Um Príncipe em Cinquenta Tons
10 Capitulo 10
Notas iniciais
__Uau. disse Leila ao normalizar sua respiração, após um sexo alucinante com o príncipe Christian.
Nus, suados e ofegantes era o estado em que os dois se encontravam. Depois que Leila subiu para o quarto do príncipe, Christian foi logo em seguida, fazia alguns dias que não tocava uma mulher e quando Leila atiçou seu desejo não pensou duas vezes em saciar suas vontades.
__Somos bons juntos, Christian, — disse Leila olhando para ele enquanto o mesmo fitava o teto
__Isso é mais do que o suficiente para saber que devemos nos casar. disse ela e imediatamente ele a olha com a cara fechada.
__Não começa Leila. avisa.
__Você não percebe que eu sou a mulher certa pra você? continuava sem se importar com o aviso __Estamos a um tempo juntos e você sabe que eu te amo, porque negar? Eu sei que você também sente algo por mim, então, porque adiar o inevitável? Hm, vamos nos casar, dar netos aos teus pais, reinamos e...
__Chega! interrompe Christian. __É melhor você ir para o seu quarto. ordena e Leila o olha incrédula.
__O que? Não irei sair, ficarei aqui contigo.
__Já disse para ir para teu quarto, Leila.
__Não acredito que tudo isso é porque falei em nos casarmos. disse exasperada e Christian se levantou e vestiu suas calças. Ele pega as vestes dela e joga para que ela vista.
__O fato de treparmos casualmente, Leila, não significa que irei casar contigo.
__Porque não? Por acaso cortejas outra mulher? pergunta com raiva.
__Não é da sua conta e já mandei ir para seu quarto, estou cansado quero dormir e se alguém te ver aqui, não será bom. disse firme. Prevendo que seria perca de tempo discutir com ele naquele momento resolveu seguir sua ordem, ela levanta da cama veste suas roupas e se encaminha para a porta enquanto ele permanece na sacada olhando o jardim, mas antes de tocar a maçaneta ela se vira para ele que continua de costas e fala:
__Pode dizer o que quiseres, mas ainda subirá comigo no altar. disse em tom de confiança e saiu. O príncipe apenas riu de seu comentário.
Se ele se cassasse sua esposa com certeza não seria Leila. Ela é geniosa, tem muitas artimanhas e as usas bem quando quer conseguir algo não importa se no processo ela machuque alguém, e não é de pessoas assim que o reino precisa para ter prosperidade. Continuou olhando a maravilhosa vista para o jardim, pensando em tudo o aconteceu durante esses dias até ser vencido pelo cansaço.
****
Frustrada e furiosa. Era assim que se sentia! Teve uma prazerosa noite com o príncipe, mas tudo foi por agua a baixo quando ela tocou no assunto que o faz fugir como o diabo foge da cruz! Leila adentra em seus aposentos e vai direto para o banheiro se banhar enquanto seus pensamentos estão a mil tentando achar uma solução para seu problema, ela quer a todo custo casar com o príncipe, desde que veio morar no castelo sendo dama de honra da rainha quando tinha seus dezoito anos esse sempre tem sido seu objetivo conquistar o lugar ao lado de Christian. Após se banhar ela veste uma fina camisola de seda azul clara e sente sua garganta seca por falta de agua, ao lado sua cama há um criado mudo de madeira polida com uma jarra de vidro com agua, mas a mesma se encontra vazia. Ela a pega e vai em direção as escadas para ir até a cozinha e pedir que uma das criadas a encha. Andando pelo corredor ela percebe que não há mais ninguém da criadagem trabalhando, provavelmente todos já haviam se recolhido para terminar os afazeres amanhã, enquanto anda pelo corredor que vai dá sala até o salão de festa e a cozinha ela escuta vozes e possivelmente um choro e se aproxima:
__Pelo amor de Deus, Ana! Como assim não quer sair? era a voz da criada filha de Gail, parecia assustada e ela falava com Ana, sua curiosidade em saber o que as duas possam esta aprontando é maior, pois dependendo do motivo ela contaria para a rainha que com certeza pensaria em castiga-las, ela se aproxima das portas duplas e numa fresta de luz e observa a cena e no mesmo instante a jarra que estava em suas mãos caí se espatifando no chão fazendo um barulho alto o suficiente para que as duas sobressaltassem e olhassem para ela.
Hannah estava tentando tirar o anel do dedo de Ana, mas parecia que ele estava fundido com sua pele quando ouviram um barulho e olharam para a porta, lá estava Leila com os olhos arregalados, pálida e petrificada no lugar.
