Um Futuro Condenado 2 Temporada - Mathew S. Grey
26 Um Grito de Libertação
Notas iniciais
Pov. Matt
Anjelica. Anjelica, eu não podia aceitar o fato de que a garota que eu namorei durante dois anos atropelou a mulher pela qual eu estou apaixonado, eu não podia, era difícil, tudo bem, eu sabia que Anjelica ainda gostava ou gosta muito de mim, mas atropelar Hanna para poder ficar comigo já era demais.
—Com licença, eu não estou me sentindo muito bem-diz Hanna e sai correndo porta fora do escritório, cai sentado na cadeira e olho atônito para meu pai, ele me lança um olhar preocupado e eu posso imaginar que estou bem mais branco que o normal.
—Como? como você descobriu que, droga, que foi a Anjelica que atropelou a Hanna? -pergunto, ainda tentando engolir o fato de que a menina dos cabelos de ouro que foi minha namorada a um ano atrás atropelou a mulher que eu amo!
—Como a polícia não queria abrir o bico, eu liguei para Welch e pedi para que ele olhasse as câmeras da rua onde Hanna foi atropelada, ele me mandou as imagens e eu reconheci Anjelica no carro que atropelou Hanna. – ele fala passando a mão no cabelo, um claro sinal de nervosismo
Não posso acreditar tudo bem que Anjelica é ciumenta e totalmente possessiva, agora atropelar Hanna?!Meu deus!
—Com licença — digo ao meu pai antes de sair de seu escritório e correr até meu quarto, pego meu celular em cima da cama e disco o número de Anjelica, ela precisa ter noção do tamanho da merda que ela fez! Ligo uma, duas, cinco vezes e nada, ela não atende, decido ir até sua casa, ligo para um taxi e 20 minutos depois estou em frente à casa de Anjelica, ela ainda mora sozinha ou melhor com a mulher que ela chama de mãe, sua governanta, já que sua mãe morreu quando ela tinha 12 anos, então ela foi para um orfanato e ficou lá até completar 18 e quando saiu virou dona de tudo que era da mãe. Toco a campainha mais de 3 vezes e na quarta vez Rosie Jacks aparece, ela está mais branca do que o normal, sua aparência já bem velha e desgastada está duas vezes pior, ela parece, assustada!
—O que você quer aqui, Mathew? – ela fala áspera
—Eu estou procurando a sua filha, ela está?! – pergunto sem muitas delongas
—Não, agora saia da minha frente que eu estou com pressa-ela me empurra e sai caminhando apressadamente até a garagem, vou atrás, eu não vim até aqui para não falar com Anjelica!
—Eu realmente preciso falar com a sua filha, Rosie, me diga onde ela está, por favor-peço já agitado, Rosie se vira de supetão e me encara com os olhos marejados.
—Minha filha está no hospital central de Seattle, acabaram de me ligar e só me informaram que o caso dela é grave, estou indo para lá, você pode ir comigo, se quiser-diz ela e abre a porta do carro, estou atônito demais para perguntar qualquer coisa então só entro no carro e espero ansioso nossa chegada no hospital
—Rosie Jacks, parente da paciente Anjelica Lincoln, ela deu entrada aqui não faz nem duas horas-diz Rosie para a garota atrás da mesa que olha preguiçosamente para a tela do computador-Diga logo o quarto da minha filha, garota-grita Rosie e a pequena garota a olha assustada
—Ela está em cirurgia, por favor aguarde na sala a esquerda-diz a garota.
Estou sentada ao lado de Rosie a mais de duas horas e nada de notícias, aparentemente todos já sabem do atropelamento de Anjelica, a porta do hospital encheu de fotógrafos e meu pai me ligou dizendo que saiu notícias e imagens do momento em que ela foi atropelada, mas o pior de tudo é quem a atropelou! Jones Hyde. Tenho plena certeza de que Hanna deve estar péssima, e eu queria estar em casa para lhe dar conforto, mas não posso simplesmente deixar Rosie aqui sozinha e sair sem saber do estado de Anjelica, ela pode ter feito muitas coisas ruins, mas ela já foi minha namorada, e querendo ou não, ela foi uma pessoa que eu gostei muito e não consigo não me preocupar com ela nesse momento.
