Notas iniciais
- Agradecemos a quem deixou review e está acompanhando. - Juntamos dois capítulos. - Boa leitura!

{Regina}

Desperto lentamente sentindo a mão direita de Emma nas minhas costas, segurando-me. Estou de lado, com minha perna direita sobre as delas e meu sexo colado a lateral do seu corpo.

A primeira coisa que vejo ao abrir totalmente os olhos é o lindo rosto da minha futura esposa. Ela está com uma expressão tão relaxada, ainda ressonando. Sinto seu peito subir e descer sob o meu braço que está repousando naquela parte do seu corpo.

Olho para cima e vejo uma linda águia sobrevoando o céu da fazenda, com suas asas totalmente abertas. É quando lembro que estamos dormindo no terraço do quarto de Emma, ainda na espreguiçadeira.

O cheiro do orvalho da manhã impregna minhas narinas e nossos corpos estão um pouco molhados por causa das pequenas gotas de chuva que devem ter caído há pouco tempo.

Passo meu dedo indicador na ponta do nariz da minha amada, tentando despertá-la. Ela o franze, movimentando-o para lá e para cá, incomodada com o toque, enquanto eu sorrio e continuo provocando-a.

Emma pestaneja os olhos e me dedica um olhar semicerrado. Perco-me naquelas lindas esmeraldas, toco a lateral esquerda do seu rosto e a puxo para um beijo suave.

–Bom dia, minha Rainha!- ela diz.

–Bom dia, meu amor! Acho que deveríamos nos levantar, senão daqui a pouco seremos pegas nesta posição comprometedora e não creio que seja a melhor forma dos demais ficarem sabendo sobre a nossa relação, principalmente sua avó.- respondo, sorrindo.

–Hum! Eu terei que ir a Portland agora pela manhã, mas volto antes do anoitecer e poderemos conversar com a velha Swan depois do jantar.– diz, e não consigo evitar rir da forma como Emma se refere a avó.

–Vou ficar mais tranquila quando ela e os outros também souberem sobre nós, porque assim poderemos nos agarrar em qualquer lugar.– falo, maliciosa.

Ela sorri e diz: –Você está muito saliente, sra. Mills, quando te conheci parecia ser mais séria e um poço de moralidade.

–Eu? Um poço de moralidade?– pergunto, com falsa indignação.- Na realidade, era como um vulcão adormecido, esperando que certa loira acendesse a pequena fagulha para ocasionar uma erupção em meu corpo.– falo, com uma sobrancelha erguida e um sorriso malicioso nos lábios.

–E a única que vai desfrutar dessa erupção vulcânica sou eu.– afirma, colocando-se em cima de mim e beijando-me com ardor.

–Não estou bem certa se você, sozinha, é capaz de conseguir apagar todo o meu fogo, Srta. Swan.– digo, provocando-a, entre um beijo e outro.

–Tenho muita energia e disposição para deixá-la tombada na cama todos os dias, sra. Mills, e no fim você estará pedindo clemência quando não aguentar mais a maratona de sexo diário que teremos. – fala minha loira convencida.

–Hum! Espero que isso não seja uma promessa vazia, srta. Swan, porque adoraria pedir clemência depois de ter muito sexo cotidiano.– digo, excitada.- Porém, agora, saia de cima de mim porque tenho que ir para o meu quarto e continuar mantendo as aparências até a sua volta.– Concluo, sorrindo.

Depois de me vestir e ser agarrada contra a parede por Emma, que me dá um beijo de tirar o fôlego, abro a porta do quarto, olho para um lado e para o outro, ninguém a vista, saio e subo as escadas para ir para o meu dormitório.

{Killian}

Despertei com vontade de fazer traquinagem e, enquanto estou no banheiro escovando os dentes, lembro-me do que vi durante a madrugada e resolvo provocar minha irmã e cunhada, já que tenho certeza que elas mantem esse caso de amor em segredo há algum tempo, tendo em vista a forte tensão que sempre notei entre as duas e a cena, que agora sei que era de ciúmes, que Emma fez, dias atrás, ao me ver abraçando e beijando Regina.

