Notas iniciais
ola, como estão? me desculpe por demorar tanto para postar, está bem complicado corrigir os capitulos, são muitos erros, então fica dificil, eu tento sempre que posso da uma adiantada, sobre Amor Por Aquisição, ela só será repostada em DEZEMBRO, eu estou terminando Matt e vou reescrever Amor mortal, recomendo que leiam, por q muita coisa vai reaparecer em Amor Por Aquisição até o próximo Boa tarde e Boa Leitura

Pov. Hanna.

—Você sabe que não poderá fugir para sempre, moranguinho. Então venha aqui que será bem mais fácil para nós dois. -diz ele e me chama com a mão, como se eu fosse um cachorro.

Meu coração palpita forte, e o suor escorre por minha testa, olho para os lados e não vejo nem uma brecha para que eu possa escapar, Jones cansa de me esperar e se levanta do sofá, vindo em minha direção, dou largos passos para trás até que bato na parede, logo ele está a minha frente, com um braço de cala lado da minha cabeça, me deixando encurralada.

—Me solta, por favor, de novo não. -imploro ao deixar algumas lágrimas escaparem, o medo e o pavor de passar por toda aquela humilhação de novo me preenche e eu começo a tremer dos pés à cabeça.

—A não, não chore, pequena, você vai ficar bem, prometo não machuca-la. -diz ele puxa meus cabelos, deixando o caminho para meu pescoço livre, me debato em seus braços e isso só piora, ele me atira no sofá cheio de poeira e se deita em cima de mim, pressionando minha barriga, onde meu baby está, no lugar que era para ele estar seguro.

—Não, não o machuque, por favor, eu imploro, não o machuque. -grito assim que Jones aperta minha barriga, uma dor forte atravessa meu corpo todo e logo sinto uma pressão em meu ventre, Jones saiu de cima de mim e eu estou sozinha novamente, a dor continua e eu faço força, sentindo que meu filho está nascendo.

—Não, não, não aqui, por favor, não. -grito desesperada ao ver que ele vai nascer aqui, perto de Jones.

—Hanna, gatinha, acorda, Hanna. -alguém me chama e eu acordo em pânico, olho para frente e é Matt, ele passa a mão por meu rosto e seca minhas lágrimas, olho em pânico para os lados, para ver se estou realmente segura, quando me certifico disso, me atiro nos braços de Matt e me permito chorar tudo que venho reprimindo a algumas semanas, desde o dia que Jones me sequestrou.

—De novo Matt ele nunca vai me deixar, nunca vai me deixar em paz nunca. -tento pedir ajuda em meio aos soluços desesperados que saem de minha garganta, desde aquele dia eu não durmo direito, não me alimento direito e tenho pânico de ir até mesmo na padaria da frente, eu sei que deveria me erguer e pensar em meu filho, ele é prioridade, mas pareçe que algo está me segurando dentro desse apartamento, e toda vez que durmo, Jones vem me atormentar em meus sonhos, que agora são pesadelos.

—Hey, calma meu amor, eu estou aqui. Vai ficar tudo bem, tudo bem, acalme-se. Vou trazer algo para você comer e beber, fique aqui, está bem? -pede ele e eu nego com a cabeça me agarrando mais ainda em si.

—Não, por favor, não me deixe aqui sozinha, eu vou com você. -digo e vejo o olhar de pena que Matt me olha, sei que não é por mal, mas isso só me deixa pior, ele concorda e me pega no colo, me levando para a cozinha, me põe sentada em um banco e vai olhar a geladeira.

—Bom, o que temos aqui salada de fruta não, trufas não. -diz ele caçoando de mim, já que Matt sabe que o que mais estou comendo é salada de fruta com trufas.

—Hey, não faça isso, por favor. -digo fazendo drama e um biquinho, no qual Matt deposita um beijo.

—Faço sim, vocês precisam de algo salgado, que tal macarrão com queijo? -pergunta ele e só de imaginar um prato com macarrão com queijo meu estômago protesta, faço que não com a cabeça e Matt sorri, indo ver outra coisa na geladeira.

—Hm, então que tal um sanduiche natural, um iogurte com granola e um copo de suco de laranja?

—Maravilhoso, quero isso mesmo. -digo e sorrio ao ver Matt preparando meu lanche.

—Aqui está, coma tudo. -diz ele e me entrega meu sanduiche, o pego como se fosse a melhor coisa do mundo e começo a comer, quando termino como meu iogurte com granola e meu suco. Matt termina de comer seu sanduiche e pega os pratos para lavar.

