Um Paradoxo de Sentimentos.

11 Meu corpo é testemunha do bem que elA me faz.


Notas iniciais
- Agradecemos a Caskett forever e LeamyDream que favoritaram a fic e a todas que deixam reviews e estão acompanhando. -Boa leitura!!!

{Regina & Emma}

–Amor?- A morena debruçada sobre os seios da loira, percebendo que sua amada estava muito calada, chamou-a.

–Que foi, meu bem?– Respondeu Emma, enquanto acariciava as costas de sua mulher.

Regina olhou para ela, colocando seu queixo entre o vale dos seios de Emma e disse:– Não vou permitir que você se sinta culpada pela morte do seu irmão! Ele agiu com irresponsabilidade porque resolveu guiar o carro, mesmo eu pedindo para conduzi-lo, depois de ter tomado champanhe, portanto se tem um culpado nesta história é o próprio Robin.

Emma fechou os olhos, suspirou profundamente e falou:- Não quero falar sobre isso, Regina!– E tentou levantar-se da cama.

A morena foi mais rápida sentou-se sobre o abdômen da loira, colocou suas mãos sobre o ombro dela, prendendo-a embaixo do seu corpo.

Não, Emma Swan, você vai me ouvir, porque eu passei 4 anos da minha vida sendo alvo dos seus julgamentos e ironias. E não admitirei que agora, depois de enfim aceitarmos que nos amamos, você fique remoendo culpa na sua cabeça, um sentimento que pode muito bem fazer com que se afaste de mim novamente, porque te conheço muito bem!– Falou de forma decidida.

Emma sorriu, excitada com o tom autoritário e devido ao contato úmido do sexo de Regina no seu abdômen. –Com você falando neste tom tão dominante e com essa visão que está me proporcionando, sentada deste jeito sobre mim, não tenho como contra-argumentar.– disse a loira, brincalhona.

Regina sorriu! Pelo visto Emma já tinha chorado todas as suas lágrimas e agora elas podiam, finalmente, ter uma conversa definitiva.

–Como eu estava dizendo, seu irmão estava sob efeito do álcool. Ficou provado que ele invadiu a contramão, provavelmente porque cochilou e não acredito que você tenha algum tipo de poder mutante, como Jean Grey¹, que deseja as coisas e elas acontecem. – brincou para tentar amenizar aquele assunto ainda delicado.

Emma deu um sorriso de canto, baixou o olhar e falou:- Quando desejei a morte dele, Robin já tinha falecido e eu também estava sob a influência do álcool.– Queria justificar-se, porque ainda se sentia mal com isso.

–Emma, porque você bebia tanto naquela época?- Indagou a morena curiosa, mudando o rumo da conversa.

–Sério que você não faz nem ideia, Regina?- Questionou a loira, incrédula.

–Era por minha causa?– Perguntou, sentindo-se culpada.

A loira sorriu cinicamente e disse:- Sim, Sra. Mills! Segundo Ariel, metade da população de Storybrooke já sabe que eu cai de amores pela minha cunhada e a outra tem fortes suspeitas. Já fizeram até apostas em casas de jogo, estabelecendo a data provável que eu vou subir na torre da igreja e gritar para os quatro cantos que amo loucamente Regina Mills.- Concluiu a loira, exagerada.

–Own, srta. Swan, acabei de me apaixonar por você de novo, sabia?– Falou a morena emocionada, debruçando-se para beijar suavemente sua loira.

–Foi, é?! Então, serei como aquelas antigas trovadoras², sairei pelos 5 continentes e também pela Antártida³, cantando e recitando a história da cavaleira branca vestida de ghostface que se apaixonou loucamente por uma bela Rainha Má, numa linda noite mágica, debaixo de um coreto desses que costumamos ver nos contos da Disney.- disse, com ar romântico.

–Emma Swan, seu pai deve ter sido um príncipe encantado em outra vida, porque nunca vi tanto romantismo junto em uma única pessoa. Deste jeito o coração enegrecido da Rainha Má volta rapidamente a ter uma coloração vermelha e brilhante.– falou a morena enternecida, enquanto dava beijos estalados na sua amada. – A Rainha Má também se apaixonou perdidamente pela sua cavaleira branca, porém, seu coração entristecido pela perda do amor da juventude, não permitiu que ela percebesse logo de cara que estava diante do amor da sua vida. E elas precisaram passar por muitas provações e discussões recheadas de ódio e sarcasmo, que maquiavam seus reais sentimentos, para perceberem o quanto se amavam.– falava a morena, esfregando seu nariz no da cunhada.

Mas tudo isso serviu para fortalecer esse sentimento tão intenso que as une e que nem a morte irá separar. Elas vão se casar, ter 5 filhos, e vão envelhecer juntas. A morena vai ficar cada vez mais linda e rabugenta e a loira vai sempre está ao lado dela, protegendo-a e amando-a por toda a eternidade.- falou Emma, retribuindo o beijinho de esquimó.