__NÃO! grita __Tire isso agora. disse furiosa se encaminhando até as duas.
__E-eu não consigo, não quer sair. diz Anastásia gaguejando em meu aos soluços.
__ Tem que sair Anastásia! grita outra vez, começando a ficar histérica ao ver o anel no dedo de uma pobre criada. Assim que se ver em frente a ela, pega a mão dela com violência e tenta puxa-lo de seu dedo o anel permanecia grudado, Leila puxava com muita força ao ponto de machucar o dedo da moça que tenta sufocar um gemido mordendo lábio inferior, mas é em vão.
__Ai, — gemeu dolorosamente __pare, por favor, está machucando meu dedo.
__Senhorita, por favor, pare, vai acabar quebrando o dedo dela. intervém Hannah ao ver a cara de dor de Anastásia, enquanto Leila tenta puxar o anel e ela a sua mão.
__Calem-se, — esbraveja __Você deve ter passado cola no anel, criada! disse encarando Anastásia mortalmente.
__Eu não fiz nada! disse indignada com a acusação, ao puxar com mais força Ana temeu que seu dedo fosse quebrado, pois já o sentia dormente, Leila acabou caindo no chão com a tentativa, desesperada se levanta rapidamente e puxa Anastásia pelo braço para a cozinha, coloca a mão da jovem em cima da mesa e pega uma faca que serve para cortar carne.
__O que vai fazer? perguntou temendo a resposta.
__Tirar este anel do teu dedo, criada.
__Não, queres me mutilar. disse apavorada tentando afastá-la.
Horrorizada com o que pode acontecer, Hannah sai correndo subindo as escadas, se atreveu a bater na porta do quarto do príncipe, que a abre sonolento ele se surpreende em ver a criada pálida feito papel a sua frente.
__Alteza, não se zangue, mas é importante. pede temerosa.
__O que houve Hannah? pergunta com evidente nervosismo __É sobre Anastásia? Aconteceu algo?
__Venha comigo, majestade uma tragédia está preste a acontecer. Christian dá um laço no robe preto de cetim que usava e desce rapidamente as escadas seguindo Hannah que corre para a cozinha, ele temeu terem atacado Ana novamente. Chegando perto da cozinha ele começa a ouvir vozes alteradas uma é de Anastásia e a outra ele reconheceu como a de Leila.
__Não senhorita, eu suplico, eu nunca tive alguma intenção com o príncipe Christian. disse Ana em uma tentativa falha de se desvencilhar das mãos de Leila e seu olhar assassino.
__Mentirosa! Fique quieta, se não acabarei cortando mais dedos. Bem que mereces sua ladra, sei que fez algum truque para este anel grudar no teu dedo. rosna raivosa.
__Não, senhorita, por favor.
Christian arregalou os olhos ao ver Leila com a faca enorme segurando a mão de Anastásia, que chorava feito criança aterrorizada pelo olhar psicopata de Leila, ele nota algo em seu dedo ele reconhece como o anel encantado. Não pode ser! O anel no dedo de Anastásia, como isso aconteceu? pensa e quando Leila aproxima a faca do dedo da jovem ele a segura pelo pulso.
__Não Leila!
__Me solta, Christian. Não proteja essa criada imunda! Eu mesma vou tirar o anel do dedo dela.
__Não! Está louca, vai mutila-la! Não permitirei esse tipo de violência terrível contra Anastásia.
__Está a defender ela? Estás cego. Leila tenta atacar Anastásia com a faca novamente, louca para cortar o dedo da plebeia que se esconde atrás do príncipe. Leila é impedida pelo peitoral forte que para a sua frente segurando seus punhos, Christian a encara sério seu tom de voz é firme e autoritário. Anastásia é grata por Christian estar ali, se sentiu segura atrás dele, pois sabia que Leila não se atreveria a enfrenta-lo.
__Leila! Já chega! Suba imediatamente para o teu quarto. Ou sua histeria vai acordar todos.
__Christian! grita protestando.
__Leila é uma ordem. Vá me deixes a sós com ela. Hannah lhe fará um chá, acalme-se.
__Mas... ela tenta falar mais o príncipe a interrompe.
__Não vou repetir Leila. disse friamente.
__Está bem, mas eu espero quer e resolvas isso, ou se casaras com uma criada imunda. ela larga a faca na mesa e sai pisando duro até seus aposentos.
Christian puxa uma cadeira na mesa e se senta. Anastásia se senta a sua frente ainda chorando, Hannah permanece com descrição preparando o chá. Ele pega a mão direita da criada, era tão pequena, mas calejada pelo trabalho duro, não era como as mãos das moças da corte, Anastásia se sente constrangida tenta puxar a mão, mas Christian não permite, analisava o anel em seu dedo.
__Eu... Eu... não queria roubar, majestade. Só achei muito bonito e quis ver de perto, não sei como coloquei isso no dedo, tentei tirar mais não sai. Nunca foi meu desejo me casar com o senhor. diz soluçando Christian a olha surpreso, na sua frente estava uma mulher que não desejava se casar com ele. Hannah ficou surpresa com a paciência do príncipe em tentar girar o anel no dedo da jovem.
__Eu sei, — disse simplesmente mexendo no anel __ vou tentar tira essa coisa do seu dedo. Acalme-se. pede.
__Com licença. disse Hannah passando com a bandeja de chá para o quarto de Leila.
Christian caminha até a cozinha e pega um pouco de sabão e passa no dedo da jovem e tenta inutilmente mover o anel que não sai do lugar.
__Diabos, Ana não sai. murmura.
__Por favor, majestade, tire isso do meu dedo.
__Estou tentando, mas não escorrega. ele tenta mais uma vez e nada. O dedo da pobre moça já estava bastante vermelho pelas tentavas de tirar o anel à força.
__Oh, Deus! disse ela e continua a chorar, Christian se compadece.
__Ana, já está tarde, vamos deixar isto para amanhã. Te levarei a um joalheiro de minha confiança depois do almoço sem que nos perceba, enquanto isso trate de se acalmar e vá descansar. disse e ela assentiu. Nesse momento Hannah a cozinha e percebe que o anel continua no dedo da amiga. __Hannah, leve Anastásia para o quarto e tente acalma-la, está tarde e amanhã resolveremos isso, peço sigilo. disse ao perceber a presença da criada.
__Sim, majestade. disse Hannah __Vamos, Ana! chama ela e Anastásia prontamente se levanta com seu rosto banhado de lágrimas e a segue, ela arrisca uma ultima olhada para o príncipe que mantem seus olhos atentos nela com uma expressão indecifrável.
Tentando digerir a informação o príncipe continuou sentado na cozinha pensando no que acabara que acontecer, nenhuma moça da corte serviu para fazer o anel grudar no dedo e de todas as pessoas no mundo em que ele jamais pensou que serviria fosse Anastásia. A mulher da qual inúmeras vezes ele acusou de ter matado seu irmão e que havia levando ela para trabalhar no castelo, não apenas para pagar a divida de sua família e sim para fazê-la paga-la pelo mal que causou a sua família. Agora, corria o risco dela ser a mulher com quem ele deva se casar. Não, não e não! Isso jamais! Isso será reversível o anel sairá do dedo dela, ou eu não me chamo Christian Tevelyan Grey! pensou com um misto de descrença e medo, se levantando da mesa e seguindo para seu quarto, daria um jeito nessa situação amanhã sem que ninguém soubesse do que aconteceu, até porque jamais seus pais aceitariam essa união, não teria cabimento, não a amava, apesar de sentir atraído por ela, certamente não a amava e o sentimento era reciproco. Provavelmente daria falta do anel amanhã, mas em breve ele estaria de volta no lugar, Anastásia continuaria sendo apenas uma criada e ele aproveitaria sua liberdade. Sim, era isso que ia acontecer! pensou enquanto esperava a inconsciência leva-lo.
****
Ainda em estado de choque Anastásia acompanhou Hannah até seus aposentos. O pânico estava lhe consumido com a possibilidade de todos acharem que ele tentou roubar o anel e o pior que o mesmo havia grudado no seu dedo, como manda a profecia. O príncipe Christian vai achar uma solução, ele prometeu. Eu e minha maldita curiosidade! — Pensou entre os soluços ao se deitar na cama e ao fazer o movimento um pequeno pedaço de papel foi avistado pelo jovem em cima de seu travesseiro, era um bilhete. Graças as aulas que tivera com a princesas Mia e Katherine conseguiu ler o que estava escrito:
"Seu beijo é mais doce do que o mel espero que um dia isso possa se repetir. A cada dia cresce em meu coração sentimentos por ti.
Ethan.
Após a confusão com o príncipe Christian, Ethan havia subido depois que Elliot o alertou para deixar Anastásia em paz, subiu para seus aposentos e escrevera um bilhete para ela, para mostrar o quanto estava interessado nela. Ao ler o bilhete sorriu, Ethan parecia ser um bom rapaz e aparentava gostar dela, queria alguém assim em sua vida. Havia deixado seus planos de lado depois que foi morar no castelo, casar ter filho, amar e ser amada, era o que mais queria, mas a vida acabou tirando dela isso. Mas, ao olhar para a pequena joia grudado no seu dedo que estava com um aspecto vermelho seu sorriso se desmanchou dando lugar a um choro compulsivo.
Os primeiros raios de sol invadiram o quarto de Anastásia pela pequena janela escura de madeira. Gail ao perceber que Anastásia não entrou pela cozinha cantarolando com o leite trazido do curral como fazia todas as manhãs se preocupou, ainda mais quando perguntou a sua filha Hannah e a jovem loira se enrolou dando uma desculpa esfarrapada que ela não acreditou e foi conferir se Ana realmente estava bem. Empurrou a porta e viu Anastásia encolhida na cama chorando, a jovem não conseguiu dormir passando assim a madrugada inteira chorando, Gail ao ver a naquele estado se preocupou e correu até ela.
__Ana o que houve? Porque estás desconsolada desse jeito?
__Eu sou uma maldita, Gail. murmurou entre o choro __ Tudo dá errado, olha o que aconteceu. — Ela tira a mão direita que estava escondida em baixo na colcha que esta enrolada, Gail vê o anel no dedo de sua ajudante e fica paralisada.
__Santíssimo Deus! Ana, como veio parar no teu dedo?
__Eu não sei muito bem, achei bonito e o resto eu não lembro. Não sai Gail, não saí por nada. continuou a chorar, Gail se senta e começa a afagar seus longos cabelos castanhos.
__Calma Ana, o príncipe já sabe?
__Sim, ele tentou tirar, mas nada aconteceu e a senhorita Leila também ela quis cortar meu dedo, mas graças à Hannah o príncipe Christian apareceu justo na hora.
__Oh! Minha nossa que crueldade! Suponho que ficou uma fera.
__Mas que isso parecia uma louca. disse se sentando ao lado da senhora __ Gail me ajude a esconder esse anel até o príncipe resolver isso.
__Ora mais e a profecia do anel?
__Ah... eu não quero saber disso, apenas tirar essa coisa do meu dedo.
__Então não desejas se casar com o príncipe? pergunta Gail curiosa.
__Não, com o príncipe não, eu desejo me casar sim um dia, mas com um homem que me ame.
__Entendi, mas não achas que isto ter ido parar no teu dedo seja uma coisa do destino?
__Gail o destino tem sido muito cruel comigo ultimamente. disse cabisbaixa.
__Acalme-se eu te ajudarei menina. — Gail sorri se levantando vai até seu quarto e pega uma luva preta rendada que usou no enterro de seu finado esposo e levou para Anastásia que esperou no quarto.
__Pronto, olha menina use isto na mão e se perguntarem diga que se queimou e a cicatriz está feia.
__Obrigada, Gail. — grata Ana retribuiu a ajuda com um carinhoso abraço. Pobre menina está tão carente, coitada sente falta da mãe. — pensou Gail sentindo o abraço terno de Ana que aos poucos foi parando de chorar.
****
Todos já haviam acordado no reino, o Duque e a Duquesa Linconl estavam se despedindo da família, pois não poderiam ficar muito longe de suas terras, Elena sempre lançava olhares furtivos a Christian que tentava ao máximo ignorar, ela não havia tentado mais nada com ele, pois o conhecia muito bem e quando tomava uma decisão ninguém conseguia muda-la, foram em bora com a promessa de que em breve voltariam para visita-los. Após a despedida o rei Carrick foi para o salão pegar o anel para guardar em seu cofre quando viu que ele não estava mais no pedestal. Um tumulto se formou no salão soldados foram convocados para discutir o que houve, mas os mesmo não sabiam de nada, nenhum movimento estranho aconteceu durante a madrugada o que deixou o rei Carrick muito nervoso.
Na mesa da sala de refeições, todos discutiam como o suposto roubo tinha acontecido, Leila permaneceu calada com os olhos cheios de olheiras passou a noite em claro só de pensar que uma criada poderia tomar o seu lugar e furiosa por Christian obriga-la a se calar e de como ele defendeu Ana na madrugada. Leila quebra seu silêncio colocando veneno em suas palavras.
__ Rei Carrick será que não foi alguém da criadagem?
__Não... disse a rainha Grace __ Todos são de confiança.
__Não é bom confiarmos demais, Grace. — disse o rei Carrick.
__Aliás onde está a mocinha que ajuda a Gail? — Leila continua a tentar destilar seu veneno e recebe um olhar mortal do príncipe Christian que a fez se calar de imediato.
__É verdade... não a vi hoje. — disse a rainha.
__Ana trabalhou muito até tarde eu lhe dei a manhã de folga.
__Finalmente, cunhado, um ato de compaixão por Ana. Ela trabalha tanto, sinceramente me admira muito como ainda não adoeceu. — disse Kate e seu irmão Ethan se sente no direito de se pronunciar.
__Ana trabalha tanto assim? E por qual motivo?
__Está pagando uma dívida da família. — a voz de Christian soa com um pouco de antipatia ao perceber o interesse de Ethan.
__E se essa dívida for liquidada?
__Tens tanto interesse por minha criada assim, Ethan?
__Anastásia é muito mais que uma criada, só cego não perceberia a beleza daquela donzela.
__Príncipe Ethan a dívida não está negociável! — disse Christian irritado. Mia lança um olhar triste para seu amado Ethan e se retira da mesa, deixando todos confusos.
__O que aconteceu com ela? pergunta o príncipe Elliot.
__Não sei, desde ontem que está meio abatida. disse Ethan ao se lembrar do nervosismo dela enquanto dançavam.
__Mas, voltando ao assunto anterior, o que irá fazer pai sobre o suposto roubo do anel? pergunta Elliot.
__Eu ainda não sei meu filho, não tenho nenhuma pista. Ninguém viu nada. disse o rei suspirando __Pedi para o general Taylor ficar de olho e investigar com todos os soldados quem foi as pessoas que estavam no salão depois que fomos nos recolher e perguntar se viram algo estranho.
__Pai, não se preocupe tomarei a frente desse caso. disse Christian e Leila o olha, mas ele ignora. __Deixe que me encarrego de tudo isso, creio que não seja nada, alguém pode tê-lo guardado para não o deixar exposto no salão sem ninguém para vigia-lo.
__Como quiser filho. Mas, quero ficar a par de tudo. Mesmo que ele tenha falhando ontem a noite, ele é valioso e pertence ao reino. disse o rei e o príncipe assentiu. Logo a conversa tomou outro rumo, se esquecendo por um minuto do suposto roubo. Em todo o momento Leila lançava olhares para Christian que sempre ignorava. Não estava com a mínima vontade de lidar com ela naquele momento, estava apenas pensando em como tirar o anel do dedo de Ana.
****
__Ana, o que está fazendo? questiona Gail ao ver a moça limpando a cozinha.
__Não consigo ficar trancada naquele quarto sem fazer nada, Gail. disse enquanto varria.
__Mas, não pode ficar andando por aí, ainda mais com a luva em tua mão, irão desconfiar já deram falta do anel. disse e Ana suspira.
__Eu sei, Gail. Não se preocupe, é só até o príncipe me levar ao joalheiro para retira-lo do meu dedo, se eu ficar mais um minuto naquele quarto tudo o que vou fazer é chorar e eu já estou cansada disso.
__Tudo bem, mas, por favor, tome cuidado. ela assente. __Agora, vou levar o chá para a rainha Grace que está na biblioteca. disse ela pegando uma bandeja e colocando um bule e uma xícara.
Anastásia continua limpando a cozinha, mesmo que seu corpo e sua mente não estejam despertos para realizar qualquer tarefa, ela continua a fazer até sentir uma mão apertar forte seu braço a fazendo sobressaltar de susto, olhando para o dono (a) da mão ela vê Leila com seu olhar assassino encarando-a.
__Onde está o anel? rosna.
__Ainda continua no meu dedo. responde Ana com a voz baixa e o aperto em seu braço se torna mais forte.
__Escute bem o que eu vou te dizer, criada, eu realmente espero que esse anel saia do teu dedo para seu próprio bem, jamais vou permitir que se case com o príncipe, isso nunca! Seja já qual for suas intenções, esqueça-as porque não o terá, ele é meu! E não será você a me tira-lo, pois antes que isso aconteça eu acabo com você. disse ameaçadoramente e pela primeira vez Anastásia sentiu medo dela.
__Pode ficar tranquila senhorita, nunca foi meu desejo se casar com ele. Isso não vai acontecer!
__Assim espero. disse a soltando __Esteja avisada. assim que Leila sai da cozinha Anastásia pode literalmente- respirar. Se antes as coisas estavam ruim agora estão pior.
O dia se seguiu bem, na medida do possível, Anastásia ficava apenas na cozinha, uma vez ou outra saiu do castelo para ir a horta a pedido de Gail. Já era a hora do almoço e a família estava reunida nesse momento na mesa. Poucos falavam e a história e sobre o assunto do roubo do anel não foi mais tocada, já que Christian havia dito que resolveria tudo. Ele preferiu não ir Ana antes do almoço para não levantar suspeitas já que teriam que sair as escondidas do castelo. Teve uma noite mal dormida, cada vez que tentava pregar o olho a imagem do anel no dedo dela vinha em sua mente, era evidente algumas olheiras ao redor de seus olhos, a possibilidade de que a profecia seja verdadeira assustava o inferno pra fora dele.
O sol estava quente naquele dia, seria uma boa hora para ir até o riacho, mas não seria uma boa ideia sair do castelo. Sentada em baixo de uma arvore, Anastásia observava os raios solares invadirem o jardim enquanto o vento soprava forte fazendo algumas pétalas de flores voarem, as folhas dos galhos das arvores faziam o mesmo movimento. Era tão lindo observar a soberania da natureza em realçar a sua beleza. Os pássaros cantavam deixando aquele fenômeno mais magnifico. Olhando para o céu, ouviu passos se aproximando e uma sombra ao seu redor. Abaixou o olhar e viu o príncipe Ethan a fitando com um sorriso galanteador nos lábios mostrando seus dentes brancos. Ele se sentou ao seu lado.
__Aqui é um dos teus refúgios?
__Sim, gosto de observar a natureza. sorriu.
__O que houve com tua mão? ele pergunta percebendo a luva preta na mão dela.
__Ahhh.. isso.. gagueja -, eu me queimei na cozinha está um pouco feia a queimadura.
__Não é nada grave, não é? pergunta preocupado.
__Não, não é. sorriu ao perceber que Ethan se preocupava com ela. Ele parecia ser um bom homem, gostava dele. Eles permanecem em silencio. Anastásia continua a observar ao seu redor, enquanto Ethan a observa intensamente pensando no assunto em que discutiu com Christian no café da manhã pensou muito sobre isso e queria ajuda-la, estava se sentindo muito atraído por ela, desde a primeira vez que a viu ficou encantado com sua beleza e seu jeito meigo e desde então não parava de pensar nela e no simples e puro beijo que trocaram.
__Ana queria te perguntar uma coisa. disse ele meio hesitante e Anastásia o olha.
__O que?
__Gostarias de ficar livres desta dívida?
__Ah... Ethan, não tem como.
__E se alguém pagasse? ela o olha confusa __Eu tenho Ana. Eu posso pagar.
Anastásia o fita incrédula por essa atitude. Ethan passa os dedos delicadamente na pele alva do rosto da jovem, macia como pêssego. Anastásia sorri Ethan demonstrava ser um homem tão carinhoso, se sentia bem ao lado dele, ela fecha os olhos sente sua respiração próxima ao seu rosto e as palavras que escrevera no bilhete lhe vem a mente.
"Seu beijo é mais doce do que o mel espero que um dia isso possa se repetir. A cada dia cresce em meu coração sentimentos por ti".
Ao se lembrar, no mesmo instante sente os lábios macios de Ethan nos seus em um beijo lento apenas sentindo o gosto de seus lábios, querendo a profundar o beijo ele acaba a empurrando na grama verde.
__Ethan, não. — Murmura entre os lábios de Ethan, ela tentava empurra-lo de cima dela mais ele era forte demais.
__Desgraçado! Eu te proibi de tocar em Ana novamente. — A voz soa familiar, era Christian, que puxa Ethan de cima dela lhe atingindo com um soco. Depois de terminar a refeição o príncipe Christian esperou todos se ocuparem para ir até a cozinha para falar com Anastásia para irem ao joalheiro, não encontrou ninguém no cômodo e resolveu seguir para fora para vê se a encontrava no jardim, quando presenciou uma cena que fez seu sangue ferver.
__Majestade, não! — grita Ana apavorada e Ethan revida o soco na mesma altura, os homens começam a rolar no chão como dois touros.
__Socorro! Parem vocês, vão se matar por Deus! — Homens não a ouviam continuavam a trocar socos violentamente. Gail ouve os gritos de Ana e corre para ver o que aconteceu e ao ver a cena grita desesperadamente. Jack e Elliot aparecem e correm para o jardim com trabalho conseguem separar os dois que tinham os lábios sangrando e tentavam se atacar novamente.
__Diabos! Chega, chega! -grita Elliot segurando Ethan enquanto Jack segura o príncipe. __Parecem dois touros raivosos.
__Ethan me desafiou, estava aos beijos com Ana bem aqui! gritou Christian furioso e os olhares dos homens foram para o loiro.
__Diabos, Ethan, eu já tinha conversado contigo. — disse Elliot ao cunhado que continuava a encarar Christian. Ele arrasta Ethan para dentro do castelo deixando Christina, Jack e Anastásia pra trás, e ao se verem sozinhos ambos se viram para ela e a fitam intensamente a fazendo corar e se encolher sobre os olhares dos homens.
__Pode ir, soldado. ordenou Christian a Jack e o mesmo continuou imóvel encarando Anastásia. Christian ao perceber que o mesmo não saiu do lugar lhe dirigiu um olhar furioso que o encarou impassível e depois saiu ao após olhar novamente para a jovem que se encolheu ainda mais com o seu olhar.
Arrastando Anastásia pelo braço Christian a leva para cozinha onde Gail permaneceu na porta olhando a confusão que se instalou ali no jardim.
__Mas, porque diabos estava a rolar na grama com Ethan? — Christian a balançou pelos braços com possessão.
__Não é da tua conta!
__Anastásia! rosnou.
__Alteza é melhor cuidar dos ferimentos. — Gail intervém na discussão.
Relutante Christian a solta e se senta em uma cadeira, Anastásia se afasta dele e permanece de cabeça baixa enquanto ele não tira seus olhos ferozes dela. Depois de Gail cuidar dos ferimentos da violenta briga Christian pegou Anastásia e a levou em um joalheiro de sua confiança, saíram pelas portas dos fundos do castelo para que ninguém os visse.