Com essa ideia em mente e um sorriso malicioso nos lábios, saio do quarto e desço para a grande sala de jantar, a fim de fazer o desjejum e, se tiver sorte, começar a colocar em prática meus intentos maquiavélicos.

{Autora}

Todos estão sentados na mesa, tomando café da manhã. Há algum tempo a sra. Swan não via a família toda reunida para fazer aquela refeição e tê-los ali, juntos, alegra o coração da velha senhora.

–Regi, que tal tomarmos um banho de piscina daqui a pouco?– Killian interrompe o silêncio, começando a colocar seu plano em ação.

–Claro, Killian, seria ótimo! Parece que o sol finalmente saiu e deve está um dia lindo lá fora.– responde a morena, sem perceber que a loira não gostou nada da sua resposta.

–E você, Emma, não quer nos acompanhar?- Pergunta o moreno, sorrindo para a irmã.

–Infelizmente não posso, porque alguém nesta família precisa trabalhar!– responde, venenosa.

Killian leva as mãos ao peito num gesto afetado e diz:- Assim você me magoa, Emma! Eu dou muito duro em cima das mulheres que conheço nas minhas viagens.– conclui, piscando o olho para Regina.

A morena não se controla e solta uma sonora gargalhada, sendo acompanhada pela vovó Swan que já está acostumada com o jeito atrevido do seu neto.

A única que não parece satisfeita com nada daquilo é Emma, que olha alternadamente para seu irmão e sua mulher com expressão furiosa.

Quando terminam de tomar o café, cada um vai para seu respectivo quarto a fim de trocarem de roupa e, embora a loira tenha ficado com vontade de seguir a morena para dizer que ela não fosse tomar banho de piscina com seu irmão, evita fazê-lo, uma vez que não quer assustar Regina com mais uma demonstração de possessividade.

Todavia, quando já está entrando no seu Ferrari conversível amarelo, ver a morena saindo da casa e dirigindo-se a piscina com um biquíni preto tomara que caia, chapéu dream branco e negro, óculos de sol e uma camisa branca, estilo saída de praia, aberta.

Emma fica boquiaberta, salivando diante daquela linda imagem, e amaldiçoando o Sr. Gold que marcou a reunião para aquele dia.

Entra no carro enfurecida, imaginando que Killian não vai perder uma oportunidade de ficar dando em cima da sua morena.

***

Regina está dentro da piscina, próxima à borda, sem o chapéu e os óculos.

Killian, que está só de sunga preta, acabou de sair da água e foi pedir para Granny fazer umas margaritas¹.

A morena está distraída, observando uma minúscula joaninha andando pela margem, e não percebe quando outra pessoa entra na piscina, provocando pequenas marolas na água.

Num instante seguinte, Regina nota ondinhas batendo nos azulejos azuis da piscina e sente um aroma bastante familiar espalhado no ar: o cheiro do seu amor!

Sorri, ainda de costas para a pessoa e diz:- Você foi e voltou de supersônico² de Portland, srta. Swan?!

–Não, sra. Mills! Só fui até Strorybrooke e, quando cheguei lá, liguei para o Sr. Gold, avisando que não ia. Ele não quis entender, mas deixei bem claro quem é que manda e ele aceitou remarcar a reunião para outro dia.– A morena adorou "sentir" o som da voz de sua amada penetrando nos seus ouvidos.

–Emma Swan, acho que você não consegue ficar longe de mim, verdade?- Perguntou, rindo cinicamente, ainda de costas para a loira.

–Você é meu vício, Sra. Mills, não consigo me afastar de ti nem um segundo! Está impregnada na minha pele e nos meus pensamentos, tornou-se tão necessária para mim, quanto respirar.– Regina tremeu diante daquela declaração, girou lentamente e encarou aqueles penetrantes olhos, agora azuis por causa do reflexo da água.

–Emma, será que eu vou conseguir passar um dia sem me apaixonar por você de novo?- Falou, com voz rouca.

A loira riu e se aproximou ainda mais da morena, que mergulhou e nadou para longe de Emma.

