Um Pesadelo Chamado Kikyou
2 A fuga
Sem saber o que acontece com sua ex. noiva na cadeia, InuYasha estava almoçando com Kagome em um restaurante na cidade.
KAGOME — Você foi vê-la hoje mesmo?
INUYASHA — Hoje de manhã... e lhe contei tudo sobre nós e que estamos juntos e nada o que ela faça vai poder mudar isso.
KAGOME — Ainda bem meu amor, eu sinto por ela, mas não pude deixar de dizer o que sinto por você.
INUYASHA — Calma amor! Ninguém aqui tem culpa, ninguém controla o coração e sua irmã tem que entender isso.
KAGOME — Eu sei disso, InuYasha, mas mesmo sabendo disso não deixo de pensar nela, afinal ela é minha irmã e queria muito que ela refaça a sua vida.
INUYASHA — Mas não vamos falar mais em Kikyou e sim em nós... eu já arrumei os preparativos para o nosso casamento.
KAGOME — Mas já!(ela diz surpresa que até assustou os outros clientes)
INUYASHA — Sim! Tem algum problema? Isso te incomoda?
KAGOME – Não, mas é claro que não... eu adoraria me casar com você o mais rápido possível.
InuYasha se levanta de sua cadeira e beija Kagome que estava muito feliz em realizar o sonho de casar com o homem que amava e essa cena tinha como fundo os outros clientes aplaudindo aqueles jovens apaixonados que continuavam a se beijar.
INUYASHA — Que tal passar a noite na minha casa?
KAGOME — Claro que sim amor!(ela o beija) — Eu vou aonde você for.
InuYasha paga a conta e os dois saem do restaurante bem abraçadinhos e ao anoitecer na penitenciaria, Kikyou colocava seu plano em pratica abrindo o portão da cela onde ela estava junto de Yura e as outras que correram pelos corredores da cadeia até chegar a outro corredor.
KIKYOU — Pronto! Daqui vocês vão sozinhas e eu vou abrir as outras celas.
KANNA — Olha Kikyou, se conseguir sair daqui pode nos ver depois.
KAGURA — Esqueça isso... vê se não vai furar, Kikyou, ou sabe o que pode acontecer.
YURA — Vamos logo! Contamos com você, Kikyou.
Enquanto Yura, Kagura e Kanna vão para o portão principal Kikyou usa a chave eletrônica para abrir as cela e digita o código certo e não demora muito e o plano dá certo, pois quando o trio de bandidas estava para ser descoberta o alarme foi acionado fazendo os policiais irem para as celas, mas o que elas não contavam era que Kaede aparecesse no local de surpresa e começasse a atirar nelas que correram apressadas e quando finalmente estavam próximas de fugirem Kagura foi acertada nas costas por um tiro de Kaede e caiu no chão e ficou chamando por ajuda e bem que Kanna queria ajudar, mas foi puxada por Yura e assim só as duas fugiram.
KAEDE — As duas escaparam mas você eu peguei.(olhando para Kagura)
KAGURA — Com elas lá fora eu saio em poucos dias.(o tiro não chegou a mata-la pois foi perto do ombro)
Kaede usa uma algema para prender Kagura a uma barra de ferro para que depois ela saísse para ajudar os outros policiais a evitar mais fugas e naquele exato momento Kikyou em vez de se juntar as outras presas foi correr em direção a mesma sala onde esta a tal maquina em que ela testava e chegando encontrou Toutoussai saindo dela.
TOUTOUSSAI — O que está fazendo aqui, Kikyou?
KIKYOU — Eu é que te pergunto, não sabe o que está acontecendo? Estão tentando fugir.
TOUTOUSSAI — Uma rebelião aqui? Mas essas presas não vão conseguir fugir.
KIKYOU — Eu sei, mas algumas delas podem voltar e fazer reféns, é melhor entrar na sala e se trancar.
TOUTOUSSAI — Obrigado pela preocupação, Kikyou, deixa eu pegar a chave.(ao se virar de costas para Kikyou para pegar a chave ela pega uma barra de ferro que ele trouxe e acertou a cabeça de Toutoussai)
KIKYOU — Desculpa doutor, mas eu não posso perder essa oportunidade.
