Um Príncipe em Cinquenta Tons
19 Capítulo 19
Notas iniciais
– Por que a Ana está demorando tanto? – resmungou José. Ele ainda estava na cozinha sentado ao lado de Hannah, ambos conversaram timidamente enquanto Anastásia ia ver o príncipe Christian, mas José já tinha percebido que as horas passavam e ela ainda não tinha voltado e já estava ficando impaciente com a demora.
– Daqui a pouco ela vem José.
– Não sei por que ela insistiu em vê-lo, devia mesmo é manter distância dele.
– Sabe o que eu acho? – diz Hannah e José a olha e levemente abana a cabeça – Acho que eles se gostam. – diz ela e José arregala os olhos.
– O que? E claro que eles não se gostam Hannah! Não diga tolices! – diz ele meio rude e Hannah abaixa a cabeça e no mesmo instante José se arrepende de ter tratado a moça assim. Ele havia adquirido uma simpatia por ela no mesmo instante que a viu, ela era a moça mais linda que já viu. – Desculpe-me, não queria ser um grosseiro.
– Tudo bem, eu que não devia me meter em assuntos que não me dizem respeito. – diz ela com um sorriso tímido e logo Gail adentra na cozinha chamando a atenção de ambos.
– Cadê a Anastásia? – pergunta José.
– Esta com o príncipe meu jovem e acho que ela vai dormir aqui hoje. – diz Gail.
– O que? Como assim? – diz ele se levantando.
– Foi o que ouviu se quiser aqui tem um quarto de hospedes para você.
– Mas é claro que não! Eu vim com a minha prima e vou leva-la comigo! – diz José alterado.
– José, acalme-se! – pediu Hannah.
– Mas... – ela o interrompe.
– Por favor, deixa-a não se preocupe ninguém a machucará! – diz ela e ele assente meio relutante, a voz dela o acalmava. – Irá dormir aqui?
– Não, não posso, sinto muito. – diz ele e o brilho que havia nos olhos dela se apaga e ela disfarça com um sorriso. Após mais alguns minutos conversando com Hannah, José vai embora. Hannah suspira e Gail apenas a olha com um sorriso nos lábios.
– Me parece que você gostou desse moço. – comenta Gail enquanto as duas caminham pela ala dos empregados para seus aposentos.
– Sim, ele é bom rapaz. – suspirou.
– Uhum. – diz Gail e Hannah a olha com um olhar questionador e ela apenas dá de ombros. Após a benção da mãe ela vai para o seu quarto.
(...)
Aquela hora da matina todos ainda dormia, menos o rei que acabara de acordar, sua noite de sono não havia sido boa pela preocupação com seu filho e sua esposa também não conseguiu dormir direito, pois a todo o instante revirava na cama e chamava por seu filho. Ele precisava conversar com uma pessoa, e não podia mais esperar. O rei Carrick tenta sair do abraço de sua esposa, mas ao perceber os movimentos dele ela acorda.
– Aonde vai? – perguntou a rainha Grace com a voz rouca pelo sono.
– Volte a dormir, querida. – diz ele e lhe beija a testa.
– Você vai até Suria, não é? – perguntou ela e ele assente, suspirando fundo, a rainha se levanta também – Eu vou com você e nem pense em dizer que não, Christian também é meu filho e me sinto culpada pelo que aconteceu. – diz ela tristemente e o rei assente, não contrariaria uma decisão de sua senhora.
Após se arrumarem, as majestades caminham para fora do quarto sem fazer barulho, antes de descerem as escadas, a rainha Grace vai até o quarto do filho para vê como ele está com o rei ao seu lado. Ao abrirem a porta, eles adentram calmamente e se deparam com a visão de Ana dormindo ao lado dele serenamente, o semblante do príncipe era calmo e até mesmo feliz, não havia resquício de dor e sofrimento. A mão de Ana repousava sobre o peito dele e a visão do anel sobressaiu ali, o rubi estava brilhando destacando sua presença e mais do que nunca eles tinham a certeza de que precisavam conversar com Suria.
As luzes da pousada ainda estavam apagadas, o que era considerável pela aquela hora da manhã. A cidade estava calma, o que facilitava a ida do rei e da rainha ate a pousada onde Suria estava hospedada, sem chamar a atenção de olhares curiosos. O dono do estabelecimento já estava de prontidão na porta, o rei Carrick desce da carruagem e ajuda sua esposa a descer e vão até a entrada do lugar. Ele informa sobre o quarto onde Suria está hospedada e eles seguem em direção do mesmo.
Toc Toc, o rei bate na porta que é aberta imediatamente. Suria os encara impassivelmente, esta bem vestida, parecia até que sabia da visita deles.
– Olá Suria.
– Majestade, — ela acena a cabeça – o que devo a honra de vossa presença?
– Podemos entrar? – pergunta o rei e Suria abre caminho para eles. O lugar era aconchegante, a decoração rustica e impecável deixava o ambiente harmônico. O rei se senta no sofá e a rainha ao seu lado. Suria caminha até eles e senta-se na poltrona de frente à eles. O silêncio é ensurdecedor, nem um deles falavam nada apenas se encaravam.
