Um Futuro Condenado 2 Temporada - Mathew S. Grey
21 Segredos
Notas iniciais
—Matt, já chega! Essa já é a quinta taça de champanhe que eu vejo você tomar, você não pode ficar bebendo tanto em um evento como esse, vem, eu vou te levar até seu quarto -falava Molly, enquanto tentava me arrastar, em vão, pelo salão.
—Molly, me larga, eu estou bem, só um pouco irritado, e não se preocupe, eu não vou ficar bêbado, agora vai ficar com seu namoradinho e esquece que eu existo, ok?!-digo já irritado, porra, aquele desgraçado do Jones Hyde, abusa da minha menina depois na maior cara de pau vem e obriga ela a dançar com ele.
Assim que Thomas chegou onde Hanna estava comigo e disse que cuidaria dela, eu sai o mais rápido possível e liguei para Rose, secretária da Grey Publishing de Chicago, e ordenei a ela que o mais cedo do dia seguinte me mandasse por e-mail a carta de demissão de Jones Hyde, não o queria como sócio e tinha certeza de que meu pai me apoiaria nessa decisão. Depois que terminei minha ligação fui à procura de Hanna, mas ela já não estava mais lá com Thomas, fiquei frustrado, queria cuidar dela, a abraçar e dizer que tudo ficaria bem.
—Matt, vem, vamos para o seu quarto agora, você não está nada bem, e agora eu não estou pedindo, estou ordenando — porra, Molly ainda não tinha me deixado em paz.
—Molly, eu não quero ser grosso com você, então sai, me deixa em paz, eu estou bem sim -me desvencilhei de suas mãos e sai para os fundos da casa.
Me sentei no chão, escorado em uma árvore e fiquei pensando nela, porque eu ainda não tinha me declarado e a pedido em namoro? Eu gostava dela, eu tinha certeza, desde o primeiro dia em que a vi na faculdade. Talvez eu soubesse porque eu não conseguia pedir Hanna em namoro, porque a garota daquela noite no pub não saia da minha cabeça, eu estava divido: Hanna, a mulher que gosto e a garota misteriosa e maluca do pub, que não saia da minha cabeça, talvez eu precise descobrir quem é a garota para saber com quem eu realmente quero ficar, talvez eu precise falar disso com alguém, mas com quem?
Christian me chamaria de irresponsável, Anastácia ficaria maluca já podia até mesmo ouvir ela falando “Você pirou, moleque? Como assim, você fica com uma garota que você nem mesmo o nome sabe, que conheceu em menos de 2 minutos, você sabe muito bem que essa garota pode estar pensando que foi estuprada, e se você destruiu a vida dela?"
Molly iria rir disso para o resto da minha vida e ainda zoar com a minha cara, Emma é muito nova para saber essas coisas, talvez Teddy, não, ele não, Teddy não sabe guardar segredo, ele fica diferente e mamãe sempre sabe quando ele está guardando segredo ou quando aprontou alguma coisa, ela iria perguntar e ele não ia saber mentir. Hanna, é claro, Hanna, ela não me julgaria, não iria rir nem ficar me zoando, levanto do chão e vou para o salão onde agora toca uma música animada, caminho entre as pessoas, a maioria jovens, a procura de meu pai, quero lhe falar que Jones Hyde não vai mais ser sócio da Grey Publishing, mas paro no meio do caminho quando vejo Emma e um garoto estranho no maior amasso MAS QUE PORRA É ESSA?
—só vou falar uma vez, SOLTE-A AGORA -rosno para o garoto que solta Emma e fica me olhando com os olhos arregalados.
—A qual é Matt, não vai dar um chilique aqui não é?! Afinal, é só um beijinho, vai procurar sua amada vai-fala Emma e sai puxando o garoto.
Desde quando ela ficou assim? Ela ainda é uma criança, não pode ficar trocando saliva assim com qualquer moleque pervertido, caminho exasperadamente em meio à multidão de pessoas e ao passar por um garçom pego mais duas taças de champanhe e viro uma atrás da outro, as coloco em cima de uma mesa qualquer e continuo meu caminho atrás de meu pai.
—Christian para, alguém pode ver—ouço a voz de minha mãe vir de trás de uma árvore, caminho até lá com pressa, mas me arrependo quando vejo meu pai beijando minha mãe como se eles fossem se engolir a qualquer momento.
—A qual é?!Será que dá para parar um minuto só com essa agarração, pai, eu preciso falar com o senhor -assim que eles ouvem minha voz se separam rapidamente e minha mãe fica cada vez mais vermelha.
—Pode falar, sou todo ouvidos-diz meu pai como se nada tivesse acontecido, porém com um olhar divertido no rosto
—Jones Hyde não é mais sócio da Grey Publishing, e o pior de tudo, Emma estava aos beijos com um garoto no meio do salão, isso não pode, ela só uma criança, não pode- eu dizia quase gritando.