Ela puxa o corpo de Toutoussai para o canto da parede e depois entra na sala e se tranca para depois ir aos controles da maquina e assim liga-la e feito isso ela rapidamente colocou o capacete que começou a brilhar, mas com uma energia bem maior do que ela tinha feito antes e o brilho do capacete se estendeu para o resto do corpo de Kikyou.
Um pouco longe dali, mais precisamente na casa de Miroku, sua esposa Sango recebia a visita dos amigos Kouga e Ayame.
SANGO — Vocês chegaram cedo, o jantar está quase pronto.
KOUGA — Não precisa se apressar, Sango, foi a Ayame que quis vim mais cedo.
AYAME — É que quero ajudar nos preparativos.
SANGO — Deixa ela, Kouga, a Ayame sempre foi atenciosa.
KOUGA — Foi por isso que me casei com ela.(rindo)
AYAME — Para te agüentar só mesmo sendo assim.(rindo também)
KOUGA – Sango, onde está o Miroku?
SANGO — Ele está na sala, pois recebeu um telefonema no celular dele.
KOUGA — Eu vou lá vê-lo.
Kouga deixa Sango e Ayame conversando e foi falar com Miroku e chegando na sala viu que ele acabara de desligar o celular.
KOUGA — O que foi Miroku? Por que essa cara?
MIROKU — Veja você mesmo.
Miroku vai em direção a televisão e coloca no canal de noticiários onde ele informava que havia uma rebelião na penitenciaria feminina e que duas detentas haviam conseguido fugir e as fotos delas apareceram na tela.
MIROKU — Reconhece?
KOUGA — Yura e Kanna! Tem gente que não aprende.
MIROKU — Essas duas são assassinas perigosas e o chefe de policia pediu para que nós assumíssemos o caso.
KOUGA — Quando o negocio aperta eles sempre apelam para nós, mas fazer o que?(eles não tinham percebido mas Sango e Ayame ouviram tudo)
AYAME — Mas o chefe de você não podem mandar outros policiais? E o nosso jantar?
KOUGA — Mas querida, essas bandidas são perigosas e é aqui pertinho.
MIROKU — E tem mais, Ayame, eu e o Kouga já prendemos elas anteriormente e posso te garantir que são perigosas e por sabermos seus truques é que nos pediram para assumir o caso.
SANGO — Deixa eles, Ayame, quando nos casamos com policiais sabíamos que seria assim... o dever os chama.
MIROKU — Obrigado por me apoiar amor, por que não aproveitam o jantar?
SANGO — Fazer o que?!(Miroku se aproxima dela e lhe da um beijo na boca)
KOUGA — Não se preocupe amor eu volto rapidinho.
AYAME – Tá, mas se cuide, eu morreria se te acontecesse algo.
Ayame abraça forte Kouga e novamente lhe pediu para ter cuidado e Kouga pediu para Sango que no caso eles demorassem para ficar com Ayame, pois ela era muito sensível e logicamente Sango consentiu e os dois policiais foram correndo para a penitenciaria.
Já chegando lá Miroku e Kouga foram informados que uma das foragidas foi atingidas pelos policiais e que estava na mata, mas como estava armada não era qualquer um que tinha coragem de entrar em um lugar escuro onde seria um alvo fácil e sabendo disso Miroku e Kouga se separaram e ao tentarem se aproximar receberam uma rajada de tiros mas nenhum pegou neles e depois ouviram fazendo ameaças e reconhecerem quem era.
KOUGA — É a Yura, ela é bem mais perigosa.
MIROKU — Mas fico feliz que seja ela, pois a Kanna vai ser mais fácil capturar... e quanto a Yura vamos vence-la pelo cansaço.
KOUGA — Ou por isso.
Kouga mostra para Miroku uma bomba de gás lacrimogêneo e percebendo a direção onde Yura estava seguindo sua voz, Kouga atirar a bomba e Yura bem depressa revela onde estava para fugir do gás e é aí que Miroku a pegar por trás já apontando um revolver para ela.
MIROKU — Acabou Yura!
KOUGA — E logo acabara para sua amiga Kanna.(rindo)
MIROKU — Bom trabalho Kouga.
YURA — Se eu não tivesse sido atingida poderia estar longe daqui.