– Eu sei por que estão aqui. – diz Suria quebrando o silencio.
– Sabe? – questionou a rainha.
– Fiquei sabendo que o príncipe sofreu um atentado, eu sinto muito.
– Obrigado. Viemos aqui para falar justamente disso.
– Eu sei. – suspirou – Finalmente entenderam que interferirem no destino do próprio filho não foi uma boa ideia? – perguntou ela e a rainha Grace não conteve o choro ao se lembrar que seu filho quase morreu. O rei Carrick tentava se manter firme, não queria quebrar na frente dela. Suria se levanta e vai até a janela – Eu não desejei nem um mal a vocês, por isso mesmo avisei sobre as consequências de suas escolhas, escolhas fúteis e sem valores para que evitassem que algo assim acontecesse.
– Você sabia que isso aconteceria?
– Sim, eu sabia. Mas, não sabia quando e nem como aconteceria.
– Mas, como? Porque não nos avisou? – perguntou o rei revoltado.
– Acho que meus avisos foram mais do que o suficiente, não acha majestade? Eu sei de muitas coisas, pois já vi acontecerem de várias maneiras e algumas dela nem chegam a acontecer porque as pessoas percebiam que o dano que seria causado se interferisse naquilo que está escrito seria muito pior. Então, não queria culpar a mim por não ter se convencido e evitado essas tragédias! – diz ela também alterada. Suria já estava por um fio com o rei e sua teimosia. Precisou que o filho quase morresse para perceber o mal que estava fazendo e para ela foi o estopim o seu tom de acusação.
– Sinto muito Suria, eu estou... perdido. – diz ele e passa as mãos pelos cabelos.
– Precisamos de sua ajuda Suria. Oriente-nos. – pediu a rainha Grace em tom de suplica.
– Com certeza vocês se questionam por eu saber de tanta coisa, até eu mesma faço isso. Por eu ser uma guardiã do anel tive que aprender a lidar com o meu sexto sentido e peço a vocês que lidem com os seus. Não há nenhum segredo nisso, é apenas deixar que os caminhos se cruzem. O amor não quer nada em troca a não ser a reciprocidade do sentimento. Não existe egoísmo, mentiras ou interesses em bens materiais, como o dinheiro. Vocês estavam destruindo a felicidade de seu filho porque a mulher que ele ama não é do mesmo nível de classe de vocês e isso é desprezível. – diz Suria e o rei e a rainha sentem o peso das palavras dela, por mais que elas magoassem, era a mais nua e crua verdade. – Aprendam a dar valor àquilo que realmente importa.
– Agora eu percebo o quanto fui imprudente.
– Fico feliz que tenha percebido isso rei Carrick e espero que de agora em diante veja as coisas com mais clarezas.
– Obrigado Suria. – diz ele e ela apenas assente.
A conversa que tiveram com ela foi tensa e ao mesmo tempo libertadora. O rei Carrick ia calado ao lado da esposa que estava do mesmo jeito, faltava pouco para voltar para casa e recomeçar. Ele se lembrou de quando conheceu Grace e se lembra o quanto foi difícil conseguir ficar com o amor de sua vida. Grace era filha de um camponês e sua família não permitiu que eles ficassem juntos por ela não ser rica. Mas, ele lutou até o fim, até conseguir casar com ela. Seus pais acabaram aceitando a união dos dois, com a convivência se encantaram por ela e perceberam o quanto foram injustos. O rei Carrick agiu do mesmo modo que seus pais, com pré-conceito e injustiça. Não se sente nenhum pouco orgulhoso, mas agora vai concertar seu erro.
(...)
O príncipe despertou de seu sono e sorriu alegre ao ver que Anastásia tinha atendido ao seu pedido e permaneceu ao seu lado velando por seu sono a jovem abriu os olhos, mas continuou deitada ao lado do príncipe com a cabeça levemente apoiada em seu ombro ele acariciou a pele macia de seu rosto.
– Bom dia. — diz Christian ao depositar um beijo sobre a testa de Anastásia que retribuiu o carinho com um sorriso sentia um misto de sentimentos em seu coração confuso, mas de uma coisa ela tinha total certeza estava feliz pelo príncipe Christian ter se salvado.
– Bom dia alteza, como se sente?
– Muito melhor contigo ao meu lado meu amor e de hoje em diante quero que me chame apenas de Christian. — ela arregalou os olhos ao ouvir as palavras do príncipe estava completamente surpresa principalmente pela palavra “meu amor”.
– Como, alteza?
– Isso mesmo que ouviu anjo você é o meu amor. – diz ele sorrindo ternamente com um olhar apaixonado. Imediatamente ela se sentou na cama sentiu-se confusa em relação a tudo aquilo. O príncipe Christian também tentou se sentar ao seu lado e com um pouco de dificuldade e gemendo pela dor ainda recente, pois a ferida em seu peito ainda doía mesmo assim isso não o impediu de enlaçar seus braços sobre a jovem e lhe dar um abraço. Ele sentia como nunca se sentiu antes, livre mais leve e feliz, seu sonho com Aron ainda estava gravado em sua mente e ele iria fazer de tudo para ter o seu amor em seus braços.
