Um Príncipe em Cinquenta Tons
9 Capítulo 9
Notas iniciais
“Esses homens da corte são como animais são cheios de amantes”.
Enquanto Ana corria para a cozinha as palavras de José vagavam por sua mente. E ele estava irrevogavelmente certo. O príncipe era um tremendo safado, além de se divertir com as moças do Harém, ele tinha um caso com Leila com certeza, pois já o tinha visto aos beijos com ela e agora isso... A duquesa? Céus! A mulher é casada e pelo teor da conversa ela queria terminar com ela por sentir sua consciência pesada já que o marido dela o salvou na ultima batalha, tem como ficar mais chocante? Coitada da escolhida a se casar com ele ganhara um belo par de chifres! – pensou Anastásia, ela podia ouvir os passos do príncipe atrás dela, mas continuava a correr o ignorando a ultima coisa que queria era lidar com o seu gênio de cão. Antes de alcançar a entrada, Christian a puxa pelo braço.
__Ana, espere! – disse ofegante.
__Por favor, alteza, me deixe em paz! Preciso voltar aos meus afazeres, não se preocupe eu não vi nada.
__Mas.. – ela o interrompe.
__Por favor, alteza! Me solte! – ele hesita, mas no fim acaba soltando-a ao perceber olhares curiosos de Gail, Hannah e das outras empregadas que estão na cozinha. Ele refaz seu caminho de volta ao jardim. Anastásia entra na cozinha e deposita o cesto na mesa, Gail e Hannah observam cada movimento seu, ela pega as frutas e coloca-as na pia para lava-las.
__Porque o príncipe corria atrás de ti? – pergunta Gail curiosa.
__Por nada.
__Ana... – antes que ela diga mais alguma palavra, Ana a interrompe virando-se de frente a ela.
__Por favor, Gail, vamos voltar ao trabalho. – pede e a senhora consente.
E assim, passou sua tarde. Todas as empregadas do castelo atoladas em trabalhos. Ajudavam na decoração, outrora no bufê. Os anfitriões da festa queriam tudo perfeitamente impecável para os convidados e isso incluía muito esforço de cada criado naquele palácio. No decorrer da tarde não viu mais o príncipe e agradeceu mentalmente por não o ter visto não estava com a mínima vontade de falar com ele para receber grosserias de sua parte por ter o espiado com a duquesa. Permaneceu alienada em suas tarefas, não queria pensar em nada que não fosse os seus afazeres por conta do baile. E assim o fez.
****
Em frente ao pequeno espelho dos seus aposentos, Anastásia vestia pacientemente o uniforme que Mia havia lhe entregado junto com uma mascara que ela escolherá para usar no baile, era linda de um branco perolado com uma enorme flor e algumas plumas ao lado com detalhes brilhosos espalhados pela mascara. Muito linda! – pensou. O uniforme era na cor bege escuro com um avental branco com babados nas laterais o tecido parecia ser refinado. O vestido era ajustado na parte de cima com alguns botões e de mangas compridas a saia era rodada, muito elegante para um uniforme isso realmente era para esbanjar o quanto tinham bom gosto. Após amarrar o aventar na cintura, Ana faz uma trança embutida, colocou a mascara e por ultimo calça os sapatos com um salto de 15 cm, não sabia andar de salto e tinha entrado em uma pequena discursão com Mia para calçar suas sandálias, mas quem consegue vencer uma simples discursão com a tenaz princesa Mia Grey? Aliás, se tivesse bom senso nem começaria uma, ela sabe como persuadir alguém para conseguir o que quer.
Saindo pelo corredor da ala da criadagem, Ana segue em rumo a cozinha fazia apenas uma hora que todos haviam feito uma pausa para se arrumar, os convidados estariam chegando exatamente as 20:00 horas e todos deveriam estar devidamente arrumados para recepciona-los. Na cozinha, Gail, Hannah, Megan e Margô uma das empregadas contratadas para trabalhar especialmente essa noite, ela havia chegado enquanto Ana estava no pomar, aparentemente ela é amiga de Gail que pediu sua ajuda para supervisionar as tarefas dos empregados, mas diferente de Gail que era um amor em pessoa, Margô era uma casca grossa, a mulher de cinquenta e quatro anos com poucos cabelos grisalhos e postura rígida era osso duro de roer. Estavam terminando de arrumar algumas bandejas com taças de diferentes vinhos e alguns aperitivos para servir. Passou a maioria da tarde na cozinha e não tinha voltado ao salão para ver o resultado de toda a produção, culpa do cheiro da comida que a impedia de sair do lugar.
__Ana, ainda bem que chegasse, já ia mandar Hannah te chamar, — disse Gail __preciso que ajude as meninas a levar algumas bandejas para a mesa do bufê, menos as com taças de vinho essas serão levadas pelos garçons que ficaram circulando com elas pelo salão.
__Tudo bem. – disse ela pegando uma bandeja com aperitivos assim como as meninas.
__Tomem cuidado e mantenha a postura. – disse Margô autoritária. Sua voracidade em dar ordens era intimidade e até mesmo assustadora.
__Sim, senhora. – responderam em coro.
Seguiram o longo corredor que passava pela sala de jantar e pararam em frente às portas duplas de madeira escura vernizada escura com detalhes dourados nas laterais, Anastásia se viu diante de um mundo de conto de fadas.
O salão de festas do castelo estava impecavelmente magnifico, alguns dos convidados já havia chegando e circulavam por todo o cômodo se exibindo com seus vestidos e terno caros que davam aquele lugar um ar sofisticado. O pedestal de cristal encontrava se no centro chamando a atenção das pessoas que admiravam o glorioso anel cravejado em ouro com uma pedra de rubi que ele guardava um pequeno passa porte para uma vida de luxo, diga-se de passagem. Um enorme tapete vermelho ficava localizado da entrada até o trono e no trono havia outro tapete que ela reconheceu ser o que ela escolheu para a rainha, sorriu orgulhosa por saber que um simples tapete feito por sua família estaria em um lugar “sagrado”. Os lustres de cristal pendurados no teto com a iluminação florescente deixando todo o ambiente nítido ao seu redor, tudo muito refinado. Seus olhos brilhavam em excitação, nunca tinha visto algo tão belo.
