Um Futuro Condenado 2 Temporada - Mathew S. Grey
12 Hospital
Notas iniciais
Pov. Hanna
Depois de ver Matt, socando sua parede como um animal, eu lhe fiz um curativo nas mãos e quando estava preste a sair de sua sala, vi em cima de sua mesa um envelope com o meu nome, olhei mais um pouco e vi que era várias fichas com os meu dados pessoais, aquilo me atingiu como se fosse um soco na boca do estomago, ele sabe
Sai rapidamente de sua sala, corri para estacionamento peguei minha moto e partir para a rua cantando pneus, enquanto pilotava em alta velocidade minha moto, flash de minha infância e minha adolescência se misturavam com a cena de Matt socando sua mesa, eu senti meus olhos embaçarem fazendo com que eu não conseguisse enxergar direito, aumentei a velocidade de minha moto fazendo eu ver apenas borrões, estava gostando de sentir a adrenalina pulsar em minhas veias, parei em frente ao um bar, entrei e pude sentir vários homens olhando para mim, fui até o balcão e pedi uma dose de vodca, o atendente prontamente me serviu e eu agradeci, depois de umas 5 doses de vodca senti meu celular vibrar, olhando no visor vi que era Matt.
— Como ele conseguiu meu número? — pergunto para mim mesma fazendo com que olhares curiosos recaiam sobre mim, então me lembro que “meus dados” estão com ele então ele tem meu número como outras coisas que eu nunca deixaria ele saber, decido não atender, vai que ele exija que eu volte para o trabalho e eu estou totalmente abalada, olho no visor do meu celular e vejo que já deu a hora de sair do trabalho, isso significa que ele não queria me obrigar a voltar para a empresa
Já são 20:30, pago a conta, saio do bar e disparo para a filial boate Pandemônio não foi aqui que eu tive a melhor noite de toda a minha vida, mas vai ser aqui que eu vou esquecer isso, entro na boate peço mais uma dose de vodca e me sento num dos bancos em frente ao bar, o atendente me entrega a dose eu viro tudo em menos de 5 segundos, peço outra e ele me entrega, minha cabeça gira, a música está alta, o lugar quente, tem pessoas dançando, gritando e se agarrando para todo o lado, sinto minhas penas fracas e o jogo de luz está me deixando enjoada, descanso a cabeça na mesa e ponho os braços envolta, a última coisa que vejo é um casal dançando.
Caio na inconsciência e me lembro do dia em que Carrick Grey apareceu para mim como um anjo
Pov. Matt
Depois que percebi que Hanna não voltaria mais a minha sala, decidi ir atrás dela para conversarmos e eu perguntar se está tudo bem, fecho a porta atrás de mim e me deparo com a sala de Hanna vazia, ela tinha me prometido que não iria mais sair sem me avisar, decido ir procurar por ela na empresa, pergunto para várias pessoas que vejo, mas nem uma sabe, estou quase desistindo quando paço pela recepção e vejo Ana Alicie, ela é a nova estagiaria, ela sorri para mim e me chama com a mão.
—Olá, Sr Grey, fiquei sabendo que você está à procura de sua secretaria, se não estou enganada era ela que eu vi sair correndo em direção do estacionamento, agora com licença, espero ter ajudado — fala ela e sai rapidamente jogando seu grandes cabelos negros para o lado.
Então Hanna saiu?! Mas seus pertences ainda estão em sua sala, volto para a sala de Hanna e vejo sua bolsa em cima da cadeira, a mesa está cheia de papeis, com uma maleta de primeiros socorro e no canto da mesa vejo um porta retrato, pego-o e observo a foto, é ela, está tão bonita os cabelos preso em duas presilhas formando o famoso penteado "maria-chiquinha", com um sorriso de causar inveja em qualquer um, mas minha felicidade acaba ao ver ela abraçada a um garoto, ele é visivelmente mais novo que ela, cabelos castanho escuro, olhos pretos assim como os dela, e sorri abertamente para a câmera, eles estão em alguma pracinha posso ver ao fundo várias árvores e alguns brinquedos
Largo o porta retrato em cima da mesa e volto para minha sala, pego sua ficha, pego o número de seu celular e disco no meu, ele chama e chama ninguém atende, muito pelo contrário, desligam, tento ligar novamente mas só diz que o celular está desligado, começo a ficar preocupado
Chamo alguns seguranças da empresa mesmo e peço para que eles vejam se Hanna está em seu apartamento, uma hora depois eles chegam dizendo que Hanna não apareceu por lá, olho no meu celular e vejo que já são 20:50, saio da minha sala e rumo para o estacionamento entro no meu carro e dirijo sem pensar muito para onde ir, e então me vejo em frente a uma boate, que por incrível que pareça é filial da Pandemônio de Seattle
Entro e vejo muitas pessoas dançando uma música animada, vou direto para o bar, peço uma água, e o atendente me olha como se eu fosse louco, mas eu estou dirigindo então não devo beber, vejo uma moça com os braços apoiados no balcão e a cabeça em cima, ela vira o rosto e vejo que é Hanna, ela parece estar dormindo chego perto dela e toco seu braço ela não faz nada, a chamo e ela não responde, não posso deixar ela dormindo numa bancada, pego-a no colo no estilo recém casados, e saio da boate, coloco-a no banco de trás do carro, e sigo para meu apartamento
Carregar Hanna no colo é fácil, já que ela é leve como uma pena, o difícil é pegar a chave da porta no bolso do paletó com ela no colo, depois de muito esforço consigo abrir a porta do meu apartamento fui direto para meu quarto e a coloquei na cama, ela parecia extremamente cansada, já que não acordou a viajem toda
Tiro seus sapatos e penso seriamente se devo ou não tirar sua saia, mas acho melhor não, ela já sofreu abuso quando pequena, vai que ela acorda e vê que está só de lingerie na minha cama e tem um surto?! Vou até o banheiro, tomo um banho quente e relaxante, me visto e vou para minha cama, deito ao lado de Hanna e fico vendo-a dormir, ela parece um anjo, seus lábios estão levemente entreabertos, formando um pequeno sorriso, ela é simplesmente linda, passo a mão sobre seus cabelos e um cheiro inebriante de morangos invade minhas narinas, pego uma mecha de seu cabelo e cheiro, é tão bom, cheiro de morangos frescos, me alinho em seu corpo e antes de cair no sono sentindo cheiro de morango um pensamento vem a minha mente "qual vai ser sua reação ao acordar?" e com esse pensamento eu caio totalmente na inconsciência
Pov. Hanna
Acordo com um calor gostoso me envolvendo como um cobertor, antes mesmo que abri os olhos sei que não estou no mesmo lugar que dormi pois eu dormi na boate não me lembro de ter saído de la, só espero não ter bebido tanto transado com alguém e agora está na cama do cara
Abro os olhos de vagar mais o lugar está tão claro que eu os fecho de novo com uma dor muito aguda – merda ressaca -resmungo e solto um gemido, escuto uma porta sendo aberta e logo depois passos, uma risadinha gostosa e uma voz conhecida
— bom dia dorminhoca – fala uma voz grossa, que eu reconheço quase na mesma hora, não, eu não fiz isso, fecho meus olhos com força na esperança que esteja tento um pesadelo ou um sonho muito bom fala minha consciência e eu a mando para o quintos dos infernos – acho bom levantar se não iremos nos atrasar mais ainda – fala e eu abro os olhos e o procuro pelo quarto
— bom dia — falo me sentando na cama — primeiro onde eu estou? Por que eu estou aqui? Quem me trouxe para cá? E aconteceu alguma coisa do tipo muito prazerosa? – pergunto tudo de uma vez ficando gradativamente vermelha ao longo das perguntas, acontecendo que na última eu está igual a uma pimenta, Matt aparece na minha frente só com calça social, Ave Maria morri e to no paraíso né?! olhei ele de cima a baixo e quase babei, quando subi o olhar de novo ele estava com um olhar divertido
— muitas perguntas para uma só única manhã Srta. Carter – ele fala em tom de deboche, porém continua — você está em meu apartamento, está aqui por que sua irresponsabilidade a fez dormir no balcão de uma boate, eu lhe trouxe aqui por que não queria que minha secretaria fosse molestada por falta de responsabilidade, e não aconteceu nada entre nós, se olhar seu lindo corpo pode notar que ainda está de roupa – diz saindo da minha frente e entrando no closet quando volta está de blusa – pode usar o banheiro se quiser é aquela porta ali, use o que quiser tem 10 minutos para descer e tomar café depois sairemos – diz apontando para o banheiro e seguindo em direção a porta do quarto
Me levanto e sigo em direção ao banheiro, tomo um banho e não ponho a calcinha, essa eu coloco em um compartimento secreto da minha saia já que minha bolsa ficou no escritório e la eu tenho sempre uma extra, o resto das roupas ponho novamente penteio meu cabelo e me olho no espelho minha maquiagem está quase intacta concerto o máximo que consigo e saio do mesmo descendo as escadas e encontro uma mulher de meia idade com no máximo 40 anos deve ser a governanta dele
Olho ao redor e vejo que é bem parecido com o meu apartamento e acho estranho bem estranho, faço um coque mal feito em meu cabelo, aqui está quente
— bom dia Srta. o que deseja? – pergunta a senhora me tirando do transe
— oh bom dia eu irei querer somente uma xícara de chá preto, se tiver claro – digo me sentando na bancada
— irá comer algo Srta. Carter? – pergunta Matt me assustando
— eu não tenho o costume de tomar café da manhã Sr Grey — falo sem lhe dirigir o olhar
— não tem mas hoje abrirá uma exceção em minha companhia – diz se sentando ao meu lado, sem quebrar o contato visual ele está lindo, os cabelos negros totalmente bagunçados os olhos azuis penetrantes com um toque de luxuria, mamãe me proteja dessa gostosura desvio o olhar mas sinto o peso do dele sobre mim – ovos com bacon para nos dois Greta eu quero um copo de suco de maracujá
Antes que eu abra a boca para falar alguma coisa meu telefone toca e o dele também, olho no visor do meu celular e diz Hospital, eu dei meu número no hospital onde o Carrick está internado e gravei o deles como hospital e falei que me ligassem se alguma coisa acontecesse com ele, antes mesmo de atender já estava chorando, meu coque tinha desfeito e cobria meu rosto
—Alo? – pergunto com a voz fraca e falha
— Srta. Carter? – pergunta a mocinha
— Sim – digo a simples palavra gaguejando ela suspira como se tomasse coragem
— eu sinto muito mais o senhor Grey não resistiu – ela fala e eu caio em prantos, me levanto e saio do apartamento de Matt e me vejo de frente para o meu, pego a chave reserva no vaso de plantas e entro, vou direto para a banheira encho-a entro e choro agarrada a uma foto nossa no Central Park no natal do ano retrasado, oh Carrick, que saudades de você meu anjo.
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