Um Paradoxo de Sentimentos.
9 Me deixas louca!
Notas iniciais
{Regina & Emma}
—Pode-se saber onde diabos você estava?
Reconheceria aquela voz em qualquer lugar do mundo! Pertencia à mulher mais insuportável que Regina conhecia! A mulher que ela amava! Sua cunhada, Emma Swan!
A primeira coisa que Regina viu foi os pés descalços de Emma. A segunda, o jeans azul-marinho que a loira usava, que parecia ter sido costurado nas suas coxas.
Na sequência, as mãos apoiadas nos quadris sobre o tank top branco que a cunhada vestia e que se amoldava completamente aos músculos definidos do seu abdômen e aos seios fartos da loira.
Oh, isso não é justo!- Pensou, admirando a beleza de sua amada.
Por último, seus olhares se encontraram e tanto os castanhos quanto os verdes pareciam soltar faíscas, tamanha era a fúria, misturada com desejo, que as duas mulheres tentavam, sem sucesso, controlar.
—Estou esperando explicações, Regina Mills!- Prosseguia a loira furiosa.
—Pois vai continuar esperando, porque não pretendo lhe dar nenhuma!— Disse a morena, exasperada com o tom da loira.
—Quer dizer que você sai de casa de manhã cedo, deixa todo mundo preocupado, volta quase no outro dia e ainda se nega a dar justificativas? Não é assim que eu pretendo levar a nossa relação!- Falava Emma, quase gritando.
—Pelo que me consta, nós não somos namoradas e muito menos casadas para que eu tenha que te dar satisfações sobre a minha vida! Vá cobrar isso da sua “namoradinha”, aquela com quem você estava se agarrando dentro da vinícola hoje cedo!- Rugiu a morena entredentes, já tinha perdido completamente a paciência com a atitude da cunhada.
— Você anda me espionando, sra. Mills? Que coisa feia! Não me diga que ficou com ciúmes?! Foi por isso que resolveu fugir de casa mais uma vez?- Perguntou a loira insolente com um sorriso cínico nos lábios.
—Não seja ridícula, Emma Swan! A mim pouco importa com quem você vai para a cama- mentiu descaradamente-, e se não quiser ser vista fornicando por aí com suas amantes, sugiro que procure lugares mais reservados, para nos poupar de cenas tão repugnantes.
—Não me lembro de você achar repugnante a forma como faço sexo quando eu estava entre as suas pernas.— enquanto falava se aproximava ainda mais da morena.
—Ah, aquilo? Você praticamente me pegou a força, foi quase um estupro!— disse a morena enfurecida.
—Mulheres estupradas não costumam gozar na boca dos seus agressores!— rebateu à loira, com raiva.
Regina engoliu em seco. Não sabia como contestar a última frase de Emma. —Eu estou farta desta discussão idiota! Portanto, trate de sair da minha frente porque eu quero ir para o meu quarto. O dia de hoje foi cansativo e depois deste bate-boca inútil ficou pior.— foi o que conseguiu dizer, estava realmente enfadada.
—Você não vai sair deste lugar, enquanto não disser onde esteve, o que aconteceu com o seu Mercedes e quem estava guiando aquele carro que te trouxe.— falou apontando para o portão de entrada da fazenda, onde a camioneta tinha ficado parada por uns instantes até a morena sair do veículo.
Regina olhou para a cunhada incrédula, e disse. —Mas era só o que me faltava! Eu nunca dei satisfação da minha vida para ninguém, srta. Swan, nem para o seu irmão e não pretendo começar com você.
Emma invadiu o resto do espaço pessoal da morena e falou entredentes: —Não pense que você vai fazer comigo o que fez com meu irmão. Pode dar adeus aos seus amantes ocasionais, Sra. Mills, porque eu não tolero traições, antes que isso aconteça te amarro na minha cama para garantir que você seja só minha e de mais ninguém!
Regina não sabia do que a loira estava falando: Que amantes?
E seu corpo tremeu por causa do tom ameaçador e possessivo de Emma. Podia sentir a respiração entrecortada da loira sobre os seus lábios.
Fechou os olhos, respirou fundo e quando tornou a abri-los, disse pausadamente: —Eu vou entrar na casa agora, não vou te dar nenhuma explicação e vou para o meu quarto descansar, porque estou exausta.— E, em seguida, contornou o corpo da loira e andou majestosamente para dentro da casa.
