Um Jogo de Convivência - Revanche

4 Um Lucro depois de muita Revanche


Notas iniciais
olá, amores!!!! booooom... acho q tem uma coisa q eu preciso explicar desse capítulo...vai parecer q eu me esqueci do propósito da fic por um tempo... mas, qm conhece a Ny-chan nem vai estranhar q ela ñ resistiria a colocar um pouco de romance pra apimentar as coisas por aqui... e... hã... eu realmente tenho meus motivos pra colocar o Kouyou (depois dos meses de "estado de espírito dele", ñ se esqueçam disso... *gargalhando*)com alguém...espero q gostem e comentem boa leitura

O prédio de Yuu não ficava muito longe do meu... Eu tive um tempinho para refletir sobre algumas coisas enquanto guiava até a festa do guitarrista... Repassei mentalmente tudo o que já tinha acontecido em minha vida desde que Yuu entrara na banda... Todas as suas provocações... Todas as minhas... Talvez tivesse chegado à hora de acabarmos com aquela palhaçada e sermos amigos normais...

Desliguei o motor do carro e entrei no luxuoso prédio do condomínio em que o moreno morava. Apertei o botão do elevador e esperei... Esperei até finalmente estar diante de sua porta...

— Konbawa! – Yuu me saudou alegremente ao abrir a porta. Sua expressão mudou lentamente para um espanto sutil que me fez gargalhar. Eu devia estar morando nos pesadelos dele nos últimos dias mesmo...

— Konbawa, Yuu! – eu respondi e coloquei minha mão sobre seu ombro ao entrar. – Não se preocupe, amigo... Não vim até aqui estragar sua festa... Vamos nos declarar empatados de uma vez... Tenho medo de extrapolar e você revidar dez vezes pior... – nós dois demos risada.

— É o mais alto de nós dois, mas morre de medo de mim... – ele sacudiu a cabeça, gargalhando. – Fique à vontade, amigo!

O apartamento era realmente grande, não que o meu fosse muito menor... Só se parecia mais com uma casa do que a minha, com certeza, devido à arrumação e à pintura impecável das paredes. Já havia muitas pessoas por ali e o som da música invadia todos os aposentos que conseguia.

Meus outros companheiros de banda já estavam ali também, mas eu não me atrevi a incomodá-los... Cada um deles estava muito bem acompanhado por garotas lindas que sorriam para cada coisa que eles lhes diziam... Ah... Que inveja eu sentia da facilidade que eles tinham para conseguirem garotas assim...

Fui até uma mesa onde Yuu improvisara um bar e me servi de uma dose generosa de tequila. Estava uma noite bem quente, me dirigi para o lado de fora da varanda gigantesca e me encostei à parede, apenas curtindo a música e admirando as pessoas que dançavam sem nenhum problema de se soltarem.

— Você parece estar realmente se divertindo, não? – escutei uma voz divertida falar perto de mim quando a dona da voz se encostou ao meu lado.

— Bom, me dê um minuto e minha bebida começará a fazer efeito... – dei uma risada sem humor e me virei para encará-la. Era uma garota linda, de estatura baixa, cabelos castanhos e um sorriso encantador.

— Que pena... – ela disse com um sorrisinho nos lábios. – Você precisa beber para se divertir? – a garota jogou os cabelos e se virou, olhando para mim, encostada à sacada.

— Você também não parece estar se divertindo muito... – observei e ela deu risada, assentindo ao que eu dissera.

— Eu não tenho muitoem comum com os amigos do meu aniki... – ela explicou. – E minhas amigas encontraram outras companhias por aqui... Então, vim ficar aqui na varanda e tomar um ar, admirar a noite e só curtir a música... Não sou uma pessoa muito extrovertida pra ficar dançando sozinha...

Coloquei uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha e acariciei lentamente sua pele sedosa, vendo-a fechar os olhos aos meus toques tão simples.

— E você? O que o trouxe para essa parte tão isolada da festa? – suas mãozinhas seguraram a minha delicadamente.

— Bom... Eu não sou o tipo de pessoa que você pode considerar “festeira”... – dei uma risada fraca. – Eu realmente prefiro ficar só aqui apreciando a música... Apesar de nem todas serem de uma boa qualidade... – ela me acompanhou na risada.

— E gosta de que tipo de música?

— Luna Sea... X-JAPAN... – disse um pouco humilde.

— É sério? – a garota soou encantada. – Eu amo o Luna! E as músicas do X são simplesmente fantásticas!

— Você é a pessoa mais interessante dessa festa, até agora, sabia? – eu disse, me aproximando sorrateiramente dela, deslizando minha mão pelo seu braço até seu ombro.