– Alteza, o senhor não pode fazer esforços... – Ana tentou empurra-lo levemente para não machuca-lo.
– Christian apenas Christian anjo. — Christian murmura próximo ao ouvido da jovem que se sentiu tremula com tanta aproximação. O momento romântico não parecia uma brincadeira do príncipe, suas palavras pareciam sinceras, mas a desconfiança falava mais alto para Anastásia. Como confiar nele que me fez tanto mau? Será que realmente está mudando? – pensou ela um pouco desconfiada.
– Tudo bem, Christian. — Ela concordou em chama-lo pelo apenas primeiro nome não queria aborrece-lo naquele estado. Ainda abraçado a ela Ana pôde sentir o sorriso dele. Uma batida na porta tirou os dois daquele momento e logo a família real juntamente com Dr. Flyn entraram no quarto, Ana se sentiu envergonhada por estar tão próxima do príncipe e logo tratou de se levantar deixando o príncipe Christian confuso pela atitude.
– Oh meu filho! – diz a rainha Grace com um imenso sorriso nos lábios ao ver que o filho tinha acordado, ela corre até ele e o abraça.
– Ai mamãe. – diz ele fazendo uma careta e sorrindo ao mesmo tempo.
– Oh meu filho me perdoe. – diz ela envergonhada sem tirar o enorme sorriso dos lábios, Christian beija a testa da mãe. O rei Carrick se aproxima do filho e o abraça com cuidado, todos estavam felizes por ele ter acordado. Até mesmo Leila vai abraça-lo de maneira intima e nesse momento ele ficou tenso e Anastásia sentiu ciúmes pela aproximação dos dois. Toda a família estava reunida conversando com ele enquanto Flyn o examinava os remédios haviam chegado e agora poderia medica-lo, Ana percebeu que aquele era um momento em família e resolveu sair de fininho para dar privacidade a eles.
No corredor ela encontra o príncipe Ethan saindo de seu quarto e sorri ao ver a jovem que retribui o sorriso.
– Ana, quanto tempo! – diz ele e a abraça.
– Olá Ethan, como vai?
– Muito bem achei que não veria mais você. – diz ele e Anastásia cora.
– Estava cuidando do meu pai que agora graças a Deus está melhor.
– Entendi, fico feliz! Você veio ver o Christian?
– Sim. – diz simplesmente. Não queria falar do príncipe Christian com Ethan depois de Ethan ter dito o que sentia por ela, mas Ana via que ele estava diferente em relação a ela. Esses dias que se passaram ele e a princesa Mia estavam cada vez mais próximos e essa aproximação fez com que o príncipe esquecesse um pouco de Anastásia e da maneira como a queria.
– Tudo bem, bom, eu vou lá ver como ele está. Até mais Ana. – diz ele e vai em direção ao quarto do príncipe e Ana segue para a cozinha.
Na cozinha ela encontra Gail e Hannah preparando o baquete da família. Hope está em cima da mesa comendo sua refeição e ao vê-la Ana corre na direção do pássaro.
– Hope. – diz Ana alegremente e Hope ao reconhecer a sua dona abre as asas.
– Ela sentiu sua falta Ana. – diz Hannah sorrindo assim como Gail.
– Eu também senti muito a falta dela.
– Está com fome? – perguntou Gail.
– Sim e muita. – diz ela e se lembrou de seu primo e deu um tapinha na testa – Oh meu Deus!
– O que foi menina?
– José! Me esqueci completamente dele!
– Ah, não se preocupe, ele foi embora ontem à noite! Ficou com raiva por que você iria dormir aqui até tentei convencê-lo a dormir aqui também, mas ele não quis. – diz Hannah.
– José é um turrão!
– Hannah gostou muito dele. – comenta Gail de repente servindo um pedaço de bolo à Anastásia.
– Mamãe!
– O que? Por acaso estou mentindo? – pergunta Gail fazendo a filha corar.
– Não. – diz ela baixinho e Anastásia sorri percebendo o interesse da jovem.
– José é um chato Hannah, mas é uma boa pessoa. – as mulheres continuaram a conversar animadamente e sempre voltavam a atenção para Hannah e ficava envergonhada.
(...)
– Então filho, como está se sentindo?
– Estou bem mamãe, muito bem. – diz ele sorrindo.
– Você nos deu um baita susto Christian, o que tem os homens dessa família? – perguntou a princesa Mia em tom de brincadeira, fazendo todos ali rirem. Flyn termina de trocar a atadura em meio aos gemidos do príncipe.
– Não se preocupe Mia, eu tenho um anjo da guarda no céu – diz ele lembrando de Aron – e outro aqui na terra. – sorri e olha para o lado a espera de encontrar Anastásia e por não vê-la seu sorriso morre imediatamente. – Cadê a Anastásia? – perguntou e todos se entreolharam, olhando para os lados não a encontraram – Cadê ela? Ana! – perguntou o príncipe nervoso. – Ela foi embora! Ela me deixou! – sussurrou ele angustiado. Seu anjo havia o deixado, nervoso ele passa as mãos pelos cabelos.
