Um Pesadelo Chamado Kikyou
3 Inimiga interna
Kouga segue Miroku até umas das celas de prisão e Mushin e Kaede vão atras para ver o que é, e ao entrar nela, Miroku pega uma pasta onde tinha alguns recortes de jornal e mostra para Kouga.
KOUGA — Mas somos nós.(olhando os recortes)
MIROKU — Ao que parece a Kikyou, dona dessa pasta, tinha uma fixação por nós dois... veja só como ela contornou os nossos rostos em todos os recortes.
KOUGA — Mas o que isso tem haver com o caso?
MIROKU — A dona dessa pasta é a mesma que sumiu misteriosamente na enfermaria... eu quero ver esse caso mais de perto.
MUSHIN — E ela era parceira de quarto da Kagura.
KOUGA — Mas por que se preocupar com ela? Ela é uma novata, eu nunca ouvi falar nela.
MIROKU — Eu to com um mal pressentimento de tudo isso, Kouga... ela pode ser uma novata, mas mesmo assim eu vou atras dela.
KOUGA — Os outros cuidam dela e alem do mais não sabemos se foi ela que fez aquilo na enfermaria.
MIROKU — Errado! Nós não sabemos se não foi ela... vá se encontrar com os outros policiais e ver se pegaram a Kanna ou se é um boato.
KOUGA — O.k.!(ele vai embora e nesse momento Kaede chega perto de Miroku)
KAEDE — Eu tenho uma coisinha para falar dela.
MIROKU — O que, senhora?
KAEDE — A Kikyou era voluntária em um projeto de uma maquina estranha.
MIROKU – Maquina?! Que maquina?
MUSHIN — Eu falo se o senhor prometer sigilo... promete!
MIROKU — Se não for nada de ilegal.
MUSHIN — A verdade é que essa instituição foi escolhida pelo governo para um projeto secreto que consistia em desenvolver a percepção extrasensorial das pessoas.
MIROKU — Mas isso não é perigoso?
MUSHIN – Sim, e por isso o governo quis fazer isso em uma penitenciaria.
MIROKU – Claro, assim se alguma coisa desse errado ninguém sentiria falta das detentas.
MUSHIN — Eu não posso confirmar isso oficialmente, mas todos sabem que a maioria dessas detentas não tem família ou se tem nunca aparecem.
MIROKU — Tudo bem eu não vou falar nada afinal isso é coisa do governo, mas era só a Kikyou que fazia esses testes?
MUSHIN – Sim, as outras não tinham coragem, mas a Kikyou não só fazia com também gostava... e se o senhor quiser mais detalhes é só falar com o Dr. Toutoussai.
MIROKU – O.k...hã, senhora Kaede, por favor me pegue a ficha da Kikyou.
KAEDE — Está aqui!(entrega alguns papeis) — Tem tudo aí... o endereço correto, mas o telefone é de uma vizinha, pois na época em que foi presa a casa não tinha telefone e os dados não estão atualizados.
MIROKU — Obrigado senhora, agora vou falar com o Dr. Toutoussai.
Miroku foi ao encontro de Toutoussai e enquanto isso na casa de InuYasha, ele e Kagome estavam dormindo na mesma cama depois de fazerem amor e não sabiam de nada do que estava acontecendo com Kikyou e no meio da noite Kagome acorda com um susto achando que tinha ouvido alguém do lado de fora, mas ao se levantar notou que a porta estava trancada e que lá fora estava tudo silencioso então sendo assim Kagome foi para a cozinha pegar um copo de água e ela estava sorrindo, pois estava com o homem que amava e ficava observando pela janela que o céu estava estrelado e essa sensação era muito agradável, pois ela sentia que tudo em sua vida iria melhorar assim que se casasse com InuYasha e depois de ficar admirando as estrelas ela se virou e levou um susto em ver Kikyou na frente dela.
KAGOME – Kikyou?!( com o susto ela deixa o copo de água cair no chão)
KIKYOU – Oi, maninha, não consegue dormir? Consciência pesada? Mas você não tem isso, não é?
KAGOME — Como entrou aqui? Não devia estar na cadeia?
KIKYOU — Eu posso ir aonde quiser, minha cara irmã.
Kagome, vendo o sorriso maligno de sua irmã, se afasta dela e vai falar com InuYasha que estava deitado na cama e Kikyou apenas ria da situação vendo o desespero da irmã.
KAGOME — InuYasha acorde! A Kikyou está aqui... hein, InuYasha, acorde.(mas ele não acordava e Kikyou acaba de aparecer no quarto)
KIKYOU — O nosso querido InuYasha tem um sono pesado, não acha?
KAGOME — Foi você, não é? O que fez com ele?
KIKYOU — Com ele? Nada! Mas deveria se preocupar mais com o que vou fazer com você.
KAGOME – Kikyou, pare com isso, está me assustando.
KIKYOU — E é para assustar mesmo, eu vou acabar com você.(Kagome corre para a janela para pedir socorro para os vizinhos)
KAGOME — Socorro! Por favor alguém me ajude!(ela gritava desesperadamente)
KIKYOU — Não adianta, irmãzinha, ninguém vai poder ajuda-la... nem os vizinhos e nem a polícia e nem ninguém.
KAGOME — O que vai fazer comigo?(estava apavorada com o olhar de Kikyou)
KIKYOU — Você verá.
De repente Kikyou faz aparecer um taco de beisebol na sua mão e com isso ela vai para cima de Kagome, que apenas grita e na verdade tudo isso não passa de um pesadelo, pois Kagome está se debatendo na cama o que chama a atenção de InuYasha.
INUYASHA — O que foi amor? Foi só um pesadelo.(mas ela não acorda)
KAGOME — Pare! Pare! Pare por favor.(continuava a se mexer sem abrir os olhos)
INUYASHA – Acorde, Kagome, por favor acorde, é só um pesadelo... está me assustando.
KAGOME — Socorro! Por favor me ajudem por favor alguém me ajude.(gritava sem conseguir abrir os olhos)
INUYASHA — O que será que houve com ela?
Os gritos de Kagome pedindo ajuda assustaram os vizinhos que até pensaram que InuYasha a estivesse agredindo, mas eles perceberam que ela parecia estar passando por uma crise de nervos, pois gritava sem para e pedindo por ajuda, mas não tinha nenhum ferimento e logo InuYasha a levou para um hospital e Kikyou ainda no alto do morro via tudo com um sorriso.
KIKYOU — Bons sonhos minha cara irmãzinha, mas agora eu vou cuidar dos outros dois.
Kikyou tinha a intenção de fazer com Miroku e Kouga a mesma coisa que fez com Kagura e Kagome, mas ao ver a expressão desesperada de InuYasha, ela percebeu que era aquilo que Miroku e Kouga mereciam, ver a pessoa amada morrer sem poder fazer nada e se lembrou que os dois eram casados e que suas respectivas mulheres podiam estar dormindo a essa hora.
KIKYOU — Eu vou cuidar das mulheres primeiro e assim eles irão sofrer muito e aí depois eu cuido deles.(rindo e indo embora do local)
Os vizinhos ainda estavam assustados com a expressão de Kagome quando o telefone de uma das casas próximas toca e a dona foi ver quem era e naquele exato momento perto da penitenciaria Kouga vinha com outros policiais que tinham pego Kanna e ele achava que tudo estava resolvido, mas aí o celular dele toca e era Miroku.
KOUGA — E aí Miroku, o que quer?
MIROKU — Eu quero que me encontre no hospital aqui perto.
KOUGA — Mas por que? Você se feriu?
MIROKU — Eu não estou no hospital, mas já estou a caminho de carro e quero que vá também e lá te digo o que está acontecendo.
KOUGA — Mas eu quero voltar para casa e...
MIROKU – Agora, Kouga!(ele desliga o celular)
KOUGA – Puxa, ele tá bem nervosinho, deve ser urgente mesmo.
Kouga pega um outro carro e vai para o hospital e sem saber de nada, Sango ligou para a casa de Ayame para saber se Kouga tinha chegado.
SANGO — Eles estão demorando muito.
AYAME — Eu sei e já está ficando tarde.(ela boceja)
SANGO — Está com sono mesmo Ayame, é melhor dormir.
AYAME — É que acordei cedo hoje ,mas você tem razão é melhor eu não esperar pelo Kouga e você também não deve esperar pelo Miroku.
SANGO — Eu também to morrendo de sono... então boa noite.
AYAME — Boa noite, amanhã a gente se vê.
Depois de desligarem as duas foram dormir em suas respectivas camas à espera de seus maridos e enquanto isso, Kagome estava sendo examinada pelos médicos que não sabiam o que estava acontecendo com ela e vendo que nenhum tratamento dava certo eles resolveram aplicar um calmante para que ela parasse de gritar e feito isso ela parou mas não acordava de jeito nenhum deixando InuYasha muito preocupado e os médicos vendo isso retiraram ele do quarto para que ela ficasse sozinha sob observação e com isso InuYasha ficou no corredor rezando pela vida da mulher que ama e com uma vontade de ajuda-la mas não sabia como e isso fazia com que ele chorasse muito e Miroku estava observando ele de longe a espera de Kouga acabara de chegar ao hospital e foi falar com ele.
KOUGA — E aí?! Qual é a urgência?
MIROKU — Está vendo aquele homem?(aponta para InuYasha chorando)
KOUGA – Sim, o que tem ele?
MIROKU — Ele era noivo de Kikyou e está aqui por que a namorada está hospitalizada e o que é mais coincidência é que ela tem os mesmos sintomas de Kagura.
KOUGA — Mas isso só pode ser coincidência normal, nada de mais.
MIROKU — Ah é, mas eu vou dizer outra coisa... a namorada dele é simplesmente a irmã de Kikyou... ainda acha que é só coincidência?
KOUGA — Ponto para você... mas como soube disso tão depressa?
MIROKU — Eu liguei para um vizinho deles e ele me contou tudo... que o dono da casa tinha levado a namorada que não parava de gritar mas o mais inacreditável eu vou lhe contar agora.
KOUGA — O que?
MIROKU — É sobre a conversa que tive com o tal Dr. Toutoussai.
KOUGA — Então fale.
Miroku começou a contar a conversa que teve com Toutoussai que era o responsável pela maquina na qual Kikyou ganhou um poder misterioso.
FLASH BACK
Miroku estava na sala onde a maquina ficava e Toutoussai lhe explicava o funcionamento dela.
MIROKU — Quer dizer que ela ficou por um bom tempo exposta aos raios da maquina antes de ir para a enfermaria.
TOUTOUSSAI – Isso, a Kikyou tinha um fascínio estranho por essa maquina... o meu erro foi ter ignorado essa obsessão.
MIROKU — Deixa ver se eu entendi... essa maquina desenvolve a percepção extrasensorial, ou seja, ela pode fazer uma pessoa ver o que uma outra esteja vendo.
TOUTOUSSAI – Sim, mas os testes que fiz foi com ela estando exposta a maquina por no máximo um minuto, pois eu queria analisar os efeitos colaterais.
MIROKU — Mas o que acontece se ela ficar por mais tempo?
TOUTOUSSAI — Difícil dizer, isso é uma coisa que nunca passou pela minha cabeça mas quando soube o que Kikyou fez eu fiquei analisando alguns métodos e existe a possibilidade da pessoa criar um estado ilusório permanente... mas isso é só uma opinião.
FIM DO FLASH BACK
MIROKU — É isso!
KOUGA — Estado ilusório? Quer dizer uma ilusão ou realidade alternativa?
MIROKU – Isso, o senhor Toutoussai me disse mais... ele falou que isso é possível somente se a pessoa que ver o estado ilusório estiver de mente aberta ou seja dormindo.
KOUGA – Sei, a Kagura tinha sido sedada antes de ficar daquele jeito.
MIROKU — E a Kagome, irmã de Kikyou, também estava... e você sabe o que temos que fazer.
KOUGA — Vamos ter que ir atras dessa Kikyou.
MIROKU — É por isso que estamos aqui, vamos falar com o senhor InuYasha.
Os dois foram falar com InuYasha e eles lhe contaram o que estava acontecendo e suas suspeitas em relação a Kikyou o que deixou InuYasha espantado com aquilo tudo.
INUYASHA — Vocês estão querendo dizer que a Kikyou tem um poder para entrar nas mentes das pessoas que estão dormindo e fazer com que elas tenham alucinações... vocês estão de brincadeira.
MIROKU — Bem que gostaria mas não vejo outra alternativa.
INUYASHA — Eu não sei o que pensar, mas se isso é verdade no que eu poderia ajudar vocês? Vocês são policiais, vão prende-la agora!
KOUGA — Nosso estilo de investigação a gente quer saber o que motiva a Kikyou a agir desse jeito, sabemos que eram bem próximos.
INUYASHA — Mas isso é passado! A Kikyou sempre foi uma pessoa vingativa e se ela fez isso foi só para me castigar e me ver sofrer, agora me desculpe pois vou ver se a Kagome acordou.
Ele se afasta deixando os policiais sem saber o que pensar.
KOUGA — Ele tá nervoso mesmo.
MIROKU — Mas é claro! O que queria? A mulher que ele ama está naquele estado.
KOUGA — Nem fale, fico só imaginando se acontecesse algo com Ayame e...
MIROKU – Espere, você se lembra dos recortes de jornal? Neles estavam as nossas fotos nela e Sango e Ayame estão também.
KOUGA — Você não acha que a Kikyou irá...
MIROKU — Vamos logo!
Miroku e Kouga foram para suas respectivas casas com um medo enorme em seus corações e enquanto isso sem saber de nada Sango dormia sossegada e naquele momento o telefone toca e a secretária eletrônica com a voz de Sango liga.
