Boemia

A noite escura de insana loucura

Tas a tona a mediocridade pura

Da qual há muito havia esquecido.

O vento frio que bate na porta

Abri a janela das sombras brota

O sentimento que em outrora já havia perdido

A lua cinza... Cinza de traz das nuvens

Nebulosas que rebata e me maltrata

Que atormenta-me e me afaga

A hipocrisia mórbida do silencio da palavra

A neblina densa da alma que transparece

Que me prende que me mata

A alma escura que de duas colunas se afasta

A noite escura da loucura já esquecida

O vento frio das sombras que brota

A lua cinza a maltratar apalavra que se cala

A neblina densa da alma que se afasta,

Que me prende me afaga e me mata.

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Circulo

Como posso desistir

Como posso compreender

De viver

O mundo

De morrer

O universo

De amar

O destino

De odiar

Os complexos.

De me machucar.

Como posso me dominar

Louca

Insana

Humana

Inconscientemente um simples analista.

Como posso transmitir

Como posso me transformar

Ilusão

Em bicho

Realidade

Bruxo

Verdade

Psico

Segurança

Insana

Proteção

Racional.

Indagação.

Em um ser.

Como posso ser tudo e não ser nada

Como posso em tão poucas palavras

Sem nexome perder,me encontrar

Sem perceber!

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Enlouqueço em meio a verdades distorcidas

Coisas que me pergunto

Coisas que não explico

Coisas por onde me insisto

Logo vou me perdendo

Com tudo me sinto bem

Nem sei o porquê, mais me sinto bem

Quem sabe o porquê? Nada me faz entender

Coisas que me retiro

Coisas que nem sei.

Coisas que nem percebo

Logo vai tudo se destruindo

Logo vou perdendo o senso

Logo vou me desligando do mundo

Vou me perdendo e me achando

Vou me lembrando e esquecendo

Vou morrendo e morrendo

Vou me transformando

Vou enlouquecendo em meio às verdades distorcidas

Vou me consumindo.

Coisas que não digo

Coisas que não penso

Coisas que não faço

Logo tudo vai se afastando

Vou me distanciando de mim mesma

Logo você percebe

Logo vai ver

Logo não entro em conflito

Com tudo você se pergunta

E se pergunta se isso já basta?

Com tudo eu não transmito,

Não transmito a verdade

Com tudo, tudo fica como antes

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Esboço

Vejo as nuvens no céu escuro

Sinto o vento frio a me cortar

Enquanto me sento na varando...

O olhar perdido, nos carros que vem e vão

Distraídos, fumantes em fumodromos

E a morte a espreita esperando o melhor suspiro...

Falo grito, mas poucos me escutam

Palavras vãs a voar

Frases indiferentes gritarei sem Cesar

E sussurrarei “já não da mais”

Ele viu, se perdeu, se escondeu

Gritou e chorou

Sumiu no mundo covarde, “escute”

E sussurrou no seu ultimo suspiro... ... ... ... ... ... ...

Sussurrarei pela ultima vez

A frase que me aperta o peito

Sussurrarei pela ultima vez

A dor que atormenta minha mente

Sussurrarei pela ultima vez

A palavra que dilacera minha alma

Sussurrarei pela ultima vez

Para o mundo as historias das minhas e das tuas mãos

Sussurrarei... ... ...

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06/12/2010 02:48

Havia um homem na estrada

Sentado na calçada, de, sobretudo todo azul

Havia um homem na estrada

Coberto pela neblina, na escuridão

A cada passo meu ele se distanciava

A luz do luar não o penetrava

Havia um homem na estrada

E o meu olhar não o alcançava

Eu estava na estrada, mas não estava

Eu caminhava, mas não andava

Eu o observava, mas não olhava

Eu não estava La, mas a alma estava

Havia um homem na estrada

Estava sentado na calçada

Olhava o infinito, finito

Havia um homem na estrada

E eu o observava da janela do part-hotel

Havia um homem na estrada cada passo meu ele se desfazia

Não havia nada na estrada

Eu caminhava e a sombra se desfazia

Havia algo na estrada

Havia um homem na estrada

Na entrada da vida que se deslanchava

Eu não estava na estrada, na entrada.

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Eu vi um assalto!

Havia um homem na esquina

Dormindo na guia

Tinha cabelos grisalhos

A barba cerrada, os olhos caídos

Dormia sentado, tão pouco vestia

Não me viu, apenas sorriu

Falou sem hesitar direto pra mim.

