Um Paradoxo de Sentimentos.
16 O Casamento e a Noite de Núpcias.
Notas iniciais
(3 meses depois)
{Regina}
Hoje é o dia mais importante da minha vida. Nesta data, vou me unir em matrimônio com Emma Swan, o meu verdadeiro amor.
Se estou nervosa? Sim, muito! Nem parece que já casei duas vezes!
Minha noiva decidiu que a cerimônia seria realizada no coreto, onde tivemos nosso primeiro encontro, e confesso que fiquei encantada com sua escolha.
Os Nolan se mostraram muito felizes e solícitos quando fomos falar com eles.
Mary, inclusive, disse que ajudaria na organização da festa, já que adora participar deste tipo de evento e, com o decorrer dos meses, acabei me tornando próxima tanto deles, quanto de Ruby e Belle, que passaram a nos visitar com frequência na fazenda.
Ao me envolver com Emma acabei também por me associar as suas amizades e admito que estou adorando isso, uma vez que sempre convivi com poucas pessoas e meu círculo de amigos era bastante restrito até então.
Meus padrinhos serão Killian e Eva Swan, já que, desta vez, resolvi não convidar a minha mãe para a festa, pois tenho receio que ela acabe estragando este dia tão especial com sua personalidade tão amarga e, muitas vezes, vil.
Depois farei com que ela tome conhecimento que agora sou esposa de Emma Swan.
Minha noiva cuidou de quase todos os detalhes da festa e a mim coube apenas escrever os votos e escolher o vestido.
A cerimônia será no final da tarde e decidi usar um vestido de renda lilás com mangas compridas, e um fino véu da mesma cor preso no coque do meu cabelo.
Não faço ideia do que Emma irá vestir, mas tenho certeza que ela ficaria linda usando qualquer roupa.
Nestes últimos meses, visitei o hospital algumas vezes e fiquei muito feliz em saber que Roland, o garotinho de 10 anos que tem leucemia, finalmente encontrou um doador de medula.
Emma e eu já começamos a falar na possibilidade de adotarmos uma criança, depois de alguns meses de casadas, e ela quer também que eu fique grávida, por meio da técnica ROPA¹ para que um de nossos filhos carregue o material genético das duas.
Confesso que a possibilidade de gerar um filho meu e de Emma me deixa ao mesmo tempo feliz e receosa, uma vez que fiquei muito abalada quando pensei que estava grávida de Robin e não quero passar por todo aquele trauma novamente.
–Você está lindíssima!- ouço a voz da dona da casa por trás de mim, enquanto estou fazendo os últimos retoques na maquiagem.
–Obrigada, Mary!- Agradeço, sorrindo para ela.
–Está muito nervosa?– Pergunta, devolvendo o gesto.
–Demais, nem parece que já estou calejada neste assunto.- respondo.
Mary avisa que Emma já está me esperando no coreto e que está bastante tensa, tanto que a convenceu a vim aqui para se certificar que eu não havia fugido.
Sorrimos juntas por causa da preocupação boba da minha noiva e ela sai, deixando-me sozinha novamente.
Ontem, sai com ela, Ruby e Belle para minha primeira despedida de solteira, já que nos matrimônios anteriores não tive essa festa.
Elas me levaram a PT’s ShowClub, uma boate de striperrs que há em Portland e, enquanto me levanto para ir ao encontro da minha futura esposa, lembro dos acontecimentos da noite anterior:
Chegamos à boate e logo fui conduzida a uma mesa previamente reservada.
As minhas amigas estavam bastante animadas com o show que uma das striperrs, que vestia roupa de enfermeira, dava em cima do palco.
Na plateia só tinha mulheres, pois era a “noite das garotas”. Em determinado momento, depois de muitos drinques, já estava me sentindo meio zonza e fui vendada e levada para cima do palco, onde me sentaram e amarraram meus pulsos numa cadeira.
De repente a música “Like a Virgin” de Madonna começou a tocar e senti uma das striperrs bem perto de mim.
Seus cabelos tocavam a minha pele e suas mãos estavam apoiadas sobre meus antebraços, enquanto ela movimentava-se sobre o meu colo.
