Um Garoto na ANBU

1 Missão ANBU: Laboratório Inimigo


Notas iniciais
Me digam o que acharam da fanfic

Era uma tarde de quinta feira.

Bem iluminados eram os corredores do hospital de konoha.

Quando a porta da recepção se abriu um casal de amigos conversava;

—Vá falar com ela! – disse a garota de cabelos escuros e cacheados.

—Eu tenho uma missão, só passei aqui para me despedir de você! – respondeu seu amigo, que aparentava ter uns 15 ou 16 anos e usava roupas pretas que se destacavam em um hospital.

—Mas fale com ela antes de ir! – retrucou a amiga.

—Tenho que ir rápido, ou a diversão fica para o departamento de necropsia – os lábios de seu amigo aparentavam um leve sorriso.

—Inventar desculpas para sair de situações não é a solução, sabia? – a morena já parecia impaciente.

—Eu sei! Por isso vou inventar situações como desculpas! – respondeu rindo.

—Quem diria, uma pessoa como você esta com medo! – disse rindo ao zombar do amigo.

—Como assim uma pessoa como eu? Sou só um simples ninja.

—Hm... – a garota tinha um semblante de tristeza.

—Ei, não me olha assim. Só que eu acho que ela não quer me ver... – O garoto de cabelos negros e um tanto quanto desajeitados também aparentava um semblante de tristeza, mas continuou – Bom, de qualquer modo, eu tenho que ir e você que trabalhar, boa noite! – se despedira rapidamente da amiga

—Tchau Nishida.

Já usando seu traje ANBU, Nishida se apressou para a entrada da vila, e ao olhar pensou consigo mesmo;

—Há 2 anos atrás eu teria alguém aqui no portão para me dar tchau ao sair em missão...

Enquanto corria pela floresta traçando o caminho da missão ele relembrava sua conversa com o hokage;

—Um esconderijo subterrâneo foi encontrado e notificado pelo seu esquadrão ANBU, eles não entraram no local e você esta sendo enviado para averiguar a situação do local. – disse assim o Sexto Hokage.

Talvez seja infantil da minha parte, mas até mesmo ninjas assassinos como eu se espelham em alguém, certo? Eu só consegui pensar em como era incrível falar com Kakashi Hatake, e é claro, eu só pensava em conseguir um Geki Shinobi Emaki dele, seria raro e incrivelmente incrível ter o Sexto Hokage na minha coleção de cartas ilustradas.

—Árvores caídas a direita, siga em duas horas – essa era a coordenada para se chegar ao local identificado como um esconderijo ninja.

Diferentemente da iluminada Vila da Folha aquela floresta escura e misteriosa parecia falar com Nishida, até o jeito das folhas se balançarem ao vento estavam estranhas naquela noite. Mesmo não sendo um ninja sensorial Nishida poderia sentir um chakra conhecido emanando do buraco no chão, aonde provavelmente se encontrava o inimigo.

NISHIDA POV´S ON

Eu já senti essa sensação antes, há 2 anos atrás...

De fato, era uma sensação já sentida pelo ninja há tempos atrás.

Meu corpo treme levemente, meu coração esta acelerando, a adrenalina que me mantem vivo parece que vai arrancar meu coração essa noite. Essa sensação que poderia ser descrita também como um leve medo tinha fundamento, Há 2 anos atrás em uma missão, o evento que ficou conhecido como ‘’ O incidente da Ponte de Koharu’’. Ainda que houvessem passado os anos, isso ainda tirava o sono do ANBU.

NISHIDA POV´S OFF

Esgueirando-se até entrar no esconderijo, assim fez Nishida, seu corpo levemente abaixado e sua mão direita pronta para sacar a espada se necessário. O local era mal iluminado, paredes de pedra firme faziam com que os sons morressem no local, ao que parece nada que entrava saia de lá. Seu corpo esfriou e o coração acelerou, as pupilas negras estavam dilatadas e era possível ouvir a respiração de Nishida, aquela sensação que ele sentia por causa do chakra o assustava, realmente era possível sentir a presenta de fantasmas do passado dele presentes ali. Ao se aproximar de uma porta semiaberta Nishida se colocou de lado e retirou um pequeno pedaço retangular de espelho do bolso, olhando para ele com a intenção de averiguar se havia inimigos no local. Ao entrar percebeu uma figura encapuzada no fim do grande salão, era a mesma figura vista há dois anos, aquela que trouxe morte e tristeza. A figura encapuzada com um longo manto negro disse;

—O destino é uma coisa interessante... – virava-se devagar para Nishida.