Quando emergiu de novo, colocou apenas os olhos para fora da água, que estavam ainda mais castanhos, e ficou encarando sua amada, como um tubarão vigiando uma indefesa foca.

Emma que estava com o cabelo preso num coque ficou parada, a 3 metros de distância de sua amada, olhando-a com paixão e desejo e disposta a entrar no jogo de Regina que parecia interessada em fazer uma brincadeira de gata e rata dentro da piscina.

Neste momento, Killian regressou, trazendo consigo uma bandeja repleta de margaritas.

Quando viu sua irmã na piscina, usando um biquíni vermelho, ficou surpreso e ao mesmo tempo satisfeito, pois agora poderia continuar “brincando” com a loira e a morena.

–Resolveu se juntar a nós, mana?– Indagou.

Sim!– Limitou-se a responder Emma, injuriada com a súbita aparição de seu irmão.

O moreno entregou um drinque para cada uma das mulheres, recebendo um sorriso de agradecimento da morena, e um “obrigada” de má vontade da sua irmã.

–Emma, como é sua relação com o Gold? Ele sabe que você foi amante da então noiva dele, quando era adolescente?- Indagou o moreno, com ar malicioso.

A loira engasgou com a bebida, e a morena girou o rosto rapidamente para o cunhado, muito interessada naquela conversa.

–Você sabe muito bem que o Sr. Gold e a Milah sempre tiveram uma relação aberta e ele tomava conhecimento das escapulidas dela.– respondeu a loira, olhando furiosamente para o irmão.

–Eu a encontrei na França, dormimos juntos, e ela me disse que adora transar com os swans, porque além de muito gostosos, são passivos na cama. – continuava o maldoso rapaz.

Regina olhou incrédula para Emma, não acreditando naquela conversa que estava ouvindo, enquanto via a loira ficar ruborizada.

–Ela diz isso porque me conheceu quando eu tinha 14 anos, agora a realidade é outra.– falava a loira, rindo nervosamente, sem encarar a morena.

–Emma, sua primeira relação sexual foi aos 14 anos?- Questionou Regina, sem se importar com a presença do cunhado.

–Você não sabia, Regi? Emma sempre foi muito precoce! Ela vivia espionando a Milah tomar banho de piscina, quando ela vinha com o Gold para passar os finais de semana aqui. Então, Milah me disse que ficava excitadíssima com a vigília constante da minha irmã, e não resistiu, teve que levá-la para a cama, mesmo sabendo da diferença de idade entre elas. 13 anos, não é, Emma?– Killian antecipou-se e respondeu pela irmã que continuava fulminando-o com o olhar.

–É, foi isso que me atraiu nela, o fato de ser mais velha e também ninfomaníaca!– disse a loira, finalmente encarando a morena.

Regina estava chocada e enciumada, imaginando Emma olhando com desejo para Milah, e uma súbita inveja dessa “talzinha” percorria o seu corpo, ao imaginá-la subjugando Emma na cama, algo que a morena até agora não tinha conseguido, levando em conta que só tinha sido ativa duas vezes e, na única vez que penetrou Emma, deixou-se ser guiada pela loira durante o ato.

–É verdade que você foi amante dela até os 18 anos e que só conseguiu domá-la na cama em raras ocasiões?- Inquiria o moreno, querendo colocar mais lenha na fogueira.

–Killian, eu acho que a minha vida sexual não lhe diz respeito! Esse assunto ficou no passado e pretendo deixá-lo lá.- respondeu a loira, querendo colocar um ponto final naquela incomoda conversa.

O rapaz riu e olhou para Regina, percebendo, pela expressão nada amistosa da cunhada, que tinha atingido seu objetivo. Ele resolveu deixá-las a sós, alegando que ia comer algo.

Depois que Killian saiu da piscina, as duas mulheres ficaram se encarando, sem dizer uma palavra, até que Regina falou:- Você já foi para a cama com quantas, Emma?- Inquiriu, sem rodeios.

Emma surpresa com a pergunta, disse:- Por que você quer saber disso agora? Pensei que esse assunto não lhe interessava.- falou, sem conseguir disfarçar o tom provocador.

–Porque sou curiosa e quero saber com quantas sou comparada quando estou na cama com você.– respondeu, possuída pelos ciúmes.