—Familiares da senhorita Anjelica Lincoln-diz um médico ao entrar na sala, Rosie levanta depressa e corre até o homem, eu a sigo
—Sou a mãe dela, e diga, como está minha filha? – Rosie fala com a voz embargada e apertando freneticamente a mão, um claro sinal de que ela está nervosa
—Senhora, a sua filha não corre mais risco de morte, mas infelizmente seus movimentos nos membros inferiores foram comprometidos. Vamos ver como será seu progresso no tratamento conforme o tempo for passando, mas a princípio ela não terá os movimento das pernas novamente. Com a tecnologia e os avanços da medicina, podemos tentar reverter esse quadro, mas enquanto isso algumas mudanças no dia-a-dia de vocês serão necessários, além de um programa forte para reabilitar sua filha para que ela tenha uma vida normal na medida do possível — diz o médico, vejo Rosie tremer como se tivesse levado um choque e pouco depois cair de joelhos no chão chorando desesperada. Meu Deus, Anjelica paraplégica! Ela é tão nova, tão bonita, me abaixo ao lado de Rosie e a levanto, a segurando em um abraço apertado.
—A senhora deseja vê-la?-pergunta o médico e Rosie simplesmente acena com a cabeça, nos encaminhamos para o quarto onde ela está e quando entro tomo um susto, Anjelica está cheia de aparelhos a sua volta e sua pele está pálida, ela mal consegue manter os olhos abertos, assim que Rosie vê o estado da "filha" corre até ela e a abraça forte, Anjelica solta um leve gemido de dor mas Rosie parece não ouvir, pois continua agarrada a filha, que está com o rosto cheio de machucados, assim que ela me vê ela tenta sorrir e faz sinal para que eu chegue mais perto, apenas nego com a cabeça, e fico sentado no canto da sala enquanto Rosie chora e diz o quanto ficou preocupada com a filha, assim que Anjelica pede que ela se retire eu me encaminho até sua cama e penso no que lhe falar
—Anjelica, eu fui até sua casa, para lhe dizer que eu sei que foi você que atropelou Hanna, e saiba que isso foi um grande choque para mim, mas quando eu cheguei lá, descobri por sua mãe que você tinha sido atropelada e logo depois me ligaram dizendo que já tinha saído até no noticiário quem foi o autor de seu atropelamento, agora me diga, o que está acontecendo? Porque Jones Hyde lhe atropelou? Pra que você foi atropelar Hanna? Meu deus, enquanto namorávamos você era uma garota doce e meiga, no que você se transformou? Me diz, eu estou preocupado — desabafo e quando a olho, vejo lágrimas escorrerem por seus olhos.
—Desculpa, Jones me atropelou porque a um tempo atrás fizemos um trato, nos juntaríamos para separar você e Hanna, ele ficaria com Hanna e eu com você, mas aquele idiota não fazia nada, então eu decidi agir, eu estava cega de amor por você, ainda estou e aquela putinha não ia sair de nosso caminho tão facilmente, no meu trato com Jones tinha a seguinte e única regra, ele não machucar você e eu não machucar aquela sonsa da Hanna, mas eu quebrei a regra, e sofri as consequências, agora você já sabe de tudo e nunca mais vai querer nada comigo e eu não estou sentindo minhas pernas, eu estou rezando para que isso seja só o efeito dos analgésicos, mas eu estou com medo, me ajuda Matt, porque eu não estou sentindo minhas pernas, porque você teve que descobrir tudo? Por que não pode me amar?! — Anjelica está alterada e chora compulsivamente, não me aguento e a abraço, fico abraçado a ela até que ela se acalme
—Está tudo bem, você vai ficar bem, olha só, eu amo a Hanna, como nunca amei ninguém, e eu não estou mais bravo com você, sei que você foi influenciada por Jones Hyde, mas prometa para mim, que você nunca mais vai fazer nada contra Hanna, prometa Anjelica-digo firme segurando seus ombros
—Tudo bem, eu prometo, nunca mais irei fazer nada contra aquela sonsa, me desculpa, mas eu ainda o amo — diz ela e eu baixo a cabeça, não esperava mais que isso.
—Eu tenho certeza que você vai encontrar alguém que lhe ame tanto quanto eu amo a Hanna, até algum dia Anjelica, espero que fique bem, vou chamar sua mãe-digo e lhe beijo a testa
—Até algum dia, meu amor-Anjelica fala para mim antes que eu saia para fora do quarto, no corredor Rosie está sentada ao chão com as mãos na cabeça e suponho que ela esteja chorando
—Rosie – chamo-a e ela levanta a cabeça, vejo seu olhar perdido e quebrado — sua filha precisa de você, vá até lá e lhe de a notícia, ela está assustada com o fato de não sentir as pernas, eu não lhe falei nada. Força, vai ficar tudo bem-digo e lhe ajudo a levantar ela me abraça antes de ir cambaleante até o quarto da filha.
Assim que saio do hospital logo sou reconhecido e bombardeado por perguntas vindas de repórteres
—Senhor Grey, como está a sua namorada, senhorita Lincoln? — grita uma mulher lá do fundo, reviro os olhos, já fazem dois anos que eu acabei com Anjelica.
—Ela não é minha namorada e eu não posso falar nada sobre o seu estado, agora com licença-digo e saio com certa dificuldade até o outro lado da rua, onde pego um taxi e vou direto para casa dos meus pais, falar nisso, é hoje ainda que eu e Hanna vamos voltar para os nossos apartamentos.
—Onde está Hanna? -pergunto assim que entro na sala, estão todos ali menos Hanna
—No quarto, como está Anjelica? -pergunta Molly
—Ela vai ficar bem-digo e saio às pressas da sala em direção ao quarto de Hanna, quando chego em sua porta bato duas vezes e ela me responde com um "entre" meio abafado, será que ela está chorando?
—Com licença, Hanna? -a chamo quando entro no quarto e não a vejo
—Estou aqui — grita ela de dentro do closet- Entre aqui -completa ela
—Você já está arrumando suas malas! – confirmo em voz alta o que vejo com meus olhos — eu estava no hospital, e só cheguei agora, como você está? -pergunto e tenho minha resposta quando ela se vira e vejo seus olhos vermelhos de tanto chorar.
—Estou me sentindo péssima, Matt essa garota foi atropelada por minha culpa, com certeza Jones estava envolvido com ela e não gostou nada do fato dela me atropelar, eu não sou vidente nem nada, mas é fácil enxergar o que está mais do que óbvio. E agora, como as pessoas vão me olhar? Sua família então, você foi namorado da garota que agora está em uma cama de hospital e sabe se lá o estado dela droga — ela grita e a esse hora ela já está sentada no chão e seus soluços ficam cada vez mais alto, a pego no meu colo e lhe ponho deitada na cama, ela me fita por um longo tempo e me pega de surpresa em um abraço, a abraço forte e ela descansa a cabeça em meu ombro
—Vai ficar tudo bem, você vai ver a culpa não é sua, se esse moleque é doente, ele vai pagar pelo que fez, você vai ver. Anjelica está fora de risco – falo enquanto a embalo
—O que aconteceu com ela Matt? Me diz, por favor-pede Hanna em meio aos soluços agora mais baixos, meu deus, como vou falar isso para ela?