No fundo do salão um palco foi instalado e estava ocupado com uma pequena orquestra o som dos violinos invadiam o ambiente envolvendo algumas pessoas que dançavam corpos bailando de um lado para o outro com demasiada elegância. Era difícil identificar alguém ali, já que as mascaras cobriam os rostos dos convidados. Seus olhos atordoados percorria cada centímetro daquele cômodo por presenciar tanto luxo. A escadaria estava coberta por um tapete vermelho que antes era um marrom o corrimão pregado com os arranjos de flores vermelhas, brancas e tulipas roxas que ajudara Kate e Megan a coloca-las ali, era possível ver varias vasos com os arranjos não só no salão, mas em todo o castelo. Os anfitriões da festa ainda não havia decido para recepcionar os convidados, mas com certeza seria uma entrada triunfal.
O bufê estava esplendido, teve a oportunidade de provar alguns dos pratos da culinária francesa quanto estava ajudando Gail, o cheiro atraia quem estava longe. Parou em frente a enorme mesa depositando a bandeja com os aperitivos, observando com cuidado o tanto de comida que será servida naquele baile. As portas de entrada do salão davam uma boa visão para os portões do castelo que estavam rodeados pelos soldados da cavalaria montados em seus cavalos vestindo suas armaduras com suas espadas na cintura, uma belíssima atração para os convidados que chegavam em suas carruagens e para os curiosos que não tiveram a sorte de serem convidados para desfrutarem de todo o luxo. Estava estática no lucar, chocada por tudo o que via, nunca tinha ido ao um baile e nem mesmo sabia como era. Após admirar o salão, Anastásia voltou para a cozinha para pegar mais bandejas e notou que aos poucos o lugar estava enchendo. Refazendo o mesmo caminho de volta, ela viu uma mulher e um homem descerem as escadas. A mulher estava esplendida com um vestido rodado na cor vinho brilhoso e os cabelos loiros em um coque bem arrumado e uma mascara em forma de borboleta, o homem em um terno preto com poucos cabelos grisalhos e uma postura firme estava com uma mascara preta que cobria a metade de seu rosto. Logo percebeu que se tratava do Duque e da Duquesa Linconl. Desviou os olhos do casal assim que o olhar da Duquesa encontrou o seu, mesmo estando com uma mascara percebeu que a duquesa lhe reconheceu pelo episodio que presenciou a tarde mesmo com seu olhar impassível pode enxergar uma emoção diferente como raiva em seu olhar quando a fitou. Compreendeu seu estado, aliás, tinha sido pega com a boca na botija. Eles se misturaram com os demais convidados, os cumprimentados animadamente.
Ao perceber que o rei Carrick e a rainha Grace estavam parados no topo da escada os acordes dos violinos cessaram e todos os olhares são dirigidos para eles. A rainha estava deslumbrante com seu vestido rodado de seda azul escuro de mangas ¾ com detalhes brilhantes no busto na parte da saia tinha uma camada de babados no mesmo tom do vestido, seus cabelos castanhos estavam em um belíssimo coque destacando sua coroa e o conjunto de colar e brinco de esmeraldas. Sua mascara era da mesma cor do vestido com algumas plumas brancas do lado esquerdo. Ao seu lado o rei Carrick mantinha uma postura firme seguindo de uma expressão impassível, mas era possível perceber um brilho diferente em seus olhos, com um terno e colete bege claro bem alinhado ao seu corpo de calças da mesma cor com uma bota preta de cano médio e sua mascara preta que cobria metade de seu rosto ele esbanjava confiança. Ambos não usavam suas capas reais.
Lentamente eles descem os degraus até parar no meio e instantaneamente os outros membros da família aparecem seguindo seus passos. O príncipe Elliot e sua amada esposa a princesa Katherine apareceram de mãos dadas, ela estava divina em um vestido vermelho de seda tomara que caia com o decote em formato de coração, o vestido rodado havia uma pequena calda. Seus longos cabelos loiros encaracolados estavam presos em um coque alto com alguns fios soltos destacando o lindo colar e os brincos de diamantes, presente de seu amado marido. Sua mascara branca cobria metade de seu rosto destacando seus lindos olhos verdes. O príncipe encontrava-se elegantemente ao seu lado com uma camisa de linho branca e um colete azul escuro com vários botões pretos e uma calça de flanelas preta de botas de cano médio da mesma cor, sua mascara também branca deixava seus lindos olhos verdes, assim como o de sua esposa, destacados. A princesa Mia parecia uma boneca com seu vestido de frente única longo com babados e um grande laço na cintura ambos na cor rosa combinação perfeita com sua mascara bege com plumas emoldurando seu rosto. Seus cabelos negros estavam soltos com alguns cachos nas pontas a deixando-a com ar de menininha. E por ultimo apareceu o príncipe Christian totalmente descontraído com uma camisa de seda vermelha com um colete preto, calças de flanela preta e botas de cano médio marrom. Seus cabelos cor de cobre estavam molhados do banho e revoltos como sempre com alguns fios caindo sobre sua testa, sua mascara preta que cobria apenas os contornos dos olhos deixando em destaque seus olhos cinza, impecavelmente lindo. Anastásia estava embasbacada por tanta beleza mesmo sendo um grosseirão não podia deixar de negar o quanto era lindo.
__Boa noite a todos, — a voz do rei Carrick ressoou por todo o recinto __é com imensa satisfação que os recebo em meu reino para desfrutar dessa magnifica festa. Como todos sabem, o grande motivo de minha família e eu darmos esse baile é para encontrar uma noiva para meu filho primogênito o príncipe Christian, — ele aponta para o filho e é possível ouvir os suspiros das moças __que assumira meu lugar no trono em alguns meses e como todo o rei, ele precisa de uma rainha para reinar ao seu lado nos tempos de prosperidade e ruina. Contamos com a ajuda desse anel, — aponta para o pedestal de cristal que está no centro do salão __ que mostrará quem é a jovem escolhida. Uma de vocês é essa jovem que meu filho espera encontrar. Aproveitem a festa! – uma rodada ensurdecedora de aplausos é aclamada, enquanto a família descia para se misturar com seus “súditos”. Educadamente cumprimentavam os convidados com sorriso largos nos rostos diferente do príncipe Christian que se mantinha impassível.
