Notas iniciais
Oi gente! Mil perdões pela demora. Era para eu ter postado esse capítulo na sexta ou sábado, mas infelizmente adoeci e fiquei de cama e não pude termina-lo. Ficou para ser postado ontem, mas a porra da minha net caiu e até agora não voltou e nem sei quando irá voltar e o capítulo estava pronto e para não deixar vocês na mão estou agora mesmo em uma lan house para postar! Bom, espero que gostem no próximo teremos uma cena hot, (adoro). Nesse capítulo vocês terão uma grande surpresa hahaha fortes emoções! Beijinhos. Boa Leitura!

Não era um bom dia. Problemas e preocupações mais problemas e mais preocupações se acumulavam de maneira descontrolável. O dia estava cinzento e nublado assim como o seu humor. Antes mesmo do cantar do seu despertador, o príncipe Christian estava acordado. Não houve uma noite de sono tranquila e sim perturbadora. As imagens de Anastásia em seus braços tão frágil e machucada lhe assombravam. Como alguém pôde fazer mal a um ser tão inocente como ela? Como ele podia pensar que ela era uma assassina? Mas do que nunca o príncipe Christian quer a verdade.

Ontem quando Taylor encontrou Ana, Andrew e Sawyer perseguiram o mascarado, mas o infeliz se embrenhou na escuridão e sumiu. Mesmo os soldados com tochas na mão para iluminar o caminho não conseguiram encontra-lo, mas encontraram algo na trilha de seus rastros que fez o príncipe ficar bastante chocado e furioso.

Flash Back On:

Ana estava em seu quarto sendo cuidada por sua mãe, Gail e Hannah enquanto os outros estavam no corredor à espera de noticias. O príncipe Christian se sentia sufocado, o ar parecia ser insuficiente para seus pulmões, saiu dali indo para a cozinha beber um pouco d’água quando foi interceptado por Taylor.

— Alteza, eu conversei com teu pai e atendi a teu pedido. Apenas contei o que ele precisava saber ocultando alguns fatos. – disse se referindo as suspeitas de Christian para com Anastásia.

— Obrigado, Taylor. E onde ele está?

— Subiu para seus aposentos. – assentiu. – Se me permite alteza, preciso conversar contigo, poderíamos ir à biblioteca?

— Claro, general. – concordou o príncipe e eles seguiram para a biblioteca, Christian notou que Taylor trazia nas mãos algo fino e cumprido enrolado em um pano velho. Entraram no cômodo e o príncipe sentou-se na cadeira atrás da mesa e o general a sua frente. – Pode falar Taylor, espero que seja algo relacionado àquele maldito.

— Alteza, o que tenho a dizer se refere a ele sim e é algo bastante intrigante e esclarecedor. – Christian ficou confuso e ansioso e pediu que prosseguisse. – Infelizmente, nossos soldados não conseguiram pegar o desgraçado. Mas encontraram esse pedaço de pano negro enganchado num ganho de uma arvore — ele mostra o pedaço de pano rasgado –, mas o mais interessante não é isso. Alteza, o senhor se lembra de como o príncipe Aron foi assassinado? – pergunta o general e Christian franze o cenho em confusão.

— Mas é claro que lembro, Taylor! Como iria me esquecer de tal ato que devastou minha família? – disse se recordando da dor e das lágrimas derramadas por sua família e isso só aumenta a sua sede de vingança.

— E vossa alteza se lembra da arma que o matou?

— Por Deus, Taylor! Onde queres chegar com isso? É claro que me recordo de absolutamente tudo! – disse quase gritando se levantando da cadeira, nervoso.

— Uma flecha! Uma maldita flecha roubou a vida de meu irmão.

— E essa flecha se parecia com essa? – o general desenrola o pano velho que estava em suas mãos e mostra uma flecha cumprida de madeira escura, sua ponta triangulada de ferro acinzentado e a calda com umas penas de cor negra. O príncipe arregalou os olhos ao ver a arma que matou seu irmão nas mãos do general.

— C-Como? – gaguejou.

