Notas iniciais
Editado em 02/03/2013

Betty sonhou com um telefone tocando em sua cabeça, mas aos poucos foi percebendo que não estava sonhando de fato, havia mesmo um telefone tocando. Levou alguns segundos para despertar de todo e mais ainda para dar-se conta de que era o seu próprio celular que gritava insistentemente. Ela passou a mão nos olhos e, ainda sonolenta, levou um tempinho para conseguir encontrar a bolsa e finalmente retirar o aparelho de lá de dentro.


****


A noite brincava com Armando sem querer ir embora e dar lugar ao dia. Ele dormiu e acordou várias vezes até amanhecer realmente com o travesseiro atravessado no lugar onde sua Betty deveria estar. Era um suplício dormir sozinho e, sem poder sequer tocá-la, esse suplício ficava cada vez maior. Despertou sufocado e se pôs a procurar o telefone para pelo menos poder ouvir a voz dela...

– Alô – Betty disse, a voz arrastada de sono.

– Bom dia, mi amor! Ainda estava dormindo? – Armando saudou em tom alegre, sentindo o oxigênio da voz dela entrando-lhe as narinas.

– Bom dia, Armando! Sim, estava dormindo. Que horas são? – ela perguntou já mais desperta.

– Já é quase meio dia, sua dorminhoca! Foi dormir muito tarde ontem?

– Fomos nos deitar pouco depois que você saiu. Mas eu demorei a pegar no sono...

– Eu também... Queria ter ficado com você... Como faremos para nos ver hoje?

– Ai, Armando... Acho que hoje não será possível...

Armando podia jurar que escutou trovoadas e viu o tempo fechar-se. Só não conseguia diferenciar se via a janela lá fora ou se via o reflexo de dentro dos seus olhos.

– Por que, Betty? – disse manhoso sem conseguir esconder a decepção.

– Porque tenho que ir visitar as tias Pinzón, prometi para meus pais que íamos.

– E vai ficar o dia inteiro lá?

– Sim. Iremos depois do almoço e voltaremos somente de noite.

– E o que eu vou fazer o dia inteiro?

– Não exagere, Armando! O que você fazia antes? O que fez domingo passado?

– Domingo passado? Eu estava me afogando numa garrafa de whisky, sofrendo como um condenado, pensando se algum dia você voltaria para mim...

– Não, hoje você só tem que pensar que amanhã estaremos juntos...

– Eu sei, Betty. Mas o dia vai se arrastar...

– Para mim também ...

– Mas pelo menos você estará se divertindo...

– Você acha? É porque você não conhece as tias Pinzón...

– Bom, se forem iguais a seu pai com a história do Tio Lázaro, então acho que estarei melhor do que você... Desculpe, Betty! Não quis ofender seu pai.

– Não tem problema – ela terminou rindo pela frase verdadeira. – Elas são um pouquinho pior que ele...

– Ai, coitadinha da minha Betty!

– Viu? O meu domingo vai ser pior que o seu. E você já tem alguma ideia do que fazer?

– Além de pensar em você e contar as horas? Acho que vou ao clube. Faz tempo que não monto.

– Então você não vai sentir minha falta...

– Impossível, Beatriz!

Betty ficou sem palavras.

– Betty? — Armando pensou que a ligação tivesse caído.

– Estou aqui.

– Eu te amo!

– Também te amo, Armando!

– Me liga quando chegar.

– E se eu chegar tarde?

– Não tem importância. Me liga assim que chegar. Promete?

– Prometo.

– Cuide-se, sim?

– Você também, Armando. Cuidado para não cair do cavalo...

– Eu? Imagina! Sou um excelente cavaleiro!

– Hum, hum, e muito modesto também...

– Também... Qualquer dia vou levá-la ao clube comigo para que você me veja montar e possa comprovar por você mesma.

– Eu já vi você montando, seu bobo! — Betty não pôde evitar pensar no início do seu trabalho na Ecomoda, ela parecendo uma louca, invadindo a montaria de Armando para lhe entregar os papéis do empréstimo do banco.