MIROKU — Mas seu ferimento não é grave.
Enquanto isso na penitenciaria com a rebelião já controlada, Kaede percebeu que Toutoussai estava caído e foi ver o que era.
KAEDE — Dr. Toutoussai! Dr. Toutoussai! Acorde.(tentando reanima-lo até conseguir)
TOUTOUSSAI — Minha cabeça.... ai, ai, ai.(esfregando a cabeça)
KAEDE — O que houve com o senhor?
TOUTOUSSAI — Ah não, Kikyou!
Ele se espanta ao escutar o barulho da maquina em que ele estava trabalhando e ficou desesperado ao perceber que a porta estava trancada e pediu que Kaede usasse uma outra chave para abri-la e quando conseguiram entrar virão que Kikyou estava em um estado catatônico devido ao enorme tempo em que esteve exposta na maquina.
TOUTOUSSAI — Eu vou desligar a maquina.(enquanto ele desliga, Kaede foi ver Kikyou)
KAEDE — Kikyou! Kikyou! Fale comigo Kikyou.
KIKYOU – Ai, ai, ai, ai.( ela falava e babando logo em seguida)
TOUTOUSSAI — Leve ela para a enfermaria, depressa!
KAEDE — Agora mesmo!
Kaede pegou Kikyou no colo e a levou correndo para a enfermaria e chegando lá encontrou o médico chefe examinando Kagura devido ao ferimento do tiro de Kaede na tentativa de fuga.
KAEDE — Pode vê-la, doutor?(ainda com Kikyou nos braços)
MÉDICO — O estado dela parece grave, coloque ela no outro leito que vou vê-la imediatamente... e quanto a você.( olhando para Kagura) — Eu vou lhe aplicar um sedativo, pois precisa relaxar.
KAGURA — Eu vou ter que ficar do lado dessa aí?
MÉDICO — Fique quieta e me de o braço.(ele aplica o sedativo)
KAGURA — Essas injeções doem muito e ... (ela logo cai no sono)
MÉDICO — Ainda bem que já dormiu, mas agora eu vou cuidar dessa outra.(ele examina bem Kikyou e nota que todas suas funções vitais estavam em ordem e que ela já estava melhor)
KIKYOU — Eu estou viva?
MÉDICO — Ainda bem que está e sendo assim vou ver se tem outras detentas precisando de atendimento médico... fique bem quietinha aqui e descanse... eu já volto.
O médico sai da sala e Kikyou olha para o lado e nota que Kagura estava lá dormindo e em sua mente veio as lembranças das humilhações que ela a fez passar na cadeia e do modo como ria de sua desgraça, sabendo disso, Kikyou apenas ri ao olhar para ela, um sorriso diabólico.
Alguns minutos depois Miroku e Kouga chegam no local carregando Yura com eles e eles foram recebidos pelo diretor Mushin.
MUSHIN — Ainda bem que a polícia chamou você dois.
MIROKU — Eu só não sei como elas conseguiram escapar, eu pensei que essa cadeia fosse bem segura.
MUSHIN — Eu já providenciei que fizessem uma sindicância para averiguar se houve ajudar de dentro daqui.
KOUGA — Mas ainda falta uma foragida e mesmo sendo Kanna sozinha pode nos dar trabalho.
MIROKU — É melhor ficarmos de olho nela.
MUSHIN — Conto com os dois e... (ele foi interrompido por uma guarda)
GUARDA — Senhor! Senhor! Está acontecendo algo na enfermaria.
MUSHIN — Vamos então lá ver o que é.
Mushin foi correndo ao local e Miroku e Kouga notando o espanto da guarda foram atras ver o que estava acontecendo e quando os 3 chegaram lá notaram o médico caido no chão, mas principalmente notaram que Kagura estava se debatendo em cima do leito.
MUSHIN — É a Kagura?! Mas o que houve com ela?
GUARDA — Quando cheguei ela já estava assim.(Miroku ajudou o médico a se levantar.)
MIROKU — O que houve aqui?
MÉDICO — Eu não me lembro, quando entrei vi as coisas se escurecendo e acabei desmaiando.
MUSHIN — Você sabe o que houve com a Kagura?(tentando segura-la pois ainda estava se debatendo muito)
MÉDICO — Eu não sei mas deixa eu examina-la e... onde está a outra?