Quando estava na sala, perto da escada, sentiu quando uma mão agarrou seu braço, virando-a para trás, e seu corpo se chocou contra o de Emma que a abraçava com força, colando-se completamente a morena. —Não, sra. Mills, hoje você vai dormir comigo no meu quarto, porque estou com saudades de sentir sua pele sob a minha.— sussurrou a loira cheia de tesão e, antes que Regina pudesse esboçar qualquer reação, colou seus lábios nos da morena.
Suas cabeças se moviam em sentidos opostos, ao mesmo tempo em que suas bocas e línguas se acariciavam saboreando aquele momento de puro ardor.
Os corpos inflamados pelo desejo, ansiosos por livrarem-se da barreira imposta pelas roupas.
Regina não conseguia resistir a Emma. E não ofereceu resistência quando a loira a ergueu nos braços e a conduziu para seu cômodo.
A morena enlaçou os braços ao redor do pescoço da cunhada, enquanto seus lábios permaneciam grudados.
Ao entrarem no quarto, Emma colocou Regina gentilmente no chão. Queria que o ato de amor não fosse agressivo como da primeira vez, pretendia amar sua mulher com ternura, saboreando cada pedaço do corpo da morena.
Empurrou lentamente sua amada até encostá-la na estrutura de madeira da cama dossel que tinha no quarto.
A morena estava inteiramente fascinada por aquela Emma doce e gentil que acariciava o seu rosto com os dedos da mão direita.
As defesas que ainda restavam, caíram por terra quando seus olhos se cruzaram e Regina viu paixão e carinho refletidos no verde profundo do olhar da loira.
Emma colocou as mãos por baixo do suéter da morena e começou a levantá-lo. Regina estremeceu com aquele toque, sentiu seus joelhos fraquejarem.
A peça foi atirada para longe e a morena ardeu de desejo quando a loira se livrou do seu tank top, expondo o abdômen nu.
Ficaram encarando com lascívia no olhar os sutiãs que ainda cobriam seus seios, o da morena era de renda negra e a loira usava um feito de algodão na cor branca.
Suas mãos se ergueram ao mesmo tempo e foram em direção aos fechos frontais dos sutiãs.
Quando Regina viu os seios de Emma expostos, não se conteve, e acariciou com os polegares os mamilos intumescidos da cunhada, enquanto a loira inclinava a cabeça para trás, deliciando-se com aquele toque.
Em seguida, Emma abriu o botão e desceu o zíper da calça da mulher amada, enquanto chupava um ponto específico do pescoço de Regina que provavelmente ficaria marcado.
A loira ficou de joelhos, desceu a calça da cunhada e, na sequência, também livrou-se dos sapatos dela.
Permaneceu ajoelhada olhando fixamente para a calcinha negra que estava grudada no sexo molhado de Regina.
A boca de Emma se encheu de saliva e ela não conteve o ímpeto de chupar a vagina da morena, que ainda permanecia coberta pelo tecido da lingerie.
Regina ofegava de tesão e ergueu os braços, agarrando-se a estrutura de madeira que sustentava a cortina de linho sobre a cama.
Emma pressionava a bunda da morena com as mãos, empurrando-a contra sua boca, empapando ainda mais o sexo de Regina.
A loira interrompeu o sexo oral e sentou a morena nos pés da cama.
Regina levou suas mãos até o botão e o zíper do jeans da loira, tirando-o em seguida, enquanto seus olhos castanhos encaravam o par de esmeraldas.
Ficou extasiada ao constatar que a loira usava uma calcinha de renda vermelha, diferente do sutiã, não resistiu e passou os dedos indicador e médio entre as pernas de Emma para sentir sua umidade.
A loira pendeu a cabeça para trás, deleitando-se com aquela carícia tão erótica.
Depois, Emma interrompeu a carícia que a morena fazia entre suas coxas, pegou-a pela mão e a deitou suavemente na cama, puxando lentamente a calcinha da cunhada. Enquanto descia a peça, deixou um rastro de beijos pelas pernas da amada.