Comida, bebidas e dança cada um desfrutava do que a festa tinha a oferecer. Ana continuava com os seus afazeres, estava perto da mesa do bufê quando percebeu uma figura vestida em um vestido de seda dourado frente única com um corpete aparentemente apertando deixando seu decote bem avantajado, seus cabelos castanhos soltos sua mascara era da mesma cor que o vestido. Ela caminhava elegantemente em sua direção com um sorriso de deboche nos lábios avermelhados pelo batom e Ana logo se deu conta de quem era: Leila.
__Olá, criada! – disse assim que parou em sua frente, jogando os cabelos para trás.
__Olá, senhorita – responde calmamente __deseja algo?
__Sim, — disse se inclinando mais pra frente ficando cara a cara com ela __que você reze, porque assim que eu for escolhida e eu vou ser a escolhida para casar com o príncipe a primeira coisa que irei fazer é me certificar de que não terei que ver mais essa sua cara de morta de fome. – disse com evidente repulsa em sua voz. Infelizmente, para Ana suas palavras lhe atingiram fazendo formar um nó em sua garganta. Mas, não chorarei na frente dela! – pensou, adotando com postura fria ao dirigir seu olhar para ela.
__Seria um enorme prazer não ter que vê-la nunca mais, senhorita. – Desde que o príncipe trouxe Anastásia para o castelo imediatamente Leila não gostou dela, sua presença era constante o que a deixava perturbada. Seus instintos dizem que ela será um grande problema, apesar que, olhando para ela Leila não via nada que a amedrontasse e que significasse uma pedra em seu sapato e por via das duvidas a satisfação em menospreza-la sempre que a visse era indescritível.
__Não vá por esse caminho, criada, — avisou __posso ser pior do que imagina, mas não se preocupe isso acontecerá mais breve do que imagina, agora volte ao lugar que te pertence que é a cozinha. – ela sorri e se vai para o total alivio de Anastásia. A presença dessa mulher a incomoda muito. Estranhamente ela se sente observada e elevando seu olhar ela se depara com duas órbitas cinza a fitando com o cenho franzido. Christian havia percebido que Leila com certeza estava importunando Anastásia como sempre fizera, Mia tagarelava algo em seu ouvido, mas o mesmo não prestava a atenção, pois ela estava voltada para elas. E mesmo curioso para saber do teor da conversa, não pode deixar de perceber o quanto seus lindos olhos azuis ressaltou em contraste com a mascara perolada.
Desviando o olhar do príncipe Ana vai em direção à cozinha com Hannah em seu enlaço, percebendo que a amiga estava calada e cabisbaixa.
__Está tudo bem com você? – perguntou.
__Sim. – forçou um sorriso.
__Vi que a senhorita Leila falava contigo, — comentou __Ela estava te maltratando?
__Não, não estava. – responde rapidamente.
__Ela está toda sorrisos hoje, deve achar que o anel a escolherá, sempre foi tudo o que ela sempre quis, casar com o príncipe, tomara que não seja ela. – bufa e Ana a olha confusa pelo comentário, entendo a confusão no olhar da amiga prossegue. __Se essa mulher reina ao lado dele com certeza levará todo o reino a ruina. Tanto o rei quanto a rainha tem que ser puros de coração e a única certeza que eu tenho é que ela não é pura coisa nenhuma. – disse Hanna com escarnio.
__Entendi. – disse Ana e assim que entraram na cozinha deram a conversa por encerrada, não tinha nada haver com a vida de ninguém.
****
Impaciência, isso era o que ele sentia no meio de tantas mulheres, não que ele não gostasse de estar rodeado delas, aliás, ele adorava, só não gostava de saber que o que elas queriam ele não podia dar.
__Que cara é essa, irmão? – perguntou Elliot que apareceu em seu lado sentando no seu lugar no trono, com duas taças de vinho na mão e ofereceu uma ao irmão que aceitou.
__Oras, ainda pergunta. – disse emburrado. Elliot havia percebido que o irmão estava sentado a um tempo apenas observando o movimento.
__Deveria estar feliz, hoje talvez encontre sua amada. – disse e o irmão bufou.
__Não diga asneiras!
__Irmão, me escuta, — disse e Christian o encarou __você não pode fugir do seu destino, daqui a alguns meses assumirá o lugar de nosso pai e é lei que tu tenhas uma rainha e quanto antes encontra-la melhor será para ti, já passaste do tempo de se casar, mas tu estavas preocupado demais pensando apenas em farra e aproveitar a tua liberdade, se esquecendo de tuas responsabilidades para com o reino, não poderás viver assim para sempre, irmão. É chegada uma hora que todo homem precisa de uma companheira e a tua chegou. – disse e Christian o encarava atônico, seu irmão às vezes era inconveniente, mas em alguns momentos parecia tão maduro quanto ele, mesmo sendo mais novo.
__Eu sei disso, Elliot, é só que... Não sei, estou confuso. – disse e Elliot apertou seu ombro com a mão em sinal de compreensão.
__Apenas aproveite a festa Christian. Pelo menos por nossos pais. – disse e o príncipe assentiu tomando um gole do vinho. Eles conversaram mais um pouco até ser anunciada a hora da dança. Ponderando as palavras do irmão Christian resolve seguir seu conselho para agradar os pais.
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Anastásia circulava com bandejas de um lado para o outro o salão estava lotado ela admirava como as moças da corte estavam bem vestidas com seus vestidos deslumbrantes. Uma hora e outra roubava alguns aperitivos as escondidas antes de serem servidos ainda não tinha jantado corretamente. Ela percebeu que num canto mais afastado uma cabeleira loira a fitava intensamente e ela percebeu que o homem olhava cada movimento seu a deixando desconfortável, encarando os olhos verdes dela percebeu que ele era familiar e logo se deu conta de que se tratava do príncipe Ethan, corou violentamente ao se lembrar do episódio no lago em que ele a viu nua. Ele percebeu a reação da moça e ergueu a taça em sua direção que tratou de desviar o olhar.