MIROKU — Que outra?
MÉDICO — Ela estava aqui e quando a Kaede a trouxe estava em estado catatônico.
KOUGA — Uma pessoa que está catatônica não pode sair assim... ou pode?
MÉDICO — Se bem que ela já estava melhor quando sai, mas primeiro preciso cuidar dessa aqui... podem sair por favor.
Mushin, Miroku e Kouga saem da enfermaria para que o médico cuide de Kagura, que estava muito mal como se tivesse sendo ferida por dentro e enquanto isso, do lado de fora os 3 discutiam o caso.
KOUGA — Mas que coisa estranha.
MIROKU — É melhor falarmos com essa tal de Kaede.
MUSHIN — Eu vou chama-la.
Mushin foi correndo procurar Kaede e enquanto isso sem saber de nada, InuYasha e Kagome chegam na casa dele.
INUYASHA — O que foi, Kagome? Parece que não está feliz.
KAGOME — É que me sinto meio estranha vindo nessa casa que você e Kikyou construíram.
INUYASHA — Essa casa é minha, pois quando sua irmã foi presa eu paguei fiança e advogados e isso não foi barato e portanto ela não tem direito a mais nada dessa casa.
KAGOME — Mas eu não falo disso, as vezes acho que nunca seremos felizes vivendo nessa casa.
INUYASHA — Eu sei amor, mas por enquanto vamos ter que morar aqui... depois se eu for promovido na firma poderemos ir para outro lugar ou quem sabe até mudar de cidade.
KAGOME — Eu adoraria Inu.
Os dois se beijam e entram na casa, mas não notam que Kikyou estava observando toda a cena do alto do morro.
KIKYOU — Como teve a coragem de trazer ela para a nossa casa, InuYasha! Mas podem aproveitar a noite, pois ela será a ultima.
Kikyou foi até a essa casa pensando em se esconder, mas com InuYasha e Kagome ali, ela teria que ir para outro lugar, mas ela resolveu ficar por ali mesmo ao menos por enquanto e enquanto isso na penitenciaria, Kouga estava telefonando para a casa de Sango para tranqüilizar Ayame que também podia ouvir a conversa pela extensão.
SANGO — Vocês vão demorar?
KOUGA — O Miroku está falando com uma das guardas nesse momento... é que teve um caso estranho aqui.
AYAME — Que caso?
KOUGA — Calma amor, não é nada demais, parece que uma das presas está passando mal e ninguém sabe o porquê e uma outra está foragida, mas é uma qualquer e eu fiquei sabendo que a Kanna foi capturada... portanto já estamos a caminho.
AYAME — Pelo que vejo você não vão demorar... então eu vou para a nossa casa.
SANGO — Você perderam um jantar e tanto.
KOUGA — Fica para a próxima... tchau.
Depois de desligarem o telefone Sango e Ayame foram conversar.
SANGO — Você quer ir mesmo? Pode dormir aqui.
AYAME — Não! Não! Não! Eu tenho certeza que eles não vão demorar e eu não ficaria aqui para empatar o namoro de vocês... eu sei que tem muito para comemorar, pois sei que é o aniversário de casamento de vocês.
SANGO — Ah é sim.
AYAME — Então eu vou para minha casa e esperar o Kouga para namorarmos também.(rindo)
SANGO — Você hein! Então tchau amiga.(ela da um beijo no rosto dela)
AYAME — Até amanhã!
Ayame sai da casa da amiga e pega um taxi para voltar para casa e enquanto isso na penitenciaria, Kouga foi ao encontro de Miroku, que estava de conversa com Kaede e Mushin.
KOUGA — Eu já avisei a Ayame e Sango que não vamos demorar muito... eu to louquinho para ficar com minha mulherzinha e...
MIROKU — Pode esquecer isso amigo.
KOUGA — Por que? Eu fiquei sabendo que a Kanna foi capturada, portanto não temos mais com o que nos preocupar.
MIROKU — É aí que se engana... deixa eu te mostrar uma coisa.
Miroku leva Kouga para uma das celas da cadeia para lhe mostrar algo.
Próximo capítulo = INIMIGA INTERNA
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