— Como você se chama? – ela deu um passinho na minha direção também e eu a encurralei na parede.

— Kouyou... E você? – perguntei com meu rosto cada vez mais próximo do dela. A morena acariciou docemente a minha face, com seu lindo sorriso que me fazia tremer, perdendo seus dedos por meus cabelos, penteando minha franja e prendendo alguns dos fios de minha nuca.

— Sereny... – ela disse em uma voz um pouco tímida, quando puxei sua cintura com meus dois braços, colando seu corpo esguio ao meu possessivo.

— Muito prazer, Sereny-chan... – tomei seus lábios com os meus, cheio de desejo e suas mãos se uniram atrás de minha nuca, me puxando mais para ela, retribuindo ao meu beijo de uma maneira muito sensual. Prensei-a contra a parede, sentindo cada parte de seu corpo comprimido contra o meu.

— Muito prazer, Kouyou... – ela disse ofegante, quando nos separamos.

Troquei nossas posições e a apertei em meus braços possessivamente, beijando toda a sua face delicada e fazendo-a sorrir. Ela era a criatura mais doce e deliciosa que eu já tinha conhecido em toda a minha vida.

— Você é bastante reflexivo, não? – ela deu uma risadinha adorável, beijando meu peito. – Por acaso, não ficou constrangido, ficou? Pareceu tão cheio de desenvoltura e entusiasmo ao me beijar... Devo deixá-lo convencido ao dizer que foi o melhor beijo que eu já recebi? – ela tornou a rir e eu sorri acanhado.

— Foi mesmo? – eu soei convencido e ela confirmou ainda rindo. – Não, não fiquei constrangido não... Apesar de não fazer isso muitas vezes mesmo...

— Não faz? – ela estranhou. – Não me entenda mal... Eu realmente não consigo encontrar algo em você que o traria a uma festa como essa...

— Por quê? – eu perguntei divertido.

— Bom... É uma festa bem badalada, sabe? – ela revirou os olhos e eu achei engraçado. – O que, exatamente, uma pessoa que “não pode ser considerada festeira”, que curte Luna Sea e X-JAPAN, reflexiva e que não tem costume de ficar adoidado com todo mundo nas festas faz aqui? Entrou de penetra?

— Vai me dedurar? – brinquei.

— Não... Nem nisso eu consigo acreditar... Você tem uma cara muito certinha... Apesar dos cabelos descoloridos... Não acredito que faria isso...

— Não... Eu não entrei de penetra... Estou aqui por causa dos meus companheiros de banda... – a apertei mais em meus braços e ela envolveu minha cintura com os seus.

— Companheiros de banda? – ela repetiu assombrada. – Você faz parte de uma banda? Não é uma bandinha pop, é?

— Não... Nós fazemos rock... – eu gargalhei.

— E você toca o quê? – sua curiosidade soou graciosa e eu mordi levemente sua bochecha, fazendo-a sorrir e se apertar contra mim.

— Sou um dos guitarristas da banda... – Sereny arregalou os olhos.

— Não tem cara... – ela me avaliou. – Mas você deve ficar adorável tocando...

— Um guitarrista não deve ser adorável, deve?

— Não... Não deve... – nós dois rimos. – Mas deve ser charmoso te ver tocando... – ela mordeu o lábio inferior maliciosa e alguma coisa em seu olhar me lembrou o de outra pessoa que eu não sabia exatamente quem era.

— Um dia eu deixo que tire suas próprias conclusões sobre minha música... – eu dei risada. – Talvez fosse melhor que ficasse só com a minha palavra... Eu me acho sensacional – foi a vez dela de gargalhar. – Só espero que não discordemos...

— Eu posso ser bem crítica, sabia? Afinal de contas, eu não agiria de outra maneira com outro fã do Sugizo-senpai...

— Ah... Se você vai me comparar a ele... É bem provável que eu seja reprovado... Nunca chegaria aos pés do senpai...

— Deve estar sendo modesto... – ela mordeu o lábio inferior, me avaliando com aqueles olhos doces e brilhantes, segurando meu rosto entre as duas mãos. – O senpai mesmo dizia que nunca chegaria aos pés do hide-sama... E agora, ele está se esforçando ao máximo pra substituí-lo no X-JAPAN!

— Não acredito que eu seja muito bom em ser modesto... Numa banda com dois guitarristas... Você está sempre disputando o lugar principal...

— Isso é verdade... – ela deu risada e ficou nas pontas dos pés para me dar um selinho. Segurei sua cintura e não permiti que ela se afastasse quando separou seus lábios doces dos meus. – Eu sei o quanto é difícil você dar um passo para trás nessa disputa e aceitar que o outro guitarrista deve ser o principal e você, a base...

