de ouro contendo vinho ao alto em um aceno.
– O amor tem varias facetas irmão, é preciso estar atento para compreendê-lo. Eu fui tolo ao não acreditar naquilo que estava sobre o meu nariz.
– Nós dois fomos. – diz a princesa Anastásia.
– Agora você está presa em mim para sempre.
– Tudo o que eu mais quero é esta presa a você, amor meu.
Casar-se com um príncipe exigia muito mais do que um simples titulo de princesa, principalmente quando se tratava do prometido ao trono. E uma das principais exigências era ter um filho e que esse filho fosse homem, para herdar o trono futuramente. E se caso seu ventre falhasse, a pressão psicológica seria terrível. Para uma plebeia não seria tão difícil realizar esse vinculo, mas para uma nobre, tudo se tornaria mais severo. Ambos lutariam pela mesma realização, mas sobre ocasiões e intenções diferentes. De um futuro rei para talvez um futuro pescador. O sexo masculino era o preferencial para os homens, um varão como o pai, que ele ensinaria sobre tudo aquilo que um dia foi ensinado pelo seu pai. E era isso que a família Grey esperava. A princesa Anastásia pensava sobre isso enquanto estava sentada na cama vestida em uma camisola tom rosa pálido de seda e renda, passando um creme em suas pernas. Sua mãe, Carla, tinha contado uma vez que seu pai esperava por um filho homem e quando ela veio ao mundo tudo se dissipou... toda aquela tradição e conceitos passados de geração em geração sobre ter um filho varão. Ray se apaixonou pelo pequeno bebê de grandes olhos azuis. Sua mãe ainda tentou por um tempo ter mais um bebê na intenção de dar um varão a Ray, mas uma hemorragia tirou-lhe esse dom divino. José acabou ocupando o lugar do filho não concebido, quando sua mãe morrera e ele fora morar com seus pais.
A princesa Anastásia queria muito dá um filho a Christian, mas o medo de falhar a assombra. Ainda não contou à ele que estava se prevenindo e tinha medo da reação dele, de todos. Ela suspirou tentando afastar os pensamentos, colocando o frasco de creme ao lado da cômoda ela se acomoda entre os travesseiros na cama. O príncipe Christian sai do banho enxugando seus cabelos com uma toalha, vestido em uma calça de algodão preta. Se junta a ela na cama e a abraça.
– Esta tão cheirosa. – ele afunda o nariz no cabelo dela.
– Só para você, meu bem. – ele começa a salpicar beijos no pescoço dela. Roçando seus quadris na cintura dela para que ela sentisse sua crescente ereção.
– Eu quero fazer amor com você. – ela riu. – Deus, mulher, não ri! Isso só faz aumentar o meu desejo. – a rouquidão na voz do príncipe se intensificou e ele inclinou seus quadris mais vez em direção a Ana, sua ereção estava rígida sobre o algodão da calça. Ana parou de rir e virou-se para poder olha-lo nos olhos. – Tem ideia do quanto sua risada me traz paz? Você é como uma sereia para mim. Seu cântico me atrai completamente como ninguém jamais fez. É desconcertante forma como você me seduz com apenas um sorriso, um olhar... Nunca pensei que um dia sentiria algo tão forte como eu sinto por você, minha deusa. – seu olhar era sincero cheio de devoção e amor.
– Você é tão maravilhoso! Sinto-me cada vez mais apaixonada por você, amor. Não consigo imaginar minha vida sem ti. Tudo seria vazio e sem cor. Só você me faz sentir essa plenitude que é amar... amar você incondicionalmente. – ela o beija com urgência, deixando toda a sua inquietude de lado. Ali, nos braços de seu amado ela deixasse levar pela paixão durante horas.
(...)
Logo após o café da manhã, a princesa Katherine convidou Anastásia para um passeio onde as duas poderiam conversar mais a vontade já que ela percebeu que ela andava tensa quando a rainha Grace tocava no assunto de trazer um novo herdeiro à família Grey.