Após os acordes dos violinos pararem, foi anunciada a hora da dança e os anfitriões da festa saíram de seu trono e foram até o meio do salão se posicionaram e começaram a serem conduzidos pela música, o rei rodopiava a rainha por todo o espaço do salão, era uma cena maravilha um incentivo para os outros tomarem seus pares e segui-los naquele ritmo. De repente a música parou e uma salva de palmas foi ouvida, duas fileiras foram formadas os homens e as mulheres um de frente ao outro uns dez casais e dentre eles Ana viu Kate sendo o par de Elliot, Christian o par de Leila, Ethan o de Mia e o Duque Linconl e sua esposa. Eles começaram a dança com uma postura elegante nenhum tocava o outro, cada um levantava uma mão enquanto a outra repousava na base da coluna, mas em nenhum momento se tocavam. Primeiro a mão direita de cada par uma de frente para outra e giravam com passos lentos nessa direção depois a mão esquerda e giravam novamente, não havia toque apenas troca de olhares depois de umas três vezes nesse ritmo calmo eles pararam e colaram os corpos e foram conduzidos de um lado para o outro e giravam e instantaneamente o ritmo da musica se tornou mais rápido, de um lado para o outro e depois giravam até trocar seus pares e começavam novamente, era magnifico. Encostada em uma das pilastras que havia no salão Ana observava a dança reparou como o príncipe estava bem–vestido nem aparentava ser o ogro de sempre, fora tão gentil com os convidados enquanto ele dançava com as moças da corte, se imaginou em uma dança com o príncipe ele parecia dançar bem, mas logo se lembrou do posto em que estava era somente uma criada tinha que reconhecer seu lugar inferior.
A dança prosseguia por meia hora e todos no salão estavam dançando e Christian já estava entediado de dançar com tantas moças diferentes, altas, baixas, morena, loira, ruiva todas felizes com aquele momento menos ele que quando elas conversavam mal as respondia. O rei e a rainha acompanham tudo do trono seguido do conselho real, os anfitriões da corte estavam satisfeito saia tudo bem e logo eles iriam autorizar a fila se formar para experimentarem o anel escoltado por soldados. Ethan dançava com Mia aos sons do violino, mas seus olhos não deixavam de fitar Anastásia o que deixava Mia descontente ao perceber.
__A Anastásia irá experimentar esse tal anel?
__Não. Ela não é da corte sabes disso.
__Mia quantos anos tem Anastásia?
__Dezoito. –responde meio sem vontade com um sorriso fraco no rosto fingindo não se importar com o interesse do rapaz pela criada. Mia conheceu Ethan no dia do casamento de Elliot e Katherine e desde então nutri uma paixão por ele, paixão essa que nunca foi percebida, pois Ethan apenas a ver como amiga.
__Sabes se alguém a corteja?
__Não Ethan! Não sei. –responde nervosa.
__Mia o que houve? – pergunta percebendo o nervosismo da moça.
__Se queres saber da vida dela pergunte a ela mesma. – ela interrompe a dança o deixando em pé em meio do salão sem entender nada. Um criado passa por ele servindo bebidas o príncipe Ethan pega uma taça de vinho e ao voltar a fita-la seus olhares se encontram ele ergue sua taça e discretamente caminha até ela.
__Podemos conversar um minuto?
__Não, estou trabalhando, desculpe. – disse enquanto segurava uma bandeja Ethan fica tentando chamar sua atenção, o príncipe Christian que dançava com Leila olha a cena a fica tenso e Leila percebe.
__Essa criada é muito atrevida mesmo, aposto que está se oferecendo ao príncipe Ethan. – disse com a voz carregada de desprezo.
__Cale-se Leila, — ele a olha furioso __ Mas o que tanto conversam? – disse e volta a olha-los ele gira Leila no ritmo da música se distraindo quase a derruba.
__Christian mais o que foi isso? Quase me derrubou preste mais atenção, não tira os olhos dessa criada tenhas um pouco de consideração por mim. – ela protesta a dança segue a troca dos pares e Christian troca com o príncipe Elliot e começa a conduzir sua cunhada Kate e Leila não tirava os olhos de Christian enquanto Elliot a conduzia.
__Christian, aconteceu algo? Está tenso.
__O que teu irmão quer com minha criada?
__Acho que se interessou pela Ana.
__O que? Como assim se interessou pela Ana? Ele não pode fazer isso! – disse nervoso.
__Ora e porque não? São desimpedidos.
__Ela ainda não terminou de pagar o que a família deve. – disse entre os dentes.
__Ethan pode pagar e ela ficará livre deste compromisso contigo.
__Nunca que vou aceitar que teu irmão salde está divida.
__Christian está a me fazer começar a pensar coisas de ti porque farias isso com a pobre moça, a mantendo nesse serviço forçado, a não ser que... – ela para e o avalia, enquanto o mesmo mantem os olhos fixos em Ana e Ethan então ela começa a rir ele a olha com o cenho franzido.
__Do que está rindo?
__Você a quer por perto, é isso! Estás com ciúmes do Ethan, estás apaixonado cunhado? – indaga sorrindo.
__Não digas tolices Kate, eu apaixonado? Nunca! Ainda mais por uma criada. – Se você soubesse o real motivo dela está aqui, não diria isso! – pensou. Kate continua tentando convencer o príncipe de sua conclusão e ele foi relevante e não foi grosseiro afinal ela estava grávida, Leila não prestando atenção na dança acaba pisando do pé de Elliot.
__Ai Leila meu pé! – reclama.
__É tu que não sabes dançar direito é um sem jeito!
__Sem jeito? Eu quem pisou no pé de quem?
__Eu não vou bater boca contigo, está na hora de trocar quero voltar para o meu par. — Anastásia conseguiu se livrar de Ethan e passando pelo corredor de volta a cozinha para buscar outra bandeja uma mão a puxa para o canto um lugar mais reservado ela se assusta e olha a mulher loira de mascara em forma de borboleta azul era a duquesa Elena.
__Duquesa Elena. – diz assustada.
__Eu preciso falar contigo, sobre o que viu hoje à tarde espero que não me denuncies criada ou meu marido me expulsara e posso até ser condenada pelo crime de adultério.
__Eu não falarei nada a ninguém, duquesa, não me meto na vida dos outros. Fique tranquila por mim ninguém irá saber. – Aliviada Elena tira um saquinho de moedas do bolso do seu vestido e coloca na mão da jovem que rejeita.
__Isto é pelo teu silêncio.
__Não precisa. – Anastásia sempre foi honesta e não precisava receber propina para que cumprisse com sua palavra.
__Qual é o teu nome?
__Anastásia.
__Anastásia o que há entre tu e o príncipe? – pergunta estreitando os olhos. Elena havia achado estranho Christian correr atrás dela quando os viu se beijando ele nunca foi de correr atrás de nenhuma mulher, muito menos por uma criada independente do motivo, ele jamais corria atrás!