Ato contínuo, tirou sua própria calcinha, ficando completamente nua diante de Regina, que, de cabeça erguida e com os olhos inflamados de desejo, admirava a beleza do corpo desnudo da sua loira.
Regina ainda apoiada nos cotovelos, começou a subir pela cama, dando impulsão com os pés. Emma engatinhava se aproximando cada vez mais dela. Beijaram-se novamente, roçando as línguas que se entrelaçavam dentro de suas bocas.
Emma mordeu levemente o lábio inferior da cunhada, massageando com os dedos o clitóris de Regina.
Em seguida, separou os pequenos lábios do sexo de sua mulher e introduziu o dedo indicador naquele local tão úmido e quente fazendo movimentos circulares, enquanto a palma da mão continuava acariciando o nervo rígido da morena.
Regina gemeu dentro da boca de Emma ao sentir a invasão.
—Você faz ideia do quanto eu te desejo, sra. Mills?- Sussurrou a loira com uma voz embargada de desejo junto ao ouvido da morena.
Regina arfou e agarrou o cabelo de Emma com uma mão, enquanto a loira chupava o lóbulo da orelha direita da amada, e com a outra segurou o forte bíceps da cunhada.
A morena estava totalmente entregue à loira.
Emma retira o dedo do sexo de Regina, lambendo-o em seguida, enquanto a morena vislumbra aquele gesto erótico sente uma ardência percorrer todo o seu corpo e se derramar entre suas pernas.
A loira puxa levemente o cabelo de Regina para trás, a fim de ter acesso irrestrito ao pescoço da morena.
Passa sua língua por toda aquela região do corpo da cunhada e desce até seus seios, deixando um rastro de saliva pelo caminho.
Contorna os mamilos da morena com sua língua e, na sequência, suga cada um deles para dentro de sua boca, mordendo-os suavemente, ficando orgulhosa ao perceber o quanto eles estão enrijecidos.
Emma continua viajando pelo corpo de Regina. Deixa seu rastro molhado também na barriga e no ventre da mulher e, quando chega entre as pernas da amada, esfrega seu nariz no clitóris dela, sentindo o cheiro da excitação de sua fêmea.
Passa toda sua língua na entrada do sexo da morena, sugando o nervo inchado da cunhada na sequência.
Regina se agarra ao espaldar da cama, sentindo seu centro ser devorado pela boca quente e molhada de Emma que está com a cara submersa entre suas coxas.
Mas a morena não quer gozar na boca da loira, ela quer sentir o peso de Emma sobre seu corpo.
— Que..ro te sen..tir sobre mim!— pede com a voz entrecortada e ofegante.
A loira atende a súplica da amada, levanta-se e se deita sobre ela. Pega a mão da morena e coloca sobre o seu sexo, dizendo:—Este é o efeito que você provoca em mim, minha Rainha!
Regina geme ao sentir a vagina ensopada de Emma. A loira separa as pernas da morena, colocando-se entre suas coxas, juntando seus sexos para, em seguida, apoiada pelas mãos colocadas de cada lado do torso da amada, começar a cavalgar lentamente sobre o corpo da outra mulher, deixando suas costas arqueadas.
A morena levanta as mãos e cobre os seios de Emma, massageando-os lentamente. Circula os quadris da loira com suas pernas, pressionando com os calcanhares a bunda de sua mulher, aumentando ainda mais a fricção entre suas vaginas.
—Você...me...deixa..louca!— diz Emma, entre uma investida e outra.
Regina inclina a cabeça ao sentir o fogo começar a consumi-la. A loira deita-se completamente sobre o corpo da morena, fazendo com que seus seios também se toquem.
Emma aumenta o ritmo de suas investidas, e Regina acelera o movimento de seus quadris.
Os olhos estão fechados, a morena morde o lábio inferior, enquanto a loira está com o rosto enterrado no pescoço da cunhada.
—Eu te..amo!— murmura uma ofegante Regina, prestes a gozar.
—Eu te..amo..mais!— admite uma arfante loira quase num sussuro.
E envolvidas pela beleza daquele momento, entre gemidos de prazer e declarações de amor, ouvindo o espaldar da cama colidir contra a parede do quarto, ao mesmo tempo que os corpos se esfregam com mais rapidez em cima do leito, as duas mulheres chegam juntas ao orgasmo mais intenso que já sentiram na vida.
