Um Paradoxo de Sentimentos.
17 A Lua de Mel.
Notas iniciais
{Regina}
Já estamos no nosso 23º dia de lua de mel. Emma prometeu me levar a vários pontos turísticos existentes na Europa.
E, depois de passarmos pela Espanha, França e Itália, agora estamos na Grécia, conhecendo algumas ilhas a bordo de uma luxuosa lancha.
Ao longe vejo o porto de Rodes, enquanto leio um livro de Jane Austen.
Minha esposa está mergulhando há mais de uma hora, mas eu preferi ficar na lancha me entretendo com uma boa literatura.
Escuto um barulho na água e logo vejo Emma subindo na embarcação, usando um macacão de mergulho preto e molhando todo o piso.
Ela retira a toca e sorrir para mim:- Vejo que alguém não consegue passar um momento sem pensar na esposa!– afirma, apontando para a capa do livro, onde se lê “Emma”.
Sorrio de volta e digo:- Você, assim como o personagem-título desta trama, é bonita, inteligente e rica, então, realmente não tem como não pensar em ti, meu amor, todavia essa Emma aqui também adora interferir na vida alheia e não quer se casar, embora passe metade do seu tempo maquinando casamento para os outros e nisso creio que vocês são diferentes.
Aproxima-se e beija-me suavemente.- Realmente somos, porque eu prefiro tramar coisas que envolvam sexo com a minha linda e amada esposa e não casamentos de terceiros.- diz divertida, molhando-me inteira.- Vou tomar banho, quer vir também?- conclui, maliciosa.
Faço um gesto negativo com o indicador direito e ela responde com uma careta.
Depois que Emma toma banho e nos arrumamos para sair, ela me leva para conhecer a histórica cidade que abrigou uma das sete maravilhas do mundo antigo: o Colosso de Rodes*.
Minha loira não cansa de me surpreender: ela fala fluentemente espanhol, francês e italiano¹ e arranha alemão e grego².
Além disso, Emma quem está pilotando a lancha, já que aprendeu a guiar, junto com Killian, esse tipo de embarcação há alguns anos.
Enquanto fazemos um tour pela cidade, minha esposa me conduz até uma pequena perfumaria onde um grego de meia-idade nos recepciona.
O homem é bastante simpático e depois de conversar com Emma em grego, ele vem onde estou e começa a me cheirar, enquanto ela rir da minha expressão, pois, provavelmente, estou ruborizada por causa da atitude dele, sinto-me como uma das vítimas de Jean-Baptiste Grenouille³ neste instante.
Ele volta a conversar com ela e quando saímos da perfumaria, indago:- Vocês conversaram sobre o quê e por que ele me cheirou?
Emma sorri:- Quando morei na Alemanha, sempre vinha à Grécia, foi quando conheci Oberon e me encantei pela genialidade dele em manipular aromas. Então pedi para que fizesse um perfume que fosse exclusivamente seu!- Finaliza, encarando-me.
–Ele vai criar um perfume a partir da minha essência natural?- Pergunto, admirada.
–Sim, e ele disse que será uma de suas obras-primas! — fala.- Obviamente não pude discordar de Oberon, uma vez que a musa inspiradora é a mulher mais bela e perfumada do mundo, em minha humilde opinião.- diz, fazendo um gesto cavalheiresco.
Imagino a pequena fortuna que Emma pagará por essa criação e enlaço o pescoço dela, beijando-a apaixonadamente em plena cidade medieval de Rodes, sem me preocupar com alguns olhares curiosos.
Depois que nossas demonstrações públicas de afeto cessam, continuamos a caminhada e resolvemos almoçar no Romios Restaurant, uma espécie de taverna que tem na cidade velha.
Enquanto Emma vai ao toalete, sinto dois fortes braços me pegando pela cintura e levantando-me do chão.
Solto um grito assustado e a pessoa me solta:- Não está lembrando de mim?- Um homem bonito, loiro e alto, encara-me sorridente.- Sean MacKenzie, o calouro do curso de Administração para quem você deu algumas aulas.- conclui.
