Um Crime e Seus Segredos
2 Mais uma Morte
Notas iniciais
Pov Delfina Mar
Fui pro jardim tomar um ar, já que não aguentava mais respirar o mesmo ar que aquela gentinha. Desde que os conheci nunca gostei de nenhum deles, nem mesmo do Nicolás. Como eu disse antes ele não era nenhum santinho. Ele ameaçava contar meu segredo se eu não namorasse com ele, por isso acabei cedendo a chantagem e" namorando" com ele.
Devem estar achando que eu o matei não e? Não, não fui eu. Eu podia não ser um anjo de pessoa, mas matar outro ser humano era algo que eu nunca faria, apesar de ser Nicolás Souza.
Senti como se estivessem me seguindo, mas quando olhei pra trás não vi ninguém, então continuei andando. Poucos passos depois alguém com um luva preta agarrou meu pescoço e pressionou uma faca contra ele. Me apavorei. Será que eu seria a próxima vitima do assassino?
Capitulo 2: Mais uma morte.
A medida que a faca cravava mais fundo no meu pescoço eu me debatia feito louca numa tentativa frustrada de me livrar das garras do encapuzado, o que não estava dando muito certo. Respirei fundo e contei ate cinco baixinho, já imaginando que essas seriam minhas ultimas palavras. Pelo menos o meu segredo estaria a salvo comigo e com o Nico mortos.
Mas surpreendentemente não morri pois a tal pessoa se afastou de mim rapidamente, o que me surpreendeu. Mas não deu tempo de correr pois logo outra pessoa encapuzada bloqueava meu caminho. Estava presa. Não podia fugir de nenhum dos lados. A ultima coisa que lembro e me darem uma coronhada na cabeça com uma arma e apagar.
POV Narrador
Os irmãos detetives logo chegaram na mansão Souza, afim de investigar o assassinato de Nico. Do portão principal via-se um alvoroço de pessoas querendo sair mas sendo barradas pelos seguranças. Simón desceu do carro, deu uma arrumada básica no topete e entrou seguido dos irmãos.
Os três passaram pelo mar de gente aglomerada na entrada da mansão e foram ver Tino, o mordomo já que haviam recebido a noticia de que Pablo Souza, o pai da vitima havia passado mal ao ver o cadáver do filho.
— Prazer Tino. Sou o Pedro Balsano Pasquarelli e esses são os meus irmãos Matteo e Simón. — Disse, apontando para eles respetivamente. — Somos os detetives contratados pelo senhor Pablo Souza para investigarmos o crime que aqui ocorreu. Sabemos que Nicolás tinha uma relação muito próxima com seus sete melhores amigos e sua namorada. Queremos interroga-los, mas antes de tudo, podemos ver o corpo da vitima? — Pediu.
O mordomo acenou afirmativamente com a cabeça e os levou ate o aposento do jovem. Quando se depararam com o corpo nu do garoto Simón fez cara de nojo.
— Arg, não sou obrigado a gastar a energia dos meus belos olhos pra ver uma cena dessas. Vocês façam a pericia que eu vou dar um mergulho na piscina gigante que tem ali. — Falou, saindo de cena.
Os irmãos suspiraram. Era sempre assim. Simón fugia e deixava o trabalho sujo pra eles pra depois pegar fama junto com eles de melhores detetives da cidade.
Logo que ficaram sozinhos com o cadáver Matteo e Pedro começaram a vasculhar pistas que pudessem levar ao assassino. Pedro estava mexendo no lixo do banheiro quando encontrou uma camisinha ainda com sêmen dentro, o que indicava que havia sido usado a pouco tempo. Enquanto isso, Matteo também encontrava coisas interessantes, um brinco prateado estava na cama e estava claro que aquilo era feminino.
Matteo e Pedro examinaram os objetos encontrados e chegaram a uma conclusão.
— Nicolás tinha uma namorada, Delfina Mar, mas ela nunca entrou no quarto dele durante toda a festa, segundo os seguranças. Esta camisinha aqui parece ter sido usada hoje mesmo e este brinco e feminino, o que comprova que alguém esteve aqui neste quarto e teve relações sexuais com a vítima, resta saber quem. — Pedro ponderou.
Ate que Matteo encontrou mais uma coisa embaixo da cama. Era um cartão de um salão de massagens.
— Bingo! Eu já havia ouvido fatos de que este salão de massagens e uma farsa, e que na realidade o que existe no local são garotas de programa. Concidencia ou não, achei este cartão embaixo da cama da vitima. — Matteo sorriu pro irmão, que pareceu entender o recado.
— E olha o que esta escrito aqui. — Falou Pedro, virando o cartão. — Jazmin Baroni dos Santos. Parece que já sabemos a quem interrogar primeiro! — Os dois detetives sorriram.
Pov Âmbar
Depois de chorar tudo que tinha pra chorar pela morte do meu melhor amigo decidi sair do banheiro, mas, como ainda não queria encarar nenhum dos meus amigos decidi que um mergulho na piscina da mansão me faria bem. Infelizmente a piscina já estava ocupada, por um topetudo lindo. Quando ele me viu aproximar abriu um sorriso sacana.
— E ai gatinha, quer dividir a piscina comigo? — Perguntou, praticamente me comendo com os olhos.
Sorri com o jeito dele.
— Porque não aceitar? Afinal, cabem uma cem pessoas ainda dentro dessa piscina. — Constatei, rindo e o fazendo rir também.
— A sua risada e tão contagiante, alias, você e contagiante. — Falou, me fazendo corar.
Tirei minha blusa e calça, ficando apenas de calcinha e sutiã e pulei na piscina, caindo nos braços fortes do tal garoto!
A gente ficou olhando um pro outro por uns instantes. Ele era lindo! Depois percebi o que estava acontecendo e me recompus. Âmbar Smith não se encantava facilmente por qualquer garoto, ou assim eu pensava.
— Da pra me soltar, eu quero nadar. — Dei um soco no peito musculoso dele e me debati, tentando me soltar.
— E se eu disser que não vou te soltar, o que acontece? — Me desafiou ele.
Involuntariamente eu acabei sorrindo, mas depois me veio uma ideia na cabeça e eu dei um chute naquele lugar com meu pé, o que fez ele me soltar rapidinho e gemer de dor.
Eu ria feito doida da desgraça dele quando de repente ele se aproximou, e sem mais nem menos me agarrou e me beijou!
Me soltei dele, ainda surpresa.
— Porque fez isso? — Perguntei, ainda atordoada.
— Porque me deu vontade ué. — Respondeu ele sarcástico e dando uma piscadinha pra mim.
— Mas a gente nem se apresentou. — Constatei, tentando fugir do assunto.
Ele se aproximou de mim, nossos rostos ficando centímetros de distancia um do outro.
— Isso importa? — Ele perguntou, a respiração dele chegando no meu rosto. Eu queria resistir e falar que sim importava e que eu não queria nada com ele, mas ele estava tão perto de mim que dessa vez quem o beijou fui eu!
Ele retribuiu e colou mais nossos corpos, ficamos nos beijando por alguns minutos ate que nos separamos.
— Me chamo Simón Balsano Pasquarelli. — Falou, sorrindo pra mim.
— Prazer, sou Âmbar Smith. — Respondi, também sorrindo.
— Agora que já sabemos nossos nomes, vamos voltar da onde paramos? — Perguntou ele, mordendo seu lábio inferior, o que fez ficar envergonhada.
— Nada disso, você vem com a gente Mano.- Falou outro cara parecido com ele, estragando o clima. Ele usava distintivo de detetive e nele estava escrito Pedro Balsano.
— Vai tomar banho! — Simón xingou, irritado fazendo eu rir.
POV Luna Valente
Eu estava ficando desesperada. Nos já havíamos procurado a Âmbar por toda a mansão e nem sinal dela. Primeiro era o Nico agora minha outra melhor amiga desaparecida? Eu amava o Nico mas se algo tivesse acontecido com a Âmbar eu não iria suportar.
— Calma amiga, vamos encontra-la, você vai ver. — Nina me abraçou, tentando me confortar.
Ate que os celulares de todos que estavam presentes emitiram um som ao mesmo tempo. Todos havíamos recebido um SMS. Curiosos e ao mesmo tempo apreensivos, abrimos a mensagem.
Calma, não aconteceu nada com a vossa amiguinha loira, pelo menos ainda não. Quem sou eu? Pretendo que nunca descubram, e se tentarem conto os segredos que cada um de vocês esconde e ainda faço o mesmo que fiz com Nicolás e uma velha conhecida de vocês. Querem saber quem foi a segunda vítima? Se encaminhem pro jardim e verão.
Todos olhamos um aos outros depois de lermos aquilo e nos encaminhamos ao jardim. La estavam os convidados da festa aglomerados curiosos e os seguranças tentando ver se conseguiam acordar a vitima, que estava claramente morta pois tinha perfurações no peito, que estava aberto e vazio no lugar onde supostamente ficaria o coração! Além de vários cortes no rosto. Aquela cena estava me deixando enjoada, mas Jim desmaiou ao ver o rosto da pessoa. Era Yam, a irmã mais nova dela!
POV Delfina
Acordei atordoada com muita dor de cabeça e com dificuldade de me mexer. Olhei pra baixo e percebi que estava amarrada a uma cadeira, por isso não podia me mexer. Olhei em volta e estava num quarto escuro, sinistro e sem janelas. Fui me lembrando dos acontecimentos anteriores. Será que o assassino do Nico ou um dos seus capangas havia me trazido ate aqui? Me matar não queriam, senão o teriam feito quando tiveram oportunidade, mas, então, o que queriam?
Me sobressaltei ao ouvir uma voz computadorizada sair bem alta de um autofalante que havia no canto do quartinho.
— Delfina Mar, por favor venha acompanhe o meu súdito, quero falar com você. — Soou a voz sinistra, que me deu arrepios.
Nessa hora entrou um encapuzado e me soltou da cadeira. Quem queria falar comigo ou porquê? Poderia tentar fugir e correr o risco de ser pega, ou podia ver o que a "voz" queria. O que eu faria?
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