– Mas aquela vez não conta. Você tem que sentar lá e ficar quietinha prestando atenção.

– Eu vou adorar!

– Eu também!

– Eu sei, você é um exibido mesmo!

Armando deu uma gargalhada.

– Eu????

– Sim, senhor!

– Betty! — uma vez veio do outro lado da porta. — Você já acordou? Venha que o almoço está pronto! — era Aura Maria.

– Armando, preciso desligar. Vou almoçar.

– Está bem, mi amor. Então vá. Não se esqueça de me ligar.

– Não me esquecerei.

Nenhum dos dois conseguiram desligar o telefone.

– Você ainda está aí? — Armando perguntou, escutando a respiração dela do outro lado da linha.

– Sim.

– Desliga você primeiro, então.

– Está bem.

Mas ela não desliga.

– Betty?

– Sim? – ela riu da situação.

– Você não vai desligar?

– Não, desliga você.

– Desliguemos ao mesmo tempo, para evitar qualquer coisa... Até de noite, mi amor.

Finalmente os dois desligaram ao mesmo tempo.


****


Depois de um domingo que parecia não ter fim, Betty e os pais finalmente chegaram a casa. Suas tias nunca lhe pareceram tão enfadonhas como naquele dia. E todos perceberam como ela estivera distante todo o tempo, com o corpo presente, mas a cabeça muito longe dali.

No entanto, somente D. Júlia desconfiara do que se passava com sua filha. Aos outros ela dizia que a filha estava cansada, porque estava trabalhando muito e tinha muitas responsabilidades agora., mas ela própria tinha outras teorias muito diferentes e muito melhores.


****


Assim que entram em casa, Betty comentou que estava muito cansada e correu para seu quarto. Entrou e encostou a porta para, finalmente, pegar o celular e ligar para Armando que atendeu no primeiro toque.


****


Armando bem que tentou se distrair, mas as coisas não tinham mais o mesmo significado. Nem mesmo os cavalos, dos quais ele tanto gostava, tinham o poder de desviar seus pensamentos de Betty. Mesmo assim ficou no clube até tarde, simplesmente porque não tinha nada para fazer em casa e não queria ficar na solidão de seu apartamento. Cansou-se bastante, na esperança de ter uma boa noite de sono.

Chegou a casa ao anoitecer, tomou banho, devorou o que viu na geladeira e se pôs a esperar pelo telefonema de Betty. Deitou-se e ficou a relembrar pela milésima vez os momentos vividos com ela, tentando afastar as recordações mais tristes, focando-se nos momentos bons. E viajou com o pensamento, perdendo a noção da hora, até que o telefone tocou e ele atendeu rapidamente.

– Alô — ele disse, em um salto.

– Olá, Armando!

Ele se encheu de alegria ao ouvir aquela voz risonha, quase sussurrada. Adorava ouvi-la dizer seu nome, era como uma carícia.

– Olá, mi amor! Como foi seu passeio?

– Infindável!

– Acho que nunca odiei tanto um domingo como esse!

– Nem eu! Não vejo a hora que chegue logo amanhã.

– E você cavalgou bastante?

– Sim. A tarde inteira. E meu cavalo deve estar cansado de me ouvir falar em você o tempo todo...

Betty sorriu, mas acreditou ter escutado errado. A frase simplesmente não fazia sentido.

– Você conversa com seu cavalo? – perguntou para confirmar

– Bom, eu sempre falei com ele, mas conversar mesmo, hoje foi a primeira vez...

Betty viu um Armando pequenino e isso a deixou muito assustada. Ele parecia estar se afogando em algum poço de lama escura e ela se sentia fraca para puxá-la pelo braço, ele precisava de um amigo para fazer isso, e ela nunca mais o viu com ninguém depois que o maldito do Calderón foi embora.

– E não havia ninguém lá com quem você pudesse conversar?

– Sim, mas ele era o único que não me acharia um idiota.

– Por que, Armando?