Aquilo contrariava a principal regra de Emma: ela tinha sido bem categórica quando disse as três amigas que não queria que nenhuma stripper se aproximasse de mim durante a noite.
Minha noiva tinha ficado em Storybrooke e iria passar sua última noite de solteira com Killian e David, provavelmente no The Rabbit Hole.
Senti quando a dançarina colocou um morango com chantilly em minha boca e comecei a mastigar a fruta.
Subitamente, ela lambeu o creme que estava nos meus lábios, e tentei me afastar, mas a stripper me segurou pela nuca e começou a me beijar, invadindo minha boca com sua língua.
O beijo dela era bastante familiar e quando dei por mim estava correspondendo à carícia.
Ouvia os gritos de incentivo das outras clientes, ao mesmo tempo em que nossas línguas travavam um duelo.
Não demorou muito para que eu reconhecesse o sabor e o cheiro da mulher que estava sentada sobre as minhas pernas.
Quando ela interrompeu o beijo, falei:- Você não devia ter feito isso, minha noiva é muito ciumenta.- e sorrir cinicamente.
O lindo som da sua gargalhada invadiu meus ouvidos e Emma puxou a venda que cobria meus olhos, fazendo com que eu piscasse até me acostumar com a claridade do ambiente.
–Pensou mesmo que eu deixaria outra mulher sentar no colo da minha noiva?- indagou, sorridente.
Minha loira estava linda, vestindo uma fantasia sexy de policial.
Ela se levantou e começou a fazer um show para mim: engatinhou, rodou no pole dance, fez menção de tirar toda a fantasia, enquanto eu fazia um gesto negativo com a cabeça, pois algumas clientes já estavam bem animadinhas com a performance dela, principalmente quando Emma ia até o final do palco para incitá-las.
Depois, voltou a sentar no meu colo e ficou me provocando, desfazendo os nós que prendiam meus pulsos na cadeira.
Minha vontade era levá-la para um dos banheiros e fazer amor com ela ali, todavia me controlei, já que tínhamos um acordo de ficarmos sete dias sem sexo e guardar as energias para noite de núpcias, quando Emma será totalmente minha.
Volto à realidade e vejo meu amor parada, olhando para mim com os olhos marejados e apaixonados, usando um vestido branco, com alça apenas no ombro direito, e uma fita roxa enrolada em sua cintura.
Seus cachos loiros caem feito uma cascata e prendo a respiração diante de tanta beleza.
A música que ouço a orquestra tocar, enquanto caminho até o altar, é “Can’t Help Falling In Love” de Elvis Presley.
Emma não esqueceu nenhum detalhe e tento, inutilmente, conter as lágrimas, diante de tanta felicidade e emoção que toma conta do meu corpo neste momento.
O caminho até o coreto está repleto de pétalas de lisianthus e nossos buquês também foram feitos deste espécime.
Há lisianthus, nas cores roxa e branca, enfeitando o coreto e as laterais dos bancos onde os convidados estão sentados.
Quem me conduz até o altar é Killian, e ao lado de Emma vejo David e Mary Nolan, seus padrinhos.
Quando finalmente entro no coreto, minha noiva estende a mão e eu a pego, notando que ela também está chorando.
Enquanto o celebrante conduz o casamento, meus olhos não desgrudam dos de Emma um só minuto.
Parece que fomos envolvidas pela mesma aura mágica que nos cercou na primeira vez que estivemos ali.
É como se ao nosso redor não existisse mais ninguém e, até o juiz dizer:- As noivas já podem se beijar!-, esqueço completamente que cerca de 80 pessoas está assistindo a nossa união.
Nosso primeiro beijo, já casadas, é cálido, afetuoso e cheio de promessas.
Enquanto nossas bocas estão unidas, sinto o sabor de Emma nos meus lábios e enrolo meus dedos nos seus fios dourados e ela envolve minha cintura.
Os convidados estão aplaudindo e o juiz precisa pigarrear para que a gente quebre o contato das bocas.
Depois da celebração, nos dirigimos até uma tenda que foi armada no enorme jardim da mansão e a festa transcorre normalmente, com muita bebida, comida, sorrisos e, vez ou outra, um dos convidados sobe ao palco para nos saudar.