Emma riu, agora estava agradecendo ao irmão, por ter trazido aquela conversa à tona, pois nunca tinha visto Regina com uma expressão tão furiosa, e isto a estava excitando demais.

– Foram algumas, mas não creio que tenha passado de 70.– enquanto falava, nadava lentamente em direção a morena.

Regina fechou os olhos e suspirou profundamente. Quando a loira invadiu o espaço pessoal dela, a morena rapidamente a agarrou, virando-a de costas para ela e empurrando-a contra a borda da piscina.

–Vou fazer você esquecer todas elas!- afirmou e resolveu seguir seus instintos, puxou o palito oriental que prendia o cabelo da loira, fazendo as mechas douradas caírem em cascata, molhando as pontas dos fios na água da piscina.

Emma tombou sua cabeça sobre o ombro esquerdo da morena, quando sentiu a mão direita de Regina invadindo a calcinha do seu biquíni e encontrando o seu clitóris.

Regina cravou os dentes no pescoço da loira, enquanto acariciava o nervo túrgido de Emma e massageava com a mão esquerda os mamilos dela, alternando entre um e outro.

–Re..gina, alguém po..de ver.– falava a loira, suspirando de prazer.

–Que se dane!– exclamou a morena, enlouquecida de desejo, esfregando-se na bunda da amada.

Regina virou Emma de frente, tirou a calcinha dela e depois se livrou da sua, encostou-a na borda da piscina, pegando nas pernas da cunhada, fazendo-a circundar seus quadris.

Sem hesitar, introduziu 3 dedos no sexo da sua mulher e Emma arqueou as costas, gemendo de prazer.

Regina aproveitou para sugar o protuberante mamilo da loira que ainda estava coberto pelo tecido vermelho.

Enquanto estocava sem piedade sua loira, Regina desfez o nó da parte superior do biquíni de Emma, expondo os mamilos rosados dela e passou a mordiscá-los e chupá-los a medida que os gemidos de sua amada se intensificavam.

Is..so amor, me co..me gostoso.– gemia a loira, completamente entregue a sua morena.

Ao ouvir aquela frase, Regina ficou ainda mais louca de desejo e resolveu introduzir o quarto dedo no sexo delicioso de Emma, ao mesmo tempo em que sentia sua própria vagina em chamas.

A água ao redor delas poderia a qualquer momento começar a borbulhar, devido a temperatura elevada dos dois corpos.

A loira chegou ao orgasmo, agarrada ao pescoço de Regina, tombando sua cabeça para trás e para frente, devido aos violentos espasmos que consumiam todo o seu corpo, enquanto sussurrava o nome do seu amor.

Quando Emma soltou as pernas que ainda estavam enlaçadas ao redor do corpo da morena, sentiu Regina empurrando-a novamente contra a borda da piscina e esfregando-se na sua coxa direita.

A morena agarrou o cabelo da loira com as duas mãos, enquanto sarrava com força naquela região do corpo de sua amada, balbuciando palavras desconexas.

Emma ergueu sua perna, a fim de aumentar o atrito de sua pele contra o sexo de Regina, enquanto gemia por causa da dor prazenteira que sentia devido aos puxões da morena no seu cabelo.

–Você... é... minha!– disse Regina, com voz roucamente selvagem e, segundos depois, soltou um “ahhh”, gozando de olhos fechados e boca entreaberta na perna de sua mulher.

Felizmente, para elas, ninguém presenciou a intensa cena de sexo na piscina.

Killian e Granny estavam na cozinha conversando, a vovó lia “O Morro dos Ventos Uivantes” de Emily Brontë na biblioteca e August e os demais trabalhadores estavam envolvidos com os afazeres da fazenda.

***

{Emma}

Estamos abraçadas, dentro da piscina, eu estou completamente nua e sinto a respiração ofegante de Regina sobre o meu pescoço.

Desde que meu relacionamento com Milah terminou, há mais de 10 anos, nunca tinha me sentido tão excitada ao ser dominada por uma mulher.