— Nossos soldados encontraram essa flecha caída no chão perto da arvore em que esse pedaço de pano estava preso. Acredito que pertença ao mascarado já que a verdadeira que matou seu irmão está no cofre. – se fosse possível Christian arregalou mais os olhos, seu coração estava disparado, estava com medo do rumo daquela conversa. – Essa flecha foi feita a mão por alguém com habilidades, provavelmente o mascarado a deixou cair na tentativa de se desprender do galho. Ela não pertence ao vosso reino e a nenhum de nossos soldados já que a nossa é totalmente diferente. Quando a vossa alteza me confidenciou suas suspeitas eu não acreditei nelas. Para usar uma arma assim precisa ter prática e mais pratica ainda em conseguir mirar seu alvo na escuridão. Esta moça, Anastásia é apenas uma vítima. – disse Taylor convicto, seus anos de experiência o ajudaria a identificar alguém cruel, um verdadeiro assassino não era a toa que os soldados havia sido escolhido por ele para enfrentar as batalhas. E ontem ao fitar os olhos daquela jovem não viu nada mais que medo.

Ouvir as palavras de Taylor foi um baque para Christian, ele não podia acreditar que estava tão enganado.

— Meu Deus! – exclamou em agonia.

— Com base em tudo em que eu investiguei. Esse homem é obcecado por ela, está mais do que obvio já que ela é a única vitima em duas tentativas mal sucedidas e que eu tenho certeza que ele tentara de novo. — disse o general e o príncipe sentiu um arrepio em sua espinha. – O relatório que o Welch fez sobre ela, consta que essa jovem se encontrava com o príncipe Aron as escondidas. Não sei ao certo qual a natureza da relação deles dois, mas seu irmão pode ter sido vítima desse maldito que se sentia ameaçado com a presença dele. – o príncipe Christian sentia como se uma faca estivesse perfurando seu coração. Acusou Anastásia esse tempo todo, tirou-a de sua família para trabalhar no castelo sobre suas vistas e seus maus tratos impedindo-a de viver sua vida. Não, não pode ser verdade! – pensou sofredoramente.

— Você tem certeza disso, Taylor? Isso pode estar errado! Talvez eles sejam cumplices! – disse nervosamente passando as mãos pelos cabelos.

— Alteza, eu tenho anos de experiência em batalhas e estratégias e em nenhuma delas falhei. Sou o homem de confiança de vossa família, eu não diria algo assim se não tivesse a absoluta certeza. – a sensação de está sufocado se apertou e o príncipe Christian teve que se sentar.

— Cristo! O que eu fiz? Eu quase destruí a vida de Ana! – murmurou ainda em estado de choque. Fazia sentindo e mais sentindo ainda que Ana não tinha a capacidade de ter matado Aron, um guerreiro em treinamento, a moça mal sabia ler e escrever quem dirá usar um arco e flecha. Um ódio descomunal atingiu Christian, estava com raiva de si mesmo e do desgraçado. Agora mais do que nunca ele quer o encontrar e poder assim saciar a sua sede de vingança.

Flash Back Off

As palavras de Taylor ainda ecoavam por sua mente. Como pôde ter se enganado tanto? Deixado seu ódio falar mais alto que a razão? Aron tinha razão, ele só acreditava naquilo que ele queria e ele deixou que o sentimento de vingança o fizesse acreditar que Ana o matou, alguém para culpar, descarregar sua raiva para poder amortecer sua dor. Ele era igual ao mascarado; um monstro que roubou o direito dela de viver a condenando por algo que não cometeu. Vergonha e culpa. Era isso que estava sentindo no momento. Mas ele jurou que a flecha que roubou a vida de seu irmão seria a mesma que mataria seu assassino.

(...)

Após o café da manhã, ele a encontrou. Parecia estar tão despedaçada e ao mesmo tempo firme, as marcas em seu rosto denunciavam a brutalidade que tinha sofrido. Ao ver Anastásia daquele jeito fez com que o príncipe Christian sentisse, se fosse possível mais raiva do desgraçado. Tentou persuadi-la a tirar o dia de folga, mas ao ouvir sua suave voz desprovida de qualquer sentimento sentiu-se mais culpado. Ele nunca foi dado a arrependimentos muito menos em se desculpar, mas ele sentia a necessidade de fazê-lo por ela junto com um misto de emoções que ele não conseguia identificar que crescia em seu peito.

Agora todos estavam reunidos na biblioteca. Anastásia deixou Hope aos cuidados de Hannah e agora se encontrava sentada em frente aos seus superiores. Suria também se fazia presente, não porque sua presença foi solicitada e sim porque a mesma simplesmente apareceu. Ela viu as marcas no rosto da jovem e se compadeceu. As coisas iriam ficar piores se continuassem a seguir por esse caminho.

