Notas iniciais
ola! ccomo estão? quero agradeçer aqueles que comentaram, até mais tarde um bom domingo e uma boa tarde

Depois que Hanna saiu da casa de meus pais, prometendo que voltaria logo, eu subi para o meu antigo quarto que tinha ali, entrei e me atirei na cama, olhei para o teto e deixei que as dúvidas tomassem conta de minha pessoa, e o mais intrigante era que todas as dúvidas era com Hanna, a verdade é que nessas últimas semanas todos os meus pensamentos estão em Hanna, todas do tipo: Como ela conheceu meu falecido avô? Porque ela foi no enterro dele? Porque ela nunca me falou que conhecia ele? Porque ela fugiu de casa?

Chega, isso está me deixando louco, levanto da cama e vou até meu closet, pego um pijama e uma toalha e vou para o banheiro, assim que entro embaixo do chuveiro, relaxo totalmente, a água quente pegando em minha cabeça, minhas costas faz com que meu corpo relaxe, fico mais do que o necessário em baixo da água e só saio quando vejo que os dedos das minhas mãos estão enrugados por conta do tempo que fiquei na água, me seco e visto minha roupa, desço as escadas e chego na sala a tempo de ver Tommas entrar pela porta com uma mala e sozinho, fico olhando por onde ele entrou na esperança de ver Hanna, porém nada dela entrar solto um suspiro, quando me viro ouço um barulho na porta me viro e vejo Emma entrar e passar correndo por mim, corro atrás dela que para no meio da sala.

—Tommas, que bom que achei você, a sua irmã ela...- Emma não termina de falar fazendo com que todos ali presente fiquem nervosos.

—Calma Emma, eu vou explicar tudo. — Tommas caminha até um dos sofás e se senta ao lado de Molly.

—Então explique logo, estou ficando nervosa já. -diz mamãe já roendo as unhas.

—Hanna precisava de um momento sozinha, ela decidiu isso hoje, então deixei que fosse, mas ela volta amanhã, ela me prometeu e Hanna nunca quebra uma promessa ela pediu para que não a seguissem. -explica Tommas.

—Mas como ela sai assim? Você não devia ter permitido isso – Emma fala se levantando — Hanna está totalmente abalada com o que aconteceu, vai saber o que ela está fazendo agora. -grita Emma exasperada, andando de um lado para o outro

—Emma, não grite com ele e aposto com você que Hanna é madura o suficiente para não fazer besteira alguma, agora acalme-se. -fala Molly.

—Meninas, não vamos brigar agora, estamos todos abalados com o que aconteceu, e se Hanna estava precisando de um momento só, vamos deixar que ela tenha, agora todos para os quartos tomar banho que daqui a pouco o jantar vai ser servido -fala mamãe com uma paciência inexplicável, oh mulher santa, Tommas levanta e pega na mão de Molly, os dois caminham juntos no corredor quando papai os chama:

—Tommas, você fica, nada de ir para o banho com minha princesinha, vá a cozinha e peça para Maria, a nova empregada, para que lhe mostre o quarto de hospedes-fala papai fazendo com que Molly core e eu solte uma estrondosa gargalhada, arrastando com ela quase todos que estavam na sala

—Christian, deixa de besteira. Quantas vezes Tommas já dormiu no mesmo quarto que Molly? Vão queridos – mamãe fala com a voz doce, porém com o olhar duro em cima de meu pai, então se vira para Tommas e fala — você não precisa de quarto de hospedes querido. -fala mamãe fazendo com que papai e eu bufemos.

—Ela ainda é uma criança, Ana, não pode ficar dando liberdade assim, vai saber as intenções dele com nossa princesinha?!-fala papai, fazendo com que a Dona Anastácia se vire com um olhar nada bonito

—Christian, chega, Molly é muito responsável e sabe o que faz da vida, e fora que ela já está com Tommas a um ano, você ainda não confia nele? Se não, pelo menos confie na nossa filha. -diz mamãe exasperadamente se levantando e saindo de perto de meu pai

—Eu confio na nossa princesinha, mas eu sou homem e sei o que se passa na cabeça dele, ele quer é.... -não deixo papai terminar de falar porque tenho certeza de que mamãe o xingaria.

—Ei, Chega desse papo por favor?! – falo exasperado e vejo que Molly está corada — Mamãe queria falar com a senhora, pode ser? -pergunto e os dois me olham surpresos, acho que esqueceram que eu estava na sala

—Claro meu anjo – ela fala passando as mão nos meus cabelos — Christian, estou de olho em você viu? -minha mãe fala olhando diretamente para meu pai -Vamos ao meu escritório querido — diz e me pega pela mão indo para o seu escritório.

—Mãe, quando fui visitar o vovô no hospital, ele disse que tinha uma carta com a senhora que era para mim, a senhora pode me dar agora? -peço e ela assente com a cabeça, e vai atrás das cartas, que estão no cofre

—Claro querido, aqui está – fala estendendo um envelope pardo — acho que vou trabalhar como carteira — brinca ela só que eu não entendo, vendo a confusão estampada em meu rosto ela explica -seu avô não deixou carta só para você, deixou para outras pessoas, mas agora deixa sua mãe ir, tenho que falar com seu pai ainda-fala ela ao passar por mim e deixar um beijo no topo de minha cabeça.

Assim que mamãe sai, abro o envelope e puxo a carta, que está dobrada ali dentro. Não abro a carta logo de cara, fico olhando aquele papel dobrado pensando no que poderia estar escrito ali. Então, por fim e impaciência, não vou saber o que está aqui se não abrir e ler

"Querido Matt!"

Como esse avô tem orgulho de você meu filho, você é bem sucedido, você é tudo de bom e espero que continue assim.

Sei que sofre pela minha partida mais espero que supere e ajude Hanna a superar, ela é como minha filha a filha que nunca tive, sua tia Mia é extrovertida, ela e quieta, Mia é mulher, ela é menina.

Peço que cuide dela, e como deixei em meu testamento quero que minha herança seja dividida em quatro, não três partes e uma é para ela. Essa menina sofreu a vida toda peço também que a vigie de perto, deixe a empregada e com moradia, não a separe de Tommas ele é a base dela.

Você sempre gostou dela, lembra da menina super poderosa que eu contava estórias para você? Então, é ela.

Não a abandone por nada, a ame mesmo que não como mulher mais sim como amiga! A ame ela merece isso mais do que qualquer pessoa em nossa família, agora eu quero que você seja feliz, mas acima de tudo a faça feliz, e não abandone a sua família meu filho você pode não ser de sangue mas é de coração e alma, duas das minhas empresas de publicidade estão no nome de vocês, Hanna e o seu, a "Carter Publishing" é da Hanna a maior que tenho, e a "Annie cartas" é para você, Hanna é especial para mim assim como você é especial para mim, ela é uma menina doce e bondosa então cuidado para não machuca—la caso você se apaixone por ela, o que eu não acho muito difícil de se acontecer, já que ela encanta a todos com sua inocência, humildade é seu modo de ver o mundo, quero que se cuide, cuide de Hanna e de todos da nossa família, beijos do seu avô que te ama muito.

OBS: Não ouse em machucar a minha menina super poderosa, estamos entendidos Sr. Mathew Steele Grey?!"

Assim que terminei de ler a carta, fiquei a olhando por um bom tempo, até ouvir vozes altas vindo do lado de fora e uma risada alterada.

—Ela está bêbada, Emma vá chamar Tommas por favor — pude ouvir mamãe gritar e logo deduzi que quem estava bêbada era Hanna, guardei a carta no bolso da calça e sai do escritório feito um furacão, cheguei na sala a tempo de ver meu pai carregar uma Hanna totalmente mole e risonha para o sofá ele a deitou e eu fui chegando mais perto, assim que entrei em seu campo de visão ela tentou se levantar.

—Chefinho, que coisa mais legal te ver aqui — fala ela, repetindo algumas palavras, e engasgando em outras

—Hanna, porque bebeu tanto hein?!-pergunto ao passar a mão por seu cabelo, ela agarra meu braço e me puxa para si, fazendo com que eu cai sentado no chão, ao seu lado.

—Por que a vida é chata quando se está sóbrio-fala ela ao gaguejar na última palavra e logo depois cair na gargalhada levanto todo mundo a rir junto, rapidamente Tommas aparece na sala e corre para perto da irmã.

—O Hanna, o que deu em você sua desmiolada? Como você sai sã e sóbria e me volta nesse estado?!-pergunta ele ao alisar seu cabelo repetidamente em um ato de puro nervosismo.

—É que eu te amo muito maninho grogro-fala ela e acho que acabou de inventar a última palavra, porque pela cara de todos aqui presente, ninguém entendeu nada do que ela falou.

—Eu vou até a cozinha pegar um pouco de água para ela-fala mamãe e se retira da sala acompanhada de papai.

—Vamos levar ela para o quarto -fala Tommas e a pega no colo.

Seguimos pelo corredor todos atrás dele, ele para em frente ao meu quarto, abre a porta com certa dificuldade e ao entrar coloca Hanna na cama.

— Tommas, aqui não é o quarto que Hanna está dormindo-fala Molly meio sem jeito.

—É de quem? -pergunta ele ao se virar para nós, levanto a mão como se eu fosse o culpado de algum crime.

—Posso deixar ela aqui? -pergunta ele voltando seu olhar para Hanna -É que ela está no sono mais profundo que já vi, e se eu pegar ela no colo agora é capaz dela acordar e não voltar a dormir tão cedo-fala ele.

—Não, tudo bem, ela pode ficar. -falo e Emma me olha com um sorriso malicioso nos lábios, reviro os olhos para ela.

—Tudo bem, mas se você encostar um dedo na minha irmã, não verá o sol nascer de novo, entendido?!-fala ele e sai do quarto acompanhado por Molly e Emma, caminho até Hanna e me sento ao seu lado na cama.

Fico acariciando seus cabelos até ouvir uma batida na porta.

—Entra-falo e me levanto rapidamente da cama.

—Olá querido, fui no quarto dela, só que ela não estava lá, e Emma me falou que Tommas errou o quarto, eu vim aqui para trazer a mala dela que ficou lá embaixo e sua bolsa -fala mamãe e larga a bolsa nos pés da cama e a mala no chão.

—Obrigado mamãe, boa noite-falo e lhe dou um beijo na testa.

—Boa noite querido – ela fala e me dá um beijo na testa — E comportasse hein?! -fala ao sair do quarto fechando a porta atrás de si, caminho novamente até Hanna e vejo que ela está com a maquiagem toda borrada, e cheira a álcool, não posso deixar ela dormir assim.

Caminho até meu banheiro e ligo a água, enchendo a banheira, coloco sais e espero estar totalmente cheia, caminho novamente para o quarto, me deito ao seu lado e começo chamar baixinho o seu nome, lentamente ela vai abrindo os olhos.

—Hanna, vem, levante-se para tomar um banho, vamos?!-peço e a ponho sentada na cama, ela ainda está meio grogue, fazendo com que eu tenha que tirar sua sandália e suas roupas deixando-a só de lingerie, prendo seus cabelos em um coque alto a levo até o banheiro e a ajudo a entrar na banheira.

—obrigada por me ajudar-diz ela ainda meio tonta por conta da bebida.

—Imagina, não estou fazendo nada demais, agora vou lhe esperar ali fora, para que você possa tomar seu banho ok?! Não demore princesa. -falo e beijo sua testa, saio do banheiro e fecho a porta, um tempo depois, ela sai enrolada na toalha, e vejo que não lavou o rosto porque continua com a maquiagem borrada, ela caminha até mim quase de olhos fechados, tamanho é o seu sono e cansaço

—Princesa, coloque sua lingerie, para que eu possa lhe ajudar-lhe entrego o conjunto que achei em sua mala e me viro de costas para ela.

—Pronto-diz ela um tempo depois e com a voz carregada de sono, me viro e a encontro só de lingerie, caminho até ela e sento-a na cama, a visto com um pijama e procuro nas minhas gavetas por algodão, assim que encontro, mecho novamente em sua mala a procura de demaquilante, quando acho, ponho um pouco no algodão e começo a limpar seu rosto, ela é tão perfeito, linda e delicada como um anjo, assim que digo que ela já pode deitar ela se atira para trás e dorme na mesma hora, a endireito na cama e lhe cubro, deito do seu lado e fico horas velando seu sono, até que a inconsciência me puxa pela mão me levando para o sono profundo.

Acordo com alguns feixes de luz entrando pela cortina da janela, sinto um calor e um peso em cima do meu peito e lembro que dormi ao lado de Hanna, acaricio seus cabelos e fico a olhando dormir por pequenos minutos, levanto com todo cuidado do mundo para não acorda-la e vou para o banheiro, tomo um banho relaxante, me visto e quando saio do banheiro vou à procura de Maria, empregada daqui de casa, e peço para que ela me faça um suco de maça, prontamente ela me atende e volto para o quarto com uma bandeja que contém um grande copo de suco de maça e um comprimido para dor de cabeça, coloco tudo na mesinha que tem ao lado da cama e me sento na poltrona que fica no canto do meu quarto, um tempo depois Hanna acorda em um susto, porque ela se senta rapidamente na cama e olha para os lados freneticamente, seu peito sobe e desce rapidamente, caminho até ela e assim que ela me vê se acalma.

—Hanna, acalme-se, você está no meu quarto-falo e seguro em sua mão que treme.

—Foi só um pesadelo, desculpe. -fala ela baixinho que quase não escuto.

—Está tudo bem, não se desculpe, tome, está gelado ainda, pedi para que Maria fizesse para você -lhe entrego o suco e com a outra mão o remédio, ela me olha intrigada — Pensei que estaria com dor de cabeça, depois do estado que você chegou aqui-falo e dou uma risadinha ao lembrar seu estado ontem, ela rapidamente cora e eu tenho vontade de apertar suas bochechas.

—Nossa, que vergonha, não deveria ter vindo para cá naquele estado, desculpe. -fala ela e bebe um pouco do suco junto com o remédio.

—Tudo bem, você fez bem em ter vindo para cá, aqui podemos cuidar de você-falo e ela me olha com um olhar diferente.

—Obrigada por cuidar de mim ontem-diz ela e abaixa os olhos.

—Não precisa agradecer, não fiz nada demais, e não abaixe os olhos, eu gosto de ver eles, são lindos-falo fazendo com que ela core mais ainda.

—Ei, tem alguém acordado ai? Ou vocês dois estão de sacanagem, seus safadinhos?!-grita Emma do outro lado da porta.

—Meu Deus, que vergonha-fala Hanna ao se enfiar debaixo dos cobertores.

—Matt, se você encostar na minha irmã a minha promessa será cumprida ouviu?! Abra a porta. -Grita Tommas e Hanna solta uma gargalhada.

—Abre a porta logo, por favor, antes que ele arrombe — pede Hanna, toda vermelha de tanto rir, assim que abro, Molly, Emma e Tommas entram no quarto.

—Ei, o que aconteceu aqui em? Ontem ela não estava com essa roupa, rá, peguei vocês em seus danadinhos — fala Emma fazendo com que Tommas me mande um olhar raivoso.

—Pelo amor de Deus gente, não aconteceu nada eu só tomei um banho e troquei minha roupa, só isso — explica Hanna mais do que depressa.

—É foi só isso mesmo, agora vamos todos tomar café?!-peço e eles concordam ao sair do quarto, Hanna desce para a cozinha de pijama mesmo, acho que ela está muito envergonhada que nem percebeu seus trajes.

—Sr. Grey, Sra. Grey, quero pedir desculpas pelo estado alterado no qual cheguei na casa de vocês ontem, e dizer que não vai mais acontecer, pois estou indo embora hoje à noite. Muito obrigada por deixarem eu ficar aqui esses dias-fala ela e vejo o choque na cara de cada um ali na mesa.

—Não, você não pode ir agora, assim do nada-fala Emma já se levantando.

—Querida, todos aqui já tomamos um porre, não é por isso que você tem que ficar envergonhada, e sinceramente, eu vou ficar muito triste se você for embora agora-diz mamãe com sua invejada calma de sempre.

—Agradeço muito a preocupação de vocês, mas eu realmente preciso voltar, eu deixei meu trabalho sem mais nem menos, por mais que meu chefe seja o Matt, isso não é coisa que se faça, e meu apartamento deve estar um caos também, eu preciso mesmo voltar, vou comprar a passagem para hoje à noite. -declara ela ao se sentar na mesa.

—Eu peço para minha empregada limpar seu apartamento, é só você mandar a chave por correio para ela, pode deixar, ela é de confiança, acho que ela é sua amiga não é! E eu peço para que fique, pelo menos mais uma semana, porque daqui a pouco tem o baile anual que minha mãe e minha avó sempre fazem, é para uma ONG de caridade, gostaria que me acompanhasse no baile, Srta. Carter. -falo e vejo todos abrirem a boca em pura surpresa, eu duvido ela recusar esse pedido agora que todos estão olhando para ela.

Notas finais
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