Um Príncipe em Cinquenta Tons
20 Capítulo 20
Notas iniciais
– Não Leila! Tens que estar enganada! – diz ele exasperada passando as mãos pelos cabelos enquanto anda de um lado para o outro.
– Não, Christian, eu não estou. – diz ela calmamente se sentando na beirada da cama dele – Minhas regras não vieram mais desde a última vez em que estivemos juntos ou já se esqueceu de quando foi?
– Não, mas isso não pode estar acontecendo!
– Mas está e tens que se casar comigo!
– O que? – perguntou ele a encarando perplexo. Então é por isso?– pensou ele.
– Não podes deixar teu filho e eu desamparados.
– Não vou desamparar meu filho. Mas uma coisa é certa não me casarei contigo de forma alguma!
– Eu exijo! – exaltou-se ela se levantando.
– Não podes exigir nada de mim e desde já fiques sabendo que pedi Anastásia em casamento e é com ela que me casarei.
– Não podes se recusar a mim depois de desgraçar com minha vida. – a essa altura Leila soltava fogo pelas ventas.
– Leila para já com isto! – ordenou o príncipe – Não vai me comover sei muito bem que quando nos envolvemos não eras nenhuma donzela indefesa. Além disso, nunca te obriguei a nada.
– Vais jogar isto na minha cara? Que eu não era mais virgem? Depois que se aproveitou bastante de mim.
– Não estou jogando nada na tua cara apenas esclarecendo os fatos e do nosso caso foi você quem sugeriu não se lembras?
– Não vai se casar com aquela criada imunda eu não vou deixar! Que fique bem claro príncipe Christian. — Leila disse com o ódio queimando em suas palavras se virou para sair do quarto, mas o príncipe Christian a impediu segurando em seu braço.
– É melhor desistir se está planejando algo!
– Não sabe nem dá metade do que sou capaz meu querido príncipe! – ameaçou ela e saiu do quarto batendo a porta do mesmo com força.
O príncipe Christian quebrou alguns objetos se amaldiçoando por ter se envolvido com aquela mulher. Logo agora que ele começaria uma vida ao lado de Anastásia. Sentou–se na cama procurando uma solução, mas em nem um momento passou por sua cabeça em pedir a Leila que se livrasse da criança, afinal o bebe não tem culpa seria muita crueldade. Sua cabeça dava voltas como contaria a seus pais sobre aquilo? E se quisessem o obrigar a romper com Anastásia e se casar com Leila para evitar um escândalo? Uma coisa para ele é absoluta jamais romperia com Anastásia, não agora que já sabe o quanto ama e que ela está disposta a aceita-lo como seu esposo. Seu coração dizia que Leila tramava algo, mas jamais havia passado por sua cabeça que seria algo assim, sabia que no fundo não podia confiar nela e que mais cedo ou mais tarde ela tentaria força-lo a casar e mesmo podendo evitar continuou sem se importar com as consequências futuras. Apoiando a cabeça em suas mãos o príncipe sentiu-se perdido nessa situação que ele mesmo se colocou.
(...)
O dia amanheceu e para ele não fazia diferença, sua tranquilidade durante o sono foi roubada e do mesmo jeito que deitou na cama o príncipe Christian amanheceu, com os olhos abertos enquanto pensava na saia justa que ele estava por conta de Leila e por parte, sua também. Ele tem a leve impressão que ela planejou isso desde o inicio. Mas, não faz importância para ele, não irá se casar com ela. O único problema é Anastásia, ele está com medo de que sua amada mude de ideia quando descobrir e isso ele não suportará. Hoje o dia seria corrido, sua família durante o jantar discutiu sobre os preparativos do seu casamento, seria uma grande festa e seus pais estão felizes por casar o primogênito o que fora uma surpresa para ele, por que casará com uma moça de família humilde. Eles dariam um jantar para comemorar e o mensageiro do rei espalharia a notícia. Mesmo feliz em discutir sobre o assunto não pôde deixar de notar os ferozes olhares de Leila pra ele e em alguns momentos se sentiu desconfortável. Ele não ocultaria essa noticia de ninguém e por isso resolveu agir.
Os pássaros cantavam alegremente, o dia está ensolarado e magnifico diferente de seu humor que está sombrio. O príncipe Christian cavalgava em direção da casa de sua amada, ansioso para vê-la e a espera que sua presença espante todos os seus medos mais ocultos. A pequena casa com cercado branca bem cuidada estava silenciosa àquela hora da manhã, mas, é evidente que todos já haviam acordado afinal de contas, mais um dia de trabalho se iniciava. O príncipe Christian precisava falar com os pais de sua amada, ele ofereceria a eles que fosse jantar no palácio e que Ana retomasse suas aulas com Mia, precisaria aprender sobre as éticas da realeza, pois ao seu lado ela será sua rainha.
Toc, toc, ele bate na porta e lá está ela. Sua amada. A única mulher dona de seu coração selvagem. Sem perder tempo o príncipe a abraça apertado e logo em seguida tomando a boca de Ana em um beijo lento cheios de promessas. Ele acaricia o lábio inferior dela, sinal claro para um pedido de passagem para explorar sua boca que é concedida prontamente, An deixa se levar pelas sensações que ele, unicamente ele, causa. Christian encontra a língua de Anastásia que timidamente se enrosca na sua numa batalha de comando. Anastásia embriagada com o beijo puxa os cabelos sedosos de Christian para aprofundar o beijo e Christian segura sua nuca querendo se fundir a ela. O mar de sensações apoderasse dos jovens e infelizmente foi preciso parar o beijo pela falta de ar. Ofegantes, eles trocam olhares intensos.
– Nossa. – diz ela tentando acalmar a respiração. Ele sorri a beija novamente, apenas com um selinho e ao desencostar seus lábios ele puxa com os dentes o lábio inferior dela que não contem um gemido.
– Espero que ninguém tenha visto isso. – ela dá uma risada – Onde estão seus pais?
– Estão aqui, vem, entra. – ela o puxa pela mão e o faz sentar em uma cadeira enquanto vai chamar seus pais. Minutos depois, Anastásia e seus pais aparecem. José já havia ido para o comércio abrir a barraca.
– Sr. Sra. Steele. – cumprimentou o príncipe.
– Que isso, alteza, sem formalidades. – diz Ray ao se sentar de frente a ele.
– O mesmo vale pra mim então.
– Aceita alguma coisa? – perguntou Carla docemente.
– Não, obrigado Carla, eu só vim mesmo conversar com vocês. – diz ele e eles assente, Christian entrelaça seus dedos com o de Ana – Bom, minha família já está organizando a festa de casamento e eu vim convida-los para um jantar que minha família dará para celebrar essa comemoração. – diz ele e todos o encaram surpresos.
– C-Como? Jantar no palácio? – perguntou Carla gaguejando.
– Nunca, em toda a minha vida, pensei em um dia ser convidado a jantar no palácio. – murmurou Ray.
– Mas, está sendo senhor, e para nós será uma honra. – diz o príncipe docemente e eles sorriem, ele encara Ana ao seu lado que tem um sorriso lindo nos lábios. – E tem mais uma coisa. – diz ele sério. – Como nosso casamento será daqui a um mês e meio, por causa da minha coroação, quero pedi-lhes para que deixe Anastásia ir morar no castelo para que ela aprenda alguns costumes de nossa família. – finaliza o príncipe Christian. Anastásia está surpresa com o pedido e seus pais também. Para eles não seria uma boa ideia sua filha ir morar com ele antes do casamento, isso geraria muita fofoca entre os vizinhos, mas por outro lado, tudo está indo rápido demais, por parte tem a coroação do príncipe Christian e por outra eles tem medo de que seja precipitado e Ana acabe se machucando.
– Bom... – começa Ray coçando sua pouca barba com o polegar – Não sei se é uma boa ideia... – ele para de falar e encara todos ali presentes – As pessoas podem falar sobre isso e não quero minha filha mal falada... – príncipe o interrompe.
– Senhor, não pense no que os outros vão dizer independente de qualquer coisa o que eu quero é sua filha ao meu lado como minha esposa. – diz ele firme e isso foi à confirmação que Ray esperava ele sorriu e olhou para sua esposa que lhe sorria.
(...)
– Você me parece preocupado. – indagou Ana ao ver o príncipe tão calado. De sua casa até o castelo ele foi o caminho todo em silêncio e Ana sentia que algo o afligia. O olhar do príncipe voltou-se para ela, a mesma estava montada em seu cavalo a sua frente sendo protegida em seus braços. Ali naqueles olhos cinza Ana pôde ver a angustia que eles escondiam.
– Ana eu tenho que te contar uma coisa, mas estou com medo de te perder.
– O que aconteceu?
– Deixa chegarmos primeiro. – pediu ele ao avistar o portão do castelo que é aberto para a sua entrada. Ele desce e depois desce sua amada e pedi para um dos soldados que mantem guarda ali guarde o cavalo. Pegando a mão de Ana ele a guia até o jardim. Precisava de tranquilidade para conversar com ela, prometeu a si não esconder nada dela, mesmo com medo de que ela o rejeite ele dará a ela a decisão de decidir o futuro dos dois. Ao se aproximar das roseiras o príncipe Christian senta-se em um banco e puxa sua amada para o seu lado ele suspira fundo, criando coragem para falar a verdade e Anastásia apenas o observa a espera.
– Vou ser direto ao assunto Leila me disse que vai ter um filho. — ao ouvir as palavras duras do príncipe Anastásia colocou as mãos na boca e arregalou os olhos Leila teria um filho e se Christian estava tão perturbado é que infelizmente ele será o pai. Anastásia se lembra muito bem das vezes que o flagrou com ela.
– Um filho? Seu?
– Leila me disse que sim. – diz ele e suspira pesadamente, ele a encara fixando seus olhos nela – Mas tenho minhas desconfianças.
– Como assim?
– Eu não era o único. Eu sei que ela se envolvia com outros homens, por isso não acredito que esse filho seja meu.
– E se for? – perguntou ela e o príncipe Christian fechou os olhos – Isso muda muita coisa. – sussurrou ela com a voz embargada.
– Não, não muda. — diz ele ao abrir os olhos segurando o rosto dela entre suas mãos – Se o filho for meu, eu posso criar o bebê não sei muito bem o que vou fazer ainda, mas me perdoe por isso Anastásia.
– Christian...
– Ana, não rompa comigo, por favor. — ele sussurra enquanto a abraça e as lágrimas correm pelo rosto de ambos se encontravam aflitos diante da situação. Diziam que os dois estavam predestinados e quando resolvem ficarem juntos acontecimentos contra a união deles viam aos montes. Saber que Leila está grávida e que supostamente o filho pode ser de Christian quebrou Anastásia por inteiro. Iria casar com um homem, cujo mesmo teria um filho que não seria ela a dar. Mas, ela sentia que não podia ficar sem ele, algo inexplicável, um homem que a maltratou tanto justamente ele seria seu marido, como dizia a lenda do anel encantado, seu destino está ligado ao dele.
– Eu não vou romper contigo. – isso fez com que o príncipe saísse do abraço abruptamente e a olhasse.
– Não? – perguntou ele e ela negou.
– Mesmo que eu quisesse não poderia fazer isso, sinto que não posso ficar sem você ao meu lado. – confessa ela e sorrir, o príncipe sentia-se no sétimo céu ao ouvir as palavras dela.
– Ah Ana, como eu te amo tanto! Como eu pude viver sem você tanto tempo? – pergunta ele ao sentir uma onda de alivio dominar seu corpo ao ouvir a risada de Anastásia que tanto o acalma.
– Passei por muitas coisas nesse castelo, — começa ela tendo total atenção de Christian – sofri com as humilhações, mas também refleti e me fortaleci. Sinto que não sou mais a Ana de antes, esse vai ser um novo recomeço para mim e será ao seu lado, não vou deixar Leila destruir nossa felicidade.
– Fico muito feliz que pense assim, apesar de ainda sentir-me culpado.
– Não fique de certa forma, eu te entendo. Seu coração estava cego de ódio, é um sentimento ruim que nos faz colher coisas ruins.
– Você é tão boa. – murmura ele acariciando o rosto dela, Anastásia fecha os olhos e inclina a cabeça em direção ao carinho dele. Ele puxa seu rosto para mais perto, Ana fecha os olhos sabendo o que está por vim. Os lábios de Christian se choca com os seus apenas saboreando, ele acaricia seu lábio inferior com a língua, Anastásia abre a boca permitindo que ele explore sua boca derrame seu gosto para misturar-se com o seu. O beijo é intenso e forte, uma dança de lábios exprimidos e línguas afoitas atrás de mais e mais sabor. Um beijo quente cheio de desejos, a língua de Christian acariciava a de Anastásia fazendo um barulho enquanto suas bocas se movimentavam. Ele puxa o lábio inferior dela com os dentes e volta a atacar a boca dela, o ar já não se fazia presente e eles não se importavam, estão em sua bolha particular aproveitando a sensação emitida por esse beijo. Mas, o beijo teve que parar às caricias das mãos do príncipe estava se tornando atrevidas. Suas mãos foram para os ombros dela e desceu até os seios e sem se conter ao sentir que aquela carne macia estava durinha e com o bico enrijecido sob o tecido fino da blusa, Christian os apertou fazendo Anastásia soltar um gemido e sentir um efeito prazeroso surtir no meio de suas pernas e pulsar por atenção. Ela se afasta completamente ofegante assim como ele, seus olhos dançam em excitação.
– A gente... – ele a corta.
– Eu sei, eu sei, não consegui me conter desculpe. – sua voz estava mais rouca que o normal. Ele respirou fundo três vezes tentando acalmar a respiração, uma tentativa de também acalmar seu companheiro lá em baixo. –É melhor entrarmos, Mia e Kate está te esperando e eu preciso sair para uma montada com meus irmãos e alguns soldados.
– Tudo bem, você já trocou o curativo do seu peito? – perguntou ela colocando a mão na ferida já curada do príncipe.
– Sim amor, não dói mais como antes. – diz ele e a beija levemente nos lábios satisfeito com a preocupação dela, eles se levantam e seguem para dentro do castelo.
(...)
Os homens da família naquela tarde saíram para uma montada para deixas as mulheres à vontade em seus preparativos. Christian estava com um sorriso de orelha a orelha ao lembrar-se das palavras de sua noiva e que ela não havia desistido dele. Ao seu lado o soldado Jack percebeu isso e aproximou-se segurando as rédeas de seu cavalo.
– Estás feliz alteza?
– Sim, hoje estão organizando o jantar de meu noivado e em breve meu casamento.
– Quem dirias o príncipe Christian se casando.
– Pois, é.
– Ainda mais com uma jovem como sua futura esposa. — diz ironicamente.
– O que quer dizer soldado?
– Ora, todos comentam por aí.
– Não é segredo que não somos da mesma classe isso não me importa.
– Não é isso, príncipe Christian. Uma jovem fácil como ela todos imaginam que ela não seja mais.. – príncipe Christian o corta imediatamente ao perceber o que ele ia dizer.
– Não sejas infeliz em terminar essa frase contra a reputação da minha noiva soldado! — com raiva Christian o reprendeu.
– Me desculpe alteza, mas não sou eu só eu quem digo outros soldados também pela aproximação intima que ela tinha com teu falecido irmão.
– Como sabes desta aproximação soldado? – perguntou ele desconfiado. Os únicos que sabiam eram Taylor e Welch a não ser que um deles tenha dado com a língua nos dentes o que é difícil, pois ambos são sigilosos.
– Me disseram. — diz Jack pego de surpresa pela pergunta.
– Então digo a você e os “outros” que andam com esta infâmia por ai com o nome da minha noiva que parem ou não sei o que será feito de vocês. Na verdade eu sei sim e não será algo bonito de se ver. — ameaçou gelidamente. E o soldado assentiu com os olhos arregalados e voltou ao seu lugar. O príncipe nunca foi com a cara desse soldado e agora que ele a audácia que tocar no nome de sua noiva foi o estopim.
(...)
– Mia eu não sei se vou conseguir. — reclamou Anastásia olhando para os talheres a sua frente as princesas Mia e Katherine estavam lhe dando aulas de etiquetas para que ela pudesse estar apresentável ao jantar de noivado.
– Mas é claro que vai. – diz a princesa Katherine.
– Ana, você está indo muito bem vamos praticar mais. – incentiva a princesa Mia – primeiramente, quero que tenha postura ao sentar na cadeira e não ponha seus braços na mesa. – a princesa Katherine estava sentada ao seu lado auxiliando para que Ana repita seus movimentos – Agora, coloque o guardanapo no colo, muito bem. – elogiou a princesa – Aqui temos o Sousplat, o prato principal e o prato da entrada. O prato da entrada é o que será servido antes do que está no menu, ou seja, o prato principal. Aqui temos os talheres alinhados de fora para dentro, os mais afastados são os primeiros a serem utilizados. – disse ela apontado para os oito talheres alinhados ao lado dos pratos, duas facas e uma colher à direita e dois garfos à esquerda – A colher você só vai usar se caso servirem sopa. – explica ela e Ana assente. – Aqui temos os talheres para sobremesas, — apontou ela – o prato e a faca de pão e agora as taças. – diz ela apontando para as quatro taças.
– Espera um momento Mia, — pediu Ana – tudo isso será usado no jantar de noivado?
– Não, tudo não, só algumas coisas.
– Então, porque não me ensina só o que será necessário no dia é muita informação. – bufou Anastásia impaciente e desfez sua postura ganhando um olhar de reprovação das princesas.
– Ana, mais cedo ou mais tarde você precisa aprender sobre isso, não vejo o problema de começarmos agora.
– Além do mais, sempre temos que estarmos preparada Ana, imprevistos acontecem. – diz a princesa Katherine. – Agora volte a sua postura. – diz ela e imediatamente Ana se recompôs.
Passaram uma hora à mesa explicando a Anastásia sobre a utilização dos talheres, ainda confusa Ana conseguiu entender e ao terminarem subiram para o quarto treinarem a compostura e o equilíbrio no salto, Anastásia ainda tropeçava nos saltos. Agora ela estava com quatro livros acima da cabeça tentando equilibra-los enquanto anda em um de 15 cm.
(...)
Dias depois
Anastásia se encarava em frente ao espelho o dia do jantar de noivado com o príncipe Christian havia chegado e como as coisas nesses últimos dias foram difíceis, suas aulas de etiquetas foram incríveis e Ana amadureceu muito com os ensinamentos, mas também outros assuntos a perturbaram.
Flash Back On:
– Ora, ora, então vais mesmo levar isto com Christian a diante? Já te contou a novidade? Que será papai? — sorriu vitoriosa acariciando o ventre por cima do vestido
– Como podes ser tão mesquinha? Precisa usar uma criança para atrair um homem. Não sabia que sua necessidade de se casar era tanta assim Leila. — diz Anastásia firme a encarando nos olhos
– Ora ainda nem se casou e já criou voz criada?
– Leila não venha perturbar a minha paz neste dia que é tão alegre para mim. Se queria me separar do Christian saiba que não conseguiu. — Anastásia estava cada vez mais segura de si.
– Ui, está nervosinha? Você não me assusta!
– Mas deveria Leila. — elas se encaram e Carla de longe vendo tudo aparece para interferir.
– O que está acontecendo? Aqui.
– Nada, senhora, apenas esta, desejando felicidades a sua filha acho que ela vai precisar. — sorriu e saiu dali.
Flash Back Off:
Mas o melhor para ela foi saber que tudo não passou de uma farsa e que logo ela foi desmascarada e teve o castigo que merece.
Flash Back On:
Leila conversava com a rainha no quarto da mesma ajudando escolher o vestido quando sentiu um enjoo súbito lhe subir a garganta e uma dor abdominal atingir-lhe em cheio correu para o banheiro do quarto.
– Leila o que houve?- perguntou assustada ao vê-la se contorcer e colocar todo o almoço pra fora.
– Não é nada demais rainha Grace.
– Tens certeza menina?- perguntou à rainha intrigada estreitando os olhos, Grace não era idiota e já tinha percebido certa intimidade entre seu filho e sua dama de honra, mas não quis dizer nada para não trazer problemas, apoiou Leila para casar com seu filho, mas ela não era a escolhida. Antes que Leila pudesse dizer algo desmaiou. A rainha se desesperou a ver que ela sangrava. Foi socorrida e levada as pressas para o hospital, Doutor Flyn a examinou. Quando acordou Leila fez o maior escândalo dizendo estar grávida do príncipe, mas ai veio à verdade:
– Você não está grávida, muito pelo contrário o que você tem na verdade é Gastrite. Por isso a dor abdominal. As náuseas e vertigens são frutos dessa doença. Sinto muito senhorita!
– Mas as minhas regras estão atrasadas! – afirmou ela.
– Suas regras desceram hoje senhorita, por isso o sangramento. – Ao ouvir as palavras do médico Leila perdeu o controle e disse vários insultos. O príncipe Christian tinha acompanhado sua mãe, ficou preocupado com o estado de Leila e temeu pelo bebê, mas ao ouvir que não existia filho algum o alivio foi inevitável. A rainha Grace ficou decepcionada com a atitude da sua dama de honra não imaginou que ela fosse capaz de algo assim e ficou claro que ela podia fazer muito mais para separar seu filho de Anastásia, por mais que lhe doesse, tomou uma decisão: Expulsou-a do castelo. Leila colheu o que plantou.
Flash Back Off
– Você está linda, filha. – os pensamentos dos últimos dias foram interrompidos por sua mãe. Anastásia virou para ela que lhe sorria.
– Obrigado mamãe, você também está muito linda. – Carla aproximou-se da filha e segurou suas mãos.
– Nem acredito que iras se casar estou tão orgulhosa de você. – ela diz com emoção analisando a filha. Anastásia trajava um lindo vestido longo aparentemente lilás justo no busco com alças e um decote v e solto na cintura, seus cabelos castanhos longos estavam soltos caindo como cascatas em suas costas. Ela usa o colar com pingente de coração que Christian a presenteou e no seu dedo esta o anel ele celebra a união e o compromisso dos dois.
– Tenho que te agradecer mamãe, fico feliz em usar algo que já foi teu. – Carla usou esse vestido no dia de seu noivado com Ray, estava guardado à tantos anos e ainda assim aparentava ser novo.
– Você poderia usar algo mais novo... – Ana a corta.
– Não me importo com isso mãe, as melhores coisas estão nas mais simples. Usar esse vestido independente se estar velho ou não tem o maior significado para mim. – diz ela e a braça a mãe.
– Vocês são tão sentimentais. – diz José entrando no quarto interrompendo o momento.
– E você é um estraga prazer. – resmungou Ana.
– Chata. – diz ele baixinho.
– Eu ouvi isso e é por isso que não vou lhe ajudar a conquistar a Hannah. – diz ela e José arregala os olhos.
– Eu só estava brincando prima, você sabe que eu te amo você está tão linda. – diz ele rapidamente arrancando risadas da tia e da prima. Logo, Ray entra no quarto sorrindo por ver sua família feliz.
– Você está linda filha, — diz ele para Ana – mas, acho que estamos atrasados.
(...)
– Acho que morri e fui para o céu. – murmurou o príncipe Christian bobamente ao avistar sua noiva, o príncipe Elliot não aguentou e soltou uma gargalhada. – O que foi?
– Você está com uma cara de tacho. – diz ele em meio às risadas.
– Não é cara de tacho e sim de apaixonado. – diz ele e vai em direção ao hall de entrada do castelo onde sua amada e sua família se encontra. – Você está magnifica! – diz ele e a beija.
– Você também. – diz ela ao interromperem o beijo. Ele se volta para a família dela e os cumprimenta. Ray e José admiravam o local, nunca haviam entrado no castelo, com exceção de Carla que ajudou a pedido da filha, na organização do jantar. Toda a família está reunida na sala de estar esperando os convidados, apenas a família dos noivos estão presente para o jantar.
– Boa noite. – cumprimentou Ray. O rei Carrick e a rainha Grace foram os primeiros a cumprimenta-los e depois os membros da família. Diferente do que diziam, a família era bem acolhedora.
– Ana, você está linda. – elogiou a princesa Katherine.
– Você também está Kate ainda mais com essa barriguinha. – diz Ana alisando a barriga de Kate que evidenciava que ela está gravida.
– Oh Ana, me sinto tão plena, saber que carrego um fruto do amor que sinto por meu marido é maravilhoso, você sentirá isso quando estiver grávida. – diz Kate sorridente e Ana lhe sorrir ao ouvir suas palavras.
A família se acomodou e logo a tensão foi embora, os Grey’s fazia de tudo para que a família de Ana se sentisse confortável na presença deles. Por serem humildes nunca passaram por uma experiência como essa. O rei Carrick pediu para que Ray falasse sobre o negócio da família, como muito orgulho Ray lhes falou de ter herdado o dom de seu pai e ter ensinado sua família a fazer tapetes. A rainha Grace lembrou-se do tapete que pediu para Ana comprar na barraca de seu pai para colocar no dia do baile o mesmo estava acomodado na sala. O jantar foi servido. A mesa está farta. Anastásia se recordava das aulas que teve nos últimos dias a mesa de jantar. Ana e Christian estão sentados na ponta da mesa e o rei e a rainha na outra ponta. Ray e Carla estão lado a lado de frente para o príncipe Elliot e a princesa Katherine. A princesa Mia está ao lado de Ethan que estão de frente para José e Hannah, convidada por Anastásia. Ela havia convidado ela e Gail, mas, Gail recusou por ser ela a preparar o jantar e pediu para a filha ir, Hannah se sentia um pouco desconfortável não imaginou um dia sentar-se a mesa junto com os seus soberanos.
– Espero que estejam apreciando a comida. – diz a rainha Grace.
– Está uma maravilha rainha Grace. – elogiou Carla docemente.
– Pode me chamar de Grace querida, afinal, agora seremos da mesma família não há motivos para formalidades entre nós. – diz ela e as mulheres se embolam em uma conversa agradável, assim como os homens. O príncipe Christian sente chegou a hora, então levanta da cadeira e bate delicadamente com o grafo em sua taça ganhando a atenção de todos.
– Alguns meses atrás eu conheci uma moça, de primeira achei que ela fosse um anjo por ter tido o ato heroico de salvar uma criança. Daí, muitas coisas aconteceram, intrigas, brigas e grandes revelações que me levaram a crer que essa mulher nasceu para reinar ao meu lado, para me amar e eu a ama-la. Sinto-me o homem mais feliz do mundo, pois sei que ao lado dela minha vida estará coberta de amor e paz, ela será meu porto seguro nos momentos de atribulação. – diz o príncipe e estende sua mão para Ana que está visivelmente emocionada com suas palavras – Eu agradeço todos os dias À providência divina por ter me dado você, por ter colocado você em meu caminho apesar de tudo o que aconteceu. Quero te dizer que uma vida inteira ao seu lado não será o suficiente para expressar o tamanho do meu amor por ti, mas, serei paciente e farei o melhor para te fazer feliz, assim como você já me faz. – diz ele e põe suas mãos no rosto dela acariciando seu rosto, lágrimas saiam dos olhos de Anastásia – Eu amo você meu anjo. – a beijou com intensidade, com todo o amor que sente, Ana retribui do mesmo modo. Seu coração parecia saltar do peito pela maneira rápida que batia. Os lábios de Christian eram quentes e macios, combinação perfeita para ela. Uma salva de palmas foi ouvida interrompendo o beijo.
– Quero que brindemos esse momento. – diz o rei levantando-se da cadeira e os membros da família fazem o mesmo ele ergue sua taça – Quero que bridemos a felicidade de Christian e Anastásia, brindemos à família, à união e ao amor jovem. – e assim as taças tilintam.
Após o magnifico jantar os homens se acomodaram em um cômodo e as mulheres em outro. O príncipe Christian queria aproveitar a companhia de sua noiva, mas sabia que dali por diante teria tempo o suficiente. As mulheres estão na sala enquanto os homens permaneceram a mesa.
– Eu sabia que você e meu cunhado ainda ficariam juntos. – comentou Kate – Só um cego que não perceberia os olhares que vocês trocavam e o nervosismo de Christian quando Ethan mencionava te cortejar.
– Ethan sempre foi um amigo querido por mim. – diz Ana e olha para Mia a mesma sorri – Até porque, acho que o coração dele já tem dona. – murmurou Ana fazendo a princesa Mia corar, Ana ri pelo efeito que causou nela e as mulheres sorriem.
– Eu desconfiava que você gostasse do meu irmão Mia, desde o dia do meu casamento você é toda olhares e sorrisos para ele.
– Mas ele nunca notou. – diz tristemente.
– Talvez, você precise tomar a iniciativa querida. – aconselhou Grace – Alguns homens são um pouco lerdo demais para essas coisas e às vezes as mulheres precisam dominar a situação.
– Isso aconteceu comigo. – comentou Carla – Ray sempre foi muito quieto e fechado e quando comecei a gostar dele eu tive ter iniciativa no nosso relacionamento. Esse, talvez, seja o seu caso.
– Será?
– Você só saberá se tentar. – Mia assentiu.
– E você Ana? – perguntou Mia.
– O que tem eu? – perguntou bebericando seu chá.
– Ora, não se faça de boba está ansiosa para o casamento ou mais especificamente sua lua de mel? – pergunta Mia maliciosa e Anastásia engasga com o chá.
– Sério, não quero falar sobre isso.
– Porque não?
– É algo muito intimo e não me sinto totalmente pronta pra falar.
– Filha, não fique constrangida, você está entre mulheres e não tem porque ficar assim, mas entendo se não quer falar sobre assunto.
– Mesmo assim eu vou perguntar, você e Christian fornicaram alguma vez?
– Mia! – Grace a repreendeu quando percebeu que tanto Anastásia quanto Hannah ficaram vermelhas como tomate com a pergunta da sobrinha. – Não seja invasiva!
– Não liga para ela Ana, Mia sabe ser indiscreta quando quer. – diz a princesa Kate rindo.
(...)
O relógio marca oito horas da noite enquanto Anastásia e Christian passeiam de mãos dadas pelo jardim.
– Mal posso esperar para o dia de nosso casamento. – comentou ele sorrindo a fazendo sorrir – Todos estão muito felizes.
– Sim estão e é tão bom vê-los assim, faz tempo que não vejo tanta alegria reinando sobre nós.
– É verdade amor, mas de agora em diante será assim. – diz ele para na frente dela – Prometo te fazer a mulher mais feliz do mundo.
– Eu confio em você e eu te prometo o mesmo. Prometo que serei sua companheira, serei fiel a todo o momento a você. – o príncipe sentia falto de algo, da declaração dela, deduziu que não tenha chegado a hora e seria paciente até o momento em que ela dissesse que o ama, ele tinha certeza disso só precisava esperar que ela compreendesse seus sentimentos por ele. A noite terminou como começou, agradável para todos. Cada um em seus respectivos quartos esperavam que o amanha viesse e trouxesse toda a sua glória.
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