Diante da situação Kouga resolve levar Ayame para a casa de Miroku e Sango para que todos fiquem juntos e coloca a esposa no carro com cuidado.
KOUGA — Calma meu amor, eu vou tirar você dessa!(colocando o cinto de segurança nela)
AYAME — Ai! Ai! Ai! Não me deixem, eu não quero ficar sozinha!(ainda falava dormindo)
KOUGA — Se acontecer algo com você essa Kikyou vai se arrepender de ter nascido.
Kouga liga o carro e vai dirigindo em alta velocidade, mas como já era de madrugada e ele não tinha dormido e nem comido nada começou a se sentir mal e o nervosismo com a situação da esposa só agravava as coisas e durante o percurso ele enxergava a imagem de Kikyou no retrovisor do carro falando com ele.
KIKYOU — Cansadinho? Por que não dorme?
KOUGA — O que está acontecendo comigo? Estou vendo coisas. (dando tapas no próprio rosto)
KIKYOU — Não adianta ter pressa, não poderá fazer nada para ajudá-la(rindo) — Por que não cede de uma vez.
KOUGA — Cala essa boca enorme! Sua vadia.
Ele soca o retrovisor de raiva de ver a imagem de Kikyou, mas ao fazer isso bate o carro em um posto, por sorte a batida não foi forte e Ayame fisicamente estavam bem, mas ele estava com o braço machucado vendo que não tinha jeito e mesmo ferido Kouga levou a esposa no colo até a casa de Miroku que o recebeu na porta de casa.
MIROKU — O que houve com você?(correndo na direção deles)
KOUGA — Eu não estava me sentindo bem... Mas depois eu te conto e, por favor, pegue a Ayame.(ele pega Ayame no colo)
MIROKU — Eu vou colocá-la junto de Sango.
KOUGA — Você teve sorte com ela?(já dentro da casa)
MIROKU — Infelizmente não! Eu já dei alguns estimulantes, mas ela não acorda de jeito nenhum.
KOUGA — Que droga!
Kouga se sentia impotente por não poder fazer nada para ajudar a sua esposa e ficava ali vendo o ela dormir ao lado da esposa do amigo e deixando elas no quarto eles foram para a sala conversar.
MIROKU — Você também não está nada bem Kouga.
KOUGA — Esse corre-corre todo deve ter me feito mal, mas eu não posso dormir não com essa psicopata solta por aí.
MIROKU — Ok! tem café para você tomar...fui eu que comprei para retardar o sono.
KOUGA — Mas o que faremos?
MIROKU — Você fica aqui, pois não está se sentindo bem e também alguém tem que ficar com elas no caso de acontecer algo... Eu vou atrás da Kikyou.
KOUGA — Mas como pretende achá-la?
MIROKU — Enquanto ela entra nas mentes o corpo dela deve ficar vulnerável e acredito que esteja em um lugar que julga seguro.
KOUGA — É bem provável! Mas como você vai impedi-la? Com esse poder ela é bem perigosa.
MIROKU — Para salvar a minha esposa também posso ser... Eu vou indo e se quiser entrar em contato ligue no celular.
Miroku pegou seu carro e saiu em disparada para achar Kikyou com a torcida de Kouga que apenas ficava vigiando Ayame e Sango e enquanto isso no hospital o estado de saúde de Kagome piorou muito nos últimos minutos o que chamou a atenção do médico que cuidava dela.
MÉDICO — Essa moça piorou muito e não sabemos o que ela tem!
ENFERMEIRA — E agora doutor?
MÉDICO — Ela terá que ficar em coma e respirando por aparelhos...mas eu não garanto muito tempo de vida.
ENFERMEIRA — Aquele rapaz do lado de fora vai ficar arrasado.
MÉDICO — Avise a equipe para colocar os aparelhos e eu vou falar com o rapaz.
Os dois saem do quarto e a enfermeira vai falar com os outros médicos enquanto o médico se aproxima de InuYasha.
INUYASHA — E aí doutor? ela melhorou?
MÉDICO — Não! agora ela está em coma induzido e...(InuYasha agarra o médico pelo colarinho)
INUYASHA — O senhor tem que salva-la doutor...eu pago o que for preciso mas tem que salva-la (com lágrimas nos olhos)
MÉDICO — Eu prometo fazer o possível meu rapaz.(tirando as mãos de InuYasha da gola dele)
INUYASHA — Me desculpa doutor mas é que estou desesperado.
MÉDICO — Eu entendo! nós temos os melhores profissionais aqui e faremos o que for preciso para salvar a vida dela...mas agora com licença.
O médico se afasta e InuYasha ainda chorando fica andando pelo corredor do hospital sem saber o que fazer e temendo pela vida da mulher amada e em um desses corredores tem uma televisão onde ele vê o canal de notícias.