– Por amá-la do jeito que amo. Não sei explicar, Betty... É que ninguém espera que um homem maduro e experiente como eu se apaixone assim como um menino, e perca o controle das próprias emoções, perca o controle dos próprios atos, da própria vontade... Que seja totalmente subjugado pelos sentimentos... Que se sinta tão possessivo, tão inseguro... Se me dissessem algum tempo atrás que isso aconteceria comigo eu jamais acreditaria.

Armando nunca tinha sistematizado isso assim para alguém e se sentia aliviado em fazê-lo, sobretudo dizendo a Betty, que era a pessoa ideal para escutar isso. Betty, por sua vez, quase gritou ao telefone porque, por mais que o dito fosse verdade, não a incomodava, bem era verdade, ela não sabia como era ser amada de outra maneira.

– E isso o perturba? Você tem vergonha disso?

– Ah, minha Betty! Você sabe muito bem do que sou capaz... Você já me viu fora de controle.

Betty suspirou de maneira conclusiva, finalmente entendia o que ele estava dizendo:

– Oh, você se refere ao que fez com Nicolas...

– Entre outras coisas...

– Mas isso foi antes de você ter certeza que ele era somente meu amigo.

– Deixe para lá, Betty... Não vamos mais falar sobre isso, sim?

– Nós te perturbamos bastante, não foi? Eu e Nicolas... – ela riu, a mente invadida por lembranças verdadeiras absurdas.

Armando, porém, não conseguiu achar graça, as lembranças lhe feriam a mente enquanto passam rasgando-a. Sofrera muito com aquela encenação toda, mas não queria que Betty se sentisse culpada. Engole seco.

– Sim, Betty. Muito. E vocês se divertiam, não? Aposto que riram muito enquanto eu os seguia por todos os lados... – ele não sabia porque estava falando aquilo, ainda que precisasse falar.

– Não... Bom... Um pouquinho sim... – ela tentou quebrar o clima com uma riisada. – Mas eu pensava que você me seguia por causa da empresa.

– Isso era o que eu dizia a mim mesmo. Tentava desesperadamente me convencer disso, mas nunca foi por causa da empresa Betty... Nunca...

– Agora eu sei, Armando. Ontem estive lendo os cartões que você me escreveu.

– Esteve? – Armando disse entre surpreso e comovido.

– E a diferença dos cartões que você escreveu para os outros são gritantes. Eu é que estava cega. Estava muito magoada. Não tinha condições de enxergar nada...

– Cada vez que me lembro disso, do quanto a magoei, me sinto o pior dos seres sobre a face da Terra...

– Não, Armando! Eu já o perdoei.

– Eu sei, eu sei...

Nesse momento Betty ouviu a voz de seu pai chamando por ela enquanto batia na porta.

– Armando, tenho que desligar, meu pai...Te amo!

E desligou o telefone no momento que Seu Hermes abria a porta do quarto:

– Com quem a senhorita estava conversando a esta hora, posso saber?

– Com Nicolas, papai. Estava pedindo a ele para não se esquecer de levar uns papéis para a empresa amanhã.

– Sei... — Seu Hermes olhaou a filha entredentes e saiu desconfiado.

Betty respirou aliviada. Olhou para o celular e pensou em ligar para Armando novamente, mas já era tarde e pensou que o melhor era ir dormir. Além disso, seu pai iria ficar de ouvido em pé, e se a escutasse conversando no telefone outra vez, ela não terá desculpas para dar. Com um suspiro começou a preparar-se para dormir, torcendo para adormecer logo, para que a noite passasse rápido e ela pudesse ver Armando.


****


Armando ficou olhando um tempo para o telefone esperando-a ligar. Chegou a discar os números do celular dela, mas desistiu no meio do caminho, não queria causar-lhe problemas.

Teve uma noite tumultuada, correndo de pesadelos e lembranças macabras.