Em seguida, recordo dele. Era um dos alunos que ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Austin e que eu ajudei ensinando-lhe algumas disciplinas, como cálculo, pois se ele fosse reprovado poderia perder a bolsa.
Sean volta a me abraçar, beijando meu rosto e quando olho por cima do seu ombro, vejo Emma regressando e, ao me ver nos braços do meu antigo colega de curso, coloca sua já conhecida cara amuada de quando estar com ciúmes ou chateada por alguma razão.
–Não sabe como sou grato a você, Regina, pois sem sua ajuda, provavelmente não teria me graduado e hoje não teria minha própria empresa.- diz, emocionado.
–Olá!- o tom de voz dela, ao chegar perto de nós dois, poderia congelar qualquer deserto.
–Amor... falo, saindo do abraço de Sean e pegando na mão dela.- Esse é meu antigo colega, Sean MacKenzie. Sean, essa é minha esposa, Emma Swan-Mills.- digo, tentando amenizar o clima tenso.
Ele parece não perceber a fúria no olhar da minha esposa e a cumprimenta com simpatia, sem demonstrar nenhuma surpresa ao descobrir que sou casada com uma mulher.
Conversamos um tempo sobre nossos velhos conhecidos e alguns fatos de nossas vidas quando éramos acadêmicos, e Sean caminha ao nosso lado, enquanto Emma bufa de raiva.
Depois, ele se despede de maneira efusiva de nós duas, e volta a me abraçar sob a vigilância constante de Emma.
Quando Sean se afasta, sorrio para ela e a beijo tentando desfazer o lindo bico de sua boca.
Voltamos para a lancha e ela continua calada, mas, aos poucos, diminui a tromba e conversa normalmente comigo.
Depois de jantarmos diz que vai buscar algo no quarto e como está demorando a voltar, resolvo ir ver o que ela estar fazendo.
Quando entro na cabine não a vejo em lugar nenhum, ela me pega por trás, provavelmente ficou atrás da porta, e começa a se esfregar em mim.
Sinto a borracha dura do dildo tocando a minha bunda por cima do vestido. Morde minha orelha e eu grito, sentindo suas mãos retendo-me pela cintura.
– “Thor” não tirava os olhos do seu decote e ele é tão atrevido que não deixou de jogar charme para você nem quando soube que já tinha dona.- sussurra ao pé do meu ouvido, e sorrio pela maneira como Emma se referiu a Sean, chamando-lhe pelo nome do conhecido deus nórdico.
–Você é muito ciumenta, meu amor, ele apenas ficou feliz em me ver!- rebato.
–Ah sim, deu para perceber o entusiasmo dele, pois não perdia a oportunidade de abraça-la, cheirá-la e beijá-la, e acho que no final estava ereto.- fala, mordiscando meu pescoço e colocando a mão por baixo do meu vestido, acariciando-me por cima da calcinha de renda que estou usando.
Solto um gemido de êxtase, por causa das carícias dela:- Realmente senti uma rigidez sob o jeans que ele vestia quando me abraçou pela última vez.- resolvo provocá-la ainda mais, pois é a primeira vez que Emma vai me pegar usando um dildo e espero por isso desde que nossa lua de mel começou.
Vira-me e tira meu vestido rapidamente, rasgando minha calcinha em seguida. Beija-me, chupando e mordendo meus lábios e, eventualmente, metendo sua língua gostosa na minha boca, enquanto me leva até a cama.
Separa minhas pernas com as suas e se coloca entre as minhas coxas. Sinto-a ajeitando a ponta do dildo na entrada da minha vagina, todavia não me penetra no primeiro momento.
Fica sarrando em cima de mim, esfregando o brinquedo no meu clitóris, ao mesmo tempo em que suas mãos estão segurando-me pelos quadris, fazendo com que eu me movimente junto com ela.
Nossos mamilos pontiagudos por causa da excitação se roçam e ela chupa meu pescoço, distribuindo fortes mordidas nessa parte do meu corpo, marcando seu território.
