Um Príncipe em Cinquenta Tons
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Capítulo 24 — Um príncipe.
Um banquete estava para ser servido em comemoração à chegada do príncipe Christian e da princesa Anastásia. Após se arrumar, o príncipe Christian e seu irmão Elliot foram ao encontro de seu pai na biblioteca. Ele havia chegado com o general Taylor. A princesa Anastásia estava na sala de estar com a rainha e as princesas Mia e Katherine, à espera de seus companheiros.
— Onde está Ethan? – perguntou a rainha à Mia.
— Foi tomar um banho tia Grace, ele e Elliot treinaram muito hoje.
— Ana, você já sabe da novidade? Mia e Ethan estão namorando.
— Sim, Grace. Mia me contou, creio que nem precisava, a forma como eles estavam já dizia tudo. E estou muito feliz por isso. – Mia sorriu para ela. – Ethan é um bom rapaz e com certeza irá fazer você muito feliz Mia, ele te ama.
— E eu o amo muito. E eu nem acredito que esse tempo todo só ficamos separados por um mal entendido.
— Como assim? – perguntou Kate bebericando um pouco de seu chá de hortelã.
— No dia de seu casamento, nós nos beijamos e alguém viu e contou para meu pai. Por isso sai cedo da festa. Papai ordenou que Ethan ficasse longe de mim. Ele me esclareceu tudo no dia do casamento da Ana e do Christian.
— Não imaginava que seu pai tinha algo haver com isso. – diz a rainha Grace, surpresa. – Mas conhecendo Gabriel como eu conheci é provável que tenha ameaçado o pobre Ethan de todas as maneiras.
— Eu sei que vocês foram criadas rigidamente, mas seu pai poderia ter aceitado Ethan. Por quê não o fez? — diz Anastásia.
— Meu pai não queria que eu me comprometesse com ninguém e quando soube do beijo não aceitou bem a informação, se é que a pessoa que contou apenas disse isso. Mas agora não importa mais. Estamos juntos e felizes.
— Encerrando o assunto Mia e Ethan, que tal falarmos sobre você Ana? – questionou Katherine.
— O que você quer saber Kate?
— Sobre tudo. Você e meu cunhado estão tão bem.
— Christian me levou para um lugar maravilhoso. Christian é maravilhoso, nos divertimos muito na ilha. Acho que nunca fui tão feliz em toda a minha vida. – diz ela com os olhos brilhando.
— É tão bom olhar para vocês e ver o quanto estão felizes. – diz Grace. – Houve um tempo que eu achei que meu filho não encontraria a felicidade. Para Carrick e eu, sempre foi difícil mostrar a ele o quanto era importante o casamento e, principalmente, o quanto as responsabilidades do reino exigia sua total atenção.
— Acho que cuidar do reino nunca foi um problema para Christian. – diz Anastásia. Ela sabia o quanto ele se importava com seu patrimônio e com a segurança do povo. – O problema sempre foi se amarrar a alguém. Ele não queria abrir mal da liberdade. Talvez por medo ou insegurança.
— Você está certa. – concorda a rainha. – Antes ele não podia ouvir o nome casamento e depois que assumiu que ama você nunca o vi tão empenhado em se casar. – Anastásia sorriu.
— Também não esperava esse destino para mim.
— E quando a cegonha irá fazer uma visita a ti? – perguntou Kate sorrindo, Ana olhou para ela e corou. – Já devem ter providenciado filhos na lua de mel.
— Na verdade, não.
— Como não? – perguntou a rainha franzindo o cenho. A princesa encolheu os ombros.
— Acredito que ainda seja cedo para pensarmos em filhos. Casamos à pouco tempo. – murmura a princesa.
— Você não quer ter filhos, é isso?
— O que? Não! É claro que eu quero!
— Então por que não agora? Meu filho em breve se tornará rei e ele precisa de herdeiros, Anastásia. – A princesa engoliu em seco. Não havia pensado nisso quando tomou os chás para se prevenir na lua de mel. – Você se preveniu?
— Eu... – Kate percebe o desconforto de Anastásia e a interrompe.
— O que será que nossos companheiros estão aprontando? – a princesa tentou desviar a atenção da rainha.
— Ah, querida, são homens de negócios. Estão sempre aprontando. Carrick estava na sala do trono antes da chegada de Christian e Anastásia, quando o general Taylor solicitou a presença dele.
— E a senhora sabe para quê, tia?