No dia seguinte, levantou-se mais cedo. Queria fazer uma surpresa para Betty. Passou em uma floricultura e comprou um buquê de rosas vermelhas. Ele pensou em escrever uma mensagem, mas lembrou-se dos cartões que Mário escrevia para que ele desse a ela e teve medo que ela se lembrasse disso também, então escreveu apenas “Te Amo!” Armando.

Chegou antes que todo mundo na empresa, colocou o buquê na presidência e foi para sua sala esperar que ela chegasse.


****


Betty e as secretárias chegaram ao mesmo tempo e ela entrou em sua sala falando com Aura Maria, dando-lhe instruções sobre tarefas que ela deveria fazer. De repente Betty se calou quando viu o buquê de flores sobre a mesa.

– Ai, Betty! Que lindas! – Aura Maria se sacodiu toda enquanto falava, apontando para o buquê.

Betty se aproximou do buquê, emocionada, ela nunca havia recebido flores em toda sua vida. Pegou o cartão e chorou quando o leu. Sabia porque ele havia escrito só aquilo.

– Betty! Por que está chorando, sua boba? — Aura Maria não pôde deixar de observar.

– Porque sou uma boba mesmo...

– São do Seu Armando?

– E de quem mais seriam?

– Vou pegar um vaso para colocá-las.

Betty pegou uma das rosas, cheirou-a e sentiu a maciez de suas pétalas. Seria tão bom se ela pudesse esquecer-se de todo aquele antes, se pudesse simplesmente apagar o passado, nunca mais pensar nele e se entregar de corpo e alma ao futuro... Mas ainda havia muitas sombras. Vamos aos poucos, Betty, por enquanto basta esse perfume em promessas.

Ela deixou Aura Maria lá e saiu da presidência. Precisava falar com ele.


****


Em sua sala Armando tentava concentrar-se no trabalho, mas até os sons das folhas que passava o atrapalhavam. Olhou em direção à porta, como se pudesse ver do lado de fora. Sabia que as secretárias já estavam lá pelos ruídos e vozes, mas não sabia se Betty também havia chegado. Então, ouviu uma leve batida na porta que comunica sua sala com a sala de reuniões e ela entrou. Estava tão linda, trazia todas as cores da manhã consigo.

– Bom dia! — Betty disse, tentando parecer natural.

– Bom dia, Betty! — Armando respondeu, em um sorriso de expectativa sobre o que ela tinha a dizer pelas flores.

– Vim lhe agradecer as rosas – ela lhe disse timidamente.

– Você gostou? — dessa vez, ele tentou parecer natural.

– Eu adorei! Nunca havia recebido flores!

– Sério? – ele perguntou atônito. – Não posso acreditar!

Realmente não podia, mas o filme do passado voltou a rodar na sua mente, e ele se lembrou apenas de Betty lhe contar sobre as tragédias da sua vida. Em contrapartida, sentiu uma ponta de felicidade porque fora o primeiro a lhe mandar flores, e esse ato não estava manchado como todos os outros.

– É verdade! Essa foi a primeira vez!

– Mas não será a última! Eu lhe garanto! – Depois de saber o que soube, obviamente não seria mesmo.

Betty ficou em silêncio apenas encarando-o. Quer pular no seu pescoço e colar-se a ele. Reviu os quadros da parede da sua memória e nunca eles pareceram tão coloridos.

– O que foi, Betty? Aconteceu alguma coisa?

Ela não foi capaz de controlar as lágrimas que dançavam por seu rosto.

Assustado, Armando foi até ela e a abraçou. Deus quisesse que ele não tenha sido responsável por deixá-la triste, nem ter sido intermediário do passado.

– O que aconteceu, mi amor? Por que está chorando?

Ela continuou chorando em seu ombro sem dizer nada, por alguns segundos. Armando permaneceu abraçado a ela, acariciando-lhe os cabelos, até que ela se separou dele:

– Está melhor, mi vida?

– Sim – ela disse, tirando os óculos para limpar as lágrimas.

– O que aconteceu?

– Sou tão boba, mas seu gesto me emocionou.

– Dessa forma?