–Cinco filhos, é?– Ria a morena.- Deste jeito a velhice vai chegar bem rápido para a loira e para a morena, não é a toa que esta última irá ficar cada vez mais rabugenta. Sem falar que ela estará casada com uma loira insuportável que consegue tirá-la do sério com a maior facilidade. E que mal lhe pergunte, quem vai gerar esses 5 filhos que a loira mais linda e amada do mundo pretende ter com a morena?– Inquiriu Regina, sorrindo.

–Todos serão gerados pela bela morena e serão as crianças mais lindas do universo, irão destruir corações já quando chegarem no berçário do hospital.- falou Emma, com tom brincalhão.

–Ah, é? Então para a morena vai tocar os enjoos, as estrias, a fadiga, o ganho de peso, o apetite voraz, as noites mal-dormidas e todos os efeitos colaterais da gravidez, enquanto a loira permanece com seu corpo lindo e todo definido, não é? – falava, debochada.

–Exato! E a loira de corpo atlético já está ficando cada vez mais excitada com a possibilidade de fazer amor com sua esposa linda, morena e grávida.– disse Emma, maliciosa e zombeteira.

–Pois a morena tem outra proposta: ela gera 2 bebês e a loira fica grávida uma vez, ai elas tem apenas 3 filhos que é mais do que suficiente para abrandar os instintos maternos da morena.– falou, divertida.

Emma ficou pensativa e resolveu provocar Regina:- Tá bom! A loira pode ter os outros 2 filhos com uma de suas ex’s!

A morena, que ainda estava em cima dela, deu um safanão na cara da loira que emitiu um –Ouch! e ficou rindo da cara furiosa da sua amada.

–Não me provoque, Emma Swan! Você não tem ideia do quanto posso ser possessiva e ciumenta.– advertiu em tom sério.

–Ah, é? Você imagina quantas mulheres eu já levei para a cama, sra. Mills?– A loira provocava deliberadamente com um sorriso descarado no rosto.

–Não, e nem quero imaginar!– Respondeu à morena irada, porém imaginando mentalmente Emma com muitas outras na cama, enquanto o sangue fervia em suas veias.

–Não quer um número estimado?– Seguia provocando.

Regina respirou fundo e decidiu entrar na “brincadeira”:– Não querida, porém, acredito que enquanto você esteve com muitas delas, devia está pensando em mim.- disse, desdenhosa e convencida.

Emma endureceu a expressão, conseguiu se levantar fazendo com que Regina ficasse sentada de pernas abertas sobre as suas, o lençol branco ainda estava cobrindo a parte inferior dos corpos delas.

Regina enroscou todos os dedos das mãos no cabelo de Emma, enrolando suas pernas na cintura da loira que a abraçava com força.

Ambas estavam superexcitadas por causa das provocações e Emma falou:- Não nego que fiz amor com várias, imaginando que eram você, mas o melhor é que agora eu te tenho onde sempre quis, na minha cama, amassando os meus lençóis.

Dito isso, a loira beijou a morena com raiva, lembrando-se da noite que ouviu os gemidos do irmão, enquanto provavelmente ele transava com Regina.

Todavia, agora ela tinha a cunhada novamente sobre o seu leito e iria fazê-la gemer e gritar seu nome quando atingisse o orgasmo.

Ela deitou Regina sobre os lençóis da cama, e o que cobria seus corpos desceu até as pernas de Emma, deixando a bunda dela exposta.

Emma pousou suas coxas entre as da cunhada, levantou-se apoiando-se pelas mãos fechadas, como se tivesse fazendo flexões de braços e começou a cavalgar sobre o corpo da morena.

–Você...é...minha!– Grunhia entrecortadamente, enquanto investia no corpo da mulher amada.

Regina estava excitadíssima, vendo a possessividade presente nos olhos e na voz da loira.

Aprisionou Emma com suas pernas e resolveu provocá-la ainda mais:- Sabe que não é a úni..ca que já este..ve entre as minhas co..xas, não é? – falava, ao mesmo tempo em que gemia.

Emma interrompeu os movimentos, seus olhos ficaram verdes-escuros e sua pupila dilatou completamente, ela sentou na cama, de pernas dobradas sobre os calcanhares, e puxou Regina na sequência para cima das suas coxas.

Enroscou os dedos com violência nos cabelos negros e cravou seus dentes na pele macia do pescoço da cunhada, penetrando-a com 3 dedos, enquanto ouvia os gritos de dor e prazer da morena.

Regina deslizou suas unhas pelas costas da loira, arrancando pedaços da pele de Emma, fazendo a cunhada urrar no seu ouvido e deixando um rastro de vermelhidão na tez alva dela.

Emma acelerou as estocadas e Regina movimentava-se, saltando nos dedos da loira, sentindo os lábios dela sugando a epiderme do seu pescoço e, na sequência, a língua da amada invadindo a sua boca.