— Não, Mia, eu não sei. Seu tio nem sempre me conta o que acontece pelos arredores.
A conversa continuou fluindo normalmente, apesar do desconforto da princesa Anastásia. Gail anunciou que o almoço estava servido. O rei Carrick vai de encontro a Anastásia e a abraça.
— Olá Ana. – ela sorri corada retribuindo o gesto.
— Olá Carrick. – ela sai do abraço dele e Christian a puxa para os seus e beija sua testa. Ana o sente tenso.
— Está tudo bem?
— Sim, meu amor. – ele força um sorriso. – Vamos almoçar. – eles seguem para a mesa.
(...)
O almoço seguiu calmamente, mas a princesa Anastásia sentiu a todo instante que Christian estava um pouco distante. Ela estava preocupada com ele e com o que poderia ter acontecido que tirou seu sossego. Ela segurava a mão dele e sempre lhe oferecia um sorriso, uma mensagem silenciosa de que ela estava ao seu lado, sempre. Agora eles estavam no quarto e Ana retocava sua maquiagem para ir visitar seus pais e o príncipe estava deitado na cama, pensativo.
— Tem certeza que está tudo bem? – ela perguntou se aproximando dele e deitando ao seu lado. Institivamente ele a abraça apertado e cheira os cabelos dela.
— Sim, meu amor. É só questões a resolver a respeito da segurança do reino e dos negócios de meu pai. Não se preocupe. – ela o encara.
— Eu sempre vou me preocupar com você, você é minha vida. – declara ela e Christian a puxa para um beijo gostoso.
— Eu te amo tanto.
— Eu sei. Eu também te amo. Tem certeza que não quer ir comigo visitar meus pais?
— Outro dia vamos juntos, não estou muito disposto, vou ficar e descansar um pouco. – diz ele e ela assente, eles se beijam novamente.
O príncipe a leva para fora do palácio onde uma carruagem já a esperava. Ele a beija novamente saboreando os lábios carnudos dela. Afastam-se ofegantes, ele a ajuda a entrar na carruagem, beija a mão dela coberta pela luva de renda branca sem tirar seus olhos cinza dos dela.
— Não demore. – isso não havia sido um pedido. A princesa sorriu com o jeito mandão dele e a carruagem a levou.
A cidade estava movimentada aquela hora da tarde. A casa de seus pais ficava fora da cidade, perto das montanhas. O cenário urbano estava dando lugar ao verde da floresta. As flores nos caminhos cada vez mais vivas. O cocheiro parou e a princesa sorriu. Sua família já a esperava e até mesmo Hope estava ao lado deles. Ray se aproximou com Hope em seu ombro quando o cocheiro abria a porta da carruagem e ajudava a princesa a descer. Carla não conseguia conter a emoção ao ver a filha e José sorria saudoso.
— Ai meu Deus, minha filha, que saudades! – Carla a abraçou apertado, chorando.
— Mamãe. Papai. José. – ela chamou os dois e o abraço se tornou coletivo.
— Querida, sentimos tanto a sua falta, está tão linda. – diz seu pai.
— Está parecendo uma princesa. – diz José sorrindo arrancando um sorriso de Ana.
— Eu senti muitas saudades de todos. — Hope abre as asas para chamar sua atenção. Ela a pega. – E de você também, menina. – riu a princesa.
— Onde está seu marido, querida?
— Ele ficou descansando, pai. Mas prometeu que iria vir.
— Vamos entrar minha filha, eu fiz um bolo de chocolate do jeito que você gosta. – sua mãe sorriu carinhosamente e eles seguiram para casa.
(...)
As arvores e os arbustos escondiam o lugar. O relevo naquela parte era mais altas e por estar rodeado de arvores altas e ricas em folhas. Era difícil ser notado se não fosse observado de perto.
— Como você conseguiu encontrar esse lugar? – perguntou o príncipe Christian.
— No dia do seu casamento senhor, eu vi algo estranho na floresta quando voltava da baía. Ouvi trotes de cavalo e segui... então, eu o vi. – contava Taylor, observando o velho casebre abandonado na divisa da cidade dentro da floresta. Taylor o viu no dia do casamento do príncipe e o seguiu, mas o individuo quando percebeu que estava sendo seguido o despistou se escondendo na sombra com suas vestes negras e seu cavalo negro. – Infelizmente não conseguir captura-lo. Ele parece até mesmo uma sombra. Esconde-se na noite como se fosse a própria. Tem habilidades que subestima até mesmo as minhas. – murmurou o general estarrecido.