– É que partiu de você.

– Betty... Muitas coisas também partiram de mim antes... Você precisa acreditar nisso.

Betty ficou em silêncio. Queria colocar fogo naquela seção obscura do seu museu, mas não tinha sequer coragem de entrar lá.

– Eu sei que tudo começou como um plano, mas as coisas mudaram. Você me conquistou com sua ternura, seu jeito sincero... O que a impede de acreditar em mim?

– Eu acredito, Armando. É estranho, mas já acreditava antes e Dona Marcela acabou com qualquer dúvida que eu pudesse ter.

Armando franziu o cenho diante dessa nova informação:

– Como assim? O que tem Marcela a ver com isso?

Betty sentou-se no sofá da sala e Armando sentou-se ao lado.

– Antes de deixar Ecomoda — Betty disse — ela veio conversar comigo e me contou tudo o que aconteceu com você enquanto estive em Cartagena. Também me confirmou o que você já havia me dito, que não voltou a tocar nela depois que fez amor comigo.

– Eu...não tinha idéia! Mas por que Marcela faria isso?

– Para que eu não fosse embora, não renunciasse à Ecomoda. E por que ela não queria mais vê-lo infeliz.

Armando encostou a cabeça no encosto do sofá.

– Jamais imaginei que Marcela fosse capaz de um gesto assim...

– Eu menos! Mas me sinto muito culpada em relação a ela.

– Beatriz, você não tem culpa nenhuma, de nada, ouviu? O único culpado de toda esta história sou eu, eu e mais ninguém.

– Não é verdade. O Dr. Calderon teve sua parcela de culpa e eu também.

– Nem tanto, Betty. O Mário tem lá as culpas dele. Mas eu sou adulto, dono de minhas próprias decisões. Não devia ter concordado com esse plano e me deixado convencer por ele. E quanto à Marcela... Fui um canalha com ela todo o tempo. E você... – ele disse acariciando o rosto dela – Você é a maior vítima de tudo isso.

Betty o abraçou e escondeu o rosto em seu peito. Armando continou:

– Eu não sei se mereço esse agora, mas quero tentar, Betty. Quero fazer por merecê-lo... Estar a seu lado...

Betty segurou seu rosto entre as mãos e puxou-o. Ele correspondeu à urgência dela porque precisava dele tanto quanto ela, ou mais ainda.

– Você tem razão, Betty, há muitos fantasmas para exorcizarmos ainda, antes que o passado deixe de atormentar-nos – ele disse com a boca junto à dela.

– Isso diz respeito a nós dois – disse, voltando a beijá-lo.

Naquele tempo todo Betty só pensara em sua dor. Mas ali ela se deu cnta com uma clareza incômoda que Armando também tinha muitas feridas abertas por toda aquela história.

– E que passou com o trato de sermos amigos? – ele provocou-a, interrompendo o beijo.

– Continua de pé – ela sorriu.

– Betty, que tipo de amigos se beijam assim? — Armando estava confuso.

– Armando, eu ainda não estou preparada para enfrentar meus pais e os seus. E todo o mundo... Você já pensou nas reações quando as pessoas, nossos clientes, fornecedores, todos, souberem de nós dois? Não quero enfrentar isso agora.

– Então você está propondo que namoremos escondidos? – perguntou com carinha maliciosa.

– Estou pedindo que mantenhamos isso em segredo por um tempo, até que eu me sinta capaz de enfrentar nossas famílias e a curiosidade das pessoas.

– Betty, acho que a única pessoa que não sabe sobre nós é seu pai...

Os dois riram.

– Sim... — ela concluiu — Das pessoas mais próximas de nós acho que é só ele...

– Está bem! Assim eu tenho mais tempo de vida... — Seu Hermes era uma criatura aterrorizante, disso Armando bem sabia.

Os dois riram novamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Realmente os caps precisam de muitos reparos, mas vou ajustando. Mais adiante a escrita está bem mais fluida, porque vamos pegando o jeito.
Um beijo!