__O que? – pergunta com os olhos arregalados __ Nada, Duquesa.
__Por mais que negues a mim não me enganas sou uma mulher experiente sei que tem algo entre vocês. – Ela percebeu os olhares dele pra cima dela enquanto dançava com Leila. Anastásia já estava cansada dessa conversa.
__Não existe nada entre nós Duquesa, sou apenas uma criada e se já terminou, eu preciso ir. Com licença.
Ana voltou a levar mais algumas bandejas para o salão e quando não havia mais o que levar Ana foi tomar um pouco de ar no jardim para pensar na conversa constrangedora que teve com a duquesa, nunca teve a intenção de contar para ninguém do que viu entre o príncipe e ela. Ainda escutando o barulho dos violinos de longe ficou admirando o céu estrelado a brisa fresca batia em seu rosto, a Duquesa insistia em dizer que algo entre o príncipe e ela estava acontecendo, não tinha nada acontecendo, pelo menos nada de bom. – pensou se recordando das vezes em que ele a humilhou e a acusou de ter matado Aron. Aron...
__Ah Aron, como eu sinto sua falta meu amigo. – disse sorrindo melancólica.
Aron adorava o jardim de sua casa, ele sempre dizia que era um ótimo lugar para relaxar e pensar sobre a vida. A cada passo que dava no jardim, Ana estava crente de suas palavras o jardim era magnifico e agora estava mais lindo do que nunca com as luzes iluminando as flores o cheiro de jasmim invadindo suas narinas enquanto as flores estavam se abrindo, era primavera sua estação preferida assim como a de Aron eles tinham tanta coisa em comum, por isso eram grandes amigos ele ficaria contente em estar ali observando esse espetáculo da natureza. Parou em frente a uma fonte de pedra com uma estátua de um anjo em cima que derramava agua de sua boca enquanto segurava uma harpia ela ainda não tinha percebido essa fonte assim como as duas esculturas de gesso em forma de um cisne em cada lado da fonte, ela passa suas mãos lentamente naquela magnifica obra de arte. Tão Lindo! – pensou admirada.
__Olá, o que faz uma bela donzela sozinha aqui fora? –soou a voz masculina fazendo a plebeia pular se virando e da de cara com o par de olhos verdes por trás da mascara cinza.
__Príncipe Ethan? O senhor deseja alguma coisa?
__Sem formalidades, apenas Ethan. – disse sorrindo __ Sim eu desejo uma dança contigo, me acompanha? –disse esticando a mão com uma taça de cristal com vinho a jovem pegou a taça timidamente e levou até a boca, nunca tinha provado vinho era um pouco forte fez uma careta e Ethan achou graça.
__Ora não ria é a primeira vez que experimento.
__Deu para perceber, ainda desejo minha dança.
__Eu não posso sou da criadagem, não seria apropriado ainda mais em um baile como esse tão importante.
__Não aceito recusa. –disse Ethan pegando a taça da mão da jovem e colocando aos pés de umas das esculturas de gesso, passou um dos braços na cintura fina de Anastásia, ela apoiou uma das mãos em seu ombro largo e começou a ser conduzida no ritmo da música que tocava no lado de dentro.
__Eu não danço muito bem, Ethan. –sorriu suas bochechas estavam coradas.
__Mas, também não dança mal, — sorriu fitando-a intensamente __ Anastásia tens pretendente?
__Não e também não terei tão cedo.
__Porque achas isso? És tão bela. – ele toca seu rosto a fitando diretamente nos olhos, ficam em silêncio e vagarosamente a dança vai diminuindo o ritmo quase parando.
Christian terminava uma dança com Leila, que aquela noite estava mais grudenta do que nunca, mas o tempo todo sentiu a falta de Anastásia no salão procurou por ela e não a encontrou percebeu que sua prima Mia já estava a algum tempo a observar o jardim, curioso se aproximou.
__Mia não estas a dançar? O que houve?
__Estou sem vontade. –percebeu as lágrimas quase escapando dos olhos da prima e olhou na mesma direção vendo Anastásia e Ethan em uma dança romântica, ela ria enquanto ele a girava no ar ele a puxa e cola seu corpo ao dela enquanto a conduzia lentamente com os rostos bem próximos um do outro. Ele vai beija-la! – rosnou em pensamento. Ethan toca os lábios de Anastásia timidamente a mesma não reage apenas consente que ele a beije.
__Que diabos esta acontecendo ali?
__É um beijo. Não está vendo. – Mia disse tristonha e saiu correndo dali.
Christian não pensou duas vezes em ir até lá e assim fez, chegou interrompendo o longo beijo, empurrando Ethan para longe os separando.
__Alteza! – diz Anastásia assustada.
__Estão em uma festinha particular aqui fora?
__O que tens haver com isso? Anastásia e eu somos livres. — disse Ethan.
__Ela é minha pertence a mim! Eu a trouxe para o palácio! – rosna ele cara a cara com Ethan.
__Anastásia é uma mulher Christian uma bela mulher não é sua mercadoria para ter poder sobre ela.
__Não se aproximes dela novamente, eu o proíbo! Se a tocar de novo eu... – fechou as mãos e, punho irritado.
__Majestade, Ethan por favor parem. – pede Anastásia temendo que algo aconteça.
__Deixes de chilique e a deixe em paz nunca vai me proibir de nada eu não tenho medo de você! –Ethan o encara e Christian retribui ficam frente a frente. Para o alívio de Anastásia o príncipe Elliot aparece ficando entre os dois os afastando.
__O que está se passando aqui?
__O sem vergonha do teu cunhado estava com liberdades com Anastásia. – rosna.
__Alteza foi só um beijo e um pouco de vinho.
A ira do príncipe se acendeu mais ainda e saiu furioso arrastando a criada pelo braço para os fundos do castelo Anastásia temeu ser castigada pela ousadia de beijar Ethan. Christian a encostou com violência em uma arvore ela arfou pela súbita falta de ar ele colocou seu corpo contra o da jovem.