— Já fizeram a varredura no lugar? – perguntou o príncipe com raiva. Ele havia achado que essa ameaça já estava eliminada pela ultima vez em que ele tentou tirar sua vida. Mas com a noticia que Taylor lhe deu mostrou o quanto estava enganado e que corriam perigo.
— Sim, alteza. Encontramos algumas coisas, mas nada que pudesse nos ajudar nas buscas. Esse mascarado sabe exatamente o que está fazendo. Não deixa pistas e quando as deixa são descartáveis.
— Maldito! – o príncipe praguejou. – Quero este lugar em vigília. Quero que os soldados fiquem atentos para qualquer movimento em falso.
— Sim, alteza. Já providenciei isso. – o general fala. – Tem mais uma coisa.
— O que?
— Trabalho muito tempo para ti, alteza, e consigo identificar certas coisas pelos meus anos de experiência. Há um bom tempo venho tendo desconfianças com um dos nossos. Isso aconteceu por varias vezes com diversas desculpas em todas as vezes que o mascarado aparecia. No momento, se me permitir, não citarei nome, pois como falei, são apenas desconfianças. Investiguei e procurei informações sobre a vida dele e tudo o que encontrei foi o mesmo quando o recrutei para trabalhar aqui no palácio. Por prevenção, interroguei cada soldado e não conseguir obter absolutamente nada, mas a algo... – Taylor balançou a cabeça em negação.
— O que é Taylor? Fale.
— Teu pai anda recebendo cartas de ameaças. Quem está fazendo isso conhece vossa rotina e tudo o que acontece a nossa volta. Em uma dessas cartas ele menciona que mataria a ti e afronta tua integridade e em outras elas eram claras ameaças de ataque ao vosso reino. Está tudo muito confuso e claro ao mesmo tempo. – Antes do casamento de Christian e Anastásia o rei Carrick começou a receber cartas com ameaças a uma guerra para a tomada de suas terras que estava prosperando a cada dia. A princípio, o rei preferiu esconder da família e apenas o general Taylor sabia disso, mas tudo mudou quando elas chegavam constantemente e quando Christian sofreu o atentando que quase o levou a morte, do mesmo jeito que dizia em uma das cartas, onde ameaçavam seu filho. – Pode existir um espião entre nós. – o príncipe Christian arregalou os olhos. – Achei que isso tudo se tratava de sua esposa. A morte do príncipe Aron, a obsessão dele por ela e a tentativa de mata-lo. Mas vai além disso.
— Você acha que esse espião pode ser o mascarado?
— Ele é o único que anda plantando discórdias. Desde que ele apareceu nada mais grave se ateve por aqui a não ser as tentativas dele de abusar de tua esposa de tentar matar a ti e de ameaçar teu pai. – diz o general Taylor e o príncipe passa as mãos no cabelo nervosamente.
— Nenhuma palavra com os demais. – ordenou o príncipe. – Apenas meu pai e Elliot devem saber e mais ninguém. Certifique-se que isso fique entre nós. Quanto antes encontrar esse desgraçado melhor. – diz ele com ódio mal contido nos olhos e segurando as rédeas de seu cavalo galopou para longe dali.
O príncipe chegou ao palácio e não encontrou ninguém no caminho e suspirou aliviado. Ele mentiu para Anastásia que iria descansar para que ela não soubesse o que ele pretendia fazer. Agora que a Anastásia o pertencia ele não deixaria que nada de mal acontecesse com ela. Protegeria sua amada de qualquer forma. Assim como jurou diante de Deus. O príncipe estava tenso e preocupado sobre todas as informações que recebeu hoje e ele sabia que não era o único. Foi uma surpresa para ele saber que seu pai estava sendo ameaçada durante todo esse tempo e mais ainda com a hipótese de existir um espião entre eles. Por um momento permitiu-se pensar que depois que casasse com Ana não haveria mais intrigas e ameaças, assim como dizia a profecia do anel, mas estava enganado. Ainda existia um assunto pendente que precisava ser resolvido.
(...)
— Oh Deus, mãe, que saudades eu estava de tua comida. – murmurou a princesa em um suspiro enquanto saboreava um pedaço de bolo.
— Creio que lá no palácio comerá do bom e do melhor.