Um deles é Killian que faz um discurso emocionante, dizendo que nunca tinha testemunhado um amor tão bonito como o que une nós duas, enfatizando que apenas pessoas insanas não perceberiam que fomos feitas uma para a outra e desejando que deste sentimento tão belo e forte nasça muitos frutos, pois ele está ansioso para ser tio.
Quando termina seu discurso, percebo que lágrimas descem pelo rosto dele e nunca antes havia visto meu cunhado chorar.
Depois que outros convidados brindam a nossa felicidade, vou até a orquestra e peço para que eles toquem uma música e enquanto me dirijo para o centro da pista de dança, que foi colocada entre o palco e as mesas, percebo minha mulher ajoelhada, conversando distraidamente com a avó que está sentada.
–Sra. Emma Swan-Mills, compareça a pista para dançar a primeira música com sua esposa.- esse é o cantor, chamando a atenção de Emma.
Sorrio, ao mesmo tempo em que percebo ela se aproximando de mim. Enlaço seu pescoço e ela coloca os braços ao redor de minha cintura, colando sua testa na minha.
A orquestra começa a tocar “Can’t Take My Eyes Off You*”, uma das minhas canções prediletas e também minha declaração de amor a mulher que agora é completamente minha.
–Você promete ser terna hoje à noite?- indaga, sorridente.
Olho para ela maliciosa e digo:- Prometo, mas também pretendo te pegar de jeito.
–O que você está tramando, Regina Swan-Mills?- pergunta, arqueando uma sobrancelha.
–Tenha paciência que logo você saberá.- respondo para beijá-la em seguida.
Depois que dançamos mais algumas músicas, decidimos nos despedir dos convidados e jogamos os buquês que são pegos por Ruby e Granny.
Emma faz um discurso agradecendo a presença de todos e saímos rapidamente da festa, pois estamos ansiosas para consumar o nosso casamento na suíte do hotel mais luxuoso que há em Portland.
***
{Emma}
Entro no nosso quarto com Regina nos braços conforme a tradição da noite de núpcias e estou super curiosa, além de excitada, para saber o que a minha esposa planejou para esta noite.
Coloco-a gentilmente no chão e Regina manda eu me preparar, enquanto vai para o banheiro, rindo maliciosamente.
Depois que visto uma lingerie vermelha com cinta-liga, fico contemplando, através dos vidros que substituem as paredes no quarto, a noite de Portland.
Ela sai do banheiro, vestindo um robe de seda preto e ordena:- Para cama, Emma!
Sorrio, de maneira safada, ficando de joelhos no meio da cama, e ela se aproxima, admirando com olhos febris o meu corpo seminu.
Sobe no leito e deixa o robe deslizar pelo seu corpo. Seus seios estão nus e, quando olho para o meio das suas pernas, fico surpresa. Regina está usando um dildo com cerca de 18cm.
Nunca gostei de brinquedos, mas confesso que vê-la usando somente aquele strap e me encarando desta forma cobiçosa, surtiu um efeito devastador em mim.
– Você está cheia de ideias, não é, meu amor? Acho que vou proibi-la de continuar assistindo filmes pornôs lésbicos, estão te deixando muito depravada.- digo, afastando-me dela e colocando os braços sobre o espelho da cama.
Ela sorri para mim, aproximando-se, e diz:- A partir de hoje, Emma Swan-Mills, você não proíbe mais nada, apenas obedece a sua dona, no caso, eu.- e me puxa, enlaçando o braço direito na minha cintura, enquanto o dildo toca meu clitóris latejante, fazendo com que eu solte um gemido gutural.
Beija-me com volúpia, segurando com a mão esquerda a minha nuca e eu aproveito para enlaçar seu pescoço com meus braços.
Desce uma das mãos para soltar as ligas que prendem as meias ao espartilho, tirando-o em seguida e desnudando os meus seios.
Começa a sugar meus mamilos eretos, dando pequenas mordidas nos bicos e arqueio minha cabeça para trás.
A desenvoltura de Regina na cama é surpreendente, se eu não soubesse que sou a única mulher com quem ela já esteve, diria que minha esposa é lésbica desde que nasceu.