—Ela está bem, mas ela ficou paraplégica. -assim que termino de falar, Hanna leva as duas mãos em frente a boca em uma falha tentativa de abafar um grito de puro horror -Calma, como o médico disse, com as tecnologias de hoje pode ser que ela volte a andar — tento amenizar a situação, mas Hanna parece ainda estar em estado de choque ela precisa saber de tudo e vai ser agora, melhor ficar sabendo de tudo agora do que ficar sofrendo aos poucos. -Hanna, eu falei com Anjelica e ela me disse que ela e Jones fizeram um "contrato" para separar eu e você, no caso ela ficaria comigo e ele com você, e esse contrato tinha uma única regra, que ele não me machucasse e ela não lhe machucasse, mas Anjelica sempre foi impulsiva e nunca teve paciência, para ela tem que ser tudo rápido demais, ela se cansou de esperar por um plano de Jones e decidiu que faria ela mesmo a nossa separação, por isso ela te atropelou e foi por isso que Jones atropelou ela, agora ele está preso-digo tudo rápido demais, Hanna não faz nada a não ser ficar me olhando boquiaberta enquanto as lágrimas escorrem pelo seu lindo e angelical rosto
—Eu, quero ver ela, me leva até onde ela está, por favor, Matt me leva-diz ela e a olho totalmente sem ação, ela que ver Anjelica?
—Hanna, acho melhor não — digo tentando tirar essa ideia de sua cabeça, eu sei muito bem que Anjelica não vai aprovar muito essa visita ou talvez até goste
—Eu quero vê-la, por favor, Matt-pede ela e não consigo lhe negar nada nesse momento.
30 minutos depois e estamos em frente ao hospital em que Anjelica está internada, a esse momento a bomba já estourou e todos já sabem quem atropelou Hanna e quem atropelou Anjelica, assim que desço do carro com Hanna somos bombardeados por fotógrafos e repórteres ávidos por mais noticias
—Senhorita Carter, você está grávida? porque está no hospital? Veio aqui para tirar satisfações com a senhorita Lincoln? -não sei de onde vem essas perguntas absurdas, e com certa dificuldade conseguimos entrar no hospital, como a recepcionista já me conhece de hoje cedo ela logo libera nossa passagem, Hanna pede para entrar sozinha no quarto e com certa relutância eu a deixo entrar
—Podemos ir embora? -pergunta Hanna ao aparecer de surpresa ao meu lado, já fazia mais de 20 minutos que ela estava no quarto com Anjelica e eu a esperando no corredor, Hanna está com os olhos vermelhos e tenho certeza de que ela chorou
—Claro, você está bem? Quer uma água? -pergunto já que ela está pálida e parece muito abalada
—Não, obrigada, eu só quero ir embora, meu voo sai daqui a pouco-diz ela e fico surpreso
—Como assim sai daqui a pouco? Hanna, são 16:20, nosso voo é só as 19:50-digo e ela nega com a cabeça
—Não Matt, eu comprei uma passagem para mim e eu vou de classe econômica em um outro avião, eu preciso pensar-diz ela e sai caminhando a minha frente
—Hanna, espera, o que aconteceu? -pergunto mas é tarde demais, já estamos na porta do hospital e não a ouço mais por conta dos gritos dos repórteres, com certa dificuldade chegamos a porta do carro e antes de entrar eu a agarro pelo braço fazendo com que ficamos cara a cara
—Hanna, me diz, o que aconteceu? Porque você não quer ir comigo no jatinho do meu pai? -peço e afrouxo um pouco minha mãe em seu braço
—Matt, você quer realmente saber? Então ai vai, eu estou apaixonada por você, é isso. E não é de agora, é desde o começo, seu jeito de rir, de agir, tudo, eu amo você, mas essa situação está me machucando, você chega em mim mas não chega, você tem noção do quanto eu fiquei machucada quando descobri que você foi falar com a sua ex antes de ir me ver?! Poxa, eu sei que não posso cobrar nada de você, afinal não somos nada, mas custava você gastar 5 minutos do seu precioso tempo para ir me ver?!Eu não quero jogar nada na cara, mas e todas as vezes que eu fiquei do seu lado? Nos momentos bons e ruins, não serviram de