— Mas nada se compara a tua culinária, mamãe. – ela sorriu. – Como vão as coisas por aqui?
— Está tudo indo bem, filha. Teu marido foi muito bondoso ao nos presentear com um galpão para que transformar em uma loja de tapetes. – A princesa franziu o cenho em confusão.
— O lugar ficou lindo, Ana. Devo admitir que teu príncipe ganhou pontos comigo. – diz José sorrindo arrogante. – Não deixou que nós arcássemos com nada.
— Christian é um bom homem, José. Confesso que fiquei surpresa ao saber disso. Ele não tinha me contado nada.
— Você não sabia? – perguntou seu pai.
— Na verdade, não. – ela sorriu. – Christian me surpreendeu. Eu havia pensado em algo assim, mas acho que antes de falar ele leu minha mente. – ela riu.
— Não está incomodada com isso, querida? Quer dizer... ele está nos tratando como se fossemos nobres também.
— Por que não trataria mamãe? Vocês são minha família e não é porque me casei com um nobre da realeza que irei virar as costas para vocês. Eu não sou assim. – murmura indignada.
— Desculpe-me filha, não quis ofende-la.
— Tudo bem, mamãe. Só não pense mais assim, por favor. – pediu ela e sua mãe ficou em silencio constrangida. Ray pigarreou quebrando o silencio que havia se instalado.
— Não fique chateada, Ana. Sua mãe não falou por mal é que... – Ray coçou a cabeça sem saber como falaria. José permaneceu quieto, mas vendo a hesitação do tio, resolveu falar:
— Eles estão com medo Ana. Sua vida vai mudar daqui para frente. E eles acham que podem te perder para esse novo mudo de riquezas que o príncipe vai te oferecer.
— O que? Não! Não pensem assim, por favor. – Ana se desesperou. Sua família era a coisa mais importante que ela tinha e a ideia deles pensarem que seriam excluídos de sua vida a apavorou. – Não é só a minha vida que irá mudar a de vocês também. Prometo que irei fazer de tudo, irei dar conforto a vocês.
— Mas não se trata disso, minha filha. – sua mãe diz ao se aproximar e pegar suas mãos. – Não nos importamos com dinheiro, luxo... vivemos assim a tanto tempo e isso nunca foi um problema. Sempre conseguíamos dar um jeito. Só não queremos que nossos laços sejam quebrados. Ana, você pode ficar deslumbrada com tudo o que vai encontrar e não é a primeira mulher que se casa com um nobre e se esquece de suas virtudes...
— Mãe, eu não...
— Não estou dizendo que isso vai acontecer com você, meu amor. Só estou pedindo que nunca se esqueça de tudo o que nos ensinamos. – os olhos da princesa estavam marejados, Carla abraçou a filha apertando sentindo-a fungar em seu pescoço.
— Eu jamais me iludirei mamãe. O que passei no palácio foi um aprendizado para mim e amadureci e reforcei todas as minhas crenças e isso jamais será vendido... por nenhuma riqueza e luxo. Quando estava na peleja tudo o que eu pensava era que um dia voltaria para casa, para minha família. Agarrei-me as minhas esperanças e a todos os ensinamentos que a senhora e o papai me ensinaram e tudo o que eu posso dizer é que me orgulho das minhas origens. – A princesa Anastásia segurava o choro. Carla estava emocionada pelas palavras da filha assim como Ray e José. Todos ali sabiam de sua integridade e todo o seu sofrimento devido ao tempo que passou no palácio. Mas ela era mãe e amava incondicionalmente sua filha e era seu dever alerta-la.
— Ah, meu bebê, te amamos tanto. Sentimos tanto orgulho de ti, na mulher forte que se transformou. – Ana se afastou um pouco dela e sorriu. Olhou para seu pai e logo o abraçou.
— Só queremos protege-la filha.
— Eu sei meu pai. E eu os amo muito mais por isso. – ela voltou ao seu lugar enxugando suas lagrimas com um lenço. – Agora sem lágrimas. Não vim aqui para isso. – ela riu.
— Você sempre foi chorona priminha. – provocou José, que estava com os olhos brilhando de emoção, admirado.
— Eu também amo você priminho. – ele riu. – Ainda não me contou nenhuma novidade sobre você. – ela perguntou erguendo uma sobrancelha sugestivamente.
— Hm, e não tenho nada para contar. Por que teria? – murmurou envergonhado.