TELEVISÃO — \'Agora as ultimas notícias! a rebelião na penitenciaria foi totalmente controlada e as criminosas Yura e Kanna foram capturadas mas ainda não temos notícias de outra foragida de nome Kikyou mas isso não é tudo, sabemos também que a companheira de cela dela teve um fim tragico depois de ser encontrada catatônica.\'
InuYasha vendo a reportagem teme ainda mais pela vida de Kagome e enquanto isso na casa de Miroku Kouga estava vendo o mesmo canal e imediatamente foi telefonar para o amigo que naquele momento estava na casa onde InuYasha e Kagome estavam antes dele levá-la para o hospital.
MIROKU — Fala Kouga!(atendendo o celular)
KOUGA — Conseguiu encontrá-la?
MIROKU — Não! eu pensei que tinha voltado para cá depois que o InuYasha levou a irmã dela, vou ter que continuar procurando...e as garotas?
KOUGA — Elas estão piorando eu medi a pulsação das duas e elas estão aceleradas e estão suando muito e se não fizermos nada elas irão morrer...Miroku, eu vi no noticiário, a Kagura não resistiu e quem sabe se a Kagome não esteja morta também.
MIROKU — E o tempo está acabando.
KOUGA — E se eu dormir e tentar impedir ela no sonho.
MIROKU — É perigoso! você pode acabar como elas...(Kouga o interrompe gritando)
KOUGA — Você não me ouviu? a Kagura morreu! eu não quero que aconteça o mesmo com Ayame e o que eu puder para salva-la eu farei mesmo que arrisque minha vida.
Miroku ficou por um tempo calado pois pensava que podia acontecer o mesmo com Sango e naquele instante veio na sua mente todos os bons momentos que viveram junto de sua esposa e no apoio que ela sempre deu a ele nos momentos difíceis e aquela mulher que deu a ele muita felicidade estava morrendo o que fez ele tomar uma decisão.
MIROKU — Kouga! faça o que for preciso...eu vou atrás daquela vagabunda.(ele desliga o celular)
Depois de falar com o amigo Kouga foi pegar alguns remédios para dormir que Ayame sempre usava pois ela não conseguia dormir sem tomá-los e feito isso Kouga toma o remédio que faz efeito imediato e como aconteceu com as outras ele teve um sonho induzido por Kikyou.
SONHO DE KOUGA
Kouga estava deitado no chão e se levanta ao ouvir a voz de Ayame.
KOUGA — Ayame! onde você está?
Procurando ela olhando para todos os lados mas como não via ninguém ele começou a correr até vê-la do lado de uma arvore com os braços estendidos como se esperasse um abraço dele.
AYAME — Kouga meu amor! eu sabia que vinha me salvar.
KOUGA — Eu vim sim amor! aquela bruxa não fará nada contra você e...(naquele momento o corpo de Ayame começa a ser sugado pelo chão)
AYAME — Socorro Kouga! socorro!(ela gritava desesperada)
KOUGA — Segure a minha mão Ayame!( mas antes que ele consiga tocar nela o corpo some completamente) — Nãããããooooo!(grita a ver Ayame desaparecer e não nota a presença de Kikyou atrás dele)
KIKYOU — Eu falei que não adiantava tentar ajudá-la!
KOUGA — Você fez isso! mas eu sei que isso é um sonho e você não vai me pegar.
KIKYOU — Errado de novo policial! esse sonho é diferente dos tradicionais e mesmo sabendo que isso é sonho você não poderá acordar nunca mais(ela ri na cara dele)
KOUGA — Cale-se.
Kouga tenta dar um soco em Kikyou mas ela desaparece na hora deixando ele sozinho e vendo imagem de Ayame sendo devorada por demônios o que fazia ele chorar e sofrer muito, o que era refletido em seu corpo que estava se debatendo no sofá da sala e enquanto isso Miroku que estava de carro andando sem rumo decide estacionar para examinar a ficha de Kikyou.
MIROKU — Calma Miroku! você tem que ficar frio.(falando com ele mesmo) — Deixa eu analisar a ficha dela direito.(ele pega os papeis que foram dados por Kaede)
Miroku analisa com calma e vê que Kikyou foi presa por esconder drogas em um deposito da firma de Naraku que na verdade era um traficante e essa prisão foi feita depois que ele e Kouga descobriram as reais intenções de Naraku e o mandaram para a cadeia e vendo tudo isso Miroku chegou a conclusão de que foi por isso que Kikyou sentia raiva dele e de Kouga pois na mesma época estava de casamento marcado com InuYasha.
MIROKU — Eu já sei aonde vou.
