Personagens Principais

Nicolás Souza: E o herdeiro de uma das famílias mais ricas de Buenos Aires. Estuda no Blake, o Colégio para ricos da cidade. E fútil, mimado e hostil, mas com seus amigos e sua namorada mostra sua verdadeira personalidade. E assassinado na sua festa de aniversário de 18 anos.

Delfina Mar: Tem 18 anos. E namorada de Nico, mas não sente nada por ele, e só esta com ele por conta de um segredo envolvendo suas famílias. Nunca se aproximou de ninguém do ciclo de amigos do namorado. Não aparentara sofrer muito com sua morte, por isso se tornara a principal suspeita de ter cometido o crime.

Jim Vidal: Tem 17 anos. E uma menina meiga e doce e se da bem com todos, menos Delfina. Namora Ramiro Ferro, primo de Âmbar, mas sempre teve uma paixão secreta por Nico, e ira sofrer muito com sua morte. Um dos seus maiores segredos poderá vir a tona na investigação da morte do amigo.

Âmbar Smith Ferro: Tem 19 anos. E uma Patricinha, mas não daquelas mimadas e fúteis. Tem bom coração e se da bem com todos, mas seus melhores amigos são Nico e Luna. Ira sofrer com a morte do amigo e teme que o segredo que os dois guardavam venha a tona.

Luna Valente: Tem 20 anos. E a mais velha e sensata do grupo, como se fosse a líder. Estuda no Blake porque reprovou de ano quando era pequena. Se da bem com todos e são melhores amigos são Âmbar e Nico. Sempre tentou se aproximar de Delfina, mas sem sucesso. Lamenta a perda do amigo mas fará de tudo para guardar seu segredo!

Matteo, Simón e Pedro: São o trio de irmãos Balsano Pasquarelli. Tem 20 anos. São os melhores detetives de Buenos Aires, e irão investigar o assassinato de Nico. São mulherengos e não acreditam no amor. Mas isso pode mudar quando conhecerem Luna, Âmbar e Delfina.

Capitulo 1: Uma festa trágica

Os irmãos Balsano Pasquarelli estavam no seu escritório se arrumando pra balada. Hoje eles estavam de folga, por isso poderiam aproveitar a noite e pegarem as mulheres que quisessem. Não havia uma sequer que resistia ao charme e sedução deles.

— Prontos pra farra maninhos? — Perguntou Pedro, entusiasmado.

— Sim, hoje quero pegar três de uma vez. — Dizia Simón, ou como o chamavam, topetudo.

— E você Matt? Quantas vai pegar? — Perguntaram os dois ao irmão, com sorrisos safados nos rostos.

Antes que Matteo pudesse responder o telefone tocou, e ele foi atender. A medida que a pessoa do outro lado da linha ia falando ele ia ficando cada vez mais pálido, o que estava começando a assustar seus irmãos.

Quando ele desligou a chamada virou-se para eles e disse:

— Já era nossa farra. Nicolás Souza foi assassinado na festa de 18 anos. Descobriram o corpo agora. Vamos pra mansão Souza.

Os três estavam surpreendidos com a noticia, e pegaram seus coisas e entraram no carro.

Na mansão Souza

O local estava um completo caos. Os mais de cem convidados pra festa de 18 anos de Nico estavam perplexos com a fatalidade que ocorrera no local. O anfitrião da festa havia se trancado no quatro por duas horas sem dar sinal de vida, ate que Tino, o mordomo, foi ate o aposento o chamar e se deparou com uma cena desagradável. Nicolás estava completamente nu, e não havia vestígios de estar morto, a não ser o sangue que escorria do seu peito. Horrorizado, o mordomo fora avisar Pablo do ocorrido com o filho. Quando viu a cena ele acabou desmaiando, tendo que ser socorrido por uma ambulância. Os convidados da festa estavam apreensivos, alguns ate queriam ir embora, mas os seguranças não deixaram isso acontecer ate chegarem os detetives, já que todos eram suspeitos de terem cometido o crime. Numa sala afastada estavam os sete amigos da vitima junto com sua namorada, todos ainda muito chocados com o ocorrido.

— Ai gente, porque isso foi acontecer justo com o Nico, ele era tão bom, não haviam motivos para mata-lo. — Lamentou-se Nina, abraçada com o namorado Gastón.

— Ai que você se engana queridinha, pois algumas pessoas teriam motivo de sobra para fazer isso. O Nico não era nenhum santinho não. — Se pronunciou Delfina, abrindo a boca pela primeira vez em uma hora e meia.

— O que você esta querendo insinuar sua cobra? Que o Nico era algum tipo de criminoso pra alguém querer fazer uma atrocidade dessas com ele? Me poupe das suas ceninhas, aliás, não sei o que o Nico viu em você pra estar te namorando. — Esbravejou Jim, indignada com as palavras da namorada do amigo.

— Eu não sei o que ele viu em mim, mas com certeza sou muito melhor que você! — Riu-se a morena, debochando da melhor amiga do namorado.

Jim ficou tão enfurecida ao ouvir a bobagem que Delfina estava dizendo que quis bater nela, mas foi contida pelo namorado.

— CHEGA! — Gritou Luna, se entrepondo entre as duas. — Será que nem numa situação dessas vocês conseguem parar de brigar. O Nico morreu, MORREU. Entenderam ou querem que eu desenhe? Já deu essa palhaçada de briga entre vocês! — Ordenou, e todos ficaram quietos.

Delfi saiu para fora do aposento, porque segundo ela, não poderia ficar nem mais um respirando o mesmo ar que esses idiotas. Todos ficaram em completo silencio ate que alguém se manifestou:

— Gente, vocês viram a Âmbar? — Perguntou Yam, preocupada com o sumiço da amiga.

Todos negaram com a cabeça e começaram a se preocupar. Será que havia acontecido algo com ela também?

Pov Âmbar.

Me escondi num dos muitos banheiros da mansão assim que soube da morte do Nico. Não queria que ninguém me visse chorar. Eles eram meus amigos, mas eu não gostava muito de demonstrar meus sentimentos. Não podia acreditar que o melhor amigo havia sido assassinado justo no dia em que comemorava sua passagem de adolescente para adulto. A vida era tão injusta! Como eu iria esconder nosso segredo sem a ajuda dele? Peguei a foto dele que sempre guardei comigo e chorei compulsivamente. Eu iria guardar nosso segredo e iria descobrir o assassino. Nem que fosse a ultima coisa que eu fizesse.

Pov Delfina

Fui pro jardim tomar um ar, já que não aguentava mais respirar o mesmo ar que aquela gentinha. Desde que os conheci nunca gostei de nenhum deles, nem mesmo do Nicolás. Como eu disse antes ele não era nenhum santinho. Ele ameaçava contar meu segredo se eu não namorasse com ele, por isso acabei cedendo a chantagem e" namorando" com ele.

Devem estar achando que eu o matei não e? Não, não fui eu. Eu podia não ser um anjo de pessoa, mas matar outro ser humano era algo que eu nunca faria, apesar de ser Nicolás Souza.

Senti como se estivessem me seguindo, mas quando olhei pra trás não vi ninguém, então continuei andando. Poucos passos depois alguém com um luva preta agarrou meu pescoço e pressionou uma faca contra ele. Me apavorei. Será que eu seria a próxima vitima do assassino?