— Tu estas corado! – Ana apontou. – Ai tem coisa, ande, fale logo!
—Oras, não é nada sua intrometida! – resmungou ele e Anastásia gargalhou.
— José está namorando, filha.
— Tio!
— Eu sabia! – ela riu ainda mais e ele ficou constrangido. – É com Hannah, não é?
— Sim, é com ela! – um pequeno sorriso se abriu em seus lábios ao lembra-se dela. Ana foi até ele e o abraçou; feliz.
— Estou tão feliz por ti! Hannah é uma boa moça e gosta de ti e sei que você a fara feliz.
— Obrigado, Ana. Acho que devo isso a ti! Se não fosse por você jamais teria conhecido ela. – Ana beijou a bochecha dele. – Hoje a levarei para o show de magicas que terá na cidade. – ele riu leve.
— Isso é maravilhoso! – sua alegria era contagiante. – Agora só fata Hope se engraçar com um macho de sua espécie. – Hope abriu as asas e assobiou arrancando risadas de todos.
(...)
À tarde com sua família havia sido incrível. A princesa Anastásia se sentia bem consigo mesma. O medo de sua família a pegou de surpresa, mas ela entendia o porquê deles estarem se sentido daquela forma. E de uma coisa Ana tinha certeza: jamais perderia sua essência. A princesa se encontrava na carruagem voltando para o palácio e sorriu ao lembrar que seu amado estaria a sua espera.
Chegou ao palácio e desceu de sua carruagem com a ajuda do cocheiro. Seguiu para dentro e foi direto para o quarto sem parar para falar com ninguém. Seu coração batia descompassado no peito e músculos ocultos de seu ventre se contraiam. Ana aprendeu a dias atrás que isso era o seu desejo se aflorando. Chegou aos seus aposentos e aquiesceu com a visão que seus olhos encontraram. O príncipe Christian estava deitado de costas com seu peitoral a amostra apenas com um calção deixando suas pernas cumpridas e torneadas de fora. Seu semblante estava sereno, como a de um anjo. Seus cabelos cor de cobre espalhado pelo travesseiro e um de seus braços estavam descansando atrás de sua cabeça deixando os músculos evidentes. Anastásia mordeu os lábios ao encontrar o caminho da felicidade com uma camada fina de pelos descendo pela barriga dele e desaparecendo com aquele pedaço de pano cobrindo. Aos poucos e com um pouco de dificuldade, foi se livrando de suas roupas até ficar apenas de anágua. Aproximou-se da cama e engatinhando por ela até está sobre o corpo de Christian. A respiração dele estava tranquila e Ana admirou-o um pouco mais. Seus lábios desceram pelo pescoço dele, beijando e mordiscando levemente, o príncipe soltou um suspiro baixo. Ana continuou descendo os beijos até chegar ao peitoral dele onde intensificou seu ataque de beijos, chupadas e mordidas. Christian continuava suspirando de olhos fechados. As mãos da princesa passeava pelo corpo dele, sentindo a pele esquentando a medida que seus beijos seguiam o caminho da felicidade.
— Ana... – a voz rouca de Christian a fez parar. Olhou para cima e o viu a observando, ofegante. – O que está fazendo? – seus olhos estavam escuros e sua cara era de alguém que tinha acabado de acordar apesar do desejo explícito.
— Você disse que me ensinaria! – ela sussurrou e começou a descer o calção dele. O membro do príncipe se encontrava ereto, Ana mordeu os lábios ao vê-lo daquela forma. – Quero aprender a dar prazer ao meu marido. – Christian gemeu ao vê-la lamber os lábios. Qualquer vestígio de cansaço havia sumido dando lugar ao mais puro e carnal desejo. O príncipe levou sua mão ao membro atraindo a atenção de Ana para aquele ponto de seu corpo, começou a se acariciar devagarinho.
— Você quer me dar prazer, baby? – ele perguntou rouco e sensualmente. Ana não conseguia desviar seus olhos daquele membro branquinho com a cabeça rosada apontando para ela. Sua boca salivou.
— Q-Qual a diferença da boca de uma mulher para a vagina? – ela gaguejou ao perguntar. Christian arregalou os olhos com a pergunta repentina dela.
— Quê? – seus movimentos pararam.