Regina segurou o rosto da loira com as duas mãos e chupou a língua de Emma, enquanto já sentia as palpitações do orgasmo.

A morena pendeu a cabeça para trás, juntou as pernas ao redor dos quadris da amada, apertando os dedos da loira com as paredes de sua vagina, seus olhos pestanejaram freneticamente e ela gritou:- EMMA!!!, quando foi totalmente envolvida pelo prazer e sentia como se seu corpo estivesse levitando por causa das sensações do gozo.

A loira esmagou a boca da amada com a sua, porque queria que Regina gemesse de encontro aos seus lábios, ao mesmo tempo em que abafava os gritos da morena.

Quando Emma sentiu a última contração de Regina ao redor dos seus dedos, deitou-a gentilmente na cama e ficou por cima dela, afastando os fios negros molhados de suor que tinham colado à testa e na lateral do rosto da morena.

Elas começaram a rir, deliciadas pelo prazer e, principalmente, por causa da imensa alegria que sentiam naquele momento. Nunca foram tão felizes como agora.

Regina parou de sorrir, embora ainda estivesse com uma expressão de puro júbilo desenhada no rosto e disse:- Você me faz tão bem, Emma Swan! Quero continuar fazendo coisas lésbicas com você pelo resto da minha vida!– Concluiu, com voz maliciosa, afastando as mechas loiras do rosto de sua amada.

Emma caiu na gargalhada por causa do comentário de Regina e disse:- E o que seriam essas “coisas lésbicas”, meu amor?

O que acabamos de fazer e outras coisas que pesquisei na internet.– respondeu com olhar safado.

–Hum, minha futura esposa andou navegando em sites de pôrno lésbico, foi?- Perguntou Emma, arqueando uma sobrancelha.

–Ah, eu não te disse? Antes de ir para cama com você, resolvi fazer um curso intensivo chamado: “Como se tornar lésbica em 30 dias e ser feliz!”– respondeu, mordendo o lábio inferior e tentando controlar o riso.

Emma riu e mergulhou o rosto no pescoço da amada, chupando aquela região e fazendo cócegas em Regina.

–PARA, EMMA!- Gritou Regina, não aguentando aqueles toques nas partes sensíveis do seu corpo e rindo convulsivamente.

A loira parou e disse:- Vamos colocar em prática o que você já aprendeu nos sites e comigo.– falou, rindo e levantou-se, estendendo a mão para Regina que aceitou o gesto.

Elas se enrolaram no lençol da cama e saíram para o terraço. Emma deitou-se sobre uma espreguiçadeira acolchoada que havia ali, puxando Regina para cima dela.

A lua brilhava no céu estrelado, banhando com sua luz os corpos seminus das duas mulheres.

Elas se movimentavam de forma cadenciada sobre a espreguiçadeira, os sexos se roçavam e os gemidos se confundiam.

Emma agarrava-se aos fios negros, puxando Regina para beijos molhados e ardentes.

A morena chocava seu centro de prazer contra o da loira, enquanto sua língua deslizava sobre a da outra mulher.

A loira escorregava a mão livre pelas costas da morena, apertando a bunda da amada por baixo do lençol que cobria aquela região do corpo de Regina.

A fricção entre as vaginas delas aumentava, conforme a loira pressionava as nádegas da morena.

Quando Emma começou a sentir os espasmos percorrerem seu ventre e descerem gostosamente pelas suas pernas, balbuciou um: “Você é muito gostosa!”, e gozou silenciosamente, sentindo Regina se retesar de prazer em cima dela, e o líquido ardente, que foi expelido pelos sexos de ambas, molhar o tecido da espreguiçadeira.

{Killian}

Um pouco antes desta explosão carnal acontecer, mais precisamente quando as duas mulheres saíram para a varanda, um moreno que estava fumando um cigarro no terraço do seu quarto, vendo sua irmã e sua cunhada juntas, enroladas por um lençol e rindo, não pode evitar sorrir também, pois nunca tinha visto nenhuma das duas tão felizes antes.

Ele apagou o cigarro e entrou no dormitório a fim de dar privacidade às belas mulheres que claramente iam se amar ali, pensando consigo mesmo: “O amor lésbico adolescente é lindo!”, enquanto deitava-se em sua cama.

Notas finais
¹Jean Grey: personagem de X-Men que podia participar de OUAT e fazer Robin e Killian desaparecem com seus poderes telepáticos e telecinéticos. ²Trovadoras: Acho que poucas pessoas sabem que tbm existiram mulheres que compunham e entoavam cantigas, acompanhadas de instrumentos musicais na Idade Média. ³ Para alguns a Antártida é um continente, mas creio que a maioria não considera aquela parte fria da terra desta forma. -O título do capítulo é um trecho da música "O meu amor" do brilhante Chico Buarque, que é outra música que me inspira quando escrevo cenas hots. *Vídeo da música: http://www.youtube.com/watch?v=6Jxt2x8O7Rk -Até o próximo!!!