“O tempo passa, os anos passam

Nada e pra sempre, tudo é eterno

A vida acaba. E a morte e aguardada

“O dia se foi mais o sonho não...”

Escute! Havia um homem na esquina

Dormindo na guia...

Duas pedras amarelas!

Pude ver seu brilho, a arma!

Seguindo o caminho, caminhei

E a andar devagar, observei

Deslizei sobre nuvens, e cantei

Chorei, as estrelas gritei

E desci, com saudades lembrei

E voltei à crueldade, saltei.

Será que eu vi de verdade o homem na esquina?

Será que ouvi a bala penetrar a costela?

Será a ilusão realidade?

Pois sonhei com uma vida de amante, e despertei

Morri, pois não sei se um dia vivi,

Mas sonhei com o castelo amarelo, que transformei.

A onde estou? Esta tudo mórbida

O que faço aqui? Estou paralisada

Não sei pra onde vou.

Pode parecer delírio, mas eu vi mesmo um homem na esquina ou quero ter visto, não sei qual e a diferença nessa etapa da vida

Não existe fim!Estou presa no começo e não consigo chegar ao meio penso sempre em pular e chegar ao fim ao ponto

Porque a pontuação e tão importante afinal?

Eu tenho apenas um cigarro, mas o que importa, talvez não precise mais deles, talvez!

Não tenho propósito, não existe vida em mim, sou um fungo, um parasita, não sou nada, nada.

Se não a propósito, não a porque viver

Viver sem propósito é o mesmo de morrer por inanição

Que merda de comparação

A quem eu quero enganar, o mundo já deu muitas voltas, e eu ainda estou no mesmo lugar, que porra de crise existencial, quando será que ela vai passar?

Não importa, nada importa não agora, não mais. O ponto!

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Evidencias

Não, não estou normal

Não no que você acha normal

Vejo tudo como um distinto analista

Viro a cabeça e planto bananeira

Essa revolta sem futuro, de falsos anarquistas

Sem sentido destruindo tudo

Comunicando a todos esse sentimento

Mais nem sempre consigo entender

Punks revolucionários

Diferentes vandalismos

Quem conseguiria impedir ou retardar?

Anarquistas, punks

Revoluções sem propósito?

Evoluções necessárias?

Grito sem parar, gritando sem arar esse nome

E as perguntas chegando enquanto como maçã

E grito sem parar e repito sem cessar esse nome

Dizendo como um distinto analista

E viro a cabeça enquanto planto bananeira

Mais isso tem sentido?

Punks, Anarquistas

Hard core, Vandalistas

Revoluções, Evoluções

Nada e o que parece ser

APENAS ACREDITE

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Historia distorcida

Lucidez, hoje fiquei lúcida por algumas horas.

Precipitar, me precipitei em dizer tais palavras.

Ilusão, ontem me iludi achando que seria capaz.

Manipular manipulei pessoas a minha volta.

Criei expectativa que seguiria adiante, criei.

Amei, meu ser transbordou então perdi o amor.

Sonhei, com os pássaros na janela de meu quarto.

Gritei, vi minha alma imunda gritar por mim.

Amanheceu do outro lado da rua

Mas a lua ainda estava sobre você

Anoiteceu na esquina de sua casa

Mas você não acreditou nas estrelas

Hoje vi que faltou um ponto

Nas historias que escrevi

Rigidez, ontem foi rígida por alguns segundos.

Despertar despertei ao ver que tudo morria em mim.

Tentação, hoje fui tentada a continuar.

Condenar, me condenei ao saber que iria parar.

Abandonei o meu ser errante, vibrante

Compliquei a vida e suas conseqüências.

Suportei o seu olhar a me recriminar.

Desejei que o tempo voltasse.

Lamentar, as palavras que não falei.

Abri os braços a te encontrar.

Cantar, aqui cantei as versões.

Olhei teu olhar a me banhar.

Mudar mudei para te encaixar.

Ouvi as letras mais belas.

Declamar, declamei nessas folhas, que criei, sonhei, gritei, desejei, cantei, olhei, e amei.

Pois o amanhecer chegou e brilhou

A lua iluminou a varanda

E eu da janela a te observar

Não precisei imaginar, mas chorei

Chorei a pensar que não poderia continuar.

“O Horizonte a observar nos dois a nós amar.”

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Mente proibida

Na segunda semana do dia seguinte

Nos queríamos deteriorar

Quero viajar no túnel da minha mente

Como se não houvesse mundo

Capricornianos são insanos!

Cobertura de chantilly com morango por cima

Desigualdade oprimida, complicando a vida

Mente subtraída...