– Se acalme irmão, eu vi quando ela saiu de fininho. – diz o príncipe Elliot ao ver o estado de Christian.
– Deixa essa criada para lá Christian. – resmunga Leila sentada ao lado dele.
– Eu encontrei com ela no corredor, deve ter ido para a cozinha. – diz o príncipe Ethan.
– Alguém, por favor, vai chama-la, preciso dela aqui, eu quero ela aqui. — Todos ali não entenderam a reação do príncipe. Leila com raiva pela preocupação de Christian com Anastásia fica furiosa e se encaminha para sair do quarto e quando abre a porta vê Ana com uma bandeja de café da manhã e sua raiva aumenta ao vê a mulher que quer roubar o príncipe dela. Mais isso não vai acontecer! – pensou ela sombriamente. Ela passa por Anastásia lentamente, Ana continua firme em seu olhar sem demonstrar fraqueza, nunca mais deixaria alguém pisar nela, o ambiente estava silencioso todos observavam a cena esperando que algo acontecesse entre as duas, o príncipe estava estático e nervoso. Para a surpresa de todos Leila não faz nada, apenas passa por Ana. Leila é muito esperta e se fizesse algo vergonhoso sua conduta seria criticada, por isso saiu do quarto lentamente sussurrando um cuidado para Anastásia que percebendo a ameaça na voz dela não se intimidou.
– Ana, onde estava? Por que foi embora? – perguntou o príncipe um pouco ofegante e sorrindo por vê-la. A família permanecia no quarto sem dar uma palavra, apenas observavam os dois e Ana percebendo, corou.
– Desculpe alteza, só fui até a cozinha comer algo e preparar seu café da manhã.
– Ana já disse que pode me chamar de Christian. – Ana assente e coloca a bandeja no colo dele, era uma sopa de frango, pães assados e frutas.
– Coma em poucas quantidades príncipe. – avisou Flyn e Christian não conseguiu desviar os olhos de Anastásia que estava desconfortável naquela situação.
– Bom, eu vou voltar para a cozinha.
– Não! – diz o príncipe e segura a mão dela firme – Fique aqui comigo. — Ana não se sentia bem ali com a família dele, as atitudes de Christian estava deixando ela constrangida e sabia que o rei e a rainha Grey não aprovavam isso.
– Mas... – para a total surpresa de todos o rei Carrick a interrompe.
– Fique Anastásia, meu filho precisa de você e não se preocupe com os afazeres no palácio, os outros criados dão conta. – atônita pelo pedido do rei Ana apenas assente com a cabeça, o príncipe Christian olha para o pai interrogativamente ele achou que travaria uma “guerra” com os pais por declarar seu amor por Ana, mas viu que tinha se enganado e pela reação dele não iria se impor na relação deles.
– Vem amor, senta aqui. — e Ana o fez.
– Amor? – questionou a princesa Kate incrédula e seu cunhado apenas sorriu e Anastásia procurou um buraco para enfiar a cabeça. – Eu sabia! Eu sabia! – exclamou a princesa sorrindo lembrando-se de sua desconfiança de que Christian estava apaixonado por Ana e que comentou com ele sobre isso no dia do baile de máscaras.
– Você estava certa o tempo todo cuinhada.
– Do que estão falando?
– Ah, nada amor. – diz Kate sorrindo para seu esposo. Ela estava feliz por eu cunhado ter finalmente descoberta seus sentimentos por Anastásia, ela era uma jovem boa e pura e com certeza o faria muito feliz, ambos estavam amando. A princesa Mia não pode conter um sorriso ao ver a cena, seu coração estava mais que esperançoso, pois agora quem sabe, ela teria chances com o príncipe Ethan, olhou na direção em que ele se encontrava e percebeu que ele a olhava e sorriu.
A família aos poucos foi saindo do quarto, deixando apenas Ana e Christian sozinhos. Ele comia calmamente enquanto Ana observava, entre uma conversa e outra ele falava sobre eu amor por ela e Ana sempre tentava desviar da conversa. Ainda não se sentia segura com a ideia de que o príncipe Christian a amava.
– Não acreditas que te amo?
– Não é isso Alteza... Quer dizer Christian.
– Então, porque te negas a aceitar o meu amor? Eu te Amo Anastásia Rose Steele. — diz o príncipe se perdendo no olhar azul em sua frente tocou o queixo da jovem que fechou os olhos sentia as palavras do príncipe mexerem com o seu pobre coração que nada sabia de amor.
– Christian, você é um príncipe e em breve será rei e eu sou apenas uma plebeia, filha de camponeses.
– E o que tem isto? Continuas sendo o meu amor. — ele toca os lábios de Anastásia, com um pequeno selinho, levando a pequena mão dela até seu peitoral enfaixado onde seu coração pulsava fortemente por debaixo das ataduras e ficam em silencio por alguns minutos.
– Eu já tinha sentimento por ti à muito tempo, desde a primeira vez que eu te vi. Lembras? — diz Christian fazendo Anastásia se recordar do momento, ela assente que sim.
– Foi na vila do comércio.
– Eu te achei linda, pensei que eras um anjo se colocando a frente daquela criança.