— Como você está, querida? – perguntou Suria que estava sentada ao lado de Elliot.

— Estou bem. – respondeu Ana e ganhou um sorriso terno que foi retribuído. O príncipe Christian apenas a observava encostado na janela, seu olhar era indecifrável naquele momento. O rei Carrick estava sentado em sua cadeira e sua esposa em pé ao seu lado com a mão repousada em seu ombro como sinal de solidariedade. O general também estava ao seu lado com sua postura de soldado, impassível. O príncipe Elliot estava ao lado de Suria sentando em uma poltrona, para ele tanto faz com quem seu irmão se case, ele já havia presenciado algumas intimidades de Christian e Anastásia e sabia que ela mexia com ele com nenhuma outra mulher fez e talvez não fosse atoa que ela era a escolhida. Mas por ser um Grey legitimo sua presença ali era indispensável.

— Presumo que saiba o porquê de estar aqui já que ontem fugiu. – disse o rei e Ana assentiu nervosa.

— Desculpe-me por isso majestade, apenas fiquei com medo da reação de todos e me acusaram de roubo e eu não roubei nada.

— Ninguém aqui está te acusando de nada, só queremos que você nos esclareça como anel foi parar em teu dedo.

— E-eu não me lembro. – gaguejou nervosa e o rei arqueou uma sobrancelha. – Eu estava limpando o salão e de repente ele estava em meu dedo, está em branco.

— Não lembra? – era obvio que aquilo não o convenceu. Negou e o olhar do rei se torna severo a fazendo se encolher.

— Isso é um efeito colateral do anel já que o mesmo não foi induzido no dedo dela pelo príncipe. – disse a sabia mulher: Suria.

— Já estou farto de tantas profecias!

— Calma, querido. – disse a rainha Grace.

— Quanto mais a vossa majestade luta contra mais as profecias vão se cumprir.

— Chega! – disse o rei sem paciência. – A única profecia que irá se cumprir é a NÃO união deles!

— Estará assinando a sentença de morte do teu reino. – disse Suria o encarando seriamente, mas ele estava irredutível. Não adiantava ter uma opinião contraria da dele, pois no final ele era quem decidia. Christian cogitou a possibilidade de casar com a plebeia, talvez dando luxo a ela e a família repararia seu erro, mas um casamento precisa ser constituído com amor apesar de se sentirem extremamente atraídos isso não era o suficiente e assim só acumularia mais peso na consciência.

— Nossa união matrimonial jamais daria certo. Não amamos um ao outro e para sermos felizes em um casamento é necessário esse sentimento. – se pronunciou o príncipe Christian e Ana assentiu com ele em concordância.

— É claro que se amam! – insistiu Suria. – O problema é que vocês não conseguem enxerga-lo por terem canalizado sentimentos opostos e esses sentimentos emanam em seus corações exprimindo o amor que existe em ambos. Mas há algo muito interessante no amor, é que ele nunca morre, prevalece no interior de vocês só esperando o momento certo. – disse a sabia mulher encarando príncipe e a plebeia que engoliram em seco. – Vocês pertencem um ao outro de corpo e alma, não tem como fugir disso no final terminaram juntos, pois é assim que tem que ser. Bom, pelo menos, nesse momento, eu sei que ambos se desejam intensamente – disse se levantando e encarando o príncipe. –, chega até a doer essa sensação de desejo reprimido, é inevitável não querer senti-la, não é mesmo? – Christian encara Anastásia e ali na imensidão do azul dos seus olhos, azuis no cinza a chama da paixão reascende fazendo-os ofegar.

— Bobagens e mais bobagens, qual o homem que nunca desejou uma bela mulher? E se permite dizer Anastásia é uma jovem bela, mas não está ao nosso nível. – disse o rei.

— Não podemos tê-la como nora, sua família não oferecera dotes a nós já que não tem. – disse a rainha.

— A preocupação de vocês é com a riqueza e não com a felicidade de vosso filho que é mais importante.

— Que seja!

— Dinheiro nenhum traz a felicidade. Se fosse assim não existiria tanta gente na miséria.

— Não importa o que pensas, Suria. Tu não faz parte da corte e nem deveria estar aqui! Já que o anel não saí do dedo dessa jovem ela poderá ficar com ele e apenas isso. Meu filho escolherá uma noiva para reinar ao seu lado. Todos nós concordamos com isso!