Por um instante, elas perdem completamente a consciência, enquanto violentos espasmos percorrem todas as terminações nervosas dos seus corpos banhados de suor.
Quando recobram os sentidos, a primeira a falar é Emma: —Quem era na camioneta?
Regina rir ao perceber novamente a natureza ciumenta da loira aflorando: —Um idoso que me deu carona, Emma, porque o Mercedes quebrou a cerca de 30km de distância daqui!
—Você foi mesmo visitar um amigo em Portland, ou só mandou o August me dizer isso para me provocar?- Continuava com o interrogatório.
—As duas coisas! Ocultei o fato que o amigo é um garotinho de 10 anos que está tratando uma leucemia no hospital onde eu fiquei internada.— falou a morena, acariciando o cabelo loiro da sua amada.
Emma olhou admirada para Regina, desconhecia esse lado tão altruísta da morena.
—Você podia ter me dito tudo isso quando chegou!- Disse a loira.
—Eu queria te provocar! Estava com ciúmes porque te vi com sua namorada.— falou, com olhar triste.
Emma se ergueu um pouco mais e beijou os lábios da morena. —Terminamos! Se você tivesse esperado o beijo acabar, teria ouvido quando eu disse para ela o quanto te amo!— Esclareceu, sorrindo. -E, por favor, pare de me provocar! Fico muito irracional quando o assunto é você perto de outra pessoa.— concluiu, roçando seu nariz no da outra mulher.
—Seu jeito possessivo me excita, srta. Swan! Então, eu não prometo nada!— falou a morena, com ar zombeteiro.
—Você é uma provocadora nata, sra. Mills! Já vi que vou ter que trancafiá-la numa torre, longe dos olhos cobiçosos das outras pessoas.— enquanto falava, beijava todo o rosto de sua amada.
Regina segurou a cabeça da loira, fazendo com que ela parasse com as carícias. Enterrou os dedos nos fios dourados da mulher que amava: —Eu te amo tanto, Emma! Você desperta em mim sentimentos e sensações que eu desconhecia. Já amei alguém no passado, mas não tão intensamente quanto agora!- Disse, emocionada.
—Você amava o Robin?— Perguntou, surpresa.
Regina desviou o olhar e disse constrangida. —Não, o meu primeiro marido, Daniel!
Emma ficou chocada ao ouvir aquela novidade. —Eu não sabia que você já tinha sido casada!
—Sim, ele morreu 1 ano e meio depois que nos casamos.- a morena estava comovida, recordando daquelas tristes memórias, porém sentia a necessidade de esclarecer tudo, para que não restasse mais nenhum assunto pendente entre elas.
Emma percebeu a tristeza no olhar de sua amada e a beijou ternamente, enquanto acariciava o seu rosto.
—Eu sinto muito!— Não queria continuar com aquele tema que parecia molestar tanto Regina.
Haveria outras oportunidades para que falassem sobre o primeiro marido dela.
Todavia, Emma precisava saber o motivo que levou a morena a se casar com seu irmão: —Você se casou com o Robin por interesse?- Indagou, por fim.
Regina voltou a encarar a loira nos olhos e disse: —Não! Eu me casei com ele porque me sentia muito só. Não pensei que seria capaz de amar mais ninguém, depois que perdi o Daniel!- lágrimas desciam pelo seu rosto.– Então, quando o Robin apareceu e me tratou com tanta gentileza e dedicação, mostrando-se tão apaixonado, acabei aceitando o que ele tinha para me oferecer e mesmo não o amando, sempre o respeitei. Não sei de onde você tirou essa ideia que eu tenho amantes ocasionais. Eu só trair o Robin com você, Emma!- Seus olhos banhados pelas lágrimas encaravam o par de esmeraldas quando ela terminou de falar.
Emma não podia deixar de acreditar na verdade que via estampada naqueles lindos olhos castanhos. —Eu ouvi a conversa que teve com sua mãe no dia do casamento, quando você disse a ela que não amava o meu irmão e Cora afirmou que isso pouco importava, e ainda insinuou que você podia ter amantes, pois meu irmão perdoaria sua infidelidade, tamanha era a devoção que sentia por ti!- esclareceu Emma.
