Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

70 Capítulo 70 - O Agressor Extremo


Notas iniciais
CAPÍTULO 70 =) "Maria, dois capítulos em um dia?" Isso mesmo porque é 'pra compensar o atraso de postar e também porque como disse eu estou perto de finaliza-la. Meus amores, queria que me respondessem uma coisa... Vocês estão achando cansativo o tanto de capítulos que esta fanfic tem? Gostaria de saber e quero saber também se os capítulos são muito enormes? De início eu não tinha a intenção de chegar a 70 capítulos, mas enfim a fic foi crescendo, criando vida praticamente sozinha, muitas ideias, inspirações e o apoio de vocês com visualizações, acompanhamentos, comentários e indicações me motivou a escrever e escrever, tudo bem que tem vez que eu demoro a postar, porém é como eu disse: posso demorar, mas abandonar a fic jamais. Eu já tenho todo o final dela planejado só falta eu concluir os acontecimentos antes do final, ou seja, o último capítulo já está todo preparado. Acho que vou chorar quando finalizar essa fic... Uma das mais longas que escrevi. Então mentalmente estou aqui apagando velinhas com o número 70 que nem fazem com os seriados quando eles chegam ao episódio 100, 200, 300... As emissoras comemoram e eu estou comemorando estes 70 capítulos e quero comemorar com você leitor e quero agradecer por estar acompanhando. E para um capítulo de número redondo é digno um capítulo com emoção, não é mesmo? Eu acredito que tenha muita emoção neste e eu espero que apreciem. Chega de texto enorme... Beijos, amo vocês! =)

A crença em uma fonte sobrenatural do mal não é necessária. O homem, por si só, é capaz de toda maldade.
(Joseph Conrad)

Alvez enxugou as lágrimas de Seaver após consola-la.

― Precisamos voltar ao departamento. – disse ele.

― Eu já imagino o escândalo que aquela infeliz esteja fazendo. – resmungou Seaver.

― Você tem que encarar a situação, mas garanto de que eu estou do seu lado.

― Obrigada. – Seaver sorriu e Alvez correspondeu o sorriso.

Eles caminharam lentamente pela calçada retornando ao departamento, ao entrar no elevador Seaver sentiu um frio na barriga o medo de perder o seu emprego era nítido.

Ao chegarem ao andar da UAC visualizaram a aglomeração na sala de reuniões e todos os funcionários escandalizados com os berros de Beth Cruz.

― Olha ela! – gritou Beth assim que Seaver adentrou a sala acompanhada de Alvez.

― Ashley! – exclamou Agatha – O que aconteceu?

― Você agrediu minha sobrinha? – questionou Mateo Cruz.

― Agente Ashley Seaver eu exijo uma explicação. – pediu Hotchner com os braços cruzados.

― Podem me demitir – começou Ashley encarando a todos – eu a agredi sim.

― Estão ouvindo? Vejam só o que ela fez com o meu rosto!

― Agente Cruz ficar escandalizando não vai adiantar nada – protestou Strauss sem perder a postura – não é assim que vamos resolver nada.

― Acho que não tem o que resolver – manifestou-se Mateo Cruz – a agente Seaver confessou a agressão, é demissão sem discussões.

― Não podem demiti-la – Alvez se colocou a frente de Seaver – a agente Seaver não fez de caso pensado.

― Agente Alvez, vai querer justificar uma agressão? – indagou Mateo Cruz.

― Eu tenho certeza que a Beth causou alguma coisa. – retrucou Agatha.

― Agatha, não complica. – Hotchner encarou sua noiva.

― Mas ela tem razão – replicou Alvez – a agente Cruz ficou falando desaforos a nós referente a John Curtis, Seaver ficou descontrolada, peço que relevem.

― O que você disse a eles sobre este desgraçado? – Agatha aproximou-se para encarar Beth nos olhos, porém Hotchner já as separou.

― Tio, está vendo? Ela também ia me agredir! – dramatizou Beth.

― Para de drama! – queixou-se Agatha.

― Eu sou a dramática? Tem certeza disso?

― Chega todos vocês! – Strauss foi obrigada a forçar o tom de voz para exigir que todos se calassem – Temos um caso complicado e vocês ficam criando situações problemáticas? Temos um psicopata perseguindo a equipe, temos que focar nisso, ele sequestrou quatro crianças e pode estar fazendo mal a elas neste exato momento!

― Eu concordo com a Strauss – proferiu Hotchner – devemos evitar problemas paralelos.

― Mas a agente Seaver será demitida. – falou Mateo Cruz convicto.

― Mateo Cruz, permita-me lembra-lo que eu retornei ao meu cargo de supervisora responsável pela UAC e a decisão cabe a mim. – garantiu Strauss.

― Mas a senhora tem que concordar que isto é caso de demissão. – insistiu Mateo Cruz.

― Mateo Cruz, já chega, por favor.

― Nada será feito? – retrucou Beth.

― As mães das crianças logo estarão aqui no departamento, precisamos nos preparar – Strauss ignorou Beth – agente Seaver por hoje você estará suspensa do trabalho.

― Sim senhora. – respondeu Seaver.

― Suspensão? Precisa demiti-la! – contestava Beth – Tio faça alguma coisa!

― Agente Cruz eu peço que respeite a minha pessoa e as minhas decisões. – finalizou Strauss.

Beth Cruz retirou-se da sala de reuniões fervendo de raiva, Mateo Cruz encarou Seaver e depois a senhora Strauss e logo deixou a sala para ir atrás de sua sobrinha.

― Agente Silva, é bom se preparar porque com certeza John Curtis entrou em contato com os pais das crianças, elas vão te acusar sem dó e piedade.