Miroku ligou o carro e foi para a região do porto de Tókio onde ficava o tal deposito e chegando lá notou que ele estava abandonado, sujo e todo destruído e como a região era distante e era quase 3 horas da madrugada o lugar estava todo silencioso, um silêncio assustador mas Miroku não tinha medo e ao se aproximar viu que a porta foi arrombada o que confirma que tinha alguém ali e na verdade esse alguém era realmente Kikyou que ao ouvir um barulho abriu os olhos e percebeu que alguém se aproximava dela e ela apenas sorriu e voltou a se concentrar fechando os olhos e enquanto isso Miroku continuava a andar pelo deposito até que Kikyou começou a falar com ele através da mente.
KIKYOU — Foi uma péssima idéia! foi um erro ter vindo a esse lugar policial!
MIROKU — Por quê? está com medo?(olhando em todos os lados para achá-la)
KIKYOU — Por que teria? falo por você, quanto mais perto estou de uma pessoa mas fácil eu consigo entrar em sua mente e nessa distancia eu posso entrar na sua mesmo que esteja acordado.(isso é confirmado pois muitas imagens de Sango e outros familiares de Miroku sendo mortos por assassinos aparecem na frente dele)
MIROKU — Essa é Sango e aquele são meus pais?(apontando para as imagens) — Vai ter que fazer melhor Kikyou.(ignorando todas elas) — Eu sei que essa não é minha esposa, a verdadeira Sango está na minha casa precisando que eu a detenha e por isso vou vencer os meus medos.
KIKYOU — Vocês policiais acabaram com minha vida e pagaram por isso.
MIROKU — Quem acabou com sua vida foi você mesma.
KIKYOU — Por causa de vocês eu perdi meu amor, minha liberdade, meu futuro.
MIROKU — E acha que vai recuperá-lo matando nós e sua irmã...e o que acha que o InuYasha vai pensar de você?
KIKYOU — Agora não interessa mais! eu vou acabar com tudo e com todos.
MIROKU — Não se eu impedir.
Ao que parece Miroku não se deixou levar pelas imagens e simplesmente saiu andando o que deixou Kikyou assustada tanto que ela resolveu usar um plano alternativo e pegou uma seringa e a encheu com sedativo no intuito de usá-la em Miroku que continuava a subir os andares do prédio abandonado com muito cuidado pois estava escuro e silencioso e finalmente chegou ao ultimo andar mas não encontrou ninguém.
MIROKU — Apareça Kikyou! agora acabou tudo.(procurando ela com os olhos e com um revolver na mão já engatinhado) — Vamos! apareça Kikyou!
Miroku não tinha percebido que Kikyou estava na parte de cima do andar e ao se aproximar ela pula em cima dele fazendo com que perdesse a arma e ficando em cima dele tentando injetar o sedativo.
KIKYOU — É hora de dormir policial.(com a agulha bem perto do pescoço)
MIROKU — Ainda é cedo para dormir.
Ele segurava a mão de Kikyou a impedindo de injetar o sedativo mas Kikyou como estava em cima forçava usando seu corpo contra o de Miroku que teve como única alternativa usar as pernas como alavanca e jogar o corpo de Kikyou contra a parede e ao se levantar e nota que Kikyou não se mexia e pegou de volta a arma e se aproximou com cuidado, temendo ser outro golpe dela, mas ao virar o corpo notou que ela tinha injetado o sedativo sem querer nela mesma.
KIKYOU — Eu estava tão perto...(ela não conseguiu terminar a frase pois caiu no sono no colo de Miroku)
MIROKU — Durma com os anjos!
Naquele exato momento no hospital os médicos já se preparavam para desligar os aparelhos de Kagome quando de repente os sinais vitais dela melhoram de maneira imediata, assustando o médico responsável.
MÉDICO — Ela se recuperou! mas como?
ENFERMEIRO — Parece até milagre doutor...eu vou avisar o noivo dela.( mas nem precisou pois ele tinha acabado de entrar no quarto como se pressentisse a melhora de sua amada)
INUYASHA — Ela está bem?
MÉDICO — Está sim meu rapaz! a sua noiva teve bastante força de vontade.
InuYasha se coloca na frente do médico para se certificar do estado de Kagome e chora ao ver que sua amada abria os olhos como quem tivesse acordado de um pesadelo.
KAGOME — Inu-InuYasha? por que está chorando?(ainda meio sonolenta)
INUYASHA — Chorando estou de felicidade meu amor, eu tive tanto medo de te perder.
KAGOME — Eu não me lembro direito do que aconteceu.
INUYASHA — Depois eu te explico amor! agora descanse.
KAGOME — A Kikyou! agora eu me lembro, a Kikyou estava no meu sonho e estava com muita raiva de mim.
