Notas iniciais
Espero que gostem! Boa Leitura!

— Eu quero você, teu corpo. Quero te possuir, sentir teu gosto, teu cheiro. – A voz dele sai asquerosamente, seu coração está disparado e o suor escorre por seu rosto. Olhando ao redor percebe que está em um lugar escuro enquanto a voz do monstro ecoa. Tomada pelo medo ela corre para longe, mas não consegue enxergar nada, está às escuras ela para abruptamente e sente um calafrio percorrer sua espinha ao notar a silhueta de alguém a sua frente. — Eu vou voltar pra te pegar! – o som da voz ecoou o ambiente escuro seguindo de uma gargalhada estrondosa e sinistra fazendo os pelos de sua nuca enrijecerem a silhueta sumiu tudo ficou em silencio fazendo o seu medo crescer, olhando freneticamente para os lados a procura de algo que lhe ajudasse, mas ela não vê nada não ouve nada tudo está em silêncio.

De repente sentiu uma presença atrás de si. O pânico tomou conta do seu ser, fechou os olhos com força rezando de que aquilo não fosse real sua respiração estava acelerada e seus batimentos cardíacos estavam rápidos, estava prestes a ter um enfarte. Tomada pela coragem aos poucos foi se virando, seu corpo tremia violentamente e ao abrir os olhos se arrependeu no mesmo instante ao dar de cara com o monstro mascarado que lhe derruba no chão e tenta a despi-la desferindo tapas em seu rosto.

— AH, SOLTE-ME! – ela se esperneia enquanto sente as mãos lhe sacudir, mais tapas foram desferidos e o gosto do sangue estava em sua boca, lágrimas escorrem pelo seu rosto e ardem ao entrar em contato com a ardência do local que seu rosto foi alvo dos tapas. —_AHH, PARE! POR FAVOR! — O corpo do monstro fica suspenso sobre o seu, parece uma muralha quanto mais se debate mais ele força suas investidas. Parecia que esse pesadelo nunca ia ter fim!

Quando enfim não tinha mais forças para lutar, ao longe ela escuta uma voz lhe chamando, uma voz suave parecida com a de um anjo, tudo vai ficando como um borrão sua mente se desperta e a voz começa a ficar mais alta tentando inutilmente se desprender do monstro ela resolve seguir aquela voz doce.

— Ana, por favor, acorde! Ana! – Anastácia acorda suada e ofegante, seus olhos amedrontados percorre o recinto para se certificar de onde está, ela pisca algumas vezes para espantar as lágrimas.

Rapidamente se senta na cama e abraça Gail que a tirou daquele pesadelo horrível. É impossível conter o choro, parecia ser tão real.

– Shh, calma querida, você está segura.

— Obrigada por me salvar. – agradeceu após se acalmar.

— Escutei teus gritos e vim correndo. Quer falar sobre isto? – ela nega com a cabeça tudo o que ela quer nesse momento é esquecer. Hope quando ouviu os gritos da dona se agitou e foi para a janela, agora que ela estava mais calma se aproximou de seu colo, Ana a pegou e abraçou aquele animalzinho. — Se não quiser conversar tudo bem, mas saiba que sempre estarei aqui. – disse Gail com um sorriso terno e beijou o topo de sua cabeça, Ana deitou-se novamente na cama e Gail saiu.

O maldito estava até em seus sonhos, mesmo que Anastásia não quisesse ele vinha para lhe atormentar. Deitada na cama com Hope ao seu lado, ela pensa em tudo o que aconteceu, o que será que ela fez para ser castigada desse jeito? Depois que conheceu o príncipe Christian essas desgraças começaram acontecer em sua vida, por parte ela o culpa, talvez se ele nunca tivesse a acusada de assassinar Aron e a tirado da casa de seus pais para trabalhar como escrava isso nunca teria acontecido, ou talvez, tivesse, ela não sabe ao certo. Tudo que ela queria era ter sua vida de volta e apagar todas as dores que lhe foram causadas.

(...)

Os poucos raios de sol começam a invadir a pequena janela do seu quarto. A noite para Ana foi agitada, diversas vezes acordou na madrugada, tirava pequenos cochilos que não foram o suficiente para o seu descanso estava com medo de que o monstro voltasse. Ela se espreguiça na cama e esfrega seus olhos com as mãos para longo mais se sentar na cama. Hope está em cima do baú no conforto de um travesseiro, ainda dorme tranquilamente. Ana faz sua higiene matinal. No pequeno banheiro do seu quarto, Ana enche os baldes de água para por na banheira de madeira que fica no meio do quarto. Com cuidado, após encher a banheira, ela tira a almofada em que Hope dorme para procurar uma roupa em seu baú, opta por uma saia longa preta e uma blusa de mangas branca com botões. Hoje era o dia dela arrumar os aposentos da família real e teria muito trabalho pela frente. Estava rezando para hoje não haver nenhuma intromissão da dama de honra da rainha, pois se ela ousasse fazer algo ela não hesitaria em revidar, já aguentou coisas demais de Leila desde que chegou ao castelo e sua paciência já havia se esgotado.

Após seu banho e se vestir, ela vai até a cozinha tomar café e preparar o café da manhã da família com Hope em seu ombro. Lá na cozinha ela encontra Gail separando alguns pães e a chaleira no fogo.

— Bom dia, Gail.

— Bom dia, Ana. Como se sente?

— Estou bem. – responde enquanto pega uma xicara. -Onde está Hannah?

— Ah, a pobrezinha amanheceu indisposta, acho que é virose. Estou preparando um chá para ela. – Ana assente e pega um pão, manteiga, presunto e queijo e coloca no pão e se serve de um pouco de café. Ela dá alguns pedaços a Hope que esta em cima da mesa.

Gail prepara o chá para Hannah e leva ao quarto dela, terminando sua refeição, ela separa algumas bandejas e coloca algumas frutas e outros alimentos na mesma.

— Ana — disse Gail voltando da ala da criadagem. -, você levará uma bandeja para os aposentos do príncipe Elliot. Não sei se a princesa Katherine amanhecerá indisposta então você levará o café deles para lá. Deixa que eu ponho a mesa, já separei tudo. Quando todos acordarem você pode arrumar os quartos.

— Tudo bem. – ela deixa Hope na mesa comendo e pega uma das bandejas e segue para o andar de cima. Ao chegar em frente as portas duplas do quarto do príncipe ela bate para certificar-se de que eles estejam ou não acordados.

— Entra. – ela escuta uma voz abafada murmurar.

— Com licença, alteza. – disse ao ver o príncipe Elliot vestido em um robe vermelho sentado na cama velando o sono de sua esposa, Ana deposita a bandeja sobre a mesa perto da sacada.

— Obrigado, Ana.

— Não tem de quê, alteza. – ela estava prestes a sair quando ele a chamou. — Pois não, alteza.

— Sinto muito por meus pais negarem sua união com meu irmão. – Ana o olha confusa e ele prossegue. — Acho que meus pais terão que aprender da maneira difícil que a riqueza não é mais importante que a felicidade.

— Desculpe alteza, não sei aonde quer chegar.

— Sabe Ana, eu jamais trocaria o que tenho hoje por dinheiro algum. Sou amado por minha família, tenho uma esposa maravilhosa e em breve terei meu primeiro filho, fruto do meu amor por Kate. E isso dinheiro ou qualquer coisa no mundo não é capaz de comprar. Sinto-me muito feliz e realizado e eu gostaria que meu irmão pudesse desfrutar de algo assim também, se apaixonar e construir sua própria família. – disse olhando para Ana que arregala os olhos e cora entendo o que ele quer dizer. — Você é uma boa moça e sei que faria Christian feliz, senão não seria a escolhida.

— Nem tudo é do jeito que queremos, alteza.

— Infelizmente. – lamentou-se e Ana saiu do quarto confusa com o que o príncipe lhe disse. Ana nunca parou pra pensar em como se sentia em relação a esse assunto, ela não queria casar com o príncipe Christian sem amor, mesmo que os dois já tivessem tido intimidades esse sentimento não existia, ou existia? Suria parecia tão convicta disso, mas ela devia estar enganada! Mas no fundo Ana se sente mal sim, mal por saber que não é considerada a altura de um homem como o príncipe.

(...)

Todos já haviam acordado e tomavam seu café da manhã, apenas o príncipe Elliot e a princesa Kate não estavam na mesa. Ela havia acordado bem aquela manhã o que deixou todos aliviados, seu esposo e ela caminhavam pelo jardim, esses dias de repouso a deixaram com pele mais pálida e tomar um pouco de sol lhe faria bem. Ana deixou Hope em seu quarto para fazer suas tarefas, era o começo de semana e o serviço era dobrado principalmente agora que Hannah estava de cama. Ela estava nos aposentos da princesa Mia arrumando tinha trocado o forro de cama por outro e agora espanava os móveis, até que algo lhe chamou a atenção. Um jarro com orquídeas mortas. Eram os arranjos ainda feitos no dia do baile que foram posto por todo o palácio. Depois de limpar todo o cômodo, ela pega o jarro para trocar por flores novas.

No andar de baixo, ela deixa o jarro na cozinha e joga as flores secas no lixo e vai para o jardim colher outras flores. O jardim estava lindo, a primavera é a estação do ano preferida de Anastásia, ao longe ela avista o príncipe Elliot e a princesa Katherine sentados em um banco abraçados. Ela vê Simons, o jardineiro do palácio, colhendo algumas flores mortas e entulhando em um carro de mão.

— Bom dia, Simons.

— Bom dia, Ana. Veio colher flores?

— Sim, encontrei um jarro com orquídeas mortas nos aposentos da princesa Mia e logo os retirei sabe como a rainha Grace preserva a decoração do ambiente.

— A rainha gosta de manter tudo as ordens, por isso estou recolhendo essas flores que estranhamente secaram de uma hora para outra. – disse ele cortando com o alicate de jardinagem a raiz de girassóis.

— Por que isso é estranho?

— Elas não deviam estar morrendo e sim nascendo. – respondeu intrigado.

— Não deve ser nada, Simons, talvez elas precisem ser regadas mais vezes.

— Bom, talvez. Então de qual você vai querer?

— Vou querer um lindo arranjo de rosas brancas.

(...)

Naquela mesma manhã, o rei Carrick recebeu um telegrama de seu primo Pierre solicitando sua presença novamente as terras distantes, uma onda de furtos se aglomerou por lá deixando os moradores assustados. Os soldados continham o alvoroço, mas a presença de um membro da realeza com autoridade o suficiente para tomar as medidas certas do problema era indispensável, o rei poderia muito bem ir e resolver o problema, mas ele viu a chance de enviar seu primogênito para resolvê-lo e também para distancia-lo dos problemas recorrentes que estavam enfrentando no reino e assim quem sabe ele se esqueceria dessa história do anel, ele percebeu que o filho estava mais distante que o de costume, mais distraído e sabia que era por causa disso, talvez passar um tempo longe faria bem a ele. O rei mataria um coelho numa cajadada só.

— Pai, Christian e eu estamos indo montar a cavalo, tudo bem? – perguntou o príncipe Elliot assim que entrou na biblioteca e viu seu pai sentado na cadeira de couro vermelho com um papel nas mãos.

— Claro, meu filho, boa montada!

— Não queres nos acompanhar? Seria bom para o senhor relaxar, andas tenso.

— Agradeço o convite, mas prefiro passar o dia na companhia de tua mãe, aliás, eu também preciso tomar de conta do reino.

— Bom, se é assim, então até a hora do almoço. – disse e saiu. O príncipe Elliot estava preocupado com o pai, sabia que a renegação da união do seu irmão com uma criada poderia trazer serio problemas e isso assustava Elliot, pois tinha medo de que as profecias da lenda fossem verdadeiras.

No estábulo os príncipes pegam seus cavalos e sai em disparada em direção ao portão, mas antes de sair Christian ver Ana conversando com Ethan enquanto ela segura um ramo de rosas brancas. Será que ele a presenteou com as flores? — pensou e esse pensamento não lhe agradou nenhum pouco, Elliot percebe que seu irmão no parou no meio do caminho com o olhar fixo em algo, ele direciona seu olhar na mesma direção e logo entende o motivo.

— Algum problema, irmão? – pergunta ele, Christian parece despertar de seu devaneio.

— Nenhum. – responde e continua seu caminho.

O vilarejo estava movimentado, a semana havia começado e trouxe junto com si muito trabalho para os comerciantes. Christian e Elliot seguem com seus cavalos a caminho da vila para logo se embrenhar na mata, eles acenavam para as pessoas e alguns soldados que mantinham vigilância em cada ponto da cidade.

Simons colheu o ramo de rosas brancas para Ana por no quarto da princesa Mia, ela agradeceu Simons e resolveu voltar para dentro do castelo quando Ethan veio em sua direção com um sorriso de garoto.

— Estava te procurando.

— Oras, para quê?

—_m Ah, gosto de tua companhia e queria saber se esta se dando bem com Hope.

—_Ela está muito bem mais uma vez obrigada por me dá-la de presente. – sorriu encabulada.

— Não precisa me agradecer, fiz isso porque gosto muito de ti. – disse e passa a mão delicadamente no rosto dela, Ana viu em seus olhos uma emoção diferente e logo se lembrou da princesa Mia.

— Bom, Ethan eu preciso ir, tenho muito o que fazer. – e sai apressadamente sem dar chances dele responder. Entra na cozinha e ver Gail descascando algumas batatas quando a vê sorriu.

— Como está Hannah, Gail? – pergunta pegando o jarro e enchendo com água para por as flores.

— Fui vê-la agora pouco e ela está dormindo.

— Que bom, quando terminar meus afazeres irei vê-la. – disse e saiu da cozinha indo novamente para o andar de cima.

O castelo estava em silêncio, Ana ainda não tinha visto Leila e agradeceu aos céus por isso, como sempre ela deveria esta com a rainha Grace na biblioteca lendo ou dando em cima do príncipe Christian ao qual ela também ainda não viu esse pensamento a fez ficar incomodada. Ela chega ao quarto de Mia e abre a porta e logo avista a princesa na sacada ela adentra no quarto e ao ouvir o barulho de passos Mia vira e a encara e Ana com tristeza.

—_Você viu, não é? – pergunta se referindo a Ethan e ela conversando, provavelmente ela viu e isso seja o motivo de sua tristeza. — Eu juro que não tenho nada com ele.

— Eu sei disso Ana, mas minha tristeza não é só por isso.

— Então, o que é?

— Hoje completa dois meses que meus pais se foram. – disse com a voz embargada.

— Oh, Mia, eu sinto muito. – Anastásia a abraça.

— Tudo bem, Ana. – ela limpa algumas lágrimas do rosto e se recompõe tentando dar um sorriso. — E você, mocinha? Quando voltará as aulas?

— Em breve, ainda tenho dificuldades.

— Sempre que quiser estou a disposição, quando quiseres treinar sua letra pode pegar lápis e caderno aqui.

— Obrigada, Mia. – agradeceu.

Ana termina de arrumar os aposentos e vai para o seu para pegar Hope e alimentá-la, mas antes para na porta do quarto de Hannah para ver como ela está. Bate e escuta um “entre”.

— Hannah está acordada? – ela está deitada na cama.

— Sim, Ana, pode entrar.

— Como está se sentindo? – pergunta sentando na beira da cama.

— Estou melhor, apenas espirrando. – sorriu. — Onde está Hope? – pergunta seguida de um espirro.

— Está no quarto vou busca-la para alimenta-la. – responde enquanto Hannah tem uma crise de espirros. — Tem certeza que está bem?

— Sim. — respondeu ao tomar fôlego.

— Se você diz, então já vou indo tenho que ajudar sua mãe a preparar o almoço.

—Tudo bem, tchau Ana. – disse e Ana saiu do quarto dela e seguiu para o seu encontrando Hope na janela cantarolando. Ela assubia para chamar a atenção do animalzinho que reconhece sua dona e abana as asas.

— Você deve esta com fome, não é mocinha? – ela beija o pássaro e coloca em seu ombro.

Chegando a cozinha ela não vê Gail, mas a mesma já havia colocado um prato com comida para ela, ela pega um banquinho e se senta perto da porta da cozinha observando o tempo mudar para nublado as nuvens carregadas alertavam que iria chover, Hope permanecia no seu ombro. Depois de comer pegou alpiste para dar ao pássaro.

— Parece que vai chover não é menina? Coma, Hope. – ela abriu a mão com um punhado de alpiste, o pássaro desceu e comia na palma de sua mão docilmente, mas algo a fez ficar agitada, arrepiando as plumas acima da cabeça em sinal de defesa a presença da pessoa atrás de sua dona a incomodou.

Logo Anastásia se virou viu o príncipe Christian analisando o pássaro com cautela e o mesmo pulou para colo da jovem procurando proteção.

— Pelo jeito sua presença incomoda até mesmo a Hope. – resmungou.

— Mas o que é isso no seu colo?

— É um pássaro. E se chama Hope.

— Eu sei, quero saber como conseguiu é um pássaro caro.

— Não roubei alteza se é isso que pensou, Hope foi um presente e é uma ótima companhia.

— Presente?

— Sim, o príncipe Ethan quem me deu. — ela diz logo em seguida morde o lábio inferior percebendo que falou demais, a expressão do príncipe Christian se fecha descontente.

— A troco de que Ethan te presenteou? – pergunta rudemente.

— Como à troco de quê? O que está pensando? – levanta-se exasperada com a pergunta.

— Um homem não presenteia uma mulher assim atoa sem nada em troca. – falou irritado.

— Ethan não é como o senhor, alteza! E não sou como as suas rameiras que lhe dão coisas em troca de presentes.

— Chega não vou discutir com você quero que devolva o pássaro. – ordena.

— Como!? Claro que não, Hope ficará comigo! – disse ela o encarando fixamente, os olhos dele faiscavam de raiva. — Agora, se o senhor me der licença, vou voltar ao trabalho! – disse e saiu dali apressadamente deixando ainda mais irritado.

— Ana! Eu não terminei, volta aqui! — ele grita mais não obtém resposta da jovem. Ele passa as mãos pelos cabelos nervosos ao saber que Ethan a presenteou o deixa furioso. Como ele se atreve? – pensou, enquanto seguia o corredor que daria para a sala de estar acabou discutindo com Ana e não cumpriu com seu objetivo quando estava a procura dela assim que chegou da montada com seu irmão. O príncipe Christian estava tão perdido em seus próprios pensamentos que nem ouviu seu pai o chamar.

— Christian? – chamou o rei Carrick quando viu o filho passar por ele na sala.

— Ah, oi pai, desculpe-me estava distraído.

— Tenho um assunto para tratar contigo.

— Claro, pai, o que é? – perguntou se sentando em uma poltrona de frente para ele.

— Recebi um telegrama de nosso primo Pierre e preciso que vá até nossas terras para resolver uns problemas. – é possível ouvir a chuva caindo do lado de fora do reino.

— O que houve? Outro problema com rebelião? – um trovão ressoa no céu.

— Não sei bem, apenas me disse na carta que estava tendo muitos furtos e os moradores estavam assustados, os soldados contornaram a situação, mas é preciso que um membro da família com autoridade acalme os ânimos. Você é meu primogênito e logo assumirá meu trono e quero que vá até lá resolver. – disse o rei e em seguindo escutam o barulho de dois trovões altos, parecia que o mundo estava caindo lá fora. O príncipe não queria ir, seu pai podia muito bem ir e resolver esse problema, mas seria inútil discutir com ele se ele já tinha tomado a decisão.

— Quando terei que ir?

(...)

A tarde caia junto com a tempestade lá fora. O tempo estava escuro mesmo ainda sendo cedo. O céu estava carregado de nuvens escuras e a chuva só piorava com as rajadas de ventos fortes fazendo um barulho estrondoso. Trovões e relâmpagos acompanhavam esse fenômeno.

— Céus! Nunca vi chover assim. – comentou Kate, todos estavam reunidos na mesa almoçando.

— Logo, logo passa. – disse Ethan. — Ah, Kate recebi um telegrama de nossos pais dizendo que em breve vinham te visitar.

— Ah, que bom, estou com tantas saudades deles.

— Liza e Reynold são bem vindos aqui, faz tempo que não os vejo. – disse a rainha Grace.

— E você Ethan, quanto tempo pretende ficar aqui? – pergunta o príncipe Christian ainda sem ter engolido a história dele ter presenteado Ana.

— Não sei Christian, por quê? Incomoda-te minha presença? – Christian o fuzila com o olhar.

— Vocês dois não comecem! – disse o rei Carrick.

— Filho, seu pai me disse que irá viajar.

— Sim, mãe, nosso primo Pierre precisa de ajuda com uns problema.

— Quando irás, irmão?

— Daqui a dois dias.

— Por mim irias amanhã. – disse o rei. Ele queria que o filho fosse para lá o mais rápido possível e quem sabe passasse algum tempo e encontrasse uma moça à sua altura para casar-se.

— Não posso pai. Tenho outros assuntos para resolver aqui. – disse bebericando seu vinho.

— Peço que tome cuidado, filho. – pediu a rainha Grace, ela odiava quando seu marido e filhas iam enfrentar batalhas que pudesse comprometer suas vidas.

O almoço seguiu bem apesar de terem pouco assunto, Mia ficou o tempo todo calada pensando em seus pais, aquele dia não era o pior para ela, pior porque foi o dia que perdeu seus pais. Leila também passou o tempo todo calada, não ousou incomodar Anastásia depois da bronca que levou do príncipe e da advertência da rainha por mexer com a moça e acabar com a cara na lavagem dos porcos, mas isso não significava que sua raiva pela plebeia dissipou só a fez crescer quando se tornasse a esposa do Christian iria tomar providencias estava satisfeita que mesmo o anel a escolhendo não se casaria com o príncipe e agora tinha que esperar ele fazer o pedido a ela. Não gostou da ideia do príncipe ir viajar, ela estava com saudades dele fazia tempo que ele não a procurava e ela iria resolver isso hoje.

(...)

A chuva forte não parava um segundo, da janela do seu quarto da pousada Suria observava o céu e como o tempo havia mudado. Um relâmpago é “soltado” deixando uma enorme claridade no céu, ela olha para cima e ver a junção das nuvens carregadas, novamente outro relâmpago seguido de um estrondoso trovão estava claro que essa tempestade não era normal, não nessa época do ano, o caos havia se formado na cidade com os comerciantes e os moradores da cidade correndo de um lado para o outro para alguns a pé, nas carruagens e outros a cavalo tentavam se proteger. Suria olha novamente para céu e vê a chuva engrossar ela fecha a cortina e suspira.

— Começou.

(...)

Depois de tomar um banho, Christian estava deitado em sua cama para dar um cochilo quando ouviu a porta do seu quarto se abrir e o barulho se saltos ecoar pelo recinto o perfume adocicado denunciava quem é. Mesmo sem se virar ele sente o colchão se afundar na cama e braços lhe rodearem a cintura e beijos molhados em sua nuca.

— O que quer, Leila?

— Você. – disse com a voz rouca e continua a acaricia-lo ele virasse e a beija com volúpia enquanto se move para cima dela e ela não poderia ficar mais feliz com essa reação dele pensou que seria rejeitada como das outras vezes, mas se enganou.

De repente barulhos de trovões foram se ouvidos e cada um mais forte que o ouro, rajadas de verto fortes foram capazes de abrir a janela de seu quarto assustando-os, Christian para o beijo ao ver a janela aberta batendo na parede com o vento entrando no quarto fazendo as cortinas balançarem. Leila sem querer acabar com o momento puxa-o sua cabeça para encontrar sua boca e nesse momento tudo escurece.

— O que foi isso? – disse o príncipe ao interromper o beijo e perceber a escuridão.

— Não deve ser nada. – responde Leila acariciando sua ereção, ele se esquiva. — Ah, Christian, onde vai? – as cegas ele pega uma lamparina de seis velas do seu quarto na cômoda ao lado, todos os quartos possuíam uma caso faltasse energia.

— Irei ver o que aconteceu Leila. – disse a deixou sozinha no quarto.

O castelo estava as escuras nenhum sinal de luz, Christian andava pelo corredor calmamente, ele desce as escadas e encontra seu pai, o soldado Jack com uma capa negra molhada conversando.

— Pai, o que houve?

— Filho, o reino está sem luz.

— Eu já percebi, mas o que aconteceu?

— A caixa de energia explodiu alteza. – disse Jack. — O general Taylor está tentando consertar e pediu que eu viesse avisa-los. — O príncipe acena para ele e o observa e lembrou-se que ontem boa parte do dia não o viu quando os soldados estavam a procura de Ana, ao se lembrar dela o príncipe foi tomado por uma preocupação, se o reino estava sem luz e essa tempestade lá fora, será que ela estava bem? Saio as pressas deixando seu pai e o soldado confuso indo para os aposentos dela.

A tempestade caía fortemente por todo o reino, Hope se assustou com o barulho do vento na janela e com os trovões e se escondeu em algum lugar do quarto. Anastásia relaxava dentro da banheira de madeira escura em seu quarto, o barulho estava a incomodando, não gostava do barulho dos trovões e dos relâmpagos e esses pareciam muito fortes o que a assustava. Ela fechou os olhos ao ouvir um barulho muito forte, percebeu que lá fora tudo estava escuro, em seu quarto as velas iluminavam, ficou mais alguns minutos na banheira e logo se levantou para pegar a toalha, ela ouviu batidas na porta e disse que podia entrar pensou ser Gail e continuou a sair calmamente da banheira se secando.

O príncipe estava preocupado com a escuridão que tomou conta do palácio e foi ver como a jovem plebeia estava, mas ao abrir a porta do quarto teve uma bela surpresa. Com os olhos arregalados e a boca escancarada ele observa o corpo esbelto sair da água calmamente não havia nada premeditado naquele momento. Como ela conseguia ser tão sexy? Ele se perguntava deu um pigarreio e jovem se virou assustada se enrolou na toalha.

— O que você quer aqui!?

— Calma, eu só vim ver como você estava. — disse colocando a lamparina em cima do baú.

— Eu estou bem, alteza. — ela diz tentando se cobrir ainda mais com a pequena toalha, que mau tampava o meio de seu corpo.

— Devolveu o pássaro? – perguntou se lembrando do que a ordenou.

— Não e nem vou! – disse firme.

— Não pode ficar aceitando presentes do Ethan!

— Posso aceitar presentes de quem eu quiser.

— Não, não pode! E que isso fique bem claro. — Em um ato inesperado ele se aproxima dela a segurando pelos ombros a olhando diretamente nos olhos, uma corrente elétrica passa por seus corpos ao sentir o contado com a pele.

— Desculpe alteza, mas essa ordem eu não atenderei, Hope ficará comigo.

— Por que tem que ser assim? – ele suspira colando os lábios nos da jovem, o beijo intenso quase a deixa sem ar ele a vira de costas para ele e livra seu corpo da tolha que vai caindo lentamente pelos quadris estreitos e arredondados.

— Príncipe Christian, o que está fazendo? — perguntou com a voz tremula enquanto seu corpo arrepiava sentindo os toques atrevidos de suas mãos passeando por seu corpo, ela fechou os olhos deixando se levar pelos beijos em seu pescoço.

— Isso tudo é sua culpa, Anastásia! Você me tortura mulher, me deixa louco! – sussurra o príncipe em seu ouvido, mordiscando o nódulo de sua orelha, sua voz era tão sexy as luzes das velas que iluminavam o quarto o permitiam ver os pequenos seios que se tornaram endurecidos diante dele.

O príncipe Christian estava deixando carne falar mais alto que a razão, mas ele precisa tê-la, esse desejo o estava consumindo. Ele percebeu que as bochechas de Anastásia começam a ficar ruborizadas. Era a primeira vez que Anastácia estava diante de um assunto do qual não entendia. Ele a virou de frente e capturou os lábios da jovem intensamente aos poucos Anastásia vai liberando caricias sobre ele seus dedos entrelaçaram em seus cabelos havia fogo entre eles o tempo lá fora ia se firmando, a chuva estava cessando e o frio indo embora, mas entre eles a temperatura estava extremamente quente o mundo ao redor naquele momento não existia. Christian sente o desejo cada vez maior dentro de suas calças fazendo seu sexo endurecer cada vez mais suas mãos pareciam ter vida própria passeavam pelo corpo dela dando caricias leves e intensas, ele dava pressão nos pontos que a fazia gemer em sua boca o deixando louco. Necessitava sentir o corpo de Anastácia e começava a sentir que ela também queria o mesmo. Ela estremecia em seus braços, enquanto era beijava, não só a boca, como seu pescoço. Ele podia sentir que ela abafava gemidos que saíam roucos de sua garganta.

Os seios dela pareciam ter sido feitos sob medida. Encaixavam-se perfeitamente em suas mãos atrevidas eram macios e deliciosos de apertar. Ele a deitou na pequena cama fez uma breve reverencia admirando seu corpo nu simplesmente perfeito. Passou a minha língua febril pelos seus ombros delicadamente ela se arrepiou toda. Desceu até seus seios, seus mamilos estavam completamente enrijecidos quando sua boca provou deles, corpo do príncipe protestou por mais contato com Ana, a trouxe para mais perto de si e desceu mais um pouco cobrindo de beijos sua barriga, beijando o interior de suas coxas, chegou a sua feminilidade seu corpo arqueava para trás quando ele a tocou bem... lá. Ele começou a desabotoar sua camisa, mostrando seu peitoral largo e forte, ela se levantou da cama se dando conta do que estava prestes a fazer. Ana puxou o lençol se cobrindo.

— Por favor, alteza, saía daqui. — ela murmura roucamente sem encara-lo.

— Ana, o que foi? – ele aproximasse dela e beija seu pescoço, jogando a camisa longe apertando seu bumbum, ela o empurra para trás mais o príncipe se encontrava louco de tesão e continuou suas investidas.

— Eu disse não! — ela o empurra para trás e ele a olha confuso.

— Você não quer?

— Não, respeite isso, alteza.

— Por que?

— Não quero ser mais uma para ti. — Christian foi rejeitado ele estava incrédulo era a primeira vez que uma mulher se negava a ser dele. Ele fechou os olhos e suspirou fundo e procurando forças para sair de cima da cama, ele não iria força-la, jamais.

— Tudo bem. Não irei força-la. — diz pegando sua camisa do chão e saindo do quarto.

Cristo, o que foi que acabou de acontecer?