― Esse pesadelo parece que não tem fim. – Agatha passou as mãos em seus cabelos.

― Você precisa descansar um pouco. – disse Hotchner.

― E eu vou descansar como?

― Vamos até minha casa – convidou Seaver – Como eu estou suspensa por hoje... Venha comigo.

― É uma boa ideia. – concordou Hotchner.

― Está bem. – Agatha aceitou a proposta.

― Hotchner vá com ela – sugeriu Rossi – É bom que esteja sempre junto a ela.

― Eu irei junto. – ofereceu-se Alvez.

― Para que? – Hotchner o mirou.

― Acompanhar apenas... Seaver também precisa de um apoio, aliás, ela se abalou com a situação de agora.

― Vão logo. – pediu Strauss – Assim que os pais chegarem eu aviso.

Os quatro saíram dali e foram para o estacionamento, Alvez ofereceu-se para dirigir e Hotchner permitiu.

O trajeto até a residência de Seaver foi quieto, mas quando chegaram Seaver quebrou o silêncio:

― Não vamos ficar mudos, por favor. – pediu ela destrancando a porta do seu apartamento.

― É tanta coisa acontecendo que eu fico sem o que falar. – comentou Agatha.

― Fiquem a vontade – disse Seaver – liguem a TV, leiam um livro, conversem... Eu vou tomar um banho, Agatha se caso quiser tomar um banho fique a vontade eu tenho algumas roupas que servem em você e toalhas sobrando.

― Um banho quente te fará bem. – disse Hotchner.

― Eu vou aceitar – respondeu Agatha e sua amiga a conduziu para o banheiro.

Hotchner e Alvez ficaram sentados em um sofá e permaneceram calados até que as duas retornassem.

― Que silêncio! – exclamou Seaver.

― Está mais calma? – perguntou Alvez a ela.

― Agora eu estou, obrigada Alvez pelo apoio.

― Pode me chamar de Luke. – afirmou ele sorrindo.

― Está bem. – Seaver sorriu de volta.

― Ashley, agora me explica: como assim você agrediu a Beth? – questionou Agatha.

― Como estamos fora do departamento, acho que eu posso me manifestar... – começou Seaver – Ou o chefe acha antiético?

― A casa é sua. – respondeu Hotchner.

― Eu não gosto dela, eu sei que isto não é motivo para se agredir alguém, ainda mais alguém do trabalho, mas ela é cínica e debochada, ela ficou fazendo comentários infelizes.

― O que ela disse de John Curtis? – Agatha estava curiosa.

― É melhor deixar isso para lá. – Alvez preferia que Hotchner não ouvisse aquilo.

― O que ela disse? – insistiu Hotchner.

― Ela fez um comentário de mau gosto dizendo que John Curtis era o seu cafetão. – respondeu Seaver a Agatha e Alvez sentiu-se aliviado que ela não mencionou o comentário de Beth detalhadamente.

― O que foi isso? – perguntou Agatha assustada com o barulho que ouvira.

― Deve ser o Salem, o meu gatinho entrando pela janela do quarto, com licença. – Seaver retirou-se da sala.

Não havia muito tempo que Seaver os deixou para verificar o seu gato e um barulho de tiro foi ouvido por eles, o mesmo veio do quarto.

Em modo ação os três correram para averiguar o que ocorria e se depararam com Seaver em uma luta corporal com um homem alto que invadiu seu apartamento pela janela do quarto.

Hotchner e Alvez avançaram ao mesmo tempo para cima do intruso enquanto Agatha foi socorrer a amiga. O homem estava armado e havia tentado atirar em Seaver, entretanto o tiro acertou em um abajur de uma instante do cômodo.

Hotchner desarmou e jogou o intruso contra o chão e Alvez o algemou rapidamente.

― Ashley, amiga está tudo bem? – perguntou Agatha a abraçando – Se machucou?

― Eu estou bem, o tiro não me acertou.

― Este é Timothy Vogel – Hotchner logo o reconheceu – o Agressor Extremo.

― Um dos fugitivos. – comentou Alvez.

― John Curtis te mandou aqui? – Agatha avançou em Timothy o segurando pelo pescoço – Responda!

― O que você faz aqui? – retrucou Timothy Vogel.

― Como assim o que eu faço aqui? – Agatha apertava o pescoço dele com força e Hotchner precisou impedi-la.

― Isto é abuso de poder! – protestou Timothy Vogel.

Eles o levaram para fora e o colocaram dentro do carro, Hotchner ligou para Strauss para que ela comunica-se os demais.

― Vocês ouviram o que eu ouvi? – indagou Seaver em surdina antes de adentrar o veículo com os demais.

― O que? – perguntou Alvez.

― Ele perguntou a Agatha “O que você faz aqui?”.

― A intenção dele era matar qualquer um de nós, exceto ela. – disse Hotchner.

― Faz sentido, John Curtis a quer viva. – concordou Alvez.

― Como ele saberia que vocês estavam aqui? E por que ele achava que eu não estava? – questionou Agatha.

― Eu sei o porquê. – afirmou Hotchner e Alvez ao mesmo tempo.

Notas finais
Babado, confusão e quase houve um tiroteio! Como o Timothy Vogel surge assim no apartamento de Seaver? John Curtis não perdi tempo! Seaver não perdeu o emprego, que bom e muito bom que Strauss ignorou a Beth... Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Observações: * Imagem encontrada no Google - este é Timothy Vogel * Como mencionado nos capítulos anteriores: Timothy Vogel foi um personagem da 1ª temporada da série, ele apareceu no episódio um sendo um assassino. * A citação antes do capítulo foi mencionada no episódio 1 da temporada 1 da série. Beijos e até o próximo! =)