Com grau de matemática avançada,

Quanto é? 3:5. 7-10²+3

Isso é só matemática

Mente proibida.

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“O Tempo”

Me vi em outro mundo, a transfigurar as nuvens

Inventando sonhos, perdida no tempo obscuro

Me vi em outro mundo, a modificar o ar

Dividindo o futuro, querendo transportar os sentidos.

Hoje vi você fugir e assim perdi

Hoje vi tudo que seria distante

Podemos manter a cortesia, mas a educação parece tão hipócrita a esse ponto

Perdemos os dias fingindo monotonia

Vomitando nos becos imundos da cidade

Relembrando os silêncios na madrugada escura

Dias que nem vale apena datas

Será que e fácil fugir, sumir, brincar com o que não se vê

Será que fácil aceitar que o tempo se foi mais uma vez.

Me vi em outro mundo onde pude parar o tempo e me perdi

Me vi em outro mundo onde quero voltar e terminar o sonho que ficou pra traz

Me vi em outro mundo, querendo transportar os sentidos

Será que é fácil aceitar que o tempo se foi?

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Pensamentos longínquos

A fumaça do cigarro no ar, me lembra de dias distantes.

A inocência contida nas ruas sujas, e nos becos imundos de uma cidade de concreto.

Distrações e comentários sem sentido

Corações partidos, e migalhas de uma vida distorcida

Canções sem emoção te dizem que a vida passou.

Ando em jardins encantados de mundos distantes

Sinto o perfuma das plantas, e o ar molhado do jardim que criei e cultivei.

Saio ao portão vejo as pessoas tristes em seus mundinhos, infelizes olhando pela grade a vida livre, se repreendendo.

Caminho pelas ruas desertas olhando o lindo céu azul sobre mim, um vento gélido a me cortar quero gritar.

O sol se foi, se escondeu nas nuvens, ou foi descansar nas montanhas de minha mente insuficiente

Porque foi? Porque se foi?

Viro a esquina trombo com pessoas agitadas, apressadas, a correr, se esconder do tempo.

O tempo!

O cigarro a queimar no cinzeiro.

Cinza são as tardes de outubro em meu mundo, nebulosas tardes

Nas noites quentes lembro-me da infância

O sorriso frio da madrugada longa.

O tempo passa!

E todas as flores de meu jardim floresceu, com a lua cheia a preencher o ponto vital do céu negro.

Hoje as folhas caem uma a uma em meu quintal

E o sol não brilha mais com tanta intensidade, mais a montanha ainda está lá.

Saio, a chuva me pega a surpresa

A chuva a molhar meu ser preenche o vazio de minha alma

A alma, não mais a mesma alma.

O cigarro queimou, e a fumaça já cessou

Pois a minha mente se fechou.

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Pouco

Não é o bastante, nada e o bastante

Tudo é pouco, pouco de mais pra se segurar

Pouco o ar em minha volta

Pouco as pessoas ao meu redor

Pouco o amor que me embala

Pouco a saudade que me aperta o peito

Tudo e pouco, pouco de mais pra se apoiar

Nada e o bastante, nada, nada

Agora sei que a mediocridade do meu ser e forte o bastante

E assim deixa a neblina cobrir a minha alma

Agora vejo através da densa complexidade hipócrita

E nada é o bastante, tudo e pouco, tudo e fraco

Fraco de mais pra suportar, a dura realidade atrás das paredes de carvalho

Falido de mais contra o mundo errôneo e tudo que nele existe e extingue

Falso de mais pra encarar a ironia da loucura em mim

Fraco de mais, e por isso fujo

Fujo de tudo e todos. fujo de mim

Fujo pra longe ao longe é isso e pouco

Pouco pra mim e pra ti

Pouco pro mundo e assim pouco pra ele

Tudo e pouco, pouco pra ver a vida e nela ver quão você e pouco.

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Ser

Somos quem queremos ser

Com medo de não saber

Mais com a certeza de querer entender

Quem sou? O que sou?

Nada parece ser o que é

Tudo se complica na escuridão

Tomo de mim o que digo, e de você o que sou

Pois tudo a uma simples e singela, inexplicável conclusão.

Sou louca pela loucura humana

Sou quem digo ser

Apenas sou o que não quero ser

Pois sou aquela que te denominou

Louco por viver as loucuras dos outros

Nem posso dizer que...

Digo o que não digo

Pois o que não digo é o que digo

Sou apenas o que você quer que eu seja

Pois sou tudo o que não quero ser

Sou apenas um simples ser!

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