Mas, alguém viu.
****
Chegaram a uma pequena loja e são conduzidos ao interior da mesma ficando mais a vontade. Joaquim o joalheiro pediu para ver o pequeno anel do dedo da jovem.
__Alteza cumprimentou o homem de meia idade -, a que devo a sua ilustre presença. os dois trocaram um a perto de mão.
__Joaquim, como vai? perguntou o príncipe.
__Vou bem, senhor. responde e percebe a presença de Anastásia __ Quem é está bela, moça? pergunta sorrindo enquanto toma-lhe a mão sem a luva e a beija deixando a moça corada.
__Está é Anastásia — disse Christian seriamente __, e precisamos de tua ajuda.
__Pelo que vejo é algo muito sério, por favor, me acompanhem até meu escritório. disse ele os encaminhando para seu escritório e ao se acomodarem nas cadeiras, Christian lhe conta sobre o anel.
__Não me parece inchado. — disse analisando o anel no dedo da jovem.
__Preciso que retire do dedo dela. disse Christian e Joaquim pega uma espécie de arame fino de tenta cortar o ouro no dedo da jovem era um método meio bruto percebeu o susto no olhar da jovem.
__Não vai lhe machucar. disse Joaquim tentando outra e outra vez e o anel não corta.
__Essa merda não sai! — Christian passa às mãos nos cabelos em um gesto nervoso, Joaquim remexe em uma gaveta pegando uma espécie de líquido e derrama no dedo da jovem que também estava nervosa e tenta arrancar o anel.
__Incrível, não quer sair. -murmura o joalheiro deixando os dois nervosos. Ele olha mais uma vez para o anel e percebe que o já tinha visto antes e logo percebe que se trata de uma raridade sorri e murmura para si mesmo. __ E acho que não vai sair. mas, suas palavras são ouvidas.
__Como assim não vai sair? pergunta Anastásia com sua respiração alterada.
__ Este anel é uma relíquia, foi pertencente da família do rei Richard Frederick I esse anel foi passado para seu filho o príncipe Henrique Frederick o anel era o símbolo da família para que eles encontrassem o amor verdadeiro, a mulher que estava destina a reinar e trazer prosperidade ao reino.
__Mas, se esse anel é pertencente da família Frederick o que ele está fazendo na minha? Não faz sentido, eu sou um Grey. disse o príncipe exasperado.
__Aí é que está. O anel foi pertencente da família e virou o símbolo dela porque o rei sempre foi um colecionador nato e os membros da família adquiriram o mesmo hábito, mas não significa que suas raízes sejam da família. o príncipe faz um gesto para que ele continue __Existe uma ilha no sul da Inglaterra onde seus habitantes são movidos a crenças e superstições, naquela época ocorria boatos que até mesmo feiticeiros existiam, mas nunca essa hipótese havia se confirmado. Mas, um deles era o mais falado: A lenda do anel encantado. A lenda diz que o anel é capaz de encontrar a mulher que está destinada a um homem se ele grudar em seu dedo, trazendo com si o amor verdadeiro e a felicidade eterna, mas que se a lenda for ignorada trará a ruína. Essa lenda se seguiu por séculos aos arredores da Inglaterra e até mesmo do mundo, às vezes pessoas de outros países iam até a ilha para comprovar tal boato, mas nunca foi afirmado que alguém já havia experimentado o anel e foi durante uma viagem para explorar as terras da região que o rei Richard Frederick I foi visitar a ilha especificamente o museu com artefatos valiosíssimos e dentre eles estava o anel. O lugar já havia sofrido muito nas mãos dos tiranos que tentavam roubar o lugar e naquela época os reinos estavam em guerra em busca de mais e mais terras. Então, nessa viagem foi onde tudo aconteceu. O rei tinha ido visitar o museu De lá Puer só que ele não contava que nesse mesmo dia os tiranos estivessem armando um ataque contra o povo da ilha. Com alguns soldados o rei tentou combater a rebelião e principalmente não deixa-los se apoderar dos pertences daquele povo, em meio a uma luta seu adversário tentou levar o anel que estava sob a vigilância de um senhor de cabelos grisalhos que ninguém até hoje sabe o nome, mas dizem que ele era uma espécie de guardião do anel e como eles já haviam existido vários e ainda existem mais ao longo dos anos guardando com si o anel para dá a um homem de coração selvagem encontrar seu verdadeiro amor. O rei tentou impedir que levassem o anel assim como o pobre senhor que acabou sendo atingido pela espada do guerreiro tirano e em um minuto de distração admirando a joia o rei cortou a garganta dele. A história conta que o guardião do anel pediu para que o rei Richard o guardasse bem, pois ele era a chave para a prosperidade