Acordei na cama de meu quarto, enrolada num cobertor com o ar-condicionado ligado, fui me mexendo devagar, sinto uma coceira em meu pescoço e assim que passo as unhas uma dor insuportável toma conta de meu corpo, tento me levantar, mas assim que encosto meus pés no chão a sensação era se como toda minha coluna tivesse se quebrado, como cacos de vidro, mesmo assim me levanto e vou até a sala. Colin está sentado no sofá assistindo tv como se nada tivesse acontecido, será que eles não viram nada? Será que foi minha imaginação? Não, se nada tivesse acontecido me lembraria de ter almoçado e do que aconteceu depois, eu tinha tantas perguntas a Colin, mas ao invés de fazê-las eu apenas pergunto:

– Onde está Chad?

– Ainda não acordo, foi dormir tarde ontem e antes de ontem, ficou esperando você acordar.

– Quantos dias fiquei apagada?

– Quatro.

– E vocês?

– Chad dois e eu dois, imagino que para você ficar tantos dias apagada você deve ter visto coisas muitos piores que eu ou Chad.

– O que é isso em meu pescoço?

– Uma queimadura, Quando você se jogou no chão a panela estava quente, aprincipiu você caiu longe da panela, mas se rebateu tanto que acabou encostando nela.

– E você já reencontro Sienna? Ela parecia péssima quando você morreu. — digo fazendo aspas com os dedos

– Não quero falar sobre isso.

– Uma hora vou ficar sabendo o que aconteceu e se você não me contar outra pessoa vai dizer e aí eu vou ficar com raiva porque não foi você quem me falou e sim outra pessoa.

– Ok, vou contar, mais você tem que jurar segredo.

– Tá, tá conta logo.

– Eu tinha acabado de chegar no acampamento, Chad já tinha me contado tudo. Sienna não sabia de nada então só disse que passaria uns dias na casa de uma amiga isso a gente já estava namorando, ela pediu para eu ficar queria passar o natal comigo, e então eu disse que ficaria. — Ele começou a chorar- mas enquanto andava no acampamento, eu vi Sienna e Rau se beijando, eu pulei em cima dele e bati com força quebrei o seu nariz, mas Annabeth conseguiu nos separar fiquei com muita raiva então joguei minhas roupas na mala e vim pra cá.

– Colin vai ficar tudo bem.

– Não, não vai. — diz ele chorando botando todas as lágrimas que ele tinha evitado pra fora.

– Vai passar. — Digo abraçando-o e alisando seus cabelos, ele encosta sua cabeça em meu ombro e chora. Olho bem em seus olhos e vejo o medo que ele tem de perdê-la e ao mesmo tempo a dor de não querer mais vê-la.

– Que tal assim agente almoça fora, vai num ringue de boliche e depois a gente pode ir ao mercado comprar algumas guloseimas pra comer a noite. Que tal?

– Pode ser.

– Faltam dois dias pro natal acho que a gente devia comemorar. — diz Chad de pé em frente ao corredor.

Me levanto e o abraço Quase derrubando-o no chão.

– Que bom que você acordo fiquei preocupado May — olho em seus olhos e a olheiras profundas.

– Hoje iremos sair e já é quase hora do almoço temos que nos arrumar.

Olho para Colin e Chad atentamente e eles correm para os banheiros, eu tomo meu banho e me enxugo coloco meu vestido branco e parto meu cabelo de lado.

Vou até a sala e eles já estão prontos pego meu cofrinho e tiro quatro notas de cem de lá.

– Vamos? — pergunto.

– Vamos.

Almoçamos num lugar chamado churrascaria do pirata e depois passamos a tarde no boliche quando deu 11:00 e o boliche estava fechando fomos ao mercado pegamos um monte de comida quando Chad fala.

– Ei May o escudo de proteção acabo, o que vamos fazer agora?

– Não fasso a mínima.

– Cheiros fortes Podem despistar os monstros. — diz Colin

– Cerveja tem um cheiro muito forte.

– Então a gente compra cerveja e derrama pela casa. — diz Chad

– Não é uma ideia ruim.

– Concordo — diz Colin.

Compro um monte de cerveja e assim que chegamos em casa derramamos por cima de tudo menos da tv, o cheiro é insuportável, mas nos manterá seguro