— Qual a diferença? Quero saber! – seus olhos se fixaram nos cinza dele e sua mão foi de encontro à dele sentindo entre ela a carne dura e quente. – Quero fazer tudo relacionado a sexo com você! Todas, sem exceção. Inclusive colocar minha boca aqui. – sua cabeça se abaixou até a altura do membro dele e ela passou a língua em seu pré-gozo, Christian gemeu, ofegante ao sentir aquele contato. – Mas antes, quero saber a diferença.
— A vagina de uma mulher... – começou ele com dificuldade em controlar sua respiração. O suor saia de suas têmporas. – ela abraça todos os pontos do membro de um homem. Engole o todo sem deixar de sentir cada parte da pele e sem deixar nenhuma de fora. Contrai-se ao redor e o aperta. – Ana começou a movimentar sua mão sobre o membro dele, ela sentia a sua excitação escorrendo por entre as coxas.
— E a boca?
— A boca é por meio de uma sucção forte ou leve. Às vezes, não consegue engolir tudo e sentir cada ponto. Mas ambos são gostosos e dão prazeres indescritíveis. – ele revirou os olhos quando ela começou a movimentar a mão ao redor de seu pau; forte. Seus quadris se movimentaram e ele gemeu. – Oh... Isso... Mais Ana, assim está gostoso.
— O que você quer? Minha boca ou minha vagina? – a rouquidão na voz de Ana era carregada de desejo.
— Eu... eu... – os quadris do Christian se movimentavam. – Oh... eu quero os dois... Quero sua boca... – Ana não perdeu tempo e o envolveu em sua boca. Ele era quente, duro e macio ao mesmo tempo. Seu gosto era maravilhoso. O cheiro de homem e sexo entrou por suas narinas a fazendo delirar. – Oh que delicia! – Christian envolveu com duas mãos a cabeça de Anastásia a segurando no lugar. Querendo que ela sentisse o quanto estava excitado por ela. – Me chupa gostoso, amor. – Christian estava surpreendido com a ousadia de sua esposa. A fera dentro dela estava solta. Com um pouco de dificuldade com aquele membro enorme em sua boca Ana o chupou deixando sua saliva escorrer para que ele ficasse escorregadio por seus lábios. Anastásia chupava o membro de seu marido como se fosse a coisa mais saborosa que existisse. Ela começou a rodopiar a língua por sua glande rosada e apenas usar seus lábios para dar pressão. Ana continuou com suas mãos na base do membro dele e incitava-o com os movimentos, ela não conseguia engoli-lo por inteiro e a parte que ficava de fora estimulava com sua mão. Christian gemia cada vez mais alto sentindo a língua quente dela lambuzando todo o seu membro em movimentos de vai e vem, ora rápido e forte, ora suave quase torturante. Suas mãos ainda se encontravam enroladas no cabelo dela incitando-a a continuar com os movimentos sem perder o ritmo. Christian estava prestes a gozar, sentindo suas pernas tremerem com o tremor que percorreu sua coluna indo de encontro a um ponto especifico de seu ventre. Contraindo os músculos. Mas Ana o frustrou tirando sua boca de seu membro. – Anastásia! Porque fez isso? – sua respiração forte e entrecortada quase não o deixando terminar a frase. O príncipe Christian sentia seu coração batendo descompassadamente no peito e por um momento temeu por sua vida com a forma descontrolada que ele batia.
— Você quer isso? – ela estava sendo provocativa.
— Amor, eu quero gozar... me chupe... – ele soou desesperado. Seus olhos estavam fixos nela. Ele podia sentir o cheiro da excitação de Anastásia. Prontamente, a princesa atendeu o seu pedido. Com uma sessão de sucções fortes sem perder o ritmo rápido, as bolas dele se enrijeceram assim como corpo dele e um urro animalesco saiu do fundo da garganta do príncipe quando atingiu seu clímax. – Ai... que gostoso. Ana... meu Deus... isso foi incrível! – ele a olhava admirado enquanto passava a língua pelos lábios, limpado os resíduos de seu sêmen. – Não sente ânsia? – ela nega. – Não esperava isso de você, querida. Para algumas mulheres é difícil fazer isso.
— Elas não gostam? – a curiosidade da princesa estava ativada.
— Algumas delas se sentem envergonhadas e humilhadas e até mesmo usadas. Demora um tempo para que se adaptem a essa forma de dar prazer. – ele se apoia no cotovela para observa-la.
— Muitas mulheres já fizeram isso com você? – o tom de ciúmes estava presente na voz de Anastásia. Por um momento Christian preferiu não ter tocado no assunto.