Ela sai do meu abraço e fica me encarando. Aproveito para pegar as peças do meu biquíni que estão boiando ao nosso redor, e Regina faz o mesmo com a calcinha do seu.

Mira-me e percebo uma certa fúria no seu olhar:- Emma, se tudo que seu irmão disse for verdade, essa tal de Milah não passa de uma pedófila, e o que mais me choca é que, segundo você mesma, o Sr. Gold tinha consciência do relacionamento das duas. Como ele pode permitir isso?– pergunta, horrorizada.

Esse assunto ainda não foi superado?- Penso.

Regina, eu disse aquilo porque queria que o Killian parasse de falar sobre isso. Gold realmente sabia que Milah tinha amantes, mas nunca tomou conhecimento sobre o nosso caso. Quanto a ela ser pedófila, não concordo com você. De fato, eu a perseguia, ficava olhando ela tomar banho de piscina e, quando minha atração ficou mais do que evidente, começamos a ter um caso, porém Milah jamais me obrigou a nada. Acho até que ela resistiu durante muito tempo!– falo e percebo que os olhos dela adquirem um tom mais escuro.

–Para mim não importa o quanto você a desejava e o tempo que ela resistiu até resolver cometer pedofilia.– cospe as palavras.- Ela tinha 27 anos e você era uma garota de 14, Emma!– conclui, enojada.

Suspiro, pois detesto ter que ficar justificando as escolhas que fiz na vida, até mesmo para Regina:- Com quantos anos você perdeu a virgindade?- Pergunto, injuriada.

Ela me olha incrédula e diz:- Com 17 anos, todavia não é a mesma coisa! Daniel só era 1 ano mais velho do que eu e nos amávamos, não foi um ato doentio como o que essa mulher praticou com você.- conclui, gesticulando com as mãos de forma raivosa.

Então, você também era uma adolescente! Pois, até onde sei, segundo as leis do nosso país, só somos considerados maiores de idade a partir dos 21 anos³. E eu não sabia que as pessoas só podiam ter relações sexuais quando se amam!– Digo, furiosa.- Realmente não amei a Milah, todavia, minha relação com ela serviu para que eu amadurecesse e entendesse a minha orientação sexual. Além do mais, durante algum tempo pensei que a amava sim, foi por isso que nosso caso terminou.- finalizo, cada vez mais irritada com o falso moralismo de Regina Mills.

Ela me encara e pergunta:- Como assim?

Nossa relação durou até meus 18 anos, foi quando ela se casou com o Gold, e eu percebi que, apesar de gostar de mim, Milah só me queria na cama. Então decidi que nunca mais me envolveria com uma mulher comprometida.– digo, olhando significativamente para Regina e percebo que ela fica ruborizada.

–Você agora não vai querer me comparar com essa ordinária, não é Emma?– Questiona, enfurecida, depois de um breve momento de silêncio.

Aproximo-me lentamente dela:- Você também não é nenhum poço de virtudes, Sra. Mills! Tenho certeza que se eu tivesse sido mais atrevida naquele dia, você teria se entregado a mim no coreto, mesmo tendo acabado de ficar noiva do meu irmão.– profiro as palavras entredentes.

Vejo o ódio refletido em suas negras pupilas, completamente dilatadas, e sinto 4 dedos da mão direita dela, mais uma vez, “acariciando” o meu rosto.

Fico sem reação por uns instantes.- Eu te odeio, Emma Swan!– resmunga, com nojo, e se afasta de mim, saindo majestosamente da piscina, com a elegância de uma rainha.

Penso que fui longe demais, no entanto, detesto puritanismo e, muitas vezes, vejo essa característica em Regina Mills, talvez por ela ter nascido e sido criada em um dos estados mais conservadores do nosso país, o Texas.

Eu nunca me senti suja ou usada por ter perdido a virgindade aos 14 anos com uma mulher mais velha, de fato, tive consciência, desde os 12 anos da minha sexualidade e do quanto seria precoce, ao assistir “Gia”, e ver as cenas eróticas entre Angelina Jolie e Elizabeth Mitchell.

Resolvo e atrás da minha mulher e pedir-lhe desculpas. Quando entro na casa, Regina está na sala, sorrindo alegremente para Killian e concordando com algo que ele está dizendo.