__Você retribuiu o beijo dele não é mesmo? Gostou? Vamos ver se é melhor que o meu. – disse ele fora de si.
__Majestade, por favor. –Ela se debate contra ele, mas é vencida, foi calada com os lábios do príncipe sobre os seus, era um beijo selvagem sentiu sua língua explorar sua boca, um calor subiu do meio de suas pernas quando o príncipe a levantou no ar a segurando pelos quadris ela se rende a luxuria Anastásia trava as pernas em sua cintura a saia do vestido da jovem ia subindo cada vez mais as mãos de Christian pararam em suas coxas apertando-as, seus lábios tocavam o pescoço de Anastásia descendo mais um pouco o decote da jovem deixando um de seus seios a mostra suga o mamilo rosado de Anastásia a fazendo se contorcer e gemer baixo entrelaçando os dedos em seus cabelos enquanto sente a protuberância do meio das pernas dele crescendo.
__Por Deus alteza, nós não podemos ter esse tipo de intimidade. -diz gemendo com a respiração ofegante.
__Me responda, Ethan te deixou assim, Ana? — Ela não responde só geme e ele suga com mais vontade lhe arrancado a resposta.
__Não! – ambos estavam extasiados pelo prazer.
__Céus! –disse Elliot interrompendo-os. Parecem dois gatos no cio! – pensou chocado com a cena que presenciou. Anastásia se desprende do príncipe mal encara Elliot e sai correndo, Christian passa a mão nos cabelos pensando em uma explicação.
__O que veio fazer aqui? -pergunta Christian.
__Pensei que irias castiga-la, vim para impedir mais vejo que não é preciso. – sorri malicioso.
__Elliot eu posso explicar.
__Não precisa de explicações, sou adulto eu vi e entendi tudo muito bem. – como se possível seu sorriso se torna mais malicioso __Está tudo explicado agora. – divaga.
__Eu não tenho nenhum tipo de relacionamento com Ana, nós só.... – Elliot o interrompe.
__São amantes?
__Não, claro que não! Não seja idiota, eu nunca tive intimidades com ela.
__Sei... não me enganas te conheço bem não deixas passar uma.
__Mas, tenho meus motivos para não ter nada com ela. – disse lembrando o verdadeiro motivo de ter a levado para o castelo.
__Se mãe ou o pai descobrem.... – ele balança a cabeça levemente.
__Chega Elliot já devem ter sentido nossa falta. Vamos voltar para esse maldito baile.
Anastásia corre o mais que podia não queria olhar para trás depois do que aconteceu entre ela e o príncipe se culpava por ter permitido aquele tipo de intimidade e o pior por ter gostado e agora o que Eliot pensaria dela? E se contasse para alguém sua reputação ficaria manchada ela correu em meio aos arbustos do jardim dando de cara com o peitoral forte era o doo soldado Jack que a segurou pelo braço quando ela fez menção de continuar a correr.
__Hey aonde vai com tanta pressa?
__Não é da tua conta! – ela tenta se esquivar de suas mãos, mas ele as aperta em tono de seus ombros. __ Soldado me deixe passar.
__Ora, está nervosa, porque não ti acalmas me dando uma dança? – sorri malicioso.
__Eu não quero, não estou com vontade, além disso, estou a trabalho aqui.
__Porque sempre és tão rebelde comigo jovem? Não pode mostrar um pouco de simpatia. -
Jack disse irritado pela recusa da jovem e a segura firme pelos ombros se perdendo em seu olhar, Anastásia arregala os olhos assustada com o comportamento estranho de Jack. __Eu só peço somente uma dança, bela Anastásia.
__Desculpe soldado, mas se não me soltar começarei a gritar. Eu preciso voltar ao meu trabalho. – disse Anastásia tentando soar firme. Contendo a raiva que começa a crescer dentro do peito, o soldado a solta e assim que se vê livre Ana sai correndo para dentro do castelo, a presença de Jack sempre lhe deixava desconfortável ele era um homem misterioso e dava para perceber em seus olhos que também era perigoso.
__Onde estava, menina? – a voz de Margô lhe tira soa atrás dela a assustando.
__Hãn.. Eu, é.. – gagueja.
__Volte já ao trabalho, — ordenou __temos muito o que fazer!
__Sim, senhora. – disse e sai em disparada para o salão.
****
Meia Noite. Chegou a hora. – Pensou o príncipe Christian desanimado. Havia chegado a hora da prova do anel. Quando voltou ao castelo com Elliot depois do episódio que lhe rendeu uma ereção, não trocou nenhuma palavra com o mesmo e com ninguém mais, passou as ultimas horas sentado em seu assento no trono ao lado do pai pensando no que tinha acontecido com Anastásia e ele. Ver Ethan beija-la o fez ficar fora de se ao ponto de toma-la ali mesmo naquela arvore, um sentimento de posse e ira atingiu seu coração ao pensar que ela tinha correspondido a carícia de Ethan. Infernos! Só posso estar enfeitiçado! – rosnou em pensamento ao perceber que está andando em um caminho errado. Ainda senti o gosto dos lábios delas no seu, tão macios. Balança a cabeça levemente numa tentativa de se livrar dos pensamentos. Ele estava ao lado do pai segurando o anel, enquanto seu pai iria discursar para que ele experimentasse o anel no dedo de cada moça, suspirou, isso iria ser cansativo.
__Senhores, senhoras e senhoritas, — disse o rei cordialmente __chegou a grande hora. Peço que por gentileza, retirem suas mascaras para contemplarmos a beleza de cada um. – disse assim todos retiraram sua mascara até mesmo os empregados. Os soldados haviam montado guarda em cada lado do tapete vermelho que seguia pra o trono. __Peço que as moça façam uma fila em no meio dos nossos soldados aqui presentes, meu filho irá experimenta-lo em cada dedo de vocês lindas jovens e aquele que o anel grudar será a que reinara ao lado dele, boa sorte a todas. – disse o rei e deixou que seu filho tomasse a frente.
Leila era a primeira da fila, estava jurando que seria a escolhida e não queria dar chance às outras, com um sorriso de 1.000 mega watts ela estende a mão para o príncipe que se mantem serio, desliza o anel por seu dedo direito anelar, aparentemente ela não sente nada, mas continua com o seu sorriso, todos estavam em silencio no castelo observando o momento, Christian segura o anel e momentos depois o desliza pra fora de seu dedo e ao constatar que ele não grudou no dedo dela foi a sua vez de dar um sorriso ao ver o dela murchar, se inclinando para frente sussurrou:
__Não foi dessa vez. – disse e com isso ela saiu dali ainda com nariz empinado e possessa pelo anel não ter grudado em seu dedo constatando que outra podia tomar seu lugar.