— Se é assim que todos desejam que assim seja! Mas o que acontecer daqui pra frente será culpa de todos vocês que são contra a esse destino.

(...)

A reunião havia acabado. O rei até sugeriu que Ana voltasse para a casa de seus pais e perdoar a divida, mas o príncipe Christian protestou, pois como foi ele que a trouxe era o responsável e ela permanecia no reino. Alegou que era uma forma de protegê-la do mascarado. Mentiroso, só que me manter aqui para judiar. – pensou Ana enquanto cortava um tomate na cozinha com Hope em seu ombro.

As palavras de Suria pareciam ser tão verdadeiras, mas não era possível que justo o príncipe Christian fosse o dono de seu coração.

— Ana? – chamou Gail. – Ana?

— Ah... Oi Gail, o que disse?

— Eu te chamei e não me respondeu, menina.

— Desculpe-me, estava distraída.

— Eu percebi, precisa prestar mais atenção, Ana. Hoje cedo quando te pedi para apanhar laranjas no pomar me trouxestes todas elas podres.

— Podres?

— Sim. Tive que joga-las logo o cheiro já estava ficando insuportável, levei um chá para a princesa Katherine que melhorou um pouco, mas ficará de repouso. Hannah foi buscar mais e ainda não voltou.

— Tem certeza, Gail? Quando as apanhei elas não estavam podres.

— Você está sobrecarregada com tantos problemas que acabou nem percebendo.

— Pode ser. – disse ela ainda confusa dando um pedaço de tomate a Hope.

— Hannah me disse que o príncipe Ethan te deu ela de presente, foi muito gentil da parte dele. Ele é um homem bom e parece gostar de você. Agora pouco o vim saindo com seu cavalo com alguns soldados. – continuaram a conversa até Raul aparecer na cozinha para buscar os baldes de lavagem para os porcos e assim que Ana o viu abraçou pegando-o de surpresa.

— Raul, quanto tempo!

— Olá menina Ana, como você está? – perguntou ao perceber as marcas arroxeadas no rosto dela.

— Eu estou bem e você? E os porquinhos?

— Turrões como sempre. – brincou e ela gargalhou. – Vim buscar lavagens para alimenta-los alguns deles andam cabisbaixo, desde ontem não se alimentam, desconfio que seja doença, se for terei que condena-los.

— Mas, por quê?

— Para não infectar os outros. – ela assentiu. Gail deu a Raul alguns baldes com lavagem, eram muitos baldes e apesar de estar com uma carroça não era possível caber todas elas. Sobre os protestos de Raul, Anastásia resolveu ajuda-lo deixando Hope sob os cuidados de Gail, não queria que ela se sujasse com a lama das pocilgas. Ela estava saindo pela porta da cozinha quando Leila aparece em sua frente sorrindo de uma forma debochada a fitando de cima a baixo.

— Já vais alimentar os porcos, viu de nada adiantou este anel no teu dedo. Continua a mesma, se juntando a teus amigos os porcos! — gargalhou enquanto Ana passou por ela lhe dando uma trombada carregando o balde. – Aí, criada atrevida! — Leila a seguiu a perturbando sentia prazer em atormentar Ana.

— Me deixes em paz, Leila.

— Pensou que iria subir no altar com o príncipe, não é mesmo morta de fome? Até se jogou nos braços dele como uma vadia, eu não sei como ele suportou, você cheira como os porcos. – rosnou.

— Não sou do teu nível que praticamente implora para que ele se deite contigo, se arrasta aos pés de um homem que somente se sacia em ti.

— Insolente! Cala essa boca rameira atrevida! — Leila para em sua frente lhe dá uma bofetada, Ana alisou seu rosto sentindo a ardência do tapa. E sem pensar duas vezes devolve-o com mais força, soltou os baldes no chão e em um ato selvagem arrastou Leila pelos cabelos até as pocilgas.

— Já estou farta, Leila! Não permitirei que toque em mim. – disse arrastando-a, já estava cansada de ser humilhada.

— AHHH... Me solta, criada, está me machucando!

— É pra machucar, senhorita! Há tempos que tenho vontade de fazer isso. Meus queridos amigos porcos querem lhe dar uma cortesia. — Leila gritava completamente histérica, enquanto seus sapatos finos e delicados entravam em contato com a lama.

Seus gritos foram capazes de serem ouvidos por todos no palácio. A princesa Mia que estava em seu quarto presenciou a cena e correu para chamar ajuda.

