Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
71 Capítulo 71 - O Caso de Beth Cruz (Parte 01)
Notas iniciais
Se queres prolongar o amor não permitas que a desconfiança te domine em relação à pessoa amada.
(Ovídio)
O choque foi geral a todos do departamento quando as portas do elevador se abriram e Aaron Hotchner junto a Luke Alvez saiu do mesmo segurando Timothy Vogel pelo braço mesmo estando algemado, logo em seguida Ashley Seaver e Agatha Silva vinham uma se apoiando na outra.
― Vocês estão bem? – perguntou Garcia afoita a ambas.
― Ele não feriu ninguém. – respondeu Agatha.
Timothy Vogel, ou seja, o Agressor Extremo foi levado para uma sala de interrogatório, Morgan já ligou o ar-condicionado da sala para o mais gelado possível, pois era uma técnica antiga que eles usavam muito para interrogar um suspeito ou criminoso.
Timothy ficou sobre a vigia de alguns agentes enquanto a equipe reuniu-se na sala de sempre.
― Eu já estou ficando irritado – começou Rossi inquieto – John Curtis está demais a nossa frente!
― Ele está jogando – continuou Prentiss – ele está avançado demais, se ele quisesse já tinha dado um jeito de se aproximar de Agatha.
― Mas não faz isso de imediato – disse JJ – ele está tentando a todo custo eliminar membros da equipe, primeiro o Reid, depois a Seaver.
― Teve o tiroteio na antiga casa de Francine – lembrou Morgan – com certeza o intuito era eliminar quem estava lá.
― Mas alguma coisa está dando muito errado – Alvez encarou Hotchner – conte você sobre nossa teoria.
― Timothy Vogel ficou surpreso ao ver que Agatha estava no apartamento de Seaver. – afirmou Hotchner.
― Como assim surpreso? – indagou Strauss.
― Ele tentou atacar Ashley no quarto – explicou Agatha – mas chegamos para impedi-lo e quando o Hotch e o Alvez o inibiram eu o interroguei querendo saber de John Curtis e ele olhou para mim e perguntou “O que você faz aqui?”.
― Por que ele perguntou isso? – estranhou Todd.
― A teoria é a seguinte – prosseguiu Hotchner – é nítido que John Curtis quer nos aterrorizar e até mesmo ferir e matar qualquer um de nós, exceto a Agatha, porém tem alguém aliado a ele que quer elimina-la ou pelo menos feri-la.
― Por que John Curtis enviaria alguém para ferir algum de nós quando Agatha está presente? Poderia ser para traumatiza-la, entretanto o espanto de Timothy Vogel ao avista-la no apartamento de Seaver nos diz outra coisa. – concluiu Alvez.
― Claro! – entendeu Morgan – Vamos começar pelo primeiro ataque dele...
― Tiroteio na casa de Francine. – mencionou Prentiss.
― Mark Gregory no hospital, porém o único em que Agatha não estava e sim Maeve Donovan. – disse JJ.
― O incêndio no hospital que com certeza Vincent Stiles o provocou. – recordou Rossi.
― E agora Timothy Vogel no meu apartamento. – concluiu Seaver.
― Está bem! – exclamou Strauss trancando a porta – Alguém quer a agente Silva morta, mas quem?
― Beth Cruz! – exclamou Garcia e Seaver ao mesmo tempo.
― Além dela, tem outro inimigo? – perguntou Prentiss.
― Que eu saiba não, desde o primeiro contato Beth Cruz não me suporta. – respondeu Agatha.
― Eu me rendo, eu não vou fingir que não estou enxergando o óbvio – disse Hotchner – se Beth Cruz está envolvida vou descobrir imediatamente.
― Vamos analisar – começou Morgan – quando fomos procurar pela pasta rosa na casa de Francine encontramos Beth no elevador.
― Ela viu que saíamos juntos – continuo Seaver – na companhia de Agatha.
― Beth Cruz pode ser a informante de Curtis, porém ela não está totalmente aliada a ele. – entendeu JJ.
― Beth Cruz é obcecada por Aaron Hotchner, isto não tem mais discussão, eu tenho provas de que ela o persegue já disse a vocês – explicou Alvez – é evidente que ela não aceita a relação dele com a agente Silva, então ela se faz a aliada de Curtis fica informando os passos da equipe para que ele vá ou envie alguém para ferir ou matar algum de nós, porém a agente Silva está sempre presente.
― A carta! – exclamou Agatha e todos a fitaram – A carta que ele enviou através de Charlie, ele pediu desculpas e mostrou preocupação imaginando que eu poderia estar ferida.
― O tiroteio! – desta vez Seaver clamou – Ele achou que você não estaria lá.
― Porque alguém o informou que quem saiu aquele dia foram nós sem ela. – concluiu Morgan.
― Garcia, eu quero que todos os aparelhos de comunicação da agente Beth Cruz sejam confiscados e o do Mateo Cruz também – exigiu Hotchner – até mesmo os de uso pessoal.
― E como faremos isso sem eles saberem? – Garcia arregalou os olhos.
― Eles vão saber – Hotchner abriu a porta – Strauss eu peço autorização para que ambos sejam afastados de suas ocupações e fiquem sobre vigilância e investigação.
― Autorizado. – permitiu Strauss.
Hotchner caminhou em passos apressados até o escritório de Mateo Cruz e o adentrou sem pedir licença.
― Agente Hotchner – Mateo Cruz levantou-se da mesa – o que queres?
― Por que colocou sua sobrinha para trabalhar no departamento da UAC?
― Como? – Mateo Cruz esbugalhou os olhos – Por que quer saber isso agora? Não precisa investigar o caso de John Curtis atrás de sua noiva?
― Por que Beth Cruz veio trabalhar neste departamento? – Hotchner insistiu.
― Por que quer tanto saber?
― Senhor Mateo Cruz – Hotchner abandonou um pouco a postura séria e paciente que sempre teve e pegando Mateo Cruz pelo braço o encostou contra a parede – desde a chegada de sua sobrinha não se houve muita tranquilidade, ela vem sempre a provocar minha noiva, quer apenas se expor e nunca se importou com os casos em que trabalhou.
― Eu vou pedir a Strauss que o afaste do FBI por tal comportamento! – Mateo Cruz se largou de Hotchner o empurrando.
― Você que está afastado das suas ocupações.
― O que? Ficou louco?
― Você e sua sobrinha.
― Agente Aaron Hotchner, o que pensa que está fazendo? A sua noiva pediu para fazer isso? Ela tem ciúmes de Beth? Ela sabe do caso que você teve no passado com minha sobrinha?
― Eu nunca me envolvi com ela – negou Hotchner – ela que me perseguia no tempo do colegial por eu ter aceitado namorar Haley e não ela.
― Não negue Aaron Hotchner! – Mateo Cruz perdeu a paciência e começou a escandalizar – Você usou da minha sobrinha e depois a descartou!
― Quem disse isso? Sua sobrinha?
― Eu acho que nem a Haley soube do envolvimento de vocês dois e a sua noiva muito menos!
― Você está blefando. – Hotchner voltou-se para a porta.
― Eu tenho provas!
Hotchner abriu a porta para sair e encarou Mateo Cruz intrigado com a afirmação dele e Agatha estava do outro lado da mesma, ela havia ouvido tudo.
― Que provas? – questionou ela encarando Mateo Cruz e seu noivo ao mesmo tempo.
Um amor possessivo.. vigia, desconfia, ameaça, intimida, oprime, prende, machuca e pode até matar. Um amor abnegado.. solta, liberta, confia, cuida, apoia, abençoa e é capaz de dar a própria vida.
(Belkis Braz)
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