Uma jovem baixa com os cabelos ruivos cacheados, com um sorriso tímido nos lábios, era a próxima. O príncipe Christian tomou sua mão e ela ruborizou e sorriu, enquanto ele continuava serio, repetiu o mesmo processo com Leila e mais uma vez ele não grudou. Outra moça, dessa vez uma morena de pele bronzeada, mas novamente não foi a escolhida. E mais uma vez veio, outra, outra e outra e nenhuma delas o anel grudou. Christian já estava ficando impaciente e sua impaciência era palpável, a quantidade de moças que ainda faltava experimentar o anel era grande. A ansiedade de sua família era evidente e já estavam entediados com aquilo, uma hora havia se passado e nada, faltava agora apenas três moças, e para eles uma dessas três teriam que ser a escolhida. Christian repetiu o mesmo processo e mais uma vez, frustração. Após deslizar o anel na ultima candidata, ele deu o anel ao pai e saiu dali sem dar nenhuma palavra ninguém ousou segui-lo.
****
Fracasso! Esse era o adjetivo certo para a busca para a escolhida para casar com o príncipe Christian. O anel não havia servido em nenhuma moça a decepção era palpável nos rostos delas, cada uma tinha a esperança de casar com o belo príncipe. Já ele por outro lado, mesmo irritado por ter passado uma horado seu tempo desperdiçado por aquela baboseira, estava aliviado, não seria agora que ele usaria “amarras”.
O baile já havia acabado e os empregados limpavam o salão enquanto a família real estava reunida na sala. Alguns já tinham se recolhido, restando apenas o rei Carrick a rainha Grace, Mia, Christian e Leila que continuava decepcionada, mas ao mesmo tempo satisfeita por nenhuma outra ter servido para o anel, ainda assim poderia obrigar o príncipe se casar com ela.
__Parece que você tinha razão, filho. – admite o rei Carrick, aparentemente frustrado.
__Sempre tive! – gaba-se Christian.
__Nossa quanta pretensão, primo. – disse Mia com um sorriso irônico.
__O que eu posso fazer? Desde o inicio avisei-os para não acreditar nessa baboseira de anel encantado e olhem agora, demos um baile em busca da “tal escolhida”, — disse fazendo sinais de aspas com os dedos __que no final das contas não teve nenhuma. – todos permaneceram em silencio ponderando suas palavras.
__Filho, demos esse baile na esperança de que encontrasse alguém para se casares para que assim assumisse meu lugar no trono e tomar as redias no reino e mesmo que a tentativa com o anel tenha sido falha, nenhuma moça te agradou? Havia tantas, uma mais bela que as outras e mesmo assim não cortejasse nenhuma?
__Não, pai! Nenhuma. – disse suspirando, essa conversa não ia acabar bem.
__Mas, meu filho, isto é impossível! – exclamou o rei __Tem que haver uma ou é tu que está de mau vontade? Assumira meu lugar e ainda continuas solteiro. Acreditei cegamente nessa profecia, dei esse baile para as mais belas moças da corte e nenhuma delas foi a escolhida.
__Talvez, esse seja o problema. – divaga Mia chamando a atenção de todos.
__O que quer dizer com isso? – perguntou a rainha Grace confusa.
__Apenas as moças da corte estavam nesse baile e se a escolhida for alguma moça que não está a nível do nosso padrão de vida? – pergunta ela e Christian franze o cenho e ela prossegue __Poderia ser uma simples moça de origem pobre. – disse e todos bufam descrentes.
__Isso é bobagem, Mia! – disse Leila claramente perturbada com a possibilidade.
__Não, não é! – insiste __Vocês apenas querem alguém que nasceu em berço de ouro, não permitem que seja alguém simples de origem pobre, mas isso talvez não seja o desejo do anel, e se o destino reservou ao meu primo alguém de origem pobre? O que irão fazer? – ela arqueia a sobrancelha sugestivamente.
O rei e a rainha sempre instigaram os filhos a se casarem com moças da nobreza para acumular os dotes da família e a ideia de que seu primogênito se casasse com moça de família humilde não era bem vinda.
__Não diga tolices, Mia. – repreendeu Christian.
__Querida, — disse a rainha docemente __talvez sua teoria esteja errada, talvez Christian realmente tenha razão a profecia era falsa.
__Tudo bem, tudo bem, — disse a princesa levantando os braços em sinal de redenção __Não está mais aqui quem falou. Depois não diga que não avisei, irei me recolher, estou cansada. – levantasse e vai em direção a escada.
__Acho que deveríamos fazer igual, Mia, todos nós deveríamos dormir a noite foi longa. – sugeri o rei e estende a mão para a rainha que prontamente aceita e seguem em direção ao seu aposento restando apenas Christian e Leila na sala.
Assim que se certifica que estão a sós, Leila põe sua mão na coxa do príncipe e vagarosamente a acaricia enquanto um sorriso malicioso se arrasta em seus lábios e ele a encara impassível. Ela inclinasse em sua direção o movimento dá uma farta visão de seus seios, com a boca perto de seu ouvido dela ela sussurra:
__Que tal irmos lá para cima? Faz um bom tempo que não me procuras, estou com saudades. –disse com a voz manhosa.
__Leila... – ele é interrompido por soltar um suspiro ao sentir a mão dela apertar suavemente o seu membro.
__O que foi? – disse rouca ainda o acariciando. Ele iria rejeitá-la, mas ele é homem e não é de negar fogo.
__Suba lá para cima, agora! – ordena com os olhos escurecidos, sorrindo vitoriosa ela sobe as escadas em rumo ao quarto dele.
****
Eram duas horas da madrugada o baile havia acabado a uma hora atrás, todos os convidados já haviam ido embora, a família real se encontrava em seus aposentos apenas os serviçais permaneciam as claras no salão limpando seguido dos soldados que mantinha guarda no castelo. As tarefas foram divididas por Gail que ficou responsável pela cozinha junto com Megan e Elizabeth, havia sobrado muita comida e tinha que conservar, não toleravam que desperdiçassem comida. Hannah e Anastásia junto com os outros ajudantes ficaram sob a supervisão de Margô, para limparem o salão. Com um rodo na mão e um balde de lado Anastásia esfregava o chão enquanto cantarolava, Hannah se aproxima da amiga.