— Tia Grace! – gritou enquanto descia as escadas.

— O que foi, Mia?

— Leila e Anastásia estão brigando. Eu vi da minha janela Ana arrasta-la.

— O quê? – perguntou o príncipe Christian e correu em direção à saída do palácio. Seus pais, Mia e ele viram Anastásia a empurrando de encontro com a lama e ficaram boquiabertos com a seu ataque selvagem, Leila esperneava e gritava. Raul encarava a cena de longe, não ousou chegar perto, mas estava adorando ver aquilo assim como Gail e Hannah que davam risadas encostadas na porta da cozinha.

— Coma com eles, coma com meus amigos porcos, Leila. — Ana enfia a cabeça no cocho de lavagem, Leila esperneia com o rosto sendo mergulhado.

— Selvagem, eu te odeio! Socorro! Ela vai me matar! – gritou Leila com a lavagem azeda a sufocando invadindo sua boca.

— Ótima culinária suína, não é? – pergunta Anastásia sorrindo debochadamente.

— Maldita selvagem! – disse antes de seu rosto ser mergulhado novamente. Observando de longe o príncipe Christian teve que morder o lábio inferior para não rir, estava se divertindo com a cena.

— Céus, vai matar a Leila, façam algo não fiquem só olhando, por Deus, não sabia desse lado agressivo da Ana. – disse a rainha Grace com os olhos arregalados.

— Anda, Christian! Faça alguma coisa. – mandou o rei Carrick.

— Oras, mas o que querem que eu faça? – disse ele se fazendo de desentendido, cruzando os braços. A princesa Mia não conteve uma risada.

— Separe aquelas duas! – disse a rainha e Christian obedeceu indo de encontro com as duas e Raul ao ver o príncipe resolveu ajudar.

— Ana, já chega! Vem! -disse Christian a pegando pela cintura.

— Me solta, alteza! – ela se debateu enquanto ele a puxava.

— Christian? Não vai me ajudar? – perguntou Leila, chorosa.

— Raul, ajude a senhorita Leila sair daí.

— Sim, alteza. Venha senhorita Leila. – o velho estendeu a mão e ela recusou se levantando sozinha meio cambaleando na lama.

— Christian! Aonde pensa que vai com essa maldita criada? — gritou Leila mas não recebeu nenhuma resposta. Ana sabia que tinha ido muito longe, agredido alguém do palácio e começou a chorar temendo ser castigada pela rainha Grace afinal Leila era sua dama.

— Calma, Ana. Ninguém fará nada contigo. – disse ele enquanto a levava para a cozinha. Ela se sentou em uma cadeira e contou para ele como tudo aconteceu. Nada foi feito a ela, pois Christian não permitiu contou o que houve aos seus pais e disse que ela estava cansada das provocações de Leila e que era considerável sua atitude por está abalada por quase ter sido abusada na noite anterior e por isso seus pais não a puniram.

(...)

Após seu ataque, Ana pôde enfim terminar seus afazeres sem nenhuma intromissão. À noite quando serviram o jantar foi no absoluto silêncio. Poucas vezes Leila a olhou, sabia que ela estava se sentindo humilhada pelo que tinha acontecido e Ana estava satisfeita com isso. O príncipe Elliot como sempre soltava suas piadinhas sobre o ocorrido o que a deixava ainda mais constrangida e era quase impossível segurar a risada. A princesa Katherine passou o dia todo em seu quarto repousando a noite já estava se sentindo melhor, Elliot estava preocupado com sua amada e seu filho e disse que se ela amanhecesse se sentindo mal novamente a levaria ao médico, seu irmão o príncipe Ethan, assim como todos concordaram com essa decisão, estavam preocupados, apesar de ser normal mulheres grávidas terem mal estar, todo cuidado era pouco. Depois de recolherem as louças da mesa e limparem a cozinha, Ana foi para seus aposentos. Hope estava na janela cantarolando, a pouca luz do luar refletia sobre ela, era magnifico de se ver a beleza daquele ser. Cantarolou junto com ela que não se assustou com a presença de sua dona, tão calma e serena. Depois de um banho Ana se deitou na cama abraçada com sua companheira e caiu em um sono profundo.

Notas finais
kkkkkk Leila teve o que merecia? Gente a Ana selvagem. E então, o que acharam? Beijos e até a próxima.