INUYASHA — \"Aqueles policiais estavam certos em relação a Kikyou\"(ficou pensando) — Depois falamos de sua irmã! agora fique bem quietinha.
InuYasha deixa Kagome sob os cuidados dos médicos e sai para tomar algo e no caminho ele vê na televisão a notícia de que tinham capturado Kikyou e com isso ele respirou aliviado e enquanto isso na casa de Miroku o seu amigo Kouga acaba de acordar e ele vê Ayame e Sango olhando para ele deitado no sofá.
AYAME — Bom dia flor do dia.(rindo da cara dele)
KOUGA — Você está bem? você duas.
SANGO — Estamos sim Kouga! mas que sonho mais estranho esse.
AYAME — E o que eu e você estamos fazendo aqui na casa da Sango? como viemos parar aqui?
KOUGA — Isso é uma longa história, mas se estamos bem é sinal que o Miroku conseguiu pegar a Kikyou.
AYAME — Mas quem é essa Kikyou?
KOUGA — Vamos encontrar o Miroku na penitenciaria! no caminho eu conto tudo a vocês.
Kouga resolveu levar as duas para a penitenciaria mas como o carro dele estava batido eles tiveram de ir de taxi e chegando lá o diretor Mushin os receberam.
MUSHIN — Eu sabia que viria policial! pode ficar tranqüilo pois seu amigo já pegou a Kikyou.
KOUGA — Eu sabia! o Miroku é bom mesmo.
SANGO — E onde está o meu marido?
MUSHIN — No corredor senhora.
Sango, Kouga e Ayame foram para o local indicado por Mushin e ao chegarem lá se depararam com Miroku cochilando no banco.
MIROKU — Vocês já estão bem! fico feliz com isso.(esfregando o olho direito e depois bocejando)
SANGO — Você me parece bem cansado.(ela da um beijo nele)
AYAME — E ele tem que estar Sango! com aquela doida criadora de pesadelos dando trabalho.
KOUGA — E por falar nela onde está aquela maluca da Kikyou?
MIROKU — Ela está na enfermaria com o Dr. Toutoussai e está recebendo a visita da irmã e do noivo dela.
KOUGA — O que! ela não está na cadeia e sim em uma enfermaria mas isso não é perigoso.
MIROKU — Sinceramente? ela não representa mais perigo algum...foi pelo menos o que o Dr. Toutoussai falou comigo.
SANGO — Assim espero!...mas agora podemos voltar para casa.
AYAME — Isso mesmo e quero que nos convidem para jantar de novo em sua casa...mas dessa vez vem interrupção.(rindo)
SANGO — Pode acreditar.
MIROKU — Eu concordo! vamos ao meu carro já que o barbeiro de seu marido bateu o dele.(falando para Ayame e rindo da cara de Kouga)
KOUGA — Vai tomar banho seu metido!(rindo também)
SANGO — Vamos de uma vez.
Os quatro saem do local muito felizes com o desenrolar da história e enquanto isso ali perto InuYasha e Kagome conversavam com Toutoussai na frente de uma Kikyou que estava totalmente paralisada e com um olhar perdido.
INUYASHA — Por que ela está assim doutor?
TOUTOUSSAI — Isso foi um dos efeitos colaterais da maquina, quando ela dormiu caiu em sua própria armadilha.
KAGOME — Mas ela vai ficar boa de novo? não vai?
TOUTOUSSAI — É difícil dizer mas sinceramente acho que nunca mais vai recuperar a sanidade.
INUYASHA — Vendo ela assim tão inofensiva eu até sinto pena dela.
KAGOME — Eu também InuYasha! apesar do mal que ela tentou me fazer eu sinto como se tivesse um pouco de culpa por tudo isso.
INUYASHA — Mas não deve se culpar! ela tinha que aceitar o nosso amor.
KAGOME — Eu não falo disso e sim de não ter me aproximado mais de minha irmã e a ajudado num momento difícil da vida dela.
TOUTOUSSAI — Ela vai ficar sob nossos cuidados e prometo que terá o melhor dos tratamentos.
KAGOME — Eu nem sei como lhe pagar por isso.
TOUTOUSSAI — O tratamento dela será custeado pelo governo que se sentiu responsável por esse incidente com ela e daqui para frente terá mais cuidado com a seleção de escolha e métodos de testes da maquina.
KAGOME — Mesmo assim obrigada doutor.
Kagome depois de falar com Toutoussai se aproxima de Kikyou ainda paralisada e lhe da um beijo no rosto como sinal de despedida e depois sai do local acompanhada de InuYasha e Toutoussai deixando a irmã sozinha que naquele momento estava querendo dizer algo com muita dificuldade.
KIKYOU — Per-per-perdão.(uma lagrima sai de seu olho esquerdo)

FIM

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!