Um Paradoxo de Sentimentos.
14 Que belo estranho dia pra se ter alegria!
Notas iniciais
Emma estaciona em frente a escadaria que dá acesso a porta principal da fazenda.
Elas se entreolham, buscando o apoio e a coragem necessária para entrarem juntas e ir falar diretamente com a matriarca da família.
A loira desce do carro fazendo um gesto para que Regina permaneça onde está e, gentilmente, abre a porta para a morena descer do veículo, como uma perfeita cavalheira, arrancando um suspiro e um sorriso de agradecimento da sua mulher.
Entram de mãos dadas na casa e logo vão em busca da biblioteca, onde é provável que a sra. Swan esteja, lendo algum livro, ou jogando paciência, que são seus passatempos preferidos.
Adentram no recinto e logo são saudadas pela velha senhora, que sorrir para ambas de uma forma cálida e amorosa.
–Vovó, precisamos te contar uma coisa.– diz Emma, soltando a mão da morena e se aproximando da poltrona onde a matriarca está sentada.
–Pelo visto o que tem para me contar é muito sério, meu amor, porque há muito tempo não via você retorcendo as mãos, como está fazendo agora! Sempre fazia esse gesto quando tinha aprontado alguma traquinagem.- diz a idosa risonha, olhando para a neta por cima do pince-nez¹, enquanto Emma a encara um tanto apreensiva.
–Vó, o assunto é realmente sério.– diz a loira, olhando para Regina que está atrás dela, também receosa.
A senhora passeia os olhos de uma para outra, como se tivesse assistindo uma partida de tênis.- Por que vocês não se sentam?– pede.
Elas acatam o pedido de Eva Swan e a loira diz:- A senhora sabe que eu não tenho muito traquejo para falar sobre determinados assuntos, então vou direto ao ponto: Regina e eu estamos namorando!– comunica e encara a idosa que fecha o livro que estava lendo e respira fundo, retirando o óculos na sequência.
–Você realmente nunca teve muito tato, meu amor, até nisto se parece com seu avô e, tal como ele, sempre foi uma pessoa muito transparente também.- fala a senhora, sorrindo.-Emma, você achou mesmo que podia enganar sua velha vó com aquela conversa de ir trabalhar em Boston para adquirir experiência?– continua.- Desde o principio percebi que existia alguma coisa errada entre você e Regina, mas só entendi o que era quando praticamente fugiu daqui no dia do casamento do seu irmão com ela e, depois, mal vinha me visitar.- fez uma pausa e logo prosseguiu.- Desde pequena, demonstrou amar essa fazenda mais do que qualquer um dos seus irmãos e só uma coisa muito séria te afastaria de Swanfarm.- finalizou.
Houve um momento de silêncio, no qual tanto a loira quanto a morena ficaram sem voz, olhando boquiabertas para a matriarca da família.
–Não demorou muito para que eu juntasse as peças e percebesse que Regina também se sentia desconfortável perto de você e, para completar, aquela sua angústia quando pensou que ela–falou, apontando para a morena.- havia ido embora daqui!– prosseguia, olhando serenamente para as duas mulheres.- Deve ter sido muito difícil para você, meu anjo, apaixonar-se pela mulher do seu irmão, mas não deve se martirizar por isso. Tenho certeza que sempre fez o possível para respeitá-lo! Sempre me disse que Robin era o seu melhor amigo, seu herói, e pense que ele também foi o seu cupido, trazendo o seu amor para cá, porque é só olhar com um pouco de atenção para perceber o quanto você ama Regina! Nunca te vi assim, tão feliz, e vou logo avisando: se não casar com essa mulher maravilhosa– diz, levantando-se e pegando na mão da morena-, te darei uma surra de cinto, Emma Swan!– avisa, rindo, e pegando na mão da neta também.
As duas mulheres se levantam, chorando, e abraçam a matriarca, ficando um tempo naquela posição.
–Vocês tem que começar a providenciar logo meus bisnetos, porque estou com saudades de ver pequenos “terremotos” loiros e morenos correndo por essa imensa casa.– diz a senhora, acariciando o cabelo de Emma e de Regina.-Estou com quase 80 anos e não me resta mais muito tempo por aqui, portanto espero que sejam rápidas.– conclui, sorrindo.
–Vovó, pare de dizer essas bobagens, você ainda vai enterrar muita gente!– Ralha Emma, enlaçando o pescoço da velha Swan e beijando sua face.
As três mulheres riem em meio ao pranto e aquela bonita cena de amor e carinho familiar só é interrompida quando Granny vem chamá-las para almoçar.
o resto do dia transcorre tranquilamente, Killian retorna de Portland e, quando é avisado da “novidade”, apenas sorrir, dizendo que já sabia de tudo e explicando que se divertiu as custas de Emma e Regina no dia anterior.
Ambas enchem o moreno peralta de tapas, mas ele consegue fugir da “sanha vingativa” das duas e, ao chegar no topo da escada, grita que está muito feliz por elas finalmente terem assumido o romance lésbico, enfatizando que deseja que Regina fique logo grávida de Emma.
