Um Garoto na ANBU
2 Hospital
Notas iniciais
Era de manhã, em uma sexta feira. Nishida levantou-se cambaleando e com a visão não tão embaçada como no dia anterior e caminhou até o banheiro, tirou sua camisa e ao se olhar no espelho viu algo que o assustou;
—O que aconteceu comigo? – seu corpo estava branco de forma assustadora, sua pele era clara, mas não tanto como vira no espelho, havia uma grande mancha branca que ia do braço esquerdo ao ombro direito e manchas menores em outras parte do corpo, seus olhos estavam com olheiras gigantes e havia sangue em suas mãos.
—Preciso falar com keera, vou até o hospital! – e assim ele foi tomar banho.
Keera era sua amiga de cabelos cacheados que conhecera na época da academia ninja, sua melhor amiga e com quem sempre conversava, ela trabalhava no hospital, por conta da idade ela dividia seu tempo nos estudos de medicina e no hospital.
Nishida arrumou-se e foi direto ao hospital de konoha, somente parou de andar na hora de sair de casa, quando foi cumprimentar seu irmão mais novo, o qual ele amava e dizia ser a pessoa mais importante para ele.
Quando entrou no hospital viu uma garota de cabelos negros e longos, seu olhar não saiu dela, a garota usava um jaleco médico e era...
(..)
( TOC TOC )
—Entre! – assim disse keera.
—Oi – Nishida estava contendo seu desespero
—Oi Nishida! Tudo bem? – ela usava um jaleco branco e sorria para ele
—Preciso que me examine!
—O que aconteceu? – perguntou calmamente ao amigo, Nishida então tirou sua blusa azul de capuz e sua amiga viu seu corpo.
—O QUE ACONTECEU COM VOCÊ ? – não acreditava na situação do corpo do amigo.
—Depois da missão, eu vi hoje de manhã.
—Sente na maca – keera tocou no abdômen do amigo examinando-o
—Sabe quem eu vi quando cheguei no hospital ? – perguntou sorrindo, como se o fato de seu corpo estar estranho fosse irrelevante.
—Você viu a Ami! – respondeu keera com naturalidade, de uma forma automática e com um sorriso de canto.
—Co... como você sabe?
—Você só fala dela garoto! Poderia ter visto monstros ou fantasmas que não me contaria, mas não perderia a oportunidade de falar que viu minha amiga! – respondeu sorrindo e rindo
—Hm – os olhos ônix do moreno viraram para o outro lado como se não quisesse que sua amiga ficasse lembrado seus sentimentos por Ami.
—E como ela estava?
—LINDA! – Seus olhos brilhavam e seu sorriso parecia ser o de uma criança com brinquedos novos.
—Você vai falar com ela? – agora keera já estava com um semblante sério.
—Hm... não – Nishida abaixara os olhos com tristeza – ela não quer me ver...
—Uhm – a resposta monótona era uma forma de tirar o amigo dos pensamentos ruins – Bom, não há nada de errado com você, acho que deveria ver o Daishin-Sensei, ele pode dizer melhor do que eu o que é isso em você!
—Tudo bem... posso dizer uma coisa ? – os olhos ônix dele mostravam tristeza
—Claro – gentilmente ela respondeu
—Não conte nada a ninguém sobre como eu estou, pode ser?
—Você sabe que tudo o que conversamos fica entre nós, amigo.
—Posso contar mais uma coisa?
—Sim
—Ontem, na missão... o ninja com quem eu lutei... era o mesmo da Ponte Koharu – estava de costas para ela saindo da sala, Keera não respondeu, mas sabia que isso havia mexido com seu amigo.
—Até depois Keera
—Tchau Nishida
KEERA POV´S ON
Nishida nunca fala sobre isso. Ele diz o que pensa e sente para mim, mas sempre evita falar do que aconteceu naquela missão. Isso... eu sei que machucou ele, mas... eu só quero que você fique bem, amigo.
KEERA POV´S OFF
Nishida foi andando até a recepção do hospital para perguntar onde estava o doutor Daishin, na verdade ele sabia, Nishida só procurava uma desculpa para voltar a recepção e poder ver Ami, ao chegar lá ele não viu a morena. O doutor Daishin era um bom homem, se preocupava com as pessoas ao seu redor, era um homem alto com cabelos negros que chegavam aos ombros. Ele conhecia a família de Nishida e havia sido seu professor em certas ocasiões, porem, o que criou um laço entre Nishida e o Professor Daishin foi uma missão da ANBU.
( TOC TOC )
—Entre!
—Com licença Professor! – Dizia Nishida com o máximo de respeito a seu superior.
—Oh Nishida-kun, como vai?
—Não muito bem doutor...
Eles ficaram durante quarenta minutos conversando, o doutor tirou uma amostra do tecido branco do corpo de Nishida e pediu para que ele voltasse em três dias, deu a ele um remédio controlado, uma pílula por dia, o potinho era laranja e tinha uma tampa branca, era um analgésico para as dores que estava sentindo.
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