Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

44 Capítulo 44 - A Esperança é a última que morre. (Parte 01)


Notas iniciais
Eu tenho certeza absoluta que vocês leitores querem me malhar igual a Judas... Eu tive que viajar de novo, estava tudo certo de eu postar pelo meu note, mas ele pifou... Tenho que usar o da minha irmã que não tinha nada instalado, não havia um word não tinha nada... Entrei em desespero e só hoje depois de passar arrumando e instalando tudo no note dela eu finalmente pude digitar e editar este capítulo... Não vou me estender mais... Peço pela milésima vez perdão pelo atraso.

"A esperança é a última que morre, mas também pode ser a primeira que mata" (Autor Desconhecido)

Todd decidiu-se levantar e ir ao escritório do supervisor Cruz enquanto os demais ficaram aguardando. Garcia tagarelava alegremente sobre o casamento de JJ, o agente Alvez suspirou algumas vezes estava mais perdido naquela conversa do que cego em tiroteio e também pudera, ele mal havia integrado a equipe não era intimo de ninguém e para "melhorar" a situação ele não causou boa impressão, inclusive para Hotchner.

Hotchner era um dos que estavam calados enquanto os demais se distraiam com os comentários de Garcia sