Um Príncipe em Cinquenta Tons
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Uma verdadeira batalha estava sendo travada internamente em seu ser com o turbilhão de sensações que explodiram lhe causando tormento e paz ao mesmo tempo. Na medida em que tentava desesperadamente e inutilmente entender o que acabara de acontecer. Existia uma linha tênue entre o que é certo e o errado que o fazia se questionar em que caminho ele estava seguindo e se este realmente era o lugar certo.
O príncipe Christian nunca havia se sentido assim antes, tão vulnerável e dependente de uma mulher para com Anastásia que apesar de ter seus atributos parecia tão delicada como uma pluma, uma menina que mal sabia de sua sensualidade e beleza única deixando-a ainda mais sexy e desejosa. Há poucos minutos atrás nos aposentos dela, parecia que um vulcão estava prestes a entrar em erupção e causar um verdadeiro estrago ao seu redor de maneira impossível de controlar tamanha façanha. Anastásia estava tão entregue a ele de maneira que o deixou ainda mais louco pronto para toma-la para si como já havia desejando inúmeras vezes, mas a razão dela teve que falar mais alto, pois a dele não existia naquele momento, para que estourassem aquela bolha e impedisse que ele continuasse com suas investidas. De primeira ficou incrédulo com a negação dela de ser unicamente dele. Nenhuma mulher ousou negar ser dele, a verdade era que todas queriam ser de qualquer maneira e como ele era homem nunca negou fogo e seus casos sempre foram assim, até mesmo com a duquesa Elena que por ser mais velha e sua primeira experiência sexual nunca negou, talvez, por que seu marido não estava dando no couro e ele sabia que não era o único amante da duquesa e por saber que isso é um delito e ele é uma autoridade que deve se dar ao exemplo preferiu romper de vez esse caso que não estava dando a lugar nenhum não que ele quisesse e era por isso mesmo que não fazia sentido continuar perdendo seu tempo.
Até mesmo Leila, no começo ele até gostava dela ainda nova mostrava ter experiência. E que homem não gosta de uma mulher experiente que saiba enlouquece-lo na cama? A resposta é: Nenhum. Mas do mesmo jeito que a duquesa Elena essa “relação” era uma total perca de tempo, pois ele sabia exatamente o que ela queria e ele não estava disposto a dar. Mas com Ana era totalmente diferente de uma maneira viciante e enlouquecedora. Com apenas o seu cheiro inebriante que parecia ser afrodisíaco. Já tivera trocado inúmeras vezes intimidades com ela que não chegou ao final do ato sexual e foi o suficiente para deixa-lo totalmente e completamente louco por ela mesmo que em algumas vezes negue que a deseja como nunca desejou ninguém antes tão intensamente.
No começo sua relação com ela foi conturbada e completa de ódio. Um ódio que não devia ter sido direcionado à ela. Hoje ele sabe o quanto foi cruel com essa moça inocente e se antes tinha culpa em seu coração por ter sido rude com seu irmão, agora esse sentimento tinha sido multiplicado por ter feito mais vitimas.
O príncipe Christian estava na cozinha bebendo água enquanto seus descontrolados pensamentos deixavam com os nervos à flor da pele. A chuva que a pouco tinha parado voltou com força total juntamente com os trovões e raios que iluminavam o escuro palácio que estava sem luz apenas as velas mantinham o ambiente em uma pouca claridade.
— Filho? – chamou o rei despertando-o de seus devaneios.
— Sim, pai, algum problema?
— Estava te procurando, sais-te tão apressado que fiquei preocupado.
— Não fique, está tudo bem. – disse o rei Carrick o olhou cético.
— Tudo bem. – era evidente que o rei sabia que tinha acontecido alguma coisa e tinha quase certeza de que era relacionado à Anastásia e agora estava mais do que disposto a manda-lo para longe mesmo que fosse só por alguns dias.
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Anastásia não era indiferente aos sentimentos do príncipe, estranhamente sentia como se seu corpo queimasse por dentro e por fora clamando desesperadamente e instantemente por ele e isso a assustava. Assim como ele, internamente uma batalha estava sendo travada dentro de si deixando-a confusa. Todos os seus extintos dizem que isso é perigoso e que ela será a única que saíra ferida nessa história que começou cruelmente com acusações falsas sobre ela resultando em exploração trabalhista e humilhações que tivera que aguentar e que só Deus sabe até quando e o que ainda esta por vim. Ela preferiu passar o dia todo no quarto com Hope depois do que aconteceu. Os afazeres no castelo estavam concluídos e só tinham que preparar o jantar a noite. Não sabia como enfrentar essa situação desenfreada e a melhor coisa que tinha a se fazer no momento era se refugiar.
A tempestade se seguiu o dia inteiro sem sinais de melhora a cada instante se intensificava de forma assustadora com os raios e trovões lançados fortemente como se o céu estivesse prestes a desabar a qualquer momento. As ruas da cidade viraram um tremendo caos com os comerciantes, carruagens, carroças e cavalos que tentava desesperadamente se protegerem. Era possível ver alguns lugares bastante alagados e o nível do riacho ter subido apenas em um dia com a forte chuva. O tempo que pouco antes estava tórrido tinha abruptamente se tornado congelante bem incomum nessa estação do ano.
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Dois dias haviam se passado e a tempestade continuava a mesma e com si trouxe vários problemas, algumas estradas foram bloqueadas por árvores que foram atingidas por raios e pelos ventos fortes. Lugares totalmente alagados principalmente na área da cidade. O hospital da cidade estava lotado, resultado da virose que algumas pessoas contraíram por causa do tempo chuvoso. Os soldados da realeza trabalhavam a todo vapor na resolução desses problemas mantendo a ordem sob a supervisão do general e do príncipe Elliot, o príncipe Christian queria ficar e ajudar, mas o dia de sua viajem tinha chegado e o rei Carrick estava irredutível na decisão de manda-lo até seu primo Pierre.
O dia hoje estava mais calmo, não tinha sinais de chuvas, mas o céu permanecia nublado com nuvens carregadas. A chuva tinha cessado um pouco facilitando a viagem do príncipe que preferiu ir de carruagem e não com seu cavalo que estava bastante agitado nesses dias como os outros animais. Ele viajaria depois do almoço, sua bagagem estava sendo arrumada por Hannah que tinha, consideravelmente, melhorado da virose.
— Você viu a Ana? – perguntou o príncipe entrando no quarto, ele estava a um tempo procurando por ela e não a encontrou, estava ficando nervoso e preocupado. Antes de viajar queria entregar algo a ela e nesses dois dias que se seguiram sempre que cruzava com ela pelo palácio, ela o ignorava, fingia não ver mal o olhava nos olhos. Frustrado com isso, ontem tinha ido ao Harém extravasar toda essa tensão através do sexo, Leila tentava investir seduzindo-o e por um momento ele cedeu dando a ela o que tanto queria.
— Eu não a vi, alteza.
— Maldição! – exclamou passando a mão no cabelo, nervoso e completamente preocupado. Saiu do quarto a procura dela, já tinha procurado em cada cômodo do castelo até mesmo no quarto dela e nenhum sinal dela e de seu pássaro. Será que ela fugiu? – pensou enquanto descia as escadas e acabou esbarrando com a princesa Mia. – Mia, tu vistes Anastásia?
— Está no pátio conversando com Ethan. – disse a princesa e subiu. Imediatamente o príncipe foi para o pátio do palácio e viu seu irmão Elliot numa luta de espada com seu pai sendo assistido por alguns soldados e suas esposas, e num lugar mais afastado Ana conversava com Ethan com Hope em seu ombro. Observou-os por mais alguns minutos dali como sempre incomodado com essa aproximação de Ethan com ela.
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— Você deveria chama-la, Ethan! – insistiu Ana.
— Mas eu queria que você viesse comigo.
— Eu não posso, sinto muito, mas a princesa Mia adoraria ir contigo. – diz Anastásia tentando convencer Ethan. Ele a convidou para jantarem hoje a noite no restaurante da cidade e a principio o convite assustou e surpreendeu Ana, ninguém nunca havia a convidado para ir à um lugar tão sofisticado como era o restaurante da cidade, mas Ana não aceitou por vários motivos e um deles era por causa da princesa Mia que ficaria muito triste se soubesse disso e Ana tinha prometido nunca magoa-la e por mais que Ethan seja um bom homem as intenções com ela estavam evidentes e sem contar que o príncipe Christian jamais permitiria.
— Não sei se ela vai aceitar.
— É claro que vai, ela adora sua companhia, deveria sair mais vezes com ela, ela passa a maioria do tempo sempre trancada.
— É verdade, poucas vezes saímos e Mia é muito querida por mim. – diz com ternura e Ana sorri.
— Vamos Ethan é a sua vez! – gritou o príncipe Elliot.
— Estou indo! Tchau Ana!
— Tchau! Preciso voltar aos meus afazeres! – diz e voltou para o castelo segurando Hope em suas mãos enquanto a mesma cantarolava e Anastásia acompanhava. Estranhamente estava mais alegre nesse dia e não sabia o porquê, pensava que talvez por que o príncipe Christian iria viajar, mas sempre que tocava nesse assunto sentia uma sensação diferente como se a ideia dele passar alguns dias fora não fosse assim tão bem vinda como ela imaginava. A todo custa ela tentava ao máximo evita-lo depois do que aconteceu com eles em seu quarto. Permanecia confusa em relação aos seus sentimentos que estavam uma bagunça não sabia como reagir quando o encontrava sabia que ele se lembrava do que tinha acontecido e por se sentir envergonhada fugia para longe de suas vistas.
— Olá, Gail. – saudou assim que entrou na cozinha.
— Olá, menina. Onde estava? – perguntou Gail e essa sua preocupação fraternal com ela lembrava muito sua mãe, fazia dias que Ana não via seus pais e estava morrendo de saudades.
— Conversando com o príncipe Ethan, nada importante. – disse dando de ombros – Precisa de ajuda? – perguntou colocando Hope em cima da mesa.
— Preciso que colha algumas maças no pomar para mais tarde dar aos cavalos, depois do almoço o príncipe Elliot e os soldados saíram para supervisionar o movimento na cidade e os animais precisam estar alimentados. Eu mandaria Hannah, mas ela está arrumando a bagagem do príncipe Christian, aliás, ele estava procurando por ti.
— Não deve ser nada. – diz desconfortavelmente e Gail percebe.
— Tem certeza?
— Claro, com certeza deve estar me procurando para reclamar de algo. — diz e Gail continua a olhar cético faz tempo que ela percebeu que os dois andam se estranhando ultimamente.
— Se você está dizendo.
— Vou colher as maçãs, olha Hope por mim?
— Sim, querida.
— Obrigada, Gail.
O pomar estava praticamente um caos assim como todo o jardim do castelo por consequência da chuva. O lugar estava bastante alagado e algumas frutas caídas no chão, algumas flores estavam completamente secas fazendo um entulho no chão. Todos os arranjos de flores do castelo teve que serem trocados por outras flores, pois assim como as tulipas do quarto da princesa Mia, as outras também estavam mortas. Com dificuldade Ana caminhava no gramado, ela começou a colher as maçãs demoradamente, pois a maioria estava podre e com bichos dentro, estava concentrada em seu serviço que não percebeu a presença de alguém atrás dela.
— Precisa de ajuda bela Anastásia? – ela se assustou e virou para ver quem era Jake estava parado atrás dela admirando-a.
— Não precisa soldado, obrigada. – a presença dele não era agradável e Ana não sabia o porquê, mas hoje tinha acordado com um humor diferente e preferiu não ser grosseira com ele como nas diversas vezes em que ele a interceptava. Colheu as frutas e colocou a na cesta para voltar à cozinha – Tenha um bom dia. – desejou e pode ver um brilho diferente nos olhos dele.
— Obrigado, Ana. – disse contido de algum sentimento que Ana não soube identificar, apenas acenou e saiu dali.
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A tarde já caia quando Anastásia foi ao estábulo alimentar os cavalos, levou suculentas maçãs. Ao entrar lá, encontrou quem menos queria e quem estava tentando ao máximo evitar o dia todo: o príncipe Christian.
Ele estava guardando seu cavalo na cela e parou ao ver a moça entrar tão naturalmente bela: com uma blusa azul caneta que fazia contraste com seus olhos e uma saia longa preta de cós alto marcando suas lindas curvas e seus cabelos castanhos pela primeira vez estavam soltos, emoldurando seu lindo rosto. Anastásia entrou e ignorou totalmente o príncipe que parecia ter congelado no lugar e ela estava ciente de que estava corada com o olhar intenso dele, foi até um dos cavalos e deu uma maçã e começou alisar a crina do animal bem cuidado.
— Gosta disso campeão? — conversava com o animal, o príncipe Christian se aproximou da jovem. O cavalo estava um pouco agitado e relinchava.
— Wôa..Woâ.. Calma, rapaz! — disse Christian fitando a jovem que continuou a alimentar o animal, ele pega um pouco de água e dá a seu cavalo. – Olá, Ana. — Ela fica surpresa com o cumprimento amigável do príncipe e responde sem o dar muita atenção.
— Olá, alteza.
— Hoje pela manhã a vi conversando com Ethan de que assunto tratavam?
— Ora alteza, era um assunto particular. Não sejas indiscreto. Com licença. – disse pegando a cesta e saindo de perto dele.
— Eu não terminei, onde vai? — ela pega seu braço e a puxa de encontro a ele e novamente aquela corrente elétrica se faz presente com o contato.
— Onde vou? Trabalhar como tu me obriga!
— Eu te procurei o dia todo queria falar com você.
— Eu não quero te escutar!
— És muito malcriada. – resmungos. – Ana, me escute, pelo menos eu quero lhe dar uma coisa.
— Me dar? — ela pergunta confusa vendo Christian retirar uma caixinha do bolso. Ela vê o príncipe retirar uma correntinha de ouro com um pequeno pingente em forma de coração, era simples, porém sofisticado e lindo. O príncipe havia comprado essa corrente para Anastásia quando saiu para montar com seu irmão e infelizmente não pôde dar o presente a ela porque discutiram sobre o pássaro que Ethan a deu de presente. O colar era um sinônimo de desculpas por tudo o que fez contra ela.
— Isso é para você. — diz o príncipe a pegando de surpresa.
— Não, alteza, eu não posso aceitar. Não é certo que um homem como o senhor me presenteie com uma joia tão linda. O senhor mesmo me disse isso quando ganhei Hope não tenho como lhe dar nada em troca como agradecimento por isso não posso aceitar. — Ela disse o fitando diretamente nos olhos, Christian percebeu que a sua frente estava uma mulher simples e longe de ser ambiciosa se fosse outra pegaria o presente com as duas mãos.
— Ana, eu não quero nada em troca apenas quero que aceite meu presente, me ofenderia muito se não aceitasse.
— Mas, alteza, eu..- ele a interrompe.
— Eu insisto, Anastásia. E como já disse sua recusa seria uma imensa ofensa para mim. Vai dar um desgosto tão grande ao seu senhor?
— Não, alteza, já que é assim eu aceito. — O príncipe se aproximou ela sentiu seu coração um pouco acelerado quando ele passou por trás dela e afastou seus longos cabelos do pescoço.
— Se me permite, quero colocar em você. — ela fechou os olhos ao sentir a voz quente e sexy bem perto da sua nuca. Christian abotoou o fecho da correntinha com prazer sentindo o aroma doce do perfume da jovem. Não resistiu colocando as mãos sobre os ombros dela. As lembranças da noite no quarto de Anastásia começaram a perturba-lo o desejo atrapalhava seu raciocínio naquele momento e ele colocou seu braço ao redor da cintura dela a trazendo para mais perto de si, depositando um leve beijo no pescoço da jovem que sentiu o corpo arrepiar e o efeito surtir lá em baixo e logo tratou de se afastar dele.
— Alteza está vendo? Era por isso que eu não deveria ter aceitado. Eu sabia que algo em troca, iria querer.
— Não, Ana, me desculpe. Fui imprudente é que as lembranças daquela noite me atormentam. – diz e seus olhos de cinzas passaram a ser negros.
— Por favor, alteza, não quero falar sobre o que aconteceu eu já não me lembro mais. — mentiu fazendo menção de tirar o colar de seu pescoço.
— Não, Anastásia, não tire. Fique com ele eu lhe peço.
— Está bem, muito obrigada príncipe Christian e se me der licença vou voltar ao meu trabalho. – ela disse saindo do local sentindo o olhar do príncipe em suas costas.
O príncipe Christian havia partido aquela tarde para a satisfação de seu pai. Algumas estradas tinham sido desbloqueadas para que sua viajem não tivesse empecilhos, ele se despediu de todos e até mesmo de Ana com um beijo no rosto para a surpresa dela e de todos com a intimidade. Ana continuava usando o colar que ele tinha dado, Gail e Hannah a questionaram sobre o presente e ela se esquivou das perguntas. Quem não gostou da noticia foi Leila que quase fez um escândalo por ele ter presenteado uma criada e não a ela. Após a partida do príncipe o temporal voltou preocupando todos por ele ter seguido viajem com o tempo ruim. Alguns soldados seguiram viajem com ele, mas não amenizava a preocupação da família e até mesmo de Ana que orou para que nada de mal acontecesse com ele.
A noite o príncipe Ethan seguiu o conselho de Ana e convidou a princesa Mia para jantar esta por sua vez não conseguia conter a felicidade e estranhamente Ethan sentia-se alegre por desfrutar da companhia dela, a noite para os dois foi perfeita conversando sobre banalidades e descobrindo que tinham muito em comum do que imaginavam.
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Uma semana tinha se passado e o príncipe Christian continuava fora da cidade e as coisas estavam fora de controle em todo o reino. Muitas confusões estavam acontecendo, parecia que a cidade não tinha nenhuma autoridade para conter o caos que se instalava. Estava sendo difícil para Elliot contornar a situação com o seu pai. Naquela tarde eles tinham saído pela denuncia de está acontecendo um arrastão pela cidade. Katherine estava preocupada com seu marido, estava pressentindo que algo ruim estava prestes a acontecer e rezou para que tudo ficasse bem e que o príncipe Christian voltasse logo. O mesmo mandou um telegrama a poucos dias dizendo que Pierre e ele estavam pouco a pouco resolvendo os problemas nas terras distantes alguns criminosos tinham sido presos e que demoraria mais um pouco por lá por conta dos outros fugitivos.
Tudo estava calmo até o momento em que um alvoroço se formou no hall de entrada do palácio, quando Sawyer e Welch romperam as portas carregando Elliot inconsciente com a testa sangrando e o rei Carrick desesperado. A rainha tomava um chá enquanto lia um livro quando viu seu filho desacordado e se desesperou. Imediatamente os soldados o levaram para o quarto e chamaram um médico. O príncipe Elliot havia caído do cavalo que estranhamente ficou agitado e enquanto não o derrubou seu cavaleiro não sossegou. O Dr. Flyn examinava o príncipe que em nenhum momento acordava preocupando a família que estava aos prantos, Flyn estava tenso.
— O que meu filho tem doutor? – perguntou o rei Carrick. Dr. Flyn respirou fundo.
— A pancada na cabeça dele foi muito forte causando sua inconsciência por isso ele ainda não acordou, temo que ele possa ter uma convulsão ou uma hemorragia no cérebro, por isso seria apropriado ele ir ao hospital para ficar em observação.
— Não, eu não posso ficar longe do meu amor. – disse Katherine desesperada sendo amparada pelo irmão.
— Dr. Flyn, por favor, não queremos ficar longe dele, seria melhor se o senhor passasse a noite aqui no castelo para monitora-lo. – diz o rei segurando as lágrimas que insistiam em cair. O médico concordou com a sugestão do rei.
— Ele irá acordar não se preocupem. Isso é apenas para nos prevenir. Ele precisa ficar em observação se algo acontecer. – disse após enfaixar a cabeça de Elliot e saiu do quarto para dar privacidade à família, Gail o levou para um quarto de hospedes.
Em nenhum momento a princesa Katherine quis sair do lado do marido à rainha chorava desconsoladamente abraçada ao rei.
— Eu não aguento Carrick. Não aguento perder outro filho. – lembrou-se de seu pequeno Aron seu lindo menino que foi tirado dela.
— Calma, querida, não ouviu o que o médico disse? Quando ele estiver pronto vai acordar.
— E se não acordar? Responda-me! O que faremos já faz horas que ele está assim! – A família estava desesperada com a possibilidade dele não acordar. De dez em dez minutos, Dr. Flyn ia examina-lo e os sinais vitais dele estavam normais
Todos haviam se retirado do quarto, Katherine insistiu em permanecer, ficou olhando para o marido deitado naquela cama temia que ele não acordasse, acariciou seu rosto e debruçou em seu corpo e começou a chorar.
— Acorda meu amor. Por favor, não me deixe. – ela murmurava em meio aos soluços.
Preocupado com o estado da irmã, Ethan voltou ao quarto para ver como ela estava afinal ela estava grávida e não podia passar por fortes emoções. Ao vê-la completamente desconsolada se aproximou colocando a mão em seu ombro em sinal de conforto.
— Calma, Kate, ele vai ficar bem. Vamos comer alguma coisa precisa sair daqui um pouco. – Ela deu um sorriso fraco para o irmão e a contra gosto ela concordou colocando fé em suas palavras, mas no momento em que se levantou sentiu tudo girar a sua volta e uma dor aguda em seu ventre. Colocou a mão quando a dor veio outra vez mais forte.
— Ah! – gemeu. Ethan ao notar a palidez no rosto da irmã se preocupou.
— Kate o que foi?
— Está doendo. — disse com a voz falhada, tentou se apoiar na parede mais suas pernas falharam a dor era insuportável, sentiu algo quente escorrer por suas pernas e logo viu a mancha de sangue em seu vestido. – O bebê. — murmurou e rapidamente Ethan a pegou no colo, Katherine começou a chorar e o irmão gritou por ajuda.
A rainha apareceu ficando desesperada.
— Chamem o Dr. Flyn, rápido pelo amor de Deus! – gritou a rainha Grace.
Colocaram Katherine em outro quarto por causa de Elliot. Um desastre parecia estar sobre o palácio.
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Anastásia estava em seu quarto rezando pelo príncipe e pela princesa, que até agora estava sendo examinada pelo doutor que alegou que o estado dela era grave, quando Hannah abriu a porta do seu quarto abruptamente assustando-a. Os ânimos estavam à flor da pele.
— O que foi Hannah? O que aconteceu dessa vez?
— Ana, um rapaz que diz ser teu primo está nos portões do palácio querendo falar contigo.
Rapidamente Anastásia chega até o portão, ficou feliz em ver José tinha muito tempo que não via sua família. O abraçou forte mas percebeu que a cara dele não estava muito boa e José sempre fora tão brincalhão com ela.
— O que foi, José?
— Ana, é o tio Ray, ele não está nada bem.
— Como? – um nó se formou em sua garganta.
— Está doente. A tia Carla está tentando cuidar dele, mas ele não melhora. Está com febre muito alta e fica chamando seu nome.
Anastásia começou a chorar. Pediu para José espera-la e correu para dentro do palácio, a rainha descia a escada completamente abatida seguida por Mia que chorava e ao ver que a jovem também estava desesperada e chorando, se preocuparam.
— O que se passou menina?
— É o meu pai esta doente eu vim pedi sua permissão para vê-lo, majestade. Já que o príncipe Christian está viajando, a senhora me autoriza a ir vê-lo?
— Claro, Ana. Pode ir e fique o tempo que precisar.
Mais que depressa, Anastásia foi até José que a aguardava com a pequena carroça guiada pelo jegue a mesma que seu pai a levou para trabalhar no palácio. José chicoteou o animal para que andasse um pouco mais rápido. Ana estava aflita e preocupada com seu pai estava com medo de algo acontecer com ele, ama-o muito e não suportaria uma tragédia.
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