—Estava ótimo, obrigada. Deixe que eu lavo, você "cozinhou", não é justo lavar a louça também. -digo já descendo banco em que estava sentada, chego ao lado de Matt e vejo que ele nem deu bola para o que falei, o empurro levemente e ele me olha sorrindo.

—Nada disso, vá se sentar, eu lavo aqui. -diz ele e deposita um beijo em minha testa, sorrio para ele e aperto levemente sua bunda e saio da cozinha dando risada ao ver a cara de espantado de Matt.

Estou na sala vendo um filme qualquer quando Matt chega e se deita no sofá comigo.

—Hm, você está tão cheirosa. Eu adoro ficar assim com você. -diz ele e me segura forte, sorrio para ele e beijo seu pescoço, me acomodando em seu peito.

—Eu também adoro ficar assim com você, agora diga, o que você quer falar mas está nervoso? -peço e vejo que Matt não esperava por isso, eu o conheço muito bem, e notei que ele está diferente desde que eu comecei a ter pesadelos, ele anda mais agitado, nervoso, e mal está conseguindo dormir também, ele já não sorri mais como antes e em seus olhos paira uma sombra de preocupação que antes não tinha.

—Eu não quero falar nada, porque? Eu estou bem, horas. -diz ele e sorri, tentando disfarçar, pego em sua orelha e faço com que ele olhe bem em meus olhos.

—Eu sei que não é verdade, você está me escondendo algo, eu posso sentir, eu vejo em seus olhos, por favor me fale, o que está te preocupando tanto? Sou eu? Porque se for, fique tranquilo, eu vou me recuperar, só estou meio que em choque ainda.

—Você me conhece tão bem, eu te amo tanto, minha gatinha estou sim querendo lhe falar algo, na verdade, é mais uma proposta, espero que entenda e me responda o mais sinceramente possível, está bem? -pede ele e confirmo com a cabeça, Matt solta um suspiro alto como se buscasse coragem para me falar algo, e isso me deixa aflita.

—Fale logo, Matt, está me deixando preocupada. -peço ele me olha sorrindo, para me passar segurança.

—Tudo bem, ai vai: o que você acha de nos mudarmos para Seattle? Hanna, eu estou vendo o quanto você está sufocada aqui nesse apartamento, eu sinto que você não está bem, eu vejo isso todas as noites em que eu velo seu sono e a vejo se debater ao ter mais um pesadelo, isso aqui, essa cidade, esse apartamento, nada aqui está fazendo você se sentir bem, e lá em Seattle, nós teremos nossa família por perto, para nos ajudar no que precisarmos, fora que tem mais alguém ai dentro de sua barriga, que precisa de cuidados, e aqui nós não vamos conseguir isso, sempre vai estar pairando sobre nós a sombra daquele dia horroroso em que Jones Hyde apareceu novamente em sua vida, então, o que acha de nos mudarmos para Seattle?-pede ele e eu estou chocada por tanta coincidência, a alguns dias atrás, eu já vinha pensando em falar com Matt para que fossemos para Seattle, e a gora ele me vem e me fala isso, como se estivesse lido meus pensamentos. Sorrio feito uma boba e beijo seus lábios, que começa com um beijo doce e vai esquentando, nossas línguas em uma dança única e sensual, Matt passa as mãos por minha cintura e vai subindo, quando o ar se faz necessário nos separamos e vejo o velho Matt de novo.

—Posso considerar isso como um sim, não é? -pergunta ele com expectativa e eu balanço a cabeça em um sinal positivo, rindo feito uma criancinha que acaba de ver o papai Noel, entrelaço minhas pernas no quadril de Matt e fico em cima de si, ele sorri para mim e me ajuda a tirar minha blusa.

—Eu. Te. Amo. Tanto. -diz ele pausadamente ao beijar meu pescoço e meus seios.

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—Mas, como vou administrar a Carter Publishing – Stories Factory lá de Seattle? -pergunto, e me viro para ver o rosto de Matt, um fino lençol nos tapa e a cama macia me chama para um profundo sono, mas quero conversar primeiro, Matt me olha pensando em uma resposta para minha pergunta e continua com o carinho em meus cabelos.

—Lembra-se da empresa que Carrick deixou para você, lá em Seattle? Você ganhou essa e mais aquela de lá, então podemos fazer daquela lá a Carter Publishing – Stories Factory geral e a daqui uma filial, você pode pedir para sua secretária cuidar dessa daqui para você e aquela lá você cuida, que tal? -fala ele e eu abro um enorme sorriso, já tinha até mesmo me esquecido da empresa que tenho em Seattle.

—O que eu faria sem você, em? -pergunto e beijo seu pescoço.

—Hm, acho que nada. -diz ele e começo a rir, Matt logo me acompanha.

—Seu convencido, eu te amo tanto. -digo e beijo sua boca.

—Eu também te amo muito, e amo esse anjinho que está crescendo ai dentro. -diz Matt e passa a mão por minha barriga ainda lisa.

—Mas e a empresa daqui, você já falou para seu pai que pretende se mudar e que não vai mais ser o diretor daqui? — pergunto e vejo Matt engolir em seco, o que ele aprontou?

—Então eu ia chegar nesse ponto. Antes de falar com você, eu já tinha conversado com meu pai, e foi ele quem me deu essa ideia, eu vou assumir o cargo de diretor geral da GEH lá de Seattle, a principal e meu pai vai tirar suas merecidas férias com minha mãe. – ele fala com um sorriso maroto nos lábios

—ah sim, bonito, muito bonito, senhor Matthew Steele Grey, fazendo planos sem nem ao menos me constatar antes, bonito mesmo. -digo e me levanto da cama me virando de costa para Matt, tentando segurar o riso, ao ver sua cara de chocado.

—Não, não, Hanna, olha, eu só queria ter certeza de que seria o melhor para você, para nós, não fique brava, por favor, eu juro, não foi por mal. -pede ele e não me aguento mais e começo a rir, dou tanta risada que minha barriga dói e eu me deito na cama, ainda rindo, olho para Matt e ele tenta se fazer de bravo, mas não resiste e começa a rir comigo.

—Ai eu não me aguento com você. -diz ele e me puxa pela cintura para mais perto de você, ficando por cima de mim, olho para o homem a minha frente e me derreto em paixão, seu cabelo preto caindo em frente ao seus olhos, e que olhos, tão lindos, duas bolas de gude verdes, um verde claro de hipnotizar a qualquer um, sua boca carnuda em uma cor fraquinha, a barba por fazer, tudo, tudo nesse homem me deixa louca de desejo, de paixão.

—Você me deixa louco. -diz Matt e beija uma de minhas coxas, subindo cada vez mais, ele deposita um beijo em minha intimidade e passa a língua por ali.

—Aaai sim, isso. -digo o incentivando a continuar.

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—Tem certeza que quer fazer isso? Acho meio arriscado. -fala Matt tentando me fazer desistir

—Vamos Matt, por favor, são nosso últimos dias aqui, eu sei que vive muita coisa ruim aqui, mas também teve coisas maravilhosas, do tipo você ao meu lado sempre, teve a Maria, que se tornou uma grande amiga minha, teve tanta coisa, e agora que eu me animei a sair daquele apartamento que tomei a decisão de vir para rua, de ver pessoas novamente, você quer que eu volte atrás? Não é nada demais, eu vou me cuidar, juro, e eu super sei fazer isso, na verdade, eu acho que você está é com medo. -provoco Matt e sei que ele não vai resistir a um pedido meu.

—Tudo bem, mas se eu ver você fazendo ziguezague nós vamos descer e ir a pé, tudo bem? -pede ele e concordo, dou um beijo em sua bochecha e subo em minha bicicleta, saindo para fora da garagem, o ar fresco de Chicago bate em meus cabelos e eu lembro que os deixei soltos.

—Hanna, prenda o cabelo, será melhor. -diz Matt em seu modo protetor e reviro os olhos com isso, as vezes ele exagera, pego a presilha em meu pulso e prendo meu cabelo em um rabo de cavalo.

—Pronto, agora vamos? -peço animada e ele concorda, saímos andando de bicicleta pelas ruas de Chicago até o parque, que não ficava muito longe, durante o caminho percebi que Matt estava meio nervoso e ri com isso. No parque tinha mais algumas pessoas andando de bicicleta.

—Viu, estou viva. -digo e Matt concorda, estamos andando lado a lado quando começo a cantar.

—If you're tossing and you're turning
and you just can't fall asleep
I'll sing a song beside you
And if you ever forget how much you really mean to me
Everyday I will remind you
Oh
Find out what we're made of
When we are called to help our friends in need

Logo Matt começa a me acompanhar e quando vejo estamos pedalando para um lado mais calmo do pátio, continuo cantando e solto uma mão do guidão da bicicleta, Matt pega minha mão e eu me sinto uma adolescente andando de bicicleta com o namorado, sorrio com esse pensamento e paro de cantar para ouvir Matt.

—You'll always have my shoulder when you cry
I'll never let go, never say good-bye

Sua voz é rouca e calma, gostosa de ser ouvida, ele continua cantando e eu o acompanho na última frase da música.

—You can count on me cause I can count on you

—Que lindo casal. Como estão? -Anjelica nos surpreende ao sair de trás de uma árvore, olho para ela e vejo um sorriso sincero brincar em seus lábios, os cabelos loiros agora bem compridos preso em um rabo de cavalo, um vestido até o meio das coxas, quase no joelho lhe dão um ar de garotinha, ela tem uma das mãos apoiada no controle da cadeira, que vai para trás e para frente, toda vez que ela sem prestar atenção aperta alguns botões.

—Olá, Anjelica. Estamos bem, e você? -pergunta Matt ao ver o meu estado de choque.

—Bem na medida do possível, claro. -diz ela e sorri meio sem graça.

—Que bom, e como anda o seu tratamento? — pergunto sem pensar e vejo ela me olhar sorrindo, como se esperasse por essa pergunta.

—Está bem, voltei agora pouco do hospital, meu médico disse que estou fazendo um bom progresso, e que talvez eu volte a ficar de pé em um ano, mas isso é só uma estimativa, nada certo mas estou confiante. -assim que ela termina vejo seus olhos brilharem, com a perspectiva de voltar a andar.

—Que bom, vamos torcer para que dê certo, bom, agora já estamos indo, você precisa de algo? — pergunta Matt

—O não, obrigada, não preciso de nada, foi bom ver você, Hanna, tão bem, até mais. – ela fala simplesmente, virando sua cadeira

—Até mais -diz Matt e sobe em sua bicicleta, andamos um pouco mais em silêncio e paramos em uma árvore, colocamos as bicicletas ali e nos sentamos no chão mesmo, deito a cabeço nas pernas de Matt e fico recebendo seu carinho.

—Você está linda assim, perfeita. -diz Matt e coro, ele sempre faz isso comigo. Estou com um calção rosa claro de cintura alta, uma regata branca pra dentro do calção e um casaco fininho e um pouco comprido, cheio de flores, coloquei uma sapatilha também rosa e uma corrente com um coração.

—Estou normal, meu amor. -digo e sorrio ao ver sua cara de contrariado.

—Você nunca está normal, cada dia fica mais linda. -diz ele e me derreto toda, tem como não amar ele?!

—Você também fica mais perfeito a cada dia agora, eu preciso de um picolé de morango. -digo e olho para Matt, ele sorri e me ajuda a levantar, pegamos nossas bicicletas e vamos caminhando e as carregando até o outro lado da rua, onde Matt compra um picolé de morango para mim e um de chocolate para ele.

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—Está tudo pronto? Já falou com Maria? Ela quer ir junto? E com Megie, ela aceitou ficar como diretora da filial daqui para você? -Matt me faz tantas perguntas que eu chego a ficar tonta, sorrio para ele e ponho um dedo em frente a sua boca para que ele respire.

—Calma, está tudo pronto sim, já terminei de arrumar minhas malas, Maria me ajudou, e sim, ela aceitou ir para Seattle com nós, Megie também aceitou o cargo de diretora da filial daqui, agora me responda? Greta, ela aceitou ir para Seattle? -pergunto e ela faz suspense para me falar, Maria é minha empregada, mas a tenho mais como uma amiga mesmo, e ela aceitou ir para Seattle e continuar trabalhando lá como minha empregada, Greta é a governanta de Matt e eu a adoro.

—Sim, ela disse que não queria ficar longe de você. -diz ele e me abraça, sorrio de orelha a orelha, nem acredito que Maria e Greta estão indo com nós, isso é maravilhoso.

—A isso é maravilhoso, estou tão feliz com essa nova fase. Sabe, estava pensando, que quando chegarmos lá, eu poderia falar com Molly e perguntar a ela qual sua obstetra, precisamos saber como o bebê está e tudo mais, que tal? -pergunto enquanto caminho para o apartamento de Matt com ele ao meu lado.

—Boa ideia, tenho certeza de que ela tem uma boa obstetra, estou ansioso para ver o nosso bebê .-diz ele e entramos em seu quarto, onde o chão está cheio de malas, partiremos hoje no fim da tarde, para chegarmos lá de noite, a tempo de ir no jantar na casa dos Grey's, ontem Christian ligou para Matt, falando que iria pedir para Ana reunir todos os filhos em sua casa para um jantar, que ele teria uma surpresa, no caso, Matt e eu.

—Está pensando no que, em? -pergunta ele ao se deitar ao meu lado na cama.

—Na ideia do seu pai, eu adorei. Quando vamos contar a eles sobre o bebê?

—Não sei, pode ser hoje, no jantar, aproveitamos que estão todos reunidos, que tal? Acredite, Emma vai pirar. -diz ele e sorrio só de imaginar a cena.

—Também acho, será que eles irão gostar? -pergunto temendo a reação deles.

—Você está brincando, não é? Como dúvida de algo assim? Mamãe vai ficar tão feliz, ela sempre me cobrou um neto, sempre. Papai é outro que vai amar, eles sempre quiseram um neto por minha parte, quando souberem, eles vão pirar, não fique nervosa, okay?!Estou aqui com você. -diz ele e se vira para mim, beijando minha bochecha, sorrio e acaricio seu rosto, Matt é tão perfeito.

—Tudo bem, você está certo. -digo e viro para o lado, para ficar olhando para ele.

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Acordo com um barulho alto, assustada, olho em volta e vejo que Matt já está em pé, me sento rapidamente na cama e vejo tudo girar, me seguro no lençol, esperando a tontura passar.

—Hey, gatinha, acalme-se, fui eu que derrubei o abajur, está tudo bem, olhe para mim. -pede Matt e abro os olhos, vendo ele a minha frente, um pouco assustado, sorrio e beijo a pálpebra de seu olho e ganho um sorriso tímido seu.

—Estou bem, eu adoro seus olhos, são lindos. -digo e me levanto, indo para o banheiro.

—Eu também amo os seus, são tão perfeitos quanto você. -diz ele e beija minha testa, entrando no banheiro comigo, Matt pega seus chinelos e sai me deixando ali sozinha, ligo o chuveiro e tiro minha roupa, entrando na água quentinha que cai como uma cascata em minha cabeça, escorrendo por meu corpo. Assim que termino meu banho me seco e visto o roupão de Matt, caminho até o quarto e vejo que ele não está ali. Caminho até a sala e o encontro no telefone.

—Tudo bem, ainda estamos nos preparando, daqui a pouco estamos ai até pai, beijo. -diz Matt e desliga o celular, se virando para onde estou.

—Estou atrasada? -pergunto enquanto ele caminha em minha direção, já pronto.

—Não, talvez, mas você pode. -diz Matt e me segura pela cintura, me estico nas pontas dos pés e beijo sua testa, Matt sorri ao ver meu esforço e se abaixa um pouco.

—Acho que alguém precisa de um banquinho. -diz ele brincando com a minha cara.

—Muito engraçado você, vou me arrumar, já volto.-falo e saio de seu apartamento, entro no meu e vou direto ao meu quarto, procurar algo para vestir, depois de mexer em quase todas as minhas malas, decido por uma calça jeans rosa um pouco forte, uma blusa de manga fina branca, e um blazer também branco, pego um sapato de salto alto preto e uma bolsa preta para combinar, faço uma maquiagem super leve e pego minha corrente um pouco comprida com um delicado pingente de coração, coloco os brincos que fazem par com o corrente e uma pulseira delicada, quando estou pronta começo a levar minha malas para o corredor, as de Matt já estão todas ali, quando estou tirando minha última mala ele aparece no corredor.

—Porque não me avisou que estava pronta? Eu teria pego suas malas, você sabe que não pode fazer força. -diz ele e reviro os olhos com seu sermão.

—Gatinho, eu sei que tenho tomar cuidado, mas são apenas algumas malas, acalme-se, vá levando elas para o carro que eu já desço, vou fechar meu apartamento e ir levando as outras malas que ficaram aqui. -digo e lhe dou um selinho antes de lhe virar as costas e entrar para meu apartamento.