Regina lembrava de trechos da conversa que teve com Cora no dia do casamento: —Minha mãe sofreu muito na vida, Emma! Nós passamos por muitas dificuldades depois que meu pai morreu e ela teve que fazer coisas que eu prefiro não comentar, mas isso acabou transformando o caráter dela. Cora se tornou uma mulher amarga, interesseira, descrente do amor. Todo esse discurso que você a ouviu pronunciar no dia do meu casamento com Robin, eu passei minha infância e adolescência inteira escutando, todavia nunca dei razão a ela.-parou de falar por um momento.— Você, por acaso, me ouviu dizer algo depois que ela disse tudo isso?- Questionou, por fim.
—Não!- Emma realmente lembrava que só tinha ouvido a sugestão de Cora, e que Regina ficou calada.
—No dia em questão, eu devia está tão distraída, preocupada em não magoar seu irmão, que nem me lembro de ter escutado minha mãe dizer essas coisas.— falou com sinceridade.
Emma deitou a cabeça entre os seios de Regina, refletindo sobre tudo aquilo que tinha acabado de ouvir, pensando no quanto havia julgado mal sua cunhada, e lágrimas de tristeza, culpa e arrependimento desceram pelo seu rosto.
—Eu desejei a morte dele!
A morena que estava alisando o cabelo de sua amada, interrompeu o carinho, enquanto sentia as lágrimas de Emma caindo sobre seus seios nus e olhou para a loira com um misto de incredulidade e apreensão.
***
Emma continuava chorando copiosamente deitada sobre o colo de sua mulher.
Regina estava angustiada, sentindo-se impotente, queria ajudar sua amada, mas não sabia o que dizer ou como agir para apaziguar o sofrimento da loira.
Temia que depois daquela súbita revelação, Emma voltasse a ficar agressiva, fria e distante, como nos últimos 4 anos. Era provável que a loira a culpasse por ter desejado a morte do próprio irmão.
A morena nunca imaginou que o sentimento que Emma nutria por ela tivesse tamanha magnitude.
Há alguns dias atrás, acreditava que a cunhada somente a odiava por considerá-la uma golpista que havia se casado com seu irmão por interesse, depois de tê-la beijado quando já estava comprometida com ele.
—Emma, meu amor, não se sinta assim! O seu irmão morreu por causa de uma fatalidade, não porque você desejou a morte dele.— enquanto falava num tom aflito, acariciava os longos cabelos dourados de sua amada.
A loira continuava chorando e não contestou a morena. Regina ficava cada vez mais apreensiva, não queria que depois de terem conseguido finalmente falar abertamente sobre seus sentimentos, Emma voltasse a se afastar.
Não suportaria ser alvo do desprezo da mulher que amava mais uma vez.
Girou seu corpo sobre o da cunhada e começou a acariciar aquele rosto lindo que tanto amava e que agora estava banhado em lágrimas.
Beijou a ponta do nariz de Emma que estava muito vermelho e começou a secar com seus lábios as lágrimas que desciam copiosamente dos belos olhos verdes.
De repente, a loira enrolou os dedos nos cabelos da morena e a puxou para um beijo apaixonado, enquanto sua outra mão deslizava pelas costas de Regina e apertava a bunda dela.
—Faça amor comigo!-Pediu a loira num sussurro próximo dos lábios da morena.
Regina compreendeu que Emma não queria falar sobre a morte do irmão e, naquele momento, ia respeitar o desejo da loira, mas sabia que elas precisavam ter aquela conversa mais cedo ou mais tarde, pois não ia permitir que sua amada continuasse se culpando pelo o que aconteceu com Robin.
Timidamente, começou a beijar o pescoço de Emma. Regina estava se sentindo como uma virgem. Era a primeira vez que a loira permitia que ela assumisse o controle durante o sexo.
Resolveu explorar o corpo da sua mulher, do mesmo jeito que Emma fazia com o dela.
Depositou suaves beijos sobre o colo da loira e passou sua língua molhada sobre os mamilos da amada, que arqueava e gemia de prazer por causa daquela carícia.
Regina percebeu que estava no caminho certo. Sugou um dos mamilos endurecidos de Emma, enquanto sua mão direita escorregava lentamente pelo abdômen da loira, arranhando a pele da barriga de sua amada que continuava ofegando de desejo em resposta.