de um reino e que um homem de bom coração teria a chance de usa-lo para encontrar o amor de sua vida e prosperar ao seu lado e que apenas com a escolhida ele seria feliz e traria paz ao povo caso contrario haveria guerra e destruição. De primeira o rei não acreditou no que o homem disse, achou que estava delirando por estar morrendo, mas resolveu prometer que cuidaria do anel. disse e fez uma pausa, Christian e Anastásia estavam ouvindo atentamente o homem. Então, ele prosseguiu __A lenda ganhou mais repercussão depois que o anel foi para nas mãos da família Frederick, apesar de nunca ter havido provas de que a lenda era verdadeira o anel ficou em sua posse guardando como um dos artefatos que ele colecionará até seu filho o príncipe Henrique atingir a maioridade e com isso vindo as responsabilidades do trono e foi aí o rei decidiu usar o anel para encontrar uma noiva para seu filho e comprovar de uma vez por todas se a lenda era ou não verdadeira já que não queria que fosse qualquer uma a ser digna de reinar ao lado do seu filho. E, em um baile, depois da badalada da meia noite se seguiu a prova do anel nas moças solteiras do reino, alguns não aprovaram a ideia, pois achavam que aquilo era apenas boato, até ele grudar no dedo da francesa Ofélia Marquês. Todos os olhos naquela noite puderam comprovar que a lenda era verdadeira e que em nenhuma tentativa o anel saiu do dedo de Ofélia, ela era filha de um simples comerciante de roupas e acabara se casando com o príncipe que foi muito feliz ao seu lado junto do reino que prosperou durante sua gestão. Anos se passaram e o amor deles se fortalecia a cada dia, tiveram três filhos e a felicidade foi completa, tiveram uma vida longa de muitas conquistas, mas já em seu estágio final a rainha Ofélia partiu dessa para melhor, o que trouxe muita tristeza a família por perder uma mulher tão generosa como ela e após sua morte o anel pode enfim sair do seu dedo. nesse momento tanto Anastásia como o príncipe arregala os olhos.
__Então, o senhor está dizendo que o anel só sairá do meu dedo se eu morrer? pergunta Anastásia atordoada.
__Sim, pois assim ele passaria para outra geração. Se não há mais vida não há porque o anel continuar no dedo da escolhida, pois está já cumpriu com seu destino.
__Céus! exclamou o príncipe chocado.
__O anel passou anos nas mãos da família Frederick até então se perder e ninguém soube a causa e o seu paradeiro, até então. ele aponta para o dedo de Ana, que encontrasse pálida e petrificada no lugar.
__Como o senhor sabe de tudo isso? Como isso pode realmente ser verdade? indaga o príncipe Christian tentando buscar uma saída.
__Livros. — disse o joalheiro Joaquim se levantando e se encaminhando a pequena prateleira que contem livros em seu escritório pegando um livro grande e grosso de capa dura de couro marrom, com letras maiúsculas escritas nele em dourado e prata. __Nesse livro conta as mais antigas histórias de nossos antepassados. Histórias dos reis mais antigos e provavelmente até mesmo de sua linhagem, príncipe Christian. colocando os óculos ele abre o livro e folheia as páginas até parar em uma com uma ilustração de um casal sentando em um trono com os filhos de lado. __Vejam isso. disse o joalheiro apontando para a mão da mulher, Christian e Anastásia observam atentamente e percebem que no dedo anelar dele está um anel, mas precisamente o anel que se encontra no dedo de Ana.
__Esses são o rei Henrique e a rainha Ofélia? pergunta Ana.
__Sim, minha cara jovem, são eles. E como podem ver ela usa o mesmo anel que está em teu dedo. Que seguiu por muito tempo a linhagem dos Frederick e que agora vai seguir as do Grey. disse e Anastásia assim como o príncipe engoliram seco.
__Como esse livro foi parar em tuas mãos? Livros assim pertencem a famílias da corte. indaga o príncipe confuso.
__Minha família faz parte da realeza, alteza. Sou um Velgan, primo distante do falecido rei Allan Velgan II, apesar de poucos saberem disso. sorriu o homem de meia idade. __Mas, creio que esse é o menor dos problemas. disse seriamente. __O anel não sairá de teu dedo, Anastásia. disse ela pela primeira vez pronunciando o nome da jovem. __A não ser que queria morrer, ao seguir teu destino. disse ele e Anastásia e o príncipe se entreolharam e seus olhos refletiam medo, medo por suas suspeitas serem confirmadas.
__E, qual seria o meu destino? perguntou ela temendo a resposta.
__Casar-se com o príncipe Christian.
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