—Você... – Nishida não podia acreditar, seu pesadelo passado estava na sua frente.

—Você não sabe, mas o seu poder nos juntará... – disse o homem encapuzado

—... Matou eles... Você matou eles! – Nishida não perdeu a calma, mas seus olhos claramente se perdiam em lembranças ruins. – a figura encapuzada estava olhando para ele, tinha pele branca como uma cobra e olhos claros como a água, que subitamente se tornaram vermelhos como sangue, ele voou em direção a Nishida, seu braço esquerdo esticado mirava no pescoço do jovem ninja, Nishida sacou a espada e pulou para trás, com um movimento firme sua espada chegou a tocar o inimigo, mas ao invés de feri-lo espada simplesmente voou longe. Eles estavam se encarando, a menos de um metro e meio de distancia, Nishida pulou para trás novamente, rapidamente fazendo selos;

—Katon: goukakyuu no jutsu – assim ele disse ao disparar uma grande bola de fogo de sua boca que ia em direção ao inimigo, o fogo produzido por ele consumia o local de forma aterrorizante, mas ao piscar viu que o inimigo havia parado seu jutsu com um simples movimento com o braço direito.

—Não garoto... seu poder não é esse – ao levantar o braço direito o homem mostrou uma pequena chama em sua mão e ao aproximar a boca dela e assoprar uma grande serpente de fogo surgiu, duas ou talvez três vezes maior do que o jutsu de Nishida, a grande serpente de fogo foi em sua direção mostrando as presas, Nishida pulou e fixou-se no teto com o chakra na ponta dos pés, ao olhar para o chão viu algo surreal, o local estava tomado por fogo, a imagem poderia assemelhar-se a descrição do inferno, e no meio dele estava o homem encapuzado, de cabeça baixa, Nishida ao perceber isso retirou uma kunai do bolso e disparou para cima dele, seria um golpe certeiro se não fosse pelo fato do homem estar se desintegrando como uma fumaça negra, Nishida virou-se e tentava acertar ele, mas a fumaça desviava até que a mão do inimigo se materializou novamente e segurou o braço de Nishida, seus rostos estavam a um palmo de distancia, calmos e com olhares sanguinários, o braço dele novamente se desfez em fumaça e por fim sumiu por completo, Nishida, de fato, poderia sentir que estava sozinho, mas ao olhar ao seu redor vê que o local esta consumido em fogo, os grandes tubos de ensaio, que tinham tamanho o suficiente para conter um homem de grande porte estavam estourando por conta do calor no local, ele viu-se sem saída e então uma grande explosão ocorreu, com o impacto Nishida foi ao chão e desmaiou, havia sangue no chão e ele estava gravemente ferido, mas ainda que estivesse desacordado ele sentiu algo envolver seu corpo, como um manto que era posto sobre ele.

Seus olhos se abriam lentamente, e sua primeira sensação foi a dor, seu corpo doía como nunca, sentia-se mentalmente cansado. Ao levantar-se sua visão era turva e seu equilíbrio era estúpido, sua cabeça doía e sentia uma queimação forte que começava no seu braço esquerdo e ia ate o ombro direito, ele caiu no chão fraco, tossiu sangue como quem estava a beira da morte, tinha a sensação de que ia vomitar, ao se recompor de joelhos e cabeça erguida pode sentir um cheiro forte de veneno exalando pelo local, levantou-se e foi até o lado de fora. Já na floresta ele estava mal, em cima de uma das árvores ele voltava a tossir sangue, ao olhar para a mão direita que tampara sua boca enquanto tossia viu que ela tremia. Levantou a mão esquerda na altura dos olhos e ergueu o dedo indicador e médio dizendo;

— Sunshin no Jutsu! – sentiu uma dor ao falar e ofegante sumiu de lá com seu jutsu de cintilação corporal. Estava fraco, ao se apoiar em uma árvore viu que não estava tão distante de Konoha, mais uma vez usando sua técnica de cintilação corporal ele some num piscar de olhos.

—Preciso chegar... chegar até... – a dor aguda consumia sua alma, seus olhos pareciam não ter força para se abrirem, mas ele respirou fundo e com um suspiro de dor usou novamente seu jutsu, uma técnica eficiente, mas que consumia muito chakra.

Desta vez ele estava aonde queria, a técnica o levou para seu quarto, e então lá mesmo ele caiu, no chão de madeira escura ele desabou, caindo em frente ao espelho ele viu a própria imagem, alguém que parecia pronto para morrer, e assim ele dormiu, mas não antes de sentir a ultima dor.

Notas finais
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