A loira ergue o dedo médio, mostrando-o ao irmão, em resposta a piadinha dele.
Naquela noite, elas dormem juntas mais uma vez, só que, agora, todos os ocupantes da casa são cientes que um novo e apaixonado casal está compartilhando a cama que, outrora, pertenceu a James e Margaret Swan, onde Robin, Emma e Killian, provavelmente foram concebidos.
***
(No dia seguinte...)
{Regina}
A morena desperta lentamente, sentindo a respiração pesada de Emma em sua nuca, e o braço direito da loira agarrando-a pela cintura.
Ela sorri, feliz, enquanto lentamente sai do abraço apertado da sua futura esposa.
Regina segue para o banheiro e, depois de escovar os dentes e tomar banho, dirige-se a cozinha, onde toma café sozinha, lembrando-se da última vez que fez o desjejum ali, enquanto pensava em ir embora da fazenda por causa do retorno de Emma.
A morena não poderia está mais feliz, pois, agora, tudo era diferente.
Elas se amam, a família apoia a relação das duas e, para a felicidade ser completa, só falta se casarem e ter filhos.
Regina reflete sobre o longo caminho de tristezas e perdas que teve que percorrer para chegar até ali, percebendo que tudo aquilo, de certa forma, valeu a pena, pois parecia que a vida cobrou dela por antecipação para retribuir com um mar de felicidade agora.
Quando termina de tomar café, caminha até os estábulos e fica ali durante algum tempo, acariciando o focinho de "Encantada", a mais recente mamãe da fazenda, enquanto o potrinho suga as tetas da égua.
Depois, vai até a vinícola, onde dali a alguns dias, Emma começara a produzir cidras de maça, mesmo sem a ajuda de Ariel que, depois do término do namoro, cortou qualquer tipo de relação com a loira, e isso deixa a morena aliviada, pois o que ela menos precisa no momento é ver as ex-namoradas de sua mulher perto dela.
August foi a única pessoa que viu a sra. Mills-Swan dentro da vinícola, no entanto, ele não percebeu quando ela saiu do local, voltando para os estábulos minutos depois, onde deitou-se no feno que tinha espalhado na baía de “Rocinante” e adormeceu em seguida para sonhar com sua amada.
***
{Emma}
A loira acordou tarde naquele dia, procurando sua mulher na cama, sem encontrá-la.
Ela logo escutou uma gritaria vinda do outro lado da porta e levantou-se apressadamente para saber o que estava acontecendo, vestindo a primeira roupa que encontrou: uma calça preta e uma blusa cinza, saindo de pés descalços do quarto.
–Ligue para os bombeiros, Killian!– Ouviu sua avó berrando desesperada para seu irmão.
–Estou ligando vovó!– dizia o rapaz, angustiado.
Em Storybrooke não há Corpo de Bombeiros, então o moreno estava chamando o Fire Department que tem em Portland, sendo informado que o batalhão levaria cerca de 2 horas para chegar à fazenda.
–O que houve?– Perguntou Emma, preocupada.
–A vinícola está pegando fogo! August e os outros trabalhadores estão tentando combater o incêndio, mas devido aos produtos tóxicos armazenados dentro dela e a madeira velha do telhado, as chamas estão se alastrando rapidamente.– explicou, a sra. Swan.
–E como o incêndio começou?– Indagou Emma, já andando para fora da casa, sendo seguida pelo irmão e pela avó.
–Não sabemos, meu amor, mas a fiação da vinícola é muito antiga, pode ter sido provocado por um curto circuito na rede elétrica.– esclareceu Eva Swan.
Quando os três chegaram no local, viram todos os trabalhadores da fazenda, inclusive Granny, empenhados em apagar o fogo que já tomou metade do telhado e a fumaça preta se alastra, cobrindo tudo num raio de 15 metros e dificultando o combate ao incêndio.
Eles tapam os narizes como podem, e começam a ajudar o mutirão também.
–Onde está Regina?– Pergunta Emma, sentindo falta da sua mulher ali e lembrando que ela não estava no quarto.
August olha angustiado para a loira e diz:- A última vez que a vi, ela estava dentro da vinícola.
–Quando foi isso?– Questiona Emma, aflita.
–Há mais de uma hora!– responde o rapaz.
A loira se desespera, olha para dentro do prédio em chamas, imaginando que sua amada possa está ali dentro e, de alguma forma, foi impedida de deixar o local quando o incêndio começou.
Emma começa a andar em direção a vinícola e Killian e August a impedem de entrar.
–Você está louca? Este telhado pode desabar a qualquer momento.– diz o irmão, aos berros.
–Solte-me Killian, ela pode está aí dentro!– grita à loira, tentando se desvencilhar do agarre do irmão.
–Emma, ela pode ter saído em Rocinante, como faz todos os dias pela manhã.– fala o rapaz.
–A essa hora ela já teria voltado!– continua a loira, alterada, sendo segurada pelo irmão e por August que, mesmo sendo mais fortes do que a jovem, estão com dificuldades para detê-la.