O dia estava ensolarado. A princesa Anastásia estava elegante com seu vestido rosa de renda com a saia florida de tecido azul. A princesa Katherine vestida com uma blusa social verde clara soltinha para o conforto de sua barriga e uma saia longa preta. Ambas elegantes em seus trajes e em sua postura. Caminharam pela praça onde um chafariz fazia a alegria das crianças que brincavam, correndo em volta. Elas acenavam vez ou outra para as pessoas que lhe sorriam. Pelo estado de Katherine, sentaram em um banco observando as crianças.
– Olha só Anastásia, a cada momento fico imaginando meu filho correndo assim como essas crianças pelo palácio.
– Tenho certeza que o palácio ficara mais alegre. A rainha já faz planos para a família aumentar cada vez mais. – ela suspirou e Katherine a olhou.
– Não me leve a mal Ana, mas percebi ontem no jantar que se sentiu pressionada quando ela tocou no assunto. Você não quer ter filhos?
– Não é que eu não queira ter filho com Christian, mas eu estou vivendo um momento tão maravilhoso no meu casamento. Eu queria curtir um pouco mais, sabe? Só eu e ele nesse clima de recém-casados, todas as noites sendo como se fosse nossa lua de mel.
– Quando eu me casei com Elliot eu pensava dessa forma também Ana.
– Eu sempre sonhei em casar e ter filhos, Katherine. Mas jamais me imaginei nessa posição: como a futura esposa do futuro rei. A responsabilidade de ter um filho de um príncipe quase rei é completamente diferente de dá a um plebeu.
– Você está se prevenindo? – perguntei Katherine com receio e Ana acenou. – Conversou com meu cunhado?
– Não, não tive coragem. Não viu como ele estava animado com a ideia? Tenho medo de magoa-lo.
– Você precisa falar com ele, esconder isso dele não vai adiantar nada. Só vai gerar confusão.
– Com você e Elliot foi assim?
– Mais ou menos. Nós não tínhamos planejado na verdade. Nem pensávamos em ter um filho logo. Diferente de você e Christian, a rainha não queria que eu engravidasse agora. Queria que eu esperasse que Christian casasse e tivesse um filho primeiro para poder seguir com a tradição. – a princesa Katherine contraiu os lábios.
– Nossa! – exclamou a princesa Anastásia surpresa. – Mas ela pareceu tão feliz quando recebu a noticia.
– De fato, todos ficaram. Mas não era o ideal para eles.
– Meu Deus! Sinto muito Katherine. – Ana paga nas mãos dela.
– Não se preocupe Ana. Elliot e eu não ficamos abalados com isso, sabíamos que seria assim se quebrássemos a tradição da família. Não podíamos esperar que Christian tivesse a consciência da importância de se casar e deixasse que o irmão seguisse o mesmo caminho. Nós queríamos sim ter um filho, mas estávamos curtindo muito a vida a dois. – Katherine sorriu maliciosamente.
– Eu também quero curtir a minha.
– Hm, eu sei sim, senhora pervertida. – ela gargalhou da cara que Anastásia fez. – Voltou muito mudada dessa lua de mel com meu cunhado.
– Ah Kate, eu me sinto uma mulher tão desejada pelo meu marido, uma sensação que pensei que não aconteceria comigo. Mas quando faço amor com ele me sinto a mulher mais amada do mundo... é tão magico.
– Ana! Meu cunhado te corrompeu mesmo! – gargalhou novamente e dessa vez Ana acompanhou.
– E como corrompeu! E eu gosto disso Kate! E por isso quero que dure mais um pouco esse clima. Um filho é uma bênção, mas não vejo a necessidade de apressar as coisas, mas, infelizmente nem todos entenderão o meu pensamento.
– É verdade! Mas se sente bem assim, siga seu coração. No tempo certo tudo acontecerá, incluindo a visita da cegonha. Mas não deixe de se prevenir, converse com Christian, ele tem o direito de saber.
– Oh sim, obrigada por me entender Kate você é a única com quem me abrir.