Olho para a sala agora parecendo tão vazia, mesmo que todos os móveis ainda estejam ali, agora a sala pareçe tão vazia, tão sem vida, caminho o resto do apartamento tendo essa sensação em todos os cômodos pelo qual passo, paro em meu quarto e vejo que esqueci um porta retrato com uma foto minha junto com Teddy, a pego de cima da mesinha e a analiso, é uma foto recente, Molly quem tirou, na foto aparece Teddy e eu, estamos sentado nos bancos da cozinha, cada um com um sanduiche nas mãos, foi em uma de suas visitas ao irmão, acordei de madrugada com fome e fui a cozinha, onde encontrei Teddy bebendo água, o convidei para atacar a geladeira e ele aceitou na hora, e quando estávamos comendo apareceu Molly com seu celular, ela não perdeu a chance de nos zoar e de tirar uma foto.

Me deito em minha cama e fico lembrando do primeiro dia que cheguei aqui eu tinha acabado de voltar de Nova Jersey, estava formada na faculdade, a minha surpresa quando o porteiro me deu a chave de uma moto, dizendo que tinha sido presente de Carrick, quando encontrei com a governanta de Matt pela primeira vez e descobri que ela trabalhava para o meu vizinho, quando Jones veio me infortunar e eu indignada sai no corredor só de pijama e dei de cara com Matt foram tantos momentos bons aqui, mas que agora são apenas lembranças guardadas no fundo da minha mente, caminho pelo apartamento, indo para fora dele e só o que sinto é a sensação de vazio nesse lugar e a certeza de que serei bem mais feliz em Seattle com Matt e toda nossa família unida.

Pego as duas malas que ainda faltam no corredor e as ponho junto comigo no elevador, quando chego na garagem Matt está arrumando as outras no porta malas do taxi, vamos de taxi já que todos os nossos carros e minha moto já foram despachados para Seattle, lhe entrego as últimas duas malas e corro até a portaria.

—Oi Sr. Richard, vim me despedir. -digo para o porteiro que assim que me vê sai de trás do balcão

—Oh menina, você já vai? Vou sentir sua falta e desse sorriso toda manhã, mas espero que fique bem, viu? E volte aqui para visitar esse velho, ou pelo menos ligue tudo bem? -pede ele e concordo o abraçando.

—Claro que vou ligar, o senhor foi meu amigo aqui, não vou esquecer do senhor, não, agora eu vou porque estamos atrasados, até Sr. Richard. -digo e lhe dou mais um abraço antes de caminhar até a garagem onde Matt me espera.

—Vamos? Se despediu do Richard? Fiz isso hoje cedo. -diz ele e se senta ao meu lado no banco de trás do taxi.

—Sim, me despedi, estou ansiosa para isso. -digo e Matt me dá um sorriso mas que não chega até seus olhos, ele está diferente desde hoje cedo, anda nervoso e sempre que pergunto o que está acontecendo ele nega e sorri, um sorriso falso e nervoso, o que me deixa preocupada.

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Depois de horas dentro do jatinho finalmente chegamos, Matt pega nossas malas e eu o ajudo, saímos para o aeroporto e vemos Christian em frente ao portão nos esperando, assim que nos vê ele vem até nós.

—A que saudade de vocês, como está filho? -pergunta Christian ao abraçar Matt.

—Bem pai, já estão todos lá em casa? -pergunta Matt ao se separar do abraço do pai.

—Estão sim, e você, Hanna, como está, querida? Me dê aqui, eu carrego para você. -fala Christian ao pegar minhas malas.

—Obrigada, estou bem, ansiosa para ver as meninas, como elas estão? -questiono enquanto caminhamos para fora do aeroporto.

—Estão bem, Molly está com saudades, a todo momento fala em você e Matt, não faça piada ao ver sua irmã, ela está, digamos que um pouco maior. -diz Christian ao terminar de pôr as malas no carro e seguindo ele entramos no carro.

—Nunca faria isso com Molly, papai. -responde Matt mas vejo divertimento em seu olhos, Christian suspira de felicidade e segue até sua casa com Ana.

—Chegamos, então, primeiro eu entro com as malas de vocês e logo vocês entram, tudo bem?-pede ele com as malas já em mãos e algumas no ombro. Concordamos com a cabeça reprimindo risadas e vemos Christian entrar em casa com certa dificuldade pelo tanto de malas que carrega com si.

—Será que eles vão gostar da surpresa? -pergunto quando uma imensa insegurança se apossa de mim, olho para Matt e vejo seus olhos brilharem em expectativa.

—Mas é claro que sim, acredite, elas vão pirar. -é o momento de Matt fechar a boca e ouvimos um grito meio abafado.

Notas finais
♥ comentem, recomendem e favoritem se assim desejarem