Meto meus dedos no seu cabelo, puxando-a para mais beijos de língua, enquanto ela segue castigando meu clitóris com o strap.
Enlaço minhas pernas ao redor de sua bunda:– Acho que o pênis dele era mais duro que o “seu”.- digo, mordendo o lábio dela.
Ela me encara com desejo e responde:- Vou te provar que está errada!- e começa a me invadir lentamente, colocando e tirando o dildo de dentro da minha vagina em movimentos enlouquecedores, fazendo com que eu solte roucos grunhidos em resposta a sua deliciosa tortura.
Morde meu queixo e acelera o ritmo, enquanto minhas mãos passeiam pelas suas costas e meus calcanhares estão apoiados nas suas coxas.
Ela alterna fortes estocadas com penetrações mais lentas, levando-me ao delírio e fazendo meu corpo tremular de prazer.- Não tão rápido, meu amor!- diz, notando que estou a ponto de gozar.
Sai de cima de mim, coloca-me de bruços e sinto seus seios tocando a pele das minhas costas, ela separa um pouco as minhas pernas e, sem titubear, volta a me penetrar.
Sinto o joguete todo enterrado no meu sexo e me contraio inteira ao sentir suas fortes estocadas.
Emma está me punindo por causa dos ciúmes que sentiu hoje cedo, mostrando que sou inteiramente dela e que fará o que quiser com o meu corpo.
Quando estou prestes a gozar de novo, ela volta a interromper os movimentos, coloca as mãos em cada um dos meus seios e me ergue, fazendo com que eu me sente sobre suas coxas, enquanto o strap permanece enfiado na minha vagina.
Ela acaricia meu nervo inchado e pulsante e com a mão direita gira minha cabeça e me beija.
Solto um suspiro dentro da sua boca, quando meu amor começa a se movimentar para cima e para baixo num ritmo lento e delicioso.
Tombo minha cabeça no seu ombro:- Amor, por favor, eu quero gozar!- Imploro, com uma voz embargada de desejo.
Ela sorri, distribuindo beijos no meu ouvido e pescoço. Coloca uma mão na minha cintura, prendendo-me e começa a me estocar de uma forma bruta, arrancando gritos e gemidos da minha garganta, enquanto a outra massageia com força meu clitóris.
–Vai voltar a me provocar?- Indaga, furiosa.
–Vou!- respondo quase sem fôlego.
–Gosta quando eu te fodo assim, não é?- rosna, entredentes.
–Amo!- afirmo de forma categórica.
Ela muda novamente as posições, deixando-me de quatro sobre a cama, com uma mão me segura pelos cabelos e com a outra me prende pela cintura e segue invadindo minha vagina, devorando-me de uma forma crua e selvagem.
Quando minhas pernas começam a fraquejar, por causa dos espasmos, ela não se detém e suas estocadas ficam cada vez mais fortes e constantes.
Por fim, mergulho num violento orgasmo e não só o meu corpo, como todos os meus sentidos estão dominados por Emma Swan-Mills, minha mulher, meu amor, minha vida.
Desabo sobre o colchão e a arrasto junto comigo.
Sou trazida de volta para a realidade escutando suas juras de amor eterno e sentindo seus lábios percorrendo a minha nuca e minhas costas.
Sorrio de satisfação e felicidade, viro-me para encará-la e percebo que ela já tirou o strap.
Emma volta a se aninhar entre as minhas coxas, lembrando-me que nossa noite de amor está apenas começando e eu me deixo levar novamente pela libido da minha esposa.
Quando desperto no outro dia, depois de uma exaustiva e extasiante noite, vejo, ao lado da cama, um bonito frasco e escrito em um dos lados o nome “Regina” em letras vermelhas.
Destampo e sinto um inebriante e maravilhoso aroma penetrando minhas narinas e quando olho para a porta ela está encostada no vão, sorrindo para mim e, neste momento, tenho certeza que minha vida ao lado da minha esposa será repleta de amor, surpresas, prazeres e alegrias e pretendo viver tudo isso intensamente.
Fale com o autor