—Matt, calma, aonde ela está?!Eu vou matar esse garoto, como ele se atreve a ficar beijando a minha princesinha em qualquer ... -Papai não terminou de falar pois foi interrompendo por mamãe.
—Vocês não vão a lugar algum, Emma já é bem crescidinha e sabe se defender, ora essa, na idade de Emma, Teddy e Matt já namoravam e você nunca viu problema nisso, Christian, então porque a problema em Emma estar ficando com um garoto?! Os dois, podem ir se aquietando agora mesmo, ninguém vai atrapalhar a ficada de Emma. -mamãe terminou seu "discurso" ao dar um peteleco em minha cabeça.
—Ai, doeu, tudo bem, mas eu já deixo avisado que não concordo com nada disso-disse e em troca levei mais um peteleco na cabeça.
—Se concorda ou não, isso não interessa, só não se meta na vida da sua irmã, agora vá para a cama, posso sentir seu bafo de bebida daqui-diz mamãe e sai puxando meu pai para o meio do salão.
Caminho atrás deles e pego mais duas taças, as tomo rapidamente e vou me sentar.
****
Minha visão já está turva e, meu estômago não para de fazer barulhos estranhos.
—Oi amiguinha-digo para a minha mais nova amiga: a plaquinha que está em cima da mesa, fico ali, esperando ela me responder, mas nada. — poque, voxê não me responde? Em, eu sou seu amigo, por favor, responde -e depois que vi que ela não ia me responder cai no choro. -eu só quero uma ajuda amiga, eu amo aquela garotha, a Hanna, ela é lindha, mas eu também gosto da garotha do pub, e agora, com qual eu fico? Reponde-digo tentando mais uma vez fazer com que a plaquinha fale comigo, mas nada.
Caminho cambaleante até o quarto de Hanna, estou sem sapatos, eu deixei em cima da mesa, para plaquinha, caso ela sentisse frio, e meu blazer eu botei em volta de uma plantinha, ela estava tremendo, acho que era medo.
Bati na porta e não demorou muito para que uma Hanna de olhos vermelhos e nariz também vermelho, atendesse a porta.
—Oi-disse e ela não me respondeu, só me levou até sua cama onde cai deitado e vi minha titia do coração sentada -Oi titia, me dá minha mamadeira, que eu to com fome — cantei e mais ouvi do que vi Hanna e Mia rirem, agora eu não sei do que.
****
A água estava gelada, mas eu não me importava, estava mais concentrado na Deusa grega que estava a minha frente, tentando me segurar embaixo do chuveiro, Hanna estava linda em seu vestido, a vontade de lhe agarrar era grande, mas me controlei até onde pude, mas tudo tem um limite e o meu estourou quando vi ela mordendo o lábio inferior, a puxei junto a mim fazendo com que ela ficasse embaixo da água, logo seu vestido ficou todo molhado e transparente, ai meu deus, eu vou agarrar essa mulher aqui embaixo desse chuveiro mesmo.
—Você é linda, minha pequena-é a primeira coisa que sai da minha boca.
—Obrigada, você também não é nada mal, agora vamos sair debaixo da água caso contrário vamos ficar resfriados-diz ela e se desenrosca de meu abraço.
—Tudo bem, vamos, eu molhei seu vestido, não vai ser facial tirar ele agora-falo na esperança de que ela me peça ajuda para tirar o vestido, o que foi, eu sou homem, horas!
—Eu dou um jeito, tome a toalha, eu vou sair para você se secar, com licença-diz ela e sai o mais depressa possível do banheiro, ai senhor, essa garota ainda me mata, volto para o chuveiro e termino meu banho, quando saio só enrosco a toalha na cintura e vou para o quarto, esperando encontrar Hanna já dormindo, mas não, ela vem correndo do closet só de toalha. Quanta perfeição.
—É, eu vou indo para o meu quarto, tchau -digo e saio o mais depressa dali antes que eu não consiga me segurar e ataque ela.
Deitado em minha cama fico pensando em tudo que aconteceu hoje, a noite foi longa e quase perfeita, se aquele desgraçado não tivesse aparecido seria bem melhor. A dança com Hanna, a eu nunca vou esquecer, foi perfeito, seu sorriso, seu perfume, tudo, tudo perfeito.