Ao me ver entrando, ela coloca a mão sobre o bíceps direito dele e desce, acariciando todo o braço do meu irmão, enquanto, claramente, flerta com ele.

Killian a abraça, cheirando o pescoço dela, e eu sinto o ciúme percorrer cada célula do meu corpo.

Deus, essa mulher é o próprio demônio, ainda vou ficar louca!- Reflito, enquanto vejo-a subindo as escadas e resolvo segui-la.

Quando está perto do seu quarto, falo:- Regina, precisamos conversar!

Ela não se detém, abre a porta, entra no quarto e, com a mão apoiada na maçaneta, diz:- Não temos nada para conversar, srta. Swan! Decidi que já que você insiste em continuar atribuindo a mim a fama de puta, darei motivos para que fale com razão.– e bate a porta na minha cara.

Minha vontade é derrubar essa porta aos chutes, pegá-la, arrastá-la para a cama e possuí-la até deixá-la desmaiada em cima do leito.

Todavia, conto mentalmente até 30 e vou para a sala, quero saber o que Killian e ela estavam conversando tão animadamente.

Encontro meu irmão, na sua habitual pose de vagabundo, esparramado sobre o sofá, com uma garrafa de Rum Bacardi sobre o centro e lendo uma revista Playboy.

–O que você e Regina estavam conversando quando entrei na sala?- Indago e ele me olha com um sorriso zombeteiro no rosto, como se soubesse algo que não sei.

Nesta hora, entendo Caim* perfeitamente.

–Convidei-a para ir a Pearl Lounge, aquela famosa boate de Portland, hoje à noite, e Regina aceitou.- diz, ainda sorrindo.- Por que quer saber, também gostaria de ir?– Pergunta.

Encarou-o com um olhar homicida e me retiro da sala, sem dar resposta, ao mesmo tempo em que escuto sua gargalhada.

Então, é isso?! Regina Mills vai sair com meu irmão, beber e dançar em uma das boates mais badaladas da região, simplesmente para me provocar?! Mal sabe ela, que também sei jogar esse jogo!- Penso.

Entro no meu quarto, imaginando que a noite de Portland promete.

{Regina}

Estou absolutamente irritada com Emma Swan.

Será que, em toda discussão que tivermos, ela vai fazer questão de jogar na minha cara que trai o irmão dela?

E o que mais me enfurece é que ela também participou do ato, mas sempre faz questão de me colocar como a grande vadia da história, e esquece que foi ela que me beijou, nas duas ocasiões.

Sei que, da primeira vez, ela não sabia quem eu era, mas quando me agarrou no banheiro já tinha total conhecimento da situação.

Talvez eu tenha exagerado sobre o assunto Milah, porém realmente me choca que Emma tenha perdido a virgindade com uma mulher 13 anos mais velha e quando ainda era uma adolescente, no entanto, confesso que a maior parte da minha fúria, deve-se ao fato de saber que ela desejou muito “essazinha”.

Como será que ela é? Deve ser bonita e sexy!- Imagino.

Vi o sr. Gold em poucas ocasiões e sempre sozinho. Quando o conheci, Robin disse-me que o homem tinha acabado de se divorciar.

Sacudo a cabeça para afastar esses devaneios da mente e decido ir a Storybrooke.

Vou num Salão de Beleza, porque quero está deslumbrante hoje à noite, para provocar bastante Emma Swan, quando ela me vir descendo as escadas e saindo de braços dados com seu irmão.

***

Estou terminando de me vestir e, desde que voltei de Storybrooke, não vi mais Emma.

Ao estacionar na garagem da fazenda, também notei que sua Ferrari amarela não estava ali. Fiquei com vontade de perguntar a Sra. Swan ou a Granny para onde ela tinha ido, porém, decidi não questioná-las sobre isso.

Termino de me arrumar e me olho no espelho de corpo inteiro que tem no quarto. Sorrio, satisfeita com o resultado.

Estou usando um vestido preto, todo ajustado ao meu corpo, que vai até abaixo dos joelhos, de alça, com um decote que deixa as minhas costas nuas.