— Ana, eu sou homem e não posso negar que já tive varias relações sexuais com outras mulheres. Mas era apenas isso: sexo. Temos que descarregar nosso sêmen para sermos saudáveis. – explicou ele. – Só que agora há uma diferença: hoje eu não faço mais sexo, eu faço amor com a mulher que eu amo. E é apenas com ela. – sua sinceridade arrancou um largo sorriso de Anastásia.
— Eu também te amo. – ela fixa seus olhos neles. – E ainda tem mais! – Christian arregalou os olhos ao sentir o desejo profundo de sua mulher transmitida naquela frase. Rapidamente, se sentou na cama e a pegou pela cintura fazendo monta-lo.
— Vem cá, vem! Tenha-me! Dê-me tudo de você. Deixe-me senti-la profundamente no seu corpo e sinta o quanto eu te amo e desejo quando eu estiver lhe proporcionando prazer. Quero admira-la quando estiver no auge do seu orgasmo e quando chamar pelo meu nome. Você é minha! – Christian colocou a boca no bico do seio durinhos dela e chupou forte passando sua língua e raspando seus dentes de leve. Ana jogou a cabeça para trás saboreando da sensação que surtiu efeito em seu sexo pulsante. Ainda chupando o seio dela, ele levantou a anágua que ela usava e a penetrou sentindo-a toda molhada e foi fácil deslizar pela cavidade dela. Seu membro latejou e endureceu instantaneamente sentindo o calor abrasador da vagina dela. Ambos gemeram com o contato, pareciam que estavam a dias sem sexo. A boca esfomeada do príncipe foi de encontro ao outro seio enquanto sua mão apalpava o outro.
— Oh... que gostoso... gostoso... – os movimentos frenéticos que Ana fazia os levavam a loucura. Iam e voltavam de uma inercia de prazer, chegando ao abismo do desejo e se jogando abaixo dele e retornando a realidade para logo mais se jogarem novamente naquele desejo infinito sentido um pelo outro. Desejo, paixão e principalmente amor definiam o estado daquele casal. O quarto era preenchido pelo cântico do prazer transmitido por eles. Pele suadas agarradas uma na outra, mãos passeavam por seus corpos apalpando cada lugar que tocava. Ligados intimamente, beijos desesperados e molhados na busca desenfreada pelo gozo. – Estou perto! Estou perto! – gritou a princesa, delirando.
— Você é só minha! – rosnou o príncipe forçando seus quadris para cima. – Vem comigo, amor! – ele gritou, sentindo seu corpo desfalecer em um gozo intenso. Ana o acompanhou gritando seu nome.
O príncipe deixou seu corpo se afundar no colchão com sua amada em seus braços com o seu membro ainda dentro do corpo dela. Eles buscavam desesperadamente recobrar a consciência e controlar a respiração. Anastásia se aninhou ao peito dele respirando fundo o seu cheiro misturado com o dela e suor.
— Você sempre me surpreende Ana.
— Eu estava louca de tesão! – diz ela, baixinho. Christian riu.
— Eu percebi! Eu sempre fico com tesão quando estou com você! Ainda sinto meu membro duro. – foi a vez dela rir.
— Desculpe-me por interromper seu sono. – ela o encarou. – Sei que estava cansado, mas não resistir, precisava de você! – ela beijou o peito dele.
— Adorei ser interrompido dessa maneira e vou adorar se isso virar um hábito. – ele riu e depois sua expressão ficou séria. – Aconteceu alguma coisa?
— Não, não! Só senti sua falta! – ela apoiou o queixo no peito dele, Christian fazia cafune nos seus cabelos castanhos.
— E os seus pais? Como estão? Espero que eles perdoe-me por não ter ido vê-los.
— Estão todos bem! Eles me contaram o que você fez! – ela estreitou os olhos e ele sorriu amarelo. – Por que não me contou?
— Era surpresa! Gostou?
— Eu amei! Eles me disseram que o lugar ficou magnifico. Obrigado, meu amor. Obrigado por fazer isso. – sua boca foi de encontro a dele. O beijo começou lento, depois se intensificou. Selvagem e gostoso. Ana balançava os quadris levemente enquanto se beijavam com fervor. O membro de Christian foi crescendo dentro dela e o desejo se acedeu como um vulcão entrando em erupção. Deixando a conversa de lado, ambos partiram para uma noite tórrida de sexo e declarações de amor.
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