— Sabe? – eu franzi o cenho. – Você toca? – ela deu risada e sacudiu a cabeça negativamente, unindo nossos lábios novamente e me fazendo fechar os olhos e me perder completamente dentro de minha mente.

Sereny me puxou mais com seus braços em volta de meu pescoço, voltando a se encostar à sacada e prensei seu corpo com o meu. Eu ria mentalmente com nosso entrosamento... Eu talvez precisasse mesmo de alguém como ela para que eu tivesse alguma desenvoltura inicial. Alguém, como Yuu dizia, mais segura do que eu...

Ela olhou fundo em meus olhos, afagando minhas bochechas e penteando meus cabelos com seus dedos, um sorriso mínimo em meus lábios se desenhou enquanto eu fechava os olhos e aproveitava aquele carinho tão delicioso. Eu não me lembrava de já ter me sentindo tão bem com uma garota que mal conhecia...

— Vai ficar aqui até que horas? – ela perguntou, quebrando o silêncio que se estendera longos minutos, seus lábios descendo pelo meu rosto até a base do meu queixo, me fazendo gemer baixinho e ofegar.

— Não tenho ensaio amanhã... Vou ficar até a festa começar a me encher... – dei risada, mordendo o lóbulo da orelha dela, fazendo-a se arrepiar e ofegar tanto quanto eu.

—Hum... – ela disse reflexiva, apertando mais seus braços em meus ombros num abraço tão carinhoso que me fez sorrir.

— Por quê? Já vai embora? – eu apertei sua cintura em meus braços, num inútil ato de impedi-la de se afastar de mim.

— É que eu estou realmente cansada... – ela bocejou minimamente, deitando a cabeça em meu ombro direito e suspirando contra meu pescoço.

Fiquei em silêncio por um longo momento. Eu não queria que ela fosse embora... Não a queria longe de meus braços... Não depois de ter descoberto alguém tão doce, meiga e deliciosa como ela era...

— Não tem nada pra fazer amanhã, então? – ela partiu o silêncio novamente, um tom divertido em sua voz.

— Não... – eu respondi ainda preso em meus pensamentos.

— A gente podia se ver, não podia? – ela perguntou e, pela primeira vez, eu percebi um tom encabulado em sua voz suave. – Eu realmente adoraria ficar aqui e conversar com você a noite inteira, Kou-chan... A simples constatação de que eu poderia ter sua boca na minha a noite toda me faz querer mandar a necessidade de dormir pro raio que me parta e ficar aqui... – ela sussurrou em meu ouvido e eu sorri. – Mas eu estou quase dormindo aqui de verdade... Se você não quiser ou já tiver planos, eu vou entender, gatinho... Mas, eu queria mesmo passar um tempinho a mais com você...

Eu sorri e uni nossos lábios gentilmente em um selinho. Beijei seu rosto e seu pescoço até alcançar sua orelha.

— É claro que eu quero te ver amanhã... É tudo o que eu mais quero Ny-chan... – ela sorriu e se apertou mais em meus braços, bocejando lindamente como uma criança.

— Tem um shopping aqui perto que eu gosto muito de ir... Nós podemos nos encontrar na frente do cinema às onze horas... É muito cedo pra você? – ela perguntou hesitante, voltando seus olhos cor de chocolate ao leite para mim, preocupados.

— Não... Onze está ótimo! Quanto mais cedo melhor! – ela deu um lindo sorriso que quase me fez desistir de deixá-la ir.

— Certo... Bom... Então, eu tenho de ir pedir ao meu aniki pra me levar... – ela bufou descontente. – Kami, isso vai ser constrangedor... – Sereny revirou os olhos.

— O quê? – perguntei sem entender.

— Ele está no maior amasso com a minha amiga... – ela fez uma careta. – Vão pra um quarto, vocês dois... – a morena disse baixinho e eu dei risada. – Eca!

— Se está assim incomodada... Eu posso te levar... – sugeri e ela arregalou os olhos.

— Não precisa, Kou-chan... Você pode ficar aqui na festa e aproveitar mais um pouquinho... – afaguei seu rosto lentamente.

— Sem você aqui... Não vai ter mais nada que me interesse... – ela sorriu e me beijou.

— Se você insiste, então... – eu dei risada e assenti. – É até melhor pra mim... Deixo aqueles dois se pegando e fico mais um pouquinho com você... Lucro pra mim!

— Não... Lucro pra mim! – eu puxei seu rosto contra o meu e a beijei antes de caminharmos juntos para a porta de saída do apartamento de Yuu e sairmos para a noite linda e quente que eu tinha descoberto.

Notas finais
mereço reviews???