Fico mais de uma hora me revirando na cama quando decido levantar e ir comer alguma coisa, o baile já acabou, e todos já foram dormir, caminho lentamente até a cozinha e abro a geladeira, pego um pedaço de torta de maça um garfo e volto para as escadas, passo pelo corredor abrindo as portas do quarto de Molly e Emma, quero ver se elas estão bem, a porta do quarto de Molly está trancada o que me deixa furioso, sigo para o quarto de Emma que está com a porta aberta, olho para dentro do quarto e a vejo dormindo, fecho a porta devagar e sigo pelo corredor até parar em frente ao quarto de Hanna, a porta está aberta, boto só a cabeça para dentro do quarto e me surpreendo ao ver que ela está acordada.
—O que você está fazendo? -pergunta ela, mais do que confusa.
—É, eu fui pegar um pedaço de torta e decidi vir ver se você está bem, posso entrar? -pergunto.
—Claro, entre – ela fala fazendo sinal com a mão
—Então, eu estava bêbado mas lembro quando vim aqui em seu quarto e você parecia que tinha acabado de chorar, aconteceu alguma coisa? -pergunto, torcendo para que ela me fale a verdade.
—Mais ou menos, eu só conto o que aconteceu se você me contar um segredo seu. — ela fala com cara de quem vai aprontar, sorrio e me sento na sua frente na cama
—Fechado, agora fala, o que aconteceu. – falo apertando sua mão enquanto ela cruza as pernas
—Então, eu meio que briguei com sua tia Mia, e falei coisas do meu passado, que você já sabe, e isso me deixou mal, pronto, agora é a sua vez-diz ela enquanto pega a torta e o garfo da minha mão e começa a comer.
—Ei, era meu sabia?! – falo brincando, porém com cara feia, e ela para de comer na hora, e olha para o prato, rio da sua cara e falo — Estou brincando pode comer, então, o meu segredo é bem segredo mesmo, espero que não me julgue.
—Não vou-diz ela, com um canto da boca sujo de torta, ai senhor, que tortura
— Já faz um tempo, quando meu avô foi parar no hospital, Jace, meu primo, ficou me infernizando para que eu fosse com ele em um pub, eu aceitei e chegando lá, eu bebi muito, e quando estava passando mal fui para um dos quartos que tem lá, eu só entrei e me joguei na cama só que tinha uma garota deitada, ela começou a gritar e eu fiquei com medo de que achassem que eu estava tentando agarrar ela a força, mas não era nada disso, eu só queria deitar, então eu beijei ela, e foi maravilhoso, eu não consegui me segurar e quando vi, eu já estava com a cabeça no meio das pernas dela, fazendo isso mesmo que você está pensando, então do nada me deu um estalo e eu percebi a idiotice que estava fazendo, eu só dei um beijo em sua boca e sai de lá, a procura de ar -disse tudo rapidamente e quando olhei para Hanna, ela estava mais branca do que papel, branca demais, parecia que a qualquer momento iria desmaiar -Hanna, você está bem?!-pergunto, mais do que preocupado.
—Pub, você, entreguei, anos, eu, meu Deus, por que? Como assim? — ela falava palavras aleatórias e desconexas, eu não entendia nada, a cada minuto sua voz aumentava mais, até que ela caiu no choro.
—Meu Deus, Hanna, o que houve? Por que você está chorando? — perguntava atônito enquanto a balançava de um lado para o outro em meus braços.
—Porque, fui eu pronto falei, aquela noite era eu naquele pub desculpe. -e assim meu mundo veio abaixo, era ela?! Meu deus, que felicidade, eu não posso acreditar.
—Você? Meu Deus, você? Tem certeza disso?!Hanna, isso é....-nem terminei de falar, estava feliz demais, eu pensei que nunca iria descobrir quem era aquela garota que me levou à loucura.
—Sim, era eu, e você estar achando isso horrível – ela fala saindo dos meus braços e começando a andar pelo quarto — não se preocupe, assim que voltar para Chicago eu peço demissão e você não terá que olhar para a minha cara nunca mais- o que? Do que ela está falando? Demissão? Paro de sorrir e quase pular de alegria com sua alegação
—Hanna, você está maluca, isso é maravilhoso, eu pensei que nunca iria descobrir quem era a garota e quando descubro quem ela é a menina super poderosa, da qual meu avô sempre falava, ela é a minha amiga, isso é, bom eu acho que já falei demais. -Hanna a essa altura já parou de chorar.
—Você sabe que eu estou morrendo de vergonha, não é?!Mas preciso dizer, aquela foi a primeira e última noite que eu me "entreguei’ para um homem depois do que aconteceu comigo na minha infância, parece mesmo que você tem um poder sobre mim. -diz ela ficando toda corada.
—Pois é, bom, espero que isso não atrapalhe em nossa amizade. — Digo, com medo que ela realmente peça demissão.
—Não vai, pode ficar tranquilo. — Responde com um sorriso sincero nos lábios...