– Amigas são para essas coisas Ana. – elas sorriram e continuaram ali.
A praça encheu-se de atrações. Um circo tinha chegado a cidade na companhia de ciganos e mágicos. Alguns se reuniram na praça para fazer a alegria do povo. Elas decidiram que já estava na hora de irem embora. No caminho de volta para o palácio, Ana percebeu que uma das ciganas a encarava fixamente. Franzindo o cenho ela deu de ombros e continuou seu caminho sentindo os olhos da mulher queimar suas costas.
– O que foi? – perguntou Katherine.
– Viu como aquela cigana me olhava?
– Que cigana?
– A que está com um pano vermelho enrolado na cabeça. – Katherine olhou para trás a procura da mulher.
– Não estou vendo-a. – Ana olhou para trás, mas não viu a mulher em nenhum lugar.
– Estranho, ela estava ali agora a pouco.
– Talvez, essas pessoas são cheias de truques. – diz Katherine. Antes de voltar ao palácio Anastásia foi até o estabelecimento de seus pais. Ela ficou encantada com tudo o que viu. O lugar era amplo e bem cuidado. Seus pais ficaram surpresos e felizes com a vista. Fora uma vista rápida e calorosa. A princesa Katherine ficou encantada com simplicidade e com a recepção simpática da família.
No palácio, a princesa Anastásia vai para seu quarto para se preparar para o almoço. A conversa que teve com Katherine ronda sua mente. Ela tinha razão. Precisava contar ao príncipe Christian o quanto antes para que evitasse discursões futura. Mas a ideia de vê-lo magoado a atormentava. Depois de despir suas roupas, Ana entra na banheira e tenta relaxar. Logo ela ouviu passos se aproximarem e sabia exatamente quem era.
– Isso é o paraíso. – murmurou o príncipe Christian a encarado. Ana estava inclinada na banheira, seus seios de for por cima da espuma. Ela estende a mão.
– Porque não se junta a mim, príncipe Christian? – o príncipe já começara a tirar suas vestes, E quando se vê nu sobre os olhos gulosos de sua esposa ele entra na agua sentando-se de frente para ela. A puxa para seu colo.
– Vou toma-la agora, sem preliminares e sem provocação. – ele segurava a base de seu pênis. A sentindo o roçar na sua entrada molhada não só pela agua. Gemeu. Ambos sentiam uma necessidade um do outro quase que descomunal. A boca do príncipe foi direto para o seio dela, chupando e mordiscando como um bebe faminto. O gemido saiu alto de sua garganta quando Anastásia sentou em seu membro. A sensação de estar preenchida era incrível. Christian segurava a cintura dela para ajuda-la com os movimentos. Seu membro entrava e saia lentamente, mas aquele ritmo estava matando-os e então começou a estoca-la cada vez mais rápido e duro. Ele a apertava contra seu corpo enquanto sua boca trabalhava nos seus dela deixando-os vermelhos. Ana gemia descontroladamente, os sons primitivos que saiam da boca de Christian a excitavam. Ana segurava a borda da banheira para cavalga-lo cada vez mais rápido e forte causando um redemoinho em volta deles. Corpos se chocavam e junto com eles vinham a agua. E mais uma vez a nevoa do prazer preenchiam os sentidos deles quando atingiram o orgasmo.
– Uau. – diz Ana ofegante.
– Foi incrível querida, sempre é incrível com você. – ele a beija nos lábios, com fervor e emoção.
– A gente precisa conversar. – ela estava disposta a contar a ela.
– Sobre o que?
– Um assunto importante. – ele franziu o cenho.
– Então, me diga.
– Não é o momento certo. Quero estar preparada para isso.
– Você esta começando a me preocupar Anastásia. – respondeu o príncipe, nervoso.
– Calma, amor. – ela o beijou. – Não precisa ficar preocupado. Somos um casal e é normal termos conversas serias. – ela tentou tranquiliza-lo. – No momento não quero pensar nisso, a única coisa que quero é aproveitar o meu lindo marido.
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