SECRETÁRIA ELETRÔNICA — \'Vocês ligaram para a casa de Miroku e Sango, no momento não podemos atende-lo, deixe seu recado após o sinal.\'
MIROKU – Sango, sou eu! Estou chegando aí em alguns minutos, se tiver ainda acordada por favor não durma.
O telefonema veio tarde demais, pois naquele momento ela estava tendo um sonho induzido por Kikyou.
SONHO DE SANGO
Sango estava correndo em direção a Miroku que acenava para ela.
SANGO — Eu já estou indo amor.(chegando até ele)
MIROKU — Por que está correndo Sango?
SANGO — Eu não sei, de repente tive vontade de ficar mais perto de você como se pressentisse que nunca mais iríamos nos ver.
MIROKU — Calma amor!(a abraçando bem forte)
SANGO — Com você eu sempre estarei bem.(eles se separam)
MIROKU — Já que está aqui venha comigo agora querida.
Ele puxa Sango para dentro de uma cabana e ela ficou sem entender nada e ficava olhando para Miroku tentando saber o que ele queria fazer.
SANGO — Você quer que eu entre aí?
MIROKU — Quero sim, você confia em mim?
SANGO — Claro!(ela entra mas nota que tudo está escuro e que Miroku ficou do lado de fora) — O que é isso Miroku?
MIROKU — É seu fim.
Para espanto de Sango a imagem de Miroku some e no lugar dela aparece a imagem de Kikyou que estava rindo a toa.
SANGO — Mas quem é você?
KIKYOU — Não importa quem eu sou mas sim quem é você.
Ela empurra Sango para dentro da casa e Sango notou que ela não tinha nenhuma abertura e que era muito pequeno e por isso começou a gritar.
SANGO — Por favor, me deixa sair, eu sofro de claustrofobia.(pânico de lugares apertados e fechados)
KIKYOU — Grite o quanto quiser, o seu maridinho não irá te salvar.(rindo do lado de fora)
SANGO — Me deixa sair! Me deixa sair! Me deixa sair!(ela gritava até a começar a se sentir mal)
FIM DO SONHO DE SANGO
Sango começou a se debater na cama se mexendo sem parar gritando por socorro e suando muito e enquanto isso era a vez de Ayame ter um sonho induzido por Kikyou enquanto dormia em sua cama.
SONHO DE AYAME
Ayame estava jantando em companhia de Ginta e Hakakku, dois amigos de infância de Kouga, a espera do policial.
AYAME — O Kouga está demorando muito.
GINTA — Ele já vem, Ayame, o Kouga sempre foi assim.
HAKAKKU — É não tenha medo, o Kouga nunca irá te abandonar.
GINTA — Tem certeza, Hakakku?
AYAME — Por que está falando isso?
GINTA — Eu só estava brincando e...(de repente ele começa a desaparecer)
AYAME — O que está havendo? E... você também, Hakakku.(ele também sumia na frente dela)
Ayame sai correndo para fora de casa e nota que Kouga esta por perto e vai até ele só que ao chegar perto ele também desaparece e o que a deixa mais preocupada, é que ela não vê ninguém, absolutamente ninguém como se vivesse em uma cidade fantasma ela ia em casa em casa chamando por alguém e ficou assim por alguns minutos até começar a se desesperar.
AYAME — Por favor alguém fale comigo.(de repente Kikyou aparece atras dela)
KIKYOU — Está sozinha?
AYAME — Mas quem é você? O que está havendo?
KIKYOU — Ai! Ai! Sempre a mesma pergunta, você é tão patética quanto a sua amiga.
AYAME — Espere aí! Eu já sei... isso aqui deve ser um sonho, é isso, eu só tenho que acordar e esperar o despertador tocar.(ela tenta se concentrar)
KIKYOU — Acha mesmo que é tão simples... hoje não tem serviço despertador.(Ayame abre os olhos e vê que nada mudou)
AYAME — Você fez isso não é?
KIKYOU — Eu sei que você tem um pavor de ficar sozinha e por isso vou deixa-la com seus pensamentos.
Kikyou desaparece deixando Ayame sozinha e depois de algum tempo vendo que ninguém aparecia ela começou a chorar chamando por Kouga.
FIM DO SONHO DE AYAME
Ayame ficava suando muito e falando coisas sem nexo e sendo observada por Kouga que tinha acabado de chegar.
AYAME — Kouga! Kouga! Não me abandone por favor.(falava enquanto dormia)
KOUGA — Eu cheguei tarde.(ele se ajoelha diante da cama onde sua mulher que estava tendo delírios sem parar)
Próximo capítulo = À CAÇA DE KIKYOU
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