nada? Foi tudo passageiro? Se for pra ser assim, para eu sofrer sempre, eu prefiro recomeçar minha vida e esquecer você, agora com licença, meu voo sai daqui a pouco. -E antes que ela fale algo mais ou entre no carro eu a puxo para mim e segundos depois nossos lábios estão juntos em uma perfeita sincronia, peço passagem com a língua e ela sede, passo as mãos pelos seus lindos e compridos cabelos os enrolando na mão, puxo seu lábio inferior e a sinto arrepiar, é como se eu estivesse nas nuvens, ela é a mulher da minha vida! Interrompo o beijo com vários selinhos e quase fico cego com tantos flashes. –Idiota, isso por acaso foi uma despedida? Poderia ter feito tudo isso em um lugar mais reservado, agora eu vou sair em todos os tabloides como a tola que se apaixonou pelo canalha, lindo e gostoso filho mais velho de Christian e Anas... – não a deixo terminar e grito a plenos pulmões
—EU TE AMO,GAROTA!-grito bem alto a interrompendo e ouço vários suspiros das reportes ali presente, e mais fotos -Será que você não percebe?!Eu te amo, amo seu jeito de falar com as pessoas, seu jeito doce e único, o modo sensual como você anda, seu beijo que me dá a sensação de estar nas nuvens, seu jeito de comer e até mesmo o seu jeito de dormir, tudo, você é a mulher perfeita para mim, você é a minha mulher, eu sei que fui um tolo em não lhe dizer isso antes, mas eu estava com medo de lhe sufocar, me perdoe por lhe fazer sofrer, eu te amo mais do que tudo, mais do que a torta de frango da minha mãe e o macarrão com queijo do meu pai! Hanna Carter, amor da minha vida, colírio dos meus olhos, você aceita ser minha namorada? -pergunto e sinto como se meu coração fosse sair pela boca a cada segundo, Hanna tampa a boca com as mãos e seu rosto é banhado por lágrimas, estão todos em um silencio mortal, poderia ser ouvido uma pena de um pássaro qualquer caindo no chão.
—Si...sim-responde Hanna depois de muito tempo e é como se eu ouvisse a melhor música do mundo, a felicidade é imensa e logo estou surdo e quase cego de tantos flashes e gritos, mas nada me impede de pegar Hanna pela cintura e a girar no ar como se não houvesse um amanhã, flashes dos nossos melhores momentos juntos me rodam a cabeça e é como se eu estivesse no céu, tudo às mil maravilhas, beijo Hanna e ela logo me retribui pedindo passagem com sua língua.
—Você ainda quer ir num voo diferente do meu? -pergunto depois que entramos no carro
—É claro que não, mas preciso cancelar minha passagem o quanto antes, melhor. – ela fala enquanto coloca o cinto
—Tudo bem, então, gatinha, contamos aos meus pais ou esperamos que os jornais contem e eles tenham uma grande surpresa? – falo com o maior sorriso do mundo
—Você tem noção de como vai ser contar isso para Emma? – ela pergunta com a expressão dividida em pavor e felicidade
—Acho melhor que eles descubram pelo jornal-digo e ela assente com a cabeça antes de encostar a cabeça no vidro do carro e ficar observando a rua.
***
—Chegamos, Hey, acorda dorminhoca, quer que eu lhe leve no colo? -pergunto para Hanna que dormiu a viagem toda de Seattle até Chicago.
—Não precisa, só me ajude a tirar esse troço aqui-pede ela com dificuldades para abrir o cinto de segurança, Hanna se negou a dormir no quarto do jatinho depois de descobrir que meu pai e minha mãe viajaram nele para o lugar onde passaram sua lua de mel.
—Calma, eu te ajudo-digo e segundos depois estamos no taxi direto para nossos apartamentos.
—Boa noite, gatinha -digo e lhe dou apenas um selinho
—Boa noite, gatinho. Não fique emburrado, eu estou com saudade de conversar com Maria e com saudades do meu quarto, nos vemos amanhã, okay? -pede ela e lhe abraço, já com saudades.
—Tudo bem, vou bater bem cedo aqui na sua porta amanhã-digo e lhe dou um beijo de despedida e entro em meu apartamento, finalmente em casa.
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