Brincos e um colar dourados, além dos meus saltos agulhas, também na cor preta.

Quando saio, vejo Killian me esperando no pé da escada. Devo reconhecer que ele está muito charmoso, usando uma camisa social vermelha e uma calça preta.

Gentilmente, entrelaça meu braço no dele, e me conduz para fora da casa, depois de tecer uma infinidade de elogios a minha beleza e elegância, no que é corroborado pela avó, que está sentada em uma das poltronas da sala, lendo um livro.

No entanto, estou contrariada, pois Emma não está ali e queria muito que ela me visse agora.

Com esse estado de ânimo, entro no Lamborghini vermelho do meu cunhado, após ele abri a porta para mim, como um perfeito cavalheiro e, em seguida, sentar no banco do motorista para nos conduzir até Portland.

***

Chegamos na boate, há cerca de 15 minutos, o local está lotado e várias pessoas já estão embaixo do globo giratório de prata colocado no meio da pista de dança.

Killian foi providenciar nossos drinques e, enquanto aguardo sua volta, percorro o ambiente com o meu olhar.

Minha atenção se volta para uma loira, que está com os cabelos presos num coque, e alguns fios caem pela lateral do seu rosto.

Ela está usando um vestido vermelho longo, tomara que caia, com uma enorme fenda na lateral da sua perna esquerda e uma sandália alta bege.

Ao seu lado, uma jovem morena, com traços asiáticos, vestindo um macacão feminino longo e branco e, do outro lado, uma ruiva com um vestido florido um pouco acima dos joelhos.

A morena está com a mão esquerda sobre o ombro direito da loira, falando algo junto ao seu ouvido e sinto um ciúme incontrolável percorrendo toda parte do meu corpo.

Emma sorri, enquanto a jovem asiática cochicha no ouvido dela.

Nossos olhares se cruzam e minha vontade é ir até lá, para tomar satisfações e perguntar qual o motivo de tanta felicidade.

Só que, nesta hora, sinto a mão de Killian tocando no meu ombro e, quando me viro, ele me entrega um dos drinques que vem trazendo e noto uma mulher morena, aparentando uns 40 anos ao seu lado.

Ela tem os cabelos negros, levemente ondulados, olhos azuis e é muito bonita e atraente.

–Regina, veja quem também está aqui, Milah! Eu comentei que hoje pela manhã falávamos justamente sobre o fato de eu tê-la encontrado na França e relembramos o tempo que Emma e ela foram amantes.– diz meu cunhado sorrindo, enquanto a mulher me analisa de cima abaixo.

Estende a mão e minha vontade é cuspir na cara dela, mas aceito o gesto, ao mesmo tempo em que lanço meu olhar e meu sorriso mais gélidos para ela.

Todavia, Milah sorri para mim de forma simpática e percebo que seu olhar lentamente deixa o meu e se fixa em algum ponto, atrás de mim.

–É um prazer conhecê-la, Regina! Killian me falou muito sobre você!- continua sorrindo. –Se me dão licença, vou falar com Emma, pois não a vejo há anos.– conclui e se retira, e estou me controlando para não ir atrás dela e ficar ao lado da minha mulher, para que ela saiba que a loira agora me pertence.

Quando a morena se aproxima, vejo que Emma é pega de surpresa e a abraça, como se estivesse reencontrando uma velha amiga, alguém que representou muito na vida dela, e Milah devolve o abraço com igual entusiasmo.

–Quer dançar, Regina?– Killian indaga-me, enquanto estou a ponto de explodir de ciúme, pegando meu drinque e colocando-o junto com o dele em cima da mesa.

–Claro!– respondo, sem entusiasmo e, ao mesmo tempo em que ele me conduz para a pista de dança, percebo o olhar de Emma sobre nós dois.

{Emma}

Vi quando Regina e Killian entraram na boate juntos e, desde então, não consigo parar de vigiá-los, mesmo que os siga apenas com o canto dos olhos.

Só desviei a atenção dos dois, quando Milah apareceu, pois fui pega totalmente desprevenida, nunca imaginei encontrá-la ali, principalmente hoje, que ela foi tão mencionada durante todo o dia.