Ela me deita sobre o leito e percorre com sua língua cada centímetro do meu corpo, desde a minha garganta, passando pelos meus seios e abdômen, até chegar entre as minhas pernas.
Retira minhas meias, traçando um caminho de beijos e mordidas entre os meus joelhos e a minha virilha, provocando em mim sensações únicas, de puro prazer.
Livra-se da minha calcinha e massageia o meu clitóris com a ponta do nariz, pressionando-o e sinto sua língua na entrada da minha vagina que está completamente molhada.
Regina chupa meu sexo como se quisesse absorver o meu gosto para sempre, enquanto me agarro ao espaldar da cama.
Depois de se refestelar na minha intimidade, misturando sua saliva aos meus líquidos vaginais, separa bem as minhas coxas, colocando-se entre elas e, olhando fixamente para mim, começa a me penetrar devagar, fazendo movimentos de entra e sai dentro do meu sexo.
Agarro-me aos seus fios negros, gemendo, enquanto ela passa a língua na própria boca e percebo o quanto está excitada me dominando desta forma.
Contorno seus quadris com as minhas pernas e sinto-a cada vez mais dentro de mim.
–Milah já te comeu assim?- rosna e vejo um brilho possessivo nos seus olhos.
Sorrio e decido provocá-la:- Não só ela, Mulan também!
Regina grunhe e começa a me estocar com mais violência, fazendo com que eu grite, num misto de dor e prazer.
Agarra-me pelos cabelos e me beija, metendo sua língua entre meus lábios e cravo minhas unhas nas suas costas, sentindo seu sabor na minha boca.
–Você é só minha, Emma.- rosna, acelerando ainda mais o ritmo, com a testa colada na minha.–Diga que nenhuma delas te comeu tão gostoso assim.- pede, interrompendo os movimentos rápidos, e voltando a meter vagarosamente, tirando e colocando o dildo na minha cavidade empapada de tesão.
Olho ternamente para ela:- Ninguém nunca me comeu tão gostoso assim, meu amor, só você, porque nunca fui penetrada deste modo.- digo, segurando o rosto dela com as mãos.
Regina sorri satisfeita e volta a enfiar com força dentro de mim, arrancando um agudo grunhido da minha garganta.
Ela crava os dentes no meu pescoço e coloco as duas mãos em sua bunda, fazendo com que aumente o ritmo das estocadas progressivamente, enquanto mordo o lóbulo de sua orelha.
O orgasmo me arrebata completamente, deixando-me perdida num oceano de sensações desconhecidas e aproveito para chupar sua orelha e apertar ainda mais suas nádegas, estimulando-a a continuar me penetrando, ao mesmo tempo em que sussurro seu nome envolvida pelo gozo.
Quando minha esposa para de me estocar ainda estou sentindo vários espasmos pelo corpo. Ela se levanta, tira o strap e gruda seu sexo encharcado no meu, esfregando nossos clitóris palpitantes, com as costas arqueadas.
Seguro-a pelos braços e prendo-a com as minhas pernas, unindo ainda mais nossas vaginas.
Regina começa a gozar, soltando gemidos guturais e puxo-a pelo cabelo, fazendo com que seus seios esmaguem os meus e sua barriga se choque contra a minha.
Beijo-a e ela geme dentro da minha boca, aumentando ainda mais minha excitação e fazendo com que eu movimente meus quadris de forma crescente, roçando minha vagina na dela, enquanto seu sexo solta um líquido quente molhando o meu.
Estamos gozando juntas e nossas bocas se consomem uma na outra, enquanto nossos sexos estão completamente encaixados, como se fossem duas peças de um quebra-cabeças.
Quando, por fim, as pulsações diminuem, sinto seu peso sobre mim, sua respiração descompassada e nossos corações batendo acelerados.
Começo a alisar seu cabelo e minha mulher adormece, depois de aninhar a cabeça nos meus seios.
Sorrio, feliz, beijando seus fios negros, pensando que, agora, realmente pertencemos uma a outra e que não permitirei que nada, nem ninguém, tire Regina de mim, pois sofri muito para tê-la ao meu lado e, finalmente, poderemos começar nossa família.
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