__Você gostou do baile, Ana?
__Sim, tudo estava muito lindo. – sorriu.
__Já presenciei muitos bailes aqui no castelo, mas esse foi o mais bonito.
__Mas, parece que o rei e a rainha não estão nada contentes. – comenta Anastásia.
__É justo, — disse Hannah __eles deram esse baile porque estavam crentes de que o filho sairia com uma noiva com a ajuda do anel, mas nenhuma serviu o que deixou todas decepcionadas principalmente vossa majestade. O mais engraçado foi ver a cara da dama de honra da rainha cair do cavalo. – disse Hannah se referindo a Leila aos risos acompanhada de Anastásia. __Ela estava se gabando dizendo que o anel a escolheria e para a infelicidade dela e alivio de todos, ela não foi. – gargalharam chamando a atenção dos outros empregados.
__Ei, vocês duas, — disse Margô __ voltem ao trabalho! – imediatamente as duas voltam a esfregar o chão.
Provavelmente amanhã, ou seja, hoje dependendo do ponto de vista, nenhum empregado estará de pé a disposição. Estariam tão cansados que nem os dedos dos pés eles conseguiriam mexer. Tudo o que Anastásia queria era terminar o serviço e literalmente cair dura em sua cama. A pressão da casca grossa de Margô diminuiu deixando todos tranquilos e aliviados por ela só esta ali temporariamente, ou seja, até terem limpado o castelo não sobrando pó sobre pó. Esfregando o chão enquanto cantarolava, Ana sentia seus músculos tensos pela descarga de energia ao fazer os movimentos de vai e vem no piso polido do castelo. Cada tarefa exercida exigia um certo esforço mesmo que fosse o mínimo possível você estaria a disposição para cumpri-lo, uma por uma, até esvaziar completamente suas energias resultando em um cansaço físico e mental.
__Lá, lá, lá, lá ... – cantarolava ela, movimentando o rodo até encostar suas costas numa pilastra, ela se apoia e enxuga as gotas de suor que brotam em sua testa e nuca. Elevando os olhos para cima ela percebe que o salão está vazio apenas ela se encontra sozinha naquele cômodo. Como não percebe isso? – pensou claramente confusa. Mas, algo lhe chamou a atenção. O pedestal de cristal encontrava-se no mesmo lugar e o anel com a pedra rubi estava brilhando. Estranho, não estava brilhando antes! – pensou, enquanto olhava hipnotizada por aquela pedrinha fenomenal. Era possível que seu cérebro se desligasse e mesmo assim seu corpo recebesse um comando que não fosse o seu?
Passos lentos, era isso que ela estava dando em direção ao anel enquanto seus grades olhos azuis pareciam duas esferas ao olhar para ele sem pestanejar. Prando em frente ao pedestal, o brilho do rubi se apaga e como se um estalo fosse dado Anastásia sai de seu estado hipnótico, ela pisca algumas vezes para situar do que aconteceu, parece que um apagão foi dado em sua mente, confusa ela olha para os lados e percebe o rodo no lugar onde provavelmente ela estava, ou não, já que não se encontra perto dele, mas não se lembra de como saiu de lá.
__Venha! – ela escuta uma voz sussurrada se pronunciando, ela procura quem a chamou e logo constata que está sozinha.
__Oi, — disse ela dando alguns passos para trás __tem alguém aqui?
__Venha! – novamente ela escuta o sussurro suave e se espanta com isso, quem está a chamando? Porque não vê ninguém?
Talvez sua imaginação estivesse lhe pregando peças devido o cansaço. Quando ia se virar para voltar ao trabalho notou que o anel começou a brilhar só que dessa vez mais forte, seu brilho reluzia entre o cubo de cristal em que ele estava dentro deixando-o maravilhosamente lindo.
__Não tenhas medo, venha!
E automaticamente seus pés ganharam vida como um imã é atraído pelo metal, Anastásia estava atraia pelo anel e seu brilho quase ofuscante que se tronava cada vez mais forte ao sentir sua presença próxima. De repente as palavras daquela mulher vieram a sua mente.
“Escute a voz quando ela te chamar, deixe que ela te conduza”.
Lentamente ela levanta o pequeno cubículo de cristal. O mundo lá fora parece ter parado no tempo, nada ao seu redor parecia ser notável apenas o anel em suas mãos. A vontade de desliza-lo em seu dedo se fazia presente e assim o fez. Deslizou o anel por seu dedo anelar direito e ao sentir o contato com sua pele houve uma fisgada seguido de um aperto como se ele estivesse se modelando ao seu dedo no mesmo instante seu brilho apagou e foi com isso que novamente Anastásia saiu de seu estado hipnótico completamente confusa. Ela esfrega o rosto, mas para ao sentir algo frio em contado com a pele.
__Mas o que ... – parou no meio da frase com seus olhos arregalados ao perceber que o anel estava em seu dedo. Desviou diversas vezes seu olhar para o anel e o pedestal onde ele se encontrava a poucos minutos atrás. Surpresa, confusão e medo passavam por seu rosto.
__Como diabos isso veio parar aqui? – exclamou atordoada e no mesmo instante, Hannah adentra no salão chamando por ela. Ela tinha se dado conta que Anastásia estava demorando e que provavelmente não tinha terminado seu trabalho e foi para ajuda-la.
__Ana? Ana? – chamou-a mais uma vez e não obteve resposta. Aproximando-se da amiga que se encontrava pálida de olhos arregalados olhando para sua mão, Hannah dirige seu olhar na mesma direção que a dela e se espanta. __ Jesus, Ana! – exclamou assustando Anastásia. __O que está fazendo?
__E-eu não sei. – gaguejou.
__Retire isso, antes que alguém veja, não é permito que os empregados o toquem. – mandou e no mesmo instante Anastásia tentou tirar o anel que por sua vez não saiu e nem ao menos se mexeu. Forçou sua saída, mas acabou machucando o dedo.
__Ai. – resmungou.
__O que foi? – perguntou Hannah que observava a tentativa da amiga de retirar o anel.
__Não quer sair! – sussurrou apavorada __Está grudado!
Maldição!
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