Eva Swan e Granny, em prantos, e os demais trabalhadores, assistem aquela cena agoniados, imaginando que é possível que Regina esteja dentro do prédio, enquanto a loira começa a chorar pedindo para que a deixem entrar, ao mesmo tempo em que grita o nome de sua amada.
***
{Regina & Emma}
A morena desperta, sentindo a língua de pongo lambendo-a, enquanto Rocinante está estressado relinchando e andando para lá e para cá, dentro da baía.
Regina senta e suas narinas são invadidas por um forte odor de madeira queimada.
Ela ouve Emma chamando seu nome e, rapidamente, levanta-se, sendo seguida pelo dálmata.
Quando sai dos estábulos, ver Emma sendo agarrada por Killian e August, enquanto a vinícola é consumida por labaredas.
–EMMA!– Grita e todos olham em sua direção, sorrindo aliviados ao constatar que ela está bem.
A loira se desvencilha dos dois homens e sai correndo em direção a sua amada, abraçando-a e girando Regina no ar.
–Quantos sustos você ainda pretende me dar, mulher?– questiona, com as duas mãos colocadas nas laterais do rosto da morena, distribuindo beijos por toda a sua face.
–Você pensou que eu estava lá dentro, meu amor?– Indaga, enxugando as lágrimas que descem em abundância dos olhos verdes da mulher que ama.
–Sim, quando acordei você não estava ao meu lado e o August disse que tinha te visto dentro da vinícola.– explica, mais calma.
Regina a beija com desespero e Emma retribui, enquanto a levanta nos braços, levando-a de volta para os estábulos, sob o olhar atento de todos que já desistiram de apagar o incêndio e agora assistem aquela bonita cena.
A loira entra com sua mulher nos braços, dentro de uma baía e elas não demoram muito para se livrarem das roupas que vestem, deitando-se sobre o feno.
Emma fica em cima de Regina, mas a morena logo inverte as posições, dizendo:- Aqui é meu território, srta. Swan, portanto, quem manda sou eu!
Swan sorri, enquanto sente sua mulher virando-a de costas e elas ficam na posição tipo “conchinha erótica”.
Regina morde o lóbulo da orelha de sua amada e com a mão direita acaricia um dos mamilos endurecidos de sua futura esposa.
–Você está muito mandona hoje, sra. Mills!– diz a loira, entregando-se a carícia.
–Você ainda não viu nada, Emma Swan!– rebate a morena, colocando sua perna direita entre as da loira, e esfregando sua coxa no sexo molhado da sua mulher, fazendo Emma gemer de prazer em resposta.
Regina levanta o cabelo da loira e passa sua língua na nuca de Emma, que começa a rebolar sua bunda na direção do sexo da morena, sentindo os pelos de sua mulher roçando naquela região do seu corpo.
A morena mete a mão entre as pernas da loira e começa a traçar círculos no nervo túrgido, molhado e palpitante de sua amada, mordendo o pescoço da sua fêmea e agarrando um dos seios dela com a mão livre.
O fogo já consome todo o corpo de Emma e, naquele momento, nada importa para ela, a loira só quer ser devorada pela sua dona sobre o feno, dentro daquela baía.
Regina introduz três dedos no sexo úmido e quente da loira, colocando a mão sobre a boca de Emma, que aproveita para morder os dedos de sua mulher, enquanto é comida por ela.
A morena beija e morde a clavícula da loira, metendo os dedos com força dentro dela, que rebola, querendo sentir sua amada ainda mais dentro de si.
Emma sente o sexo molhado de Regina roçando nas suas nádegas e começa a gozar, enquanto permanece com os dentes fincados nos dedos da amada, abafando os gritos.
Quando a loira ainda está gozando, sente a morena se deitando sobre ela e sarrando ainda mais forte na sua bunda.
Emma mete a mão no seu clitóris massageando-o, enquanto a morena retira os dedos de dentro do seu sexo e, com as mãos apoiadas no chão, começa a roçar sua vagina nas nádegas da amada.
A morena puxa o cabelo da loira para o lado e morde a cartilagem de sua orelha para, em seguida, rosnar junto ao ouvido dela:- Eu sou sua dona, Emma Swan!
A loira começa a gozar de novo, sentindo a umidade de Regina lambuzando a pele do seu traseiro.
A morena vira ainda mais a cabeça de Emma, puxando-a pelos cabelos, beijando-a e, enquanto suas línguas se acariciam e se entrelaçam, os gemidos de êxtase das duas mulheres reverberam dentro de suas bocas.
O fogo continua crepitando e consumindo o resto do telhado da vinícola, acarretando um prejuízo enorme, uma vez que todas as máquinas novas foram danificadas.
Mas as duas mulheres não ligam para isso, elas continuam ardendo de paixão dentro do estábulo, tendo como únicas testemunhas daquele ato de amor, desejo e posse, os inocentes cavalos que estão presos nas baías, ouvindo os gemidos e sussurros apaixonados da loira e da morena.
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