Notas iniciais
ola, como vão? comentem eu quero saber o que voces acham, beijinhos bom dia boa leitura até o proximo

10...9...8...7...6 Mas que merda, esse negócio de contar não acalma nada, estou em plena uma reunião super importante sobre fusões e aquisições, mas não consigo prestar atenção em nada, parece que meu cérebro desligou total e só tem uma lâmpada de emergência, e nessa lâmpada está escrito o nome "Hanna", porque é só nela que eu consigo pensar, como alguém consegue fazer uma maldade com um anjo que é Hanna? Sem perceber bato com a mão na mesa, fazendo todos os olhos da sala se virar para mim, dou um sorriso amarelo e indico para que o homem que nem sei o nome continue a falar, ele prontamente me atende e volta a dar explicações, começo a me sentir sufocado, levanto da minha cadeira e digo:

— Com licença, mas vou ter que sair meu assessor vai continuar aqui e vai anotar tudo, peço perdão mas tenho que me retirar agora — falo e saio da sala sobe os olhares de revolta e confusão, minha vontade é de socar a cara do primeiro que aparecer na minha frente, me dirijo a cafeteria da empresa, sento numa mesa ao fundo e fico pensando na hipótese de que posso estar apaixonado por Hanna, depois de muito tempo pensando nisso e não obtendo nenhum resultado, decido que só uma pessoa pode me ajudar agora. Pego meu telefone e disco seu número já a muito decorado, na primeira chamada ele atende:

—Grey — papai fala seco, pelo jeito ele não olhou na tela para ver quem era que estava ligando.

—Oi pai, é o Matt, queria falar com o senhor, mas estou atrapalhando? -pergunto, ele pode estar numa reunião.

— O filhão que bom que ligou, não está atrapalhando em nada, eu estava precisando me distrair um pouco mesmo, os relatórios da empresa estão me deixando maluco-fala ele, e penso se ele ainda está na empresa da mamãe por conta da aposta.

— Pai eu queria mesmo é perguntar uma coisa para o senhor, como foi quando soube que amava mamãe? – pergunto ele solta um suspiro e uma risadinha

— É chego seu dia meu filho, bom eu soube quando não podia mais ficar sem ela, que tudo que eu fazia era pensando nela e eu sabia que faria de tudo para ficar com ela para protege-la e cuidar dela com minha própria vida– ele fala com um tom de apaixonado – quem é que está fazendo isso com você meu filho? – pergunta

— Hanna, pai a Hanna a minha secretaria a mulher mais maravilhosa que eu já vi na vida, pai eu acho que estou pior que você estava, eu quero protegê-la – falo e ouço um suspiro de meu pai, tenho certeza que ele está recostado em sua cadeira olhando para Seattle nesse momento, suspiro e continuo falando — alguns dias eu liguei para a sala dela e ela estava discutindo com um cara e eu fiquei possesso, ela passou mal antes disso por falta de comer e eu quase a matei por isso – confesso de uma vez, ela é uma mulher muito especial a tenho como minha mesmo ela não sendo minha meu pai solta um riso anasalado como se estivesse em descrença que algo do tipo está mesmo acontecendo

— É meu filho você está apaixonado, ou pelo menos está começando a ficar, mas chegue nela de vagar caso contrário vai assustar a coitada da menina – fala com um suspiro e provavelmente um sorriso no rosto

— e se aproxime essa semana dela e semana que vem traga ela para cá seu avô está melhorando talvez saia do hospital logo – ele fala com um suspiro

— ok vou fazer o que diz talvez de certo até mais pai – digo e desligo, volto para minha sala e sento em minha cadeira, frustrado começo a ler o relatório que meu assessor Miguel o filho adotivo de Ross fez sobre a reunião, depois de um tempo lendo, uma batida em minha porta me desperta falo um "entre" e vejo Christopher entrar com um envelope branco nas mãos,

—O que quer Christopher? -pergunto confuso já que o dossiê de Hanna já chegou e eu já li.

—Eu vim entregar o relatório sobre a Srta. Carter, senhor Grey, o relatório que você recebeu foi um rascunho, me descuidei e terminei por entregar o relatório incompleto, pois então aqui está o certo e completo, com licença — ele deixa o envelope em cima da mesa com certo tipo de receio e sai, não sei se aguento ver tudo o que esse anjo passou novamente, mas curioso do jeito que sou, não demora para que eu pegue o envelope de lá tire duas folhas com todo os dados de Hanna.

Nome: Hanna Zaccharo Kauss Carter
Endereço: cobertura Olympus apartamento 201
Data de nascimento: 22 de março de 1989
N° do celular: 360 959 4352
N° da identidade: 987-65-4320
Dados bancários: banco Cherry Del la Curt Chicago
Cc: 309361
Saldo: Dois mil e trezentos dólares
Ocupação: Trabalha na Grey Publishing
Avaliação de desempenho: Desconhecida
Trabalho anterior: Desconhecido
Pai: Alan Kauss
Nascido: 1° de setembro de 1959
Falecido em 11 de setembro de 1999
Mãe: Jenna Zaccharo Carter
Nascida: 18 de julho de 1970
Relacionamentos: Viúva de Robert Carter
Filiações Políticas: Ocorrência de espancamento dos dez (10 ) aos quatorze (14) anos
Filiações religiosas: Católica
Orientação sexual: Estuprada. Aos 14 anos (antes do desaparecimento)
Acusados: Robert Baylei Carter condenado a prisão domiciliar por onze anos
Jones Cary Hyde sem provas e sem condenação
Falecido: 20 de setembro de 2010
Relacionamentos: Jones Cary Hyde, não oficializado

—Mas o que? – pergunto em voz alta em descrença que ela é capaz de ainda está com o traste desse Jones, quando ele fez tão mal a ela.

Não dá para me aproximar com um passado desse, mas eu irei tentar eu gosto dela só não sei se é amor papai disse que era, mas ainda estou em dúvida, sempre gostei muito fácil das pessoas sou muito sociável, e vejo a dor esculpida em seus olhos, a vontade enorme de cuidar dela e protege-la sempre está ali.

Exasperado começo a socar minha mesa, vejo um vulto atrás de mim e rapidamente Hanna está ao meu lado falando ou melhor gritando entre soluços para mim parar, quando vejo sangue na mesa paro brutamente, me viro e vejo seu lindo rosto de porcelana banhado de lágrimas, me sinto totalmente culpado por fazer ela chorar, a puxo para um abraço mas ela recua rapidamente e sai da minha sala desesperada de certa forma, fico surpreso com sua reação e ainda mais com a minha, sento em minha cadeira e Hanna entra novamente em minha sala, ela está com um kit de primeiros socorros nas mãos, ela se ajoelha em minha frente e puxa minha mãos que estão totalmente machucadas, ela abre a maleta e tira de lá gazes, uma garrafinha com que penso ser água e um tubo de pomada, ela abre a garrafinha e vira todo o líquido nas minhas mãos, o que eu pensei ser agua é na verdade álcool e algum tipo de remédio, balanço minhas mãos fazendo molhar o carpete do chão, ela seca minhas mãos cuidadosamente, passa a pomada e cobre cada uma de minhas mãos com gaze, depois ela coloca tudo dentro da maleta novamente, se levanta e olha diretamente nos meus olhos é ai que vejo que ela estava chorando o tempo todo, seus olhos estão vermelhos assim como o nariz, e seu rosto continua banhado de lagrimas, ela novamente sai da sala e eu fico esperando que ela volte, mas não... ela não volta.

Me sinto um monstro e pela primeira vez na minha vida, um bastardo

Notas finais
♥ e ai? o que acharam? me digam