****
Já faz 1 mês desde que descobri que a garota do pub era Hanna, e a cada dia estamos mais grudados, viramos amigos, e eu claro, sempre querendo algo mais, Hanna e eu voltamos juntos para Chicago, e desde então tem rolado alguns "amassos" entre eu e ela, nada mais do que beijos, mas que para mim é como se ela aceitasse ser minha mulher para o resto da vida, exagero eu sei, mas é quase impossível conseguir arrancar um beijo dela, então quando consigo eu quase acendo uma vela para algum santo.
—Matt, aqui estão os contratos que você pediu, bom, eu já vou indo, se você não se importar-diz ela ao entrar em minha sala, olho para o relógio e vejo que já passou do horário dela ir embora.
—Claro que me importo, você não vai me esperar, hoje? Só vou guardar isso e já podemos ir. Pronto, vamos. -digo e caminhamos de mãos dadas até a garagem.
Assim que chegamos perto em meu carro vejo um pequeno bilhete grudado na porta do passageiro, Hanna pega o bilhete e quando penso que ela vai me entregar ela o abre e começa a ler, em alto e bom som:
Tão fofinhos juntos, como seria se separassem? A vida dá voltas e tudo pode mudar, cuidado, pombinhos.
H.L
—Quem será que mandou isso? -pergunta Hanna e pelo seu tom de voz, noto que ela está nervosa.
—Não sei, pode ter sido só uma brincadeirinha de mau gosto de algum dos funcionários, quando chegar em casa eu ligo para o Alan (N/A: ele é tipo um Welch) e peço para que ele olhe as câmeras de segurança da garagem, amanhã mesmo já descobrimos quem foi o engraçadinho que fez isso, pode ficar tranquila-digo tentando acalma-la, abraço-a e dou um beijo em sua testa.
—Está certo-diz e entra no carro.
—Você quer ligar o rádio? Botar alguma música? – tento conversar mas ela se mantem calada, suspiro -Hanna, não fique assim, com certeza foi algum funcionário fazendo brincadeira de mal gosto.
—Você está certo, bom, vamos ver o que você tem aqui-fala ela e começa a mexer no rádio, a procura de uma música que lhe agrade, ela para quando Bruno Mars começa a cantar Count On Me
—Você se lembra? -pergunta ela e sei que está se referindo a aquela noite no jardim na casa dos meus pais, ondem ela me revelou seu passado e logo depois nós cantamos essa música juntos, eu nunca esquecerei dessa noite, foi perfeita.
—Claro que sim, não me atreveria esquecer aquela noite-digo e olho rapidamente para ela, que está sorrindo e toda corada, minha doce e ingênua menina...
—Amanhã e sábado, certo? -pergunta ela e eu confirmo com a cabeça-Acho que vou dormir o dia todo.
—Não senhorita, amanhã você vai passar o dia ao meu lado, esqueceu que combinamos de passar o dia juntos? -digo, fazendo com que ela se lembre, de quando eu a fiz prometer que passaria o sábado todo comigo.
—A é verdade, tinha esquecido, foi mal, então senhor, o que faremos amanhã? -como essa garota é curiosa, meu Deus.
—Já disse é surpresa, nada vai me fazer falar -ela está a mais de três dias tentando de todas as formas fazer com que eu fale o que estou planejando para amanhã.
Pov. terceira pessoa
—Isso já está demorando demais, como assim você não pensou em nada ainda? Já faz mais de um mês, que fizemos o acordo e você não me aparece com plano nenhum- a loira grita ao telefone, em sua mente já estava mais do que na hora daquela putinha interesseira sair de perto do seu homem
—Abaixe seu tom, Anjelica Lincoln, se você quer tanto assim ficar com aquele filhinho de papai do Matt, porque você não pensa em algo para que ele deixe a minha Hanna em paz? – ele fala com um tom ameaçador porém a loira não abaixa o olhar ou seu tom de voz
—Porque quem tem que pensar em algo aqui é você, Jones Cary Hyde, desde o começo combinamos assim, você pensa e eu faço, ou pago alguém para fazer- A loira esbraveja irritada e cansada de esperar
—Tudo bem, acalme-se eu vou pensar em algo. – Hyde fala já com o começo de um plano em sua mente mesmo que viole os termos do “contrato”
—Até mais e, se você não faz nada, pode deixar que eu faço – ela responde exasperada indo em direção a sua BMW
Jones estava demorando demais para botar algum plano em prática, e isso já estava a irritando, ela já tinha vindo para Chicago atrás de Matt e Hanna, o que achava desnecessário, mas Jones insistiu que seria necessário para botar o plano em ação, Mas que plano? A Loira já estava cansada de ficar sentada e vendo aquela putinha interesseira se esfregando em seu homem, como ela mesmo dizia, precisava fazer algo e faria amanhã mesmo.
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