No entanto, enquanto estava abraçando-a, notei que Killian conduzia Regina para a pista de dança e não tive como não deixar de encará-los.

Minha mulher está olhando fixamente para mim, enquanto sua cabeça está debruçada sobre o peito do meu irmão.

Ela percebe que estou encarando-os e suas mãos começam a percorrer as costas dele, subindo e descendo, enquanto ele beija a lateral do rosto dela.

Regina ergue o pé e acaricia a panturrilha de Killian, levantando a cabeça do peito dele para encará-lo, ao mesmo tempo em que uma romântica e suave música ressoa pela boate.

Meu irmão desce a mão e coloca-a sobre a bunda de Regina, puxando-a mais para si.

Isso é a gota d’água para mim! Peço licença e ando lentamente até onde eles estão, antes de chegar lá, a música para e vejo Regina indo em direção ao toalete, enquanto Killian volta para a mesa.

Sigo-a e quando entro no local, ela está se olhando no espelho. Além de nós duas, só tem mais uma moça no banheiro, que não demora muito para sair.

Aproximo-me dela e nossos olhares se cruzam no espelho.- Acho que já está na hora do show acabar, Regina Mills!– Digo, completamente tomada pelos ciúmes.

–Que show, srta. Swan?– fala, enquanto passa os dedos no cabelo, sem olhar para mim.

–Esse que você armou para me provocar ciúmes! Garanto que já conseguiu o que queria, agora vamos embora!– Falo, com autoritarismo.

–Para mim a noite apenas começou e, desculpe decepcioná-la, mas o fato de ter aceitado sair hoje com seu irmão, não tem nada a ver com você!– diz com tom desdenhoso, enquanto retoca o batom.

Eu fecho os olhos, tentando controlar a ira, pois esse tom de desprezo que Regina Mills usa, às vezes, deixa-me louca.

Acabo com o espaço que ainda havia entre nós, pego-a pelo cotovelo, fazendo com que fique de frente para mim, coloco a mão na sua nuca, enquanto enlaço com a direita sua cintura e a colo no meu corpo, sussurrando furiosa junto aos seus lábios:- Nós vamos embora agora e eu vou te levar para a cama, para que fique claro, de uma vez por todas, que você é minha, Regina Mills, e que se voltar a acariciar o meu irmão, da forma como estava fazendo há alguns minutos atrás, eu o mato e te amarro no meu leito, de onde você não vai sair nunca mais!– Sinto-a tremer, e esmago sua boca com meus lábios, enquanto Regina coloca a mão no meu ombro tentando me afastar dela.

O esforço dela é inútil, pois, quanto mais me empurra, mas ardo de desejo e subjugo-a com força, impelindo-a contra a pia.

Cravo meus dedos na sua coxa esquerda, levantando sua perna e fazendo-a circular minha cintura, enquanto instintivamente começo a movimentar meus quadris.

Quero possuí-la ali mesmo, em cima daquela pia.

Regina desiste de lutar contra mim, e coloca suas duas mãos no meu cabelo, desembaraçando meu coque e me beijando com ardor.

Estou absolutamente molhada, porém preciso me controlar, pois a qualquer momento pode entrar alguém ali.

Interrompo o beijo, pego-a pela mão e saio arrastando-a para fora do banheiro e também da boate.

Como eu suspeitava, essa noite em Portland será inesquecível.

Notas finais
¹ Margaritas: coquetel de origem mexicana, feito com tequila, sal, suco de limão e licor de laranja (Cointreau). ² Supersônico: Jato ou avião que atinge uma velocidade maior do que a do som. ³ Nos EUA, os jovens só atingem a maioridade legal aos 21 anos. * Caim, segundo o Gênesis, cometeu o primeiro homicídio da história ao matar seu irmão Abel, motivado pelos ciúmes. -O título do capítulo é mais uma referência, dessa vez a música "Cheiro de Amor" interpretada por Maria Bethânia, outra fonte de inspiração. **Vídeo da música: http://www.youtube.com/watch?v=4OHo49vh8ko -Até o próximo!!!