A morena agora se dedicava ao outro mamilo, chupando-o e, eventualmente, brincando com a ponta da língua sobre ele, notando como Emma ficava arrepiada com aquele contato.
Depois de lambuzar com sua saliva toda a circunferência dos seios da loira, Regina resolveu morder a pele do abdômen da amada, pois adorava aquela parte do corpo de sua mulher.
Emma delirava de prazer, admirada com a desenvoltura de Regina. Nunca imaginou que pudesse sentir tanto prazer sendo dominada por outra mulher, uma vez que geralmente era a ativa quando se relacionava sexualmente com suas ex-amantes.
Enquanto chupava, mordiscava e lambia o abdômen de Emma, a morena colocou a mão entre as pernas da loira, gemendo ao constatar quão úmida sua mulher estava.
Emma levantou os quadris, buscando aproximar ainda mais seu sexo dos dedos de Regina que estavam traçando círculos sobre o seu clitóris. A morena não aguentando mais, desceu e ficou entre as pernas da amada.
Quando encarou aquele sexo rosado e úmido, não resistiu e meteu a boca no nervo inchado que latejava de tesão.
Começou a chupar Emma com sofreguidão, saboreando cada parte do sexo da loira, seus lábios já estavam lambuzados pelo líquido viscoso que escorria da vagina de sua fêmea.
A loira levou as mãos aos próprios cabelos, ergueu os quadris, e sentiu Regina agarrar suas nádegas, suspendendo-a pela bunda e puxando o centro de prazer da loira de encontro à boca.
Emma já estava a ponto de gozar na boca de sua mulher, mas queria que Regina também chegasse ao orgasmo junto com ela.
—Min..ha vida..sobe em ci..ma de mim!- Implorou num sussurro quase sem fôlego.
Regina ainda estava se deliciando com o sexo da amada, quando ouviu o pedido dela. Sentiu um certo temor ao imaginar que estava fazendo algo errado, todavia atendeu a súplica de Emma.
—Quero sentir meu gosto na sua boca!- Falou uma loira inflamada de desejo, encarando os abrasadores olhos castanhos e, em seguida, passou a língua nos lábios da morena, que ardeu com o toque, esmagando seus lábios contra os de Emma.
Entreabriram os lábios e ficaram trocando saliva e saboreando o “gosto” de Emma, enquanto suas línguas se enroscavam dentro de suas bocas.
O beijo foi interrompido e Emma pegou a mão direita de Regina, chupando alternadamente o dedo indicador, o médio e o anelar, enquanto a morena apreciava aquele gesto com olhos cintilando de desejo.
—Quero ser sua, meu amor!- Murmurou à loira, guiando a mão da morena e colocando-a entre suas pernas.
Regina gemeu ao mesmo tempo em que penetrou Emma com os três dedos que, minutos antes, foram chupados pela loira.
Emma arfou e levantou a cabeça da almofada, enquanto era estocada por sua dona.
Os dedos entravam em sua vagina com rapidez, enquanto a loira acelerava o ritmo de seus quadris e se agarrava com a mão esquerda ao pescoço de Regina, puxando-a para outro beijo.
—Amor..se esfre..gue na minha co..xa!- Sussurrou Emma perto dos lábios da morena, entre um gemido e outro.
Regina posicionou seu sexo sobre a coxa direita da loira e começou a friccioná-lo, chocando seu clitóris contra a pele macia da perna de sua amada, enquanto a estocava.
A morena agarrou com a mão esquerda o cabelo da loira e a beijou em seguida, percebendo que o corpo da amada ficava tenso e, na sequência, sentiu um líquido quente escorrendo pelos seus dedos, enquanto os lábios de Emma tremiam e os olhos pestanejavam.
Ao notar que sua mulher estava gozando, Regina aumentou o roce na perna da loira e chegou ao orgasmo balbuciando um “eu te amo”, ouvindo da boca de Emma, arrebatada de prazer, a mesma declaração de amor.
Regina caiu exausta sobre o corpo da loira, que a envolveu entre seus braços e as duas mulheres ficaram ali ouvindo seus corações batendo apressadamente, enquanto recordações de um triste dia chegavam à mente de ambas.
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