– Sim, como esquecer se logo depois me trouxe para cá e tornou minha vida um tormento eu passei por coisas terríveis. – diz ela amarga e o coração do príncipe se contorce de culpa.
– Oh Ana, eu sei disto, e não haverá um dia se quer até o fim da minha vida, que eu não me arrependerei do que fiz contigo. Perdoa-me de coração?
– Eu já te perdoei à muito tempo, não tenho razão para alimentar o ódio em meu coração.
– Aceite meu amor, eu imploro anjo, por favor. — o príncipe a beija e Anastásia não tem forças para pedir que ele se afaste e retribui o beijo. Uma caricia leve e gostosa, sensações desconhecidas passavam por seu corpo pedindo por mais. Ela se afasta dele e repousa a testa contra a dele.
– Eu preciso pensar. – pediu ela – As coisas não podem acontecer assim tão rápido, há muito mais coisas envolvidas nessa história. – Christian suspira ao ouvir suas palavras. Ele sabia que não seria assim tão fácil, ele precisa conquista-la e declarar seu amor não é o suficiente já que o inicio de sua história com ela não foi nada afetuosa.
– Tudo bem, — diz ele a contragosto e pega a mão dela e leva ao seu peito – mas, saiba que tudo o que eu tenho aqui é seu todo seu. Meu corpo, minha alma, meu coração pertencem a ti. Você é a dona dos meus pensamentos, a mulher que invade meus sonhos, é a minha salvação e minha ruina ao mesmo tempo. Sem você eu morrerei, não serei nada apenas a casca de um homem, sem o coração, porque você é o meu coração, o meu amor. – declara o príncipe Christian fazendo Ana chorar pela intensidade de sua sinceridade ela sentia o coração dele bater acelerado – Eu amo você e vou lutar por você, isso que você sente aqui é o meu medo, medo de não estar com você. Te darei o tempo que precisar, mas não esqueça que eu te amo. Você é a minha vida. – diz ele e passa os polegares no rosto dela para limpar as lágrimas que caiam.
– Você tem certeza disso? Depois de tudo?
– Nunca tive tanta certeza em toda a minha vida. Eu sei que te machuquei e me arrependo muito, viverei minha vida inteira para te dedicar meu amor. – diz ele e Ana apenas o encara seus olhos estão transbordando sinceridade.
– Acho melhor você voltar a comer, ou a comida vai esfriar. – diz ela numa tentativa de mudar de assunto e o príncipe ri e volta a comer.
(...)
Alguns dias se passaram e Anastásia fazia a mesma rotina todos os dias, ia até os aposentos do príncipe para cuidar dele que a cada dia se fortalecia para alegria de sua família ele estava se recuperando rápido, sua ferida já estava cicatrizando e não foi mais necessário à presença do Dr. Flyn ou dos enfermeiros para cuidar dele, Ana fazia tudo por pedido dele. O rei e a rainha já não se importavam mais com a aproximação de Christian e Anastásia que a cada dia era mais evidente aos olhares de todos. Leila, por sua vez, estava mais quieta do que o normal, mal olhava Anastásia o que a deixava desconfiada. Não a viu se alterar em nenhum momento, até mesmo quando o príncipe fez sua refeição na mesa e fez Ana se sentar a seu lado e disse que ela não tinha que cuidar em nada no palácio, pois ela não era mais a criada do reino e que a divida da família estava quitada e ao ouvir Ana não conteve sua alegria e o abraçou, o príncipe a todo momento fazia carinho e a chamava de amor. Ana esperou ela explodir, mas ela simplesmente ignorava como se eles não existissem.
Naquela tarde ensolarada Anastásia resolveu que o príncipe Christian tinha que sair daquele quarto já era a hora dele caminhar um pouco. Pediu a Gail, que preparasse uma cesta com frutas, bolos e doces.
– Christian? – chamou ela entrando no quarto dele, ele saia do banheiro.
– Oi amor. – diz ele sorrindo ao vê-la – Porque esta com essa cesta?
– Vem comigo? – ela estendeu a mão e ele sem hesitou a pegou. Saíram pra fora do palácio puxando a mão do príncipe em direção ao pomar que tinha voltado a ficar robusto e frutífero como sempre.
– Ana! Aonde vamos?- questionou o príncipe um pouco mais alto o que chamou a atenção de alguns criados que passaram por eles.
–Você precisa sair daquele quarto.
– Tudo bem só ande mais devagar.
Sobre o gramado verde forrou uma toalha e se sentaram sobre a sombra da laranjeira sentindo a brisa leve do vento em seus rostos. Anastásia abriu a cesta que exalou um aroma delicioso.
– Está delicioso Gail nunca erra. – diz o príncipe provando um pedaço de bolo.
– É verdade.
Comeram algumas coisas enquanto conversavam aqueles dias que estava passando junto de Anastásia estavam sendo uns dos melhores da vida do príncipe que há tempos não se sentia tão bem e paz consigo mesmo. Christian repousou sua cabeça sobe o colo da jovem que acariciou seus cabelos timidamente.
– Confesso que estou ficando mau acostumado. — Suspirou o príncipe fechando os olhos.
– Por quê? — sorriu Anastásia.
– Estou tendo você só para mim Ana.
– Eu acho que andas muito manhoso. – diz ela e bate com a ponta do dedo de leve no nariz dele que ri.
– E por acaso é manha se sentir amado?
Anastásia se calou, ao saber que o príncipe se sentia amado por ela. Que nunca tinha dito tal coisa para ele, mas mesmo assim ele sentia.
– O que foi? Por que se calou?
– Eu não sei nada de amor.
– Então, deixe-me te ensinar baby. — diz Christian se sentando e colando suas mãos no rosto de Anastásia e colou seus lábios, ela não questionou apenas permitiu se sentia bem quando o príncipe a beijava. Estava se sentindo cada vez mais envolvida por ele, essa versão dele: romântico e carinhoso não se comparava ao homem rude e às vezes cruel que era antes.
– Eu amo você. — murmurou o príncipe pausando o beijo para ambos respirarem e Anastásia riu e voltaram a se beijar.
– Então é este o cuidado que anda recebendo seu príncipe de uma figa! — José gritou entrando no pomar e rapidamente Anastásia se levantou assustada pelo flagra do primo.
– José? O que faz aqui?
– Eu que te pergunto o que faz no meio do mato com este tirano!
– Eu vim trazer o príncipe para tomar um pouco de sol.
– Ah! Não me diga! E os beijos estão incluídos em seus cuidados Ana? – diz José possesso de raiva, José se sentia protetor de sua prima tinha medo que ela se machucasse por ser tão bondosa e ingênua.
– Chega rapaz! Não venha atormentar a Ana, não se esqueça que está em meu palácio! – diz o príncipe Christian se levantando com um pouco de dificuldade.
– Eu não estou nem aí se estou em seu maldito palácio. Não vou deixar você fazer o que quer com a minha prima! Seja um príncipe ou não. Agora vem Ana!- José pegou no braço da jovem que protestou.
– Me larga, José!
– O tio Ray mandou eu vim te buscar e vou te levar. Já faz dias que não vai a casa por causa desse aí.
– Solta ela! – o príncipe Christian se meteu na confusão empurrando José que cambaleou. E imediatamente Christian segurou a mão de Ana como uma forma de protege-la para não deixar que a tirassem dele. Ao perceber o que estava acontecendo Hannah veio correndo, pois sabia se José se atrevesse a agredir o príncipe dentro do palácio as coisas não iriam ficar nada bem.
– José! –gritou Hannah.
– O que você quer? — diz meio turrão, mas voltou sua atenção para a jovem loira que sorria sem graça a sua frente. Desde o dia em que a conheceu e ficou conversando com Hannah na cozinha José achou ela muito bonita. Por isso sorriu ao fitar o rosto corado dela.
– O que faz por aqui?
– Eu vim buscar a Ana.
Hannah olha para Anastásia que tinha um olhar aflito e viu que o príncipe estava de mãos dadas com ela.
– Certo, porque não vem experimentar um pedaço de bolo que eu acabei de fazer enquanto a Ana arruma as coisas dela?
– Está bem. — José colocou Anastásia na frente para que ela não saísse de suas vistas, mas ficou o tempo todo intrigado porque o príncipe não saia do lado.
Anastásia revoltada com a atitude autoritária de seu primo José empurrou a porta de seu quarto com força e entrou procurando Hope que estava debaixo da cama depois de pegar o pássaro e o colocar em seu ombro começou a juntar algumas coisas pessoais para ir para casa.
– Ana eu não quero que vá. – diz Christian parado a porta com um olhar triste.
– Eu preciso ir Christian eu volto rápido.
– Mesmo assim.
– São ordens do meu pai.
– Certo, então vá e volta logo. – diz ele e a beija com intensidade.
– É melhor você voltar para seu quarto e descansar.
– Eu gostaria de te acompanhar. – diz ele fazendo o bico fofo e Ana se derrete.
– É melhor não, não quero problemas com meu primo, vá descansar. – ainda com o bico nos lábios ele assente e para a surpresa dele, ela o beija. Desde o dia que se declarou ele sempre tomava a iniciativa e dessa vez foi ela. O beijo era intenso, provando os lábios dele Ana não conseguia pensar direito a não ser provar o gosto dele. Hope assoviou e isso fez se separarem e sorrir.
– Sentirei sua falta. – sorriu ela e pegou suas coisas para ir embora.
– Até que fim. – resmungou José quando Ana apareceu de mãos dadas com o príncipe na cozinha. – Vamos logo. – diz ele e ao se despedir de todos Anastásia sai na frente sem esperar por José. Ao chegar ao portão do palácio dá de cara com o soldado Jack.
– Aonde vais? – perguntou ele ao vê-la apressada com uma mala na mão, o pássaro no ombro. Anastásia ficou inquieta com a aproximação dele.
– Estou indo pra casa!
– Quer ajuda?
– Não, obrigada! – José conseguiu alcança-la acompanhado de Hannah e não gostou de ver aquele soldado conversando com sua prima. José só queria proteger a prima como um irmão mais velho por isso às vezes chegava a envergonha-la cm seu excesso de proteção, não fazia por mal, só temia pela segurança dela. Assim que chegou perto fechou a cara para o soldado Jack que o encarou impassível.
– O que quer soldado?
– Só estava oferecendo minha ajuda a moça.
– Certo, mas eu já estou aqui, eu ajudo. — diz ele ríspido pegando a mala da mão de Ana e colocando na carroça.
– Adeus Hannah. – deu um sorriso antes de subir na carroça e ir embora com a Anastásia.
(...)
Três dias, três malditos dias que o príncipe Christian não vê sua amada e ele tem a sensação de estar sufocando, como se estivesse se afogando no mar. Ele já tinha conversado com seus pais e para sua surpresa nem um dos dois se impôs em impedi-lo de ficar com Anastásia. Ele deduziu que talvez, assim como ele, haviam caído em si e percebido que estavam fazendo tudo errado. As coisas haviam mudado completamente no reino, dando a prova de que todos os problemas eram as consequências do anel encantado. O mais estranho de tudo para o príncipe foi o comportamento de Leila, ela já tinha percebido sua quietude e ignorou, mas agora estava começando a ficar preocupado, por vezes, viu ela passar mal e ainda assim não se alterou e nem foi tirar satisfações sobre seu envolvimento com Ana. Por parte ele estava aliviado e por outra sentia que ela tramava algo.
Sem conseguir mais se segurar o príncipe resolvi ir atrás de Anastásia e pedir aos pais dela aquilo deveria ter feito quando a viu pela primeira vez. Agora que sabe sobre a extensão de seus sentimentos por ela não à perderia por nada. O príncipe chamou o general para acompanha-lo até a casa dos Steele’s.
José carregava algumas lenhas para dentro de casa para manter a chama do fogão a lenha sua tia Carla preparava o jantar. Ele estava cortando mais uma quando ouviu um barulho de trotes de cavalos. Era o príncipe e o general. Parou de cortar a lenha e se apoiou no cabo do machado vendo os homens se aproximar.
– O que veio fazer aqui? Se veio levar a minha prima, não vai! Chega de escraviza-la e de se aproveitar dela! Eu contei tudo para o meu tio. E mesmo que nos tire tudo minha prima não vai voltar par aquele palácio.
– Jovem, o príncipe Christian veio porque precisa falar com o dono da casa. – diz o general Taylor.
– Escuta aqui, vocês da realeza são uns miseráveis eu já estou farto de todos vocês principalmente deste tirano que se diz príncipe e levou minha prima de casa com a desculpa de trabalho, mas queria era outra coisa. Vão embora, eu não vou chamar ninguém!
– Anastásia! Anastásia! – gritou o príncipe a beira do desespero ignorando as palavras de José. Carla sai de casa e arregala os olhos e atrás dela aparece Ray que coloca a esposa para dentro e com as mãos na cintura fita o príncipe com a cara amarrada.
– Mais que diabos de gritaria é essa na minha casa?
– Vim falar com tua filha senhor Steele.
– Minha filha não tem nada para tratar contigo, eu já estou sabendo de tudo. Se veio leva-la para aquele palácio, não vai. Minha filha não pisara mais lá. É melhor ir embora alteza! – diz Ray firme.
– Senhor, por favor, é importante o que eu tenho a dizer. – diz ele e nesse momento Ana aparece na porta.
– Papai.
– Anastásia entre agora!
– Ana! – diz o príncipe ao ver a jovem e desce do cavalo apressadamente e Ana corre até ele, esses dias que passou longe dele não conseguiu tirá-lo da cabeça. Ele ia beijá-la, mas Ray pigarreou desconfortável com a intenção dele.
– Olha o respeito! – gritou José segurando o machado.
– Por favor, senhor Steele, vamos conversar e escute o que eu tenho a dizer.
– Querido, vamos dar uma chance a ele. – pediu Carla e vencido pelo cansaço Ray cedeu. Abriu as portas para o príncipe que entrou abraçado com Anastásia, Taylor e José vieram logo atrás. Cada um se acomodou nas cadeiras, Ray, Carla e José estava de frente para o príncipe que estava com os dedos entrelaçados nos de Ana.
– Senhor, eu vim aqui até tua casa para pedir a mão da tua filha em casamento. – diz o príncipe fazendo todos ficarem surpresos, até mesmo Anastásia que não esperava por isso.
– O que?
– Sim amor, me escuta, quer se casar comigo? Ser minha esposa para eu amar e respeitar na alegria e na tristeza até que a morte nos separe? Você quer se casar comigo Anastásia Rose Steele? – pediu ele esperançoso. Ana estava estática com os olhos arregalados, sua família estava tão chocada eu apenas observava tudo sem saber o que dizer.
– Casar?
– Sim, diga que sim amor, não posso mais viver sem você. – ele se ajoelha e se possível os olhos dela aumenta de tamanho.
– O rei não vai deixar nós nos casarmos.
– Ele já sabe e aprova nosso casamento. – diz ele e se vira para Ray e Carla – Estou aqui perante vocês não como o príncipe Christian e sim Christian um homem que está perdidamente apaixonado pela filha de vocês e peço humildemente que me concedas a honra de torna-la minha esposa.
– Não deixe não tio, ele só pode estar brincando conosco. – murmurou José desconfiado.
– Nunca falei tão sério em toda a minha vida rapaz.
– Hmm, sei.. – José ia falar, mas Carla o repreendeu.
– José, não se meta! – ela se volta para Ray que continuava a encarar o príncipe impassível – Querido, fale algo. – suspirando Ray fala:
– Não tenho nada contra, só espero que o senhor e sua família a trate bem e com devido respeito e a faça feliz como merece. E Anastásia tem que aceitar, pois não irei força-la. – diz Ray para a satisfação do príncipe que logo se volta para sua amada a espera de uma resposta.
– Então, meu amor, aceita se casar comigo? – Anastásia só conseguia o encarar o que aumentava a aflição do príncipe que temia ser rejeitado. Olhando para suas mãos ela vê o causador de tudo aquilo: o anel. Depois que ele grudou em seu dedo não teve nem uma maneira de tirá-lo comprovando que ela é a escolhida para casar com o príncipe, lembrou-se de quando foram para o joalheiro e contou-lhes a história do anel e os anos dos reis e rainhas que seguiram usando aquele objeto e as consequências ao renunciá-lo.
– Acho que nossos destinos estão mesmo selados. – diz ela por fim.
– Então isso é um sim? – perguntou o príncipe esperançoso.
– Sim eu aceito me casar com você. – diz ela e o sorriso do príncipe não poderia ser mais grande ele se levanta e estende a mão para ela e a beija com todo o seu amor e sua felicidade por não ter sido rejeitado.
– Oh Deus, o meu bebê vai se casar! – exclamou Carla emocionada.
– Mamãe.
– Estou tão feliz minha filha. – Ana sai do abraço do príncipe e vai até a sua mãe a abraça. Ray levanta da cadeira e se aproxima do príncipe que engole seco levemente, pela primeira vez ele sentiu medo, mas para sua surpresa Ray o surpreende com um abraço, Carla faz o mesmo com seu genro emocionada e Christian sorrir pela maneira afetuosa da família. José estava num canto da casa se apoiando n machado olhando a cena. Todos miraram em sua direção e ele desconfiado franziu a testa e levantou a sobrancelha ao encarar o príncipe.
– Não esta esperando eu te abraçar também, não é? – perguntou ele debochadamente e Christian negou com a cabeça, Anastásia não conseguiu conter a risada com a pose de durão do primo.
– Mas, eu te abraço José. – diz ela o abraçando enquanto ele tenta sair do abraço dela ao resmungos.
– Para Ana, tá me deixando encabulado. – todos riem pela cena dos dois.
Carla insistiu para que o príncipe ficasse e jantasse com a família, sentiu-se um pouco envergonhada por não ter luxo em sua casa para recebe-lo, mas o príncipe se mostrou confortável na companhia deles e a elogiou pela comida. Embolaram uma conversa animada e falaram sobre os preparativos do casamentos, o príncipe Christian se mostrou cada vez mais ansiosa e animado com a ideia e determinou que se casariam daqui um mês.
Ao se despedirem de todos, Christian volta para o palácio com o general. Nesses dias em que se recuperava Taylor avisou ao príncipe sobre suas suspeitas e essa era a maior preocupação do príncipe que temia pela segurança de sua amada com esse maníaco a solta.
– Nossa, porque desse sorriso maninho? – perguntou Elliot assim que irmão apareceu na sala onde a família estava reunida tomando seu costumeiro chá.
– Sabia que a curiosidade matou o gato?
– Sabia sim, mas como eu não sou u gato não vou morrer se você me contar. – retrucou Elliot brincalhão, sentiu saudades de implicar com o irmão.
– Anastásia aceitou meu pedido de casamento. – diz ele e todos fazem um “oh” em coro. Leila que tomava seu chá parou a xicara no ar apenas ouvindo o que ele dizia.
– Parabéns Christian! – diz o príncipe Elliot que se levanta e abraça o irmão rindo.
– Oh, meu filho parabéns fico muito feliz.
– Obrigado mamãe. – diz ele e olhou para seu pai. O rei Carrick se levantou e inesperadamente abraçou o filho.
– Pai, tudo bem? – perguntou Christian estranhando pelo abraço demorado.
– Sim filho, tudo bem. Ó estou muito feliz que estejas vivo aqui conosco e que agora vai se casar. – diz o rei com a voz emocionada.
Christian não esperava uma recepção tão calorosa da família em relação ao seu noivado com Ana. Agora mais do que nunca ele sabia que ninguém separaria seu amor dele.
No quarto o príncipe se preparava para tomar banho quando Leila entrou em seu quarto sem bater. Estava demorando! – resmungou mentalmente percebendo que sua paz havia cessado.
– Até que fim te encontro sozinho sem aquela morta de fome por perto. Pensei que nunca iria ficar a sós contigo.
– Não fale assim dela e diga logo o que queres. – diz ele incomodado com a presença dela. Ela se aproxima e sorri sombriamente.
– Estou grávida. – diz ele e arregala os olhos – Vamos ter um filho, amor. – Christian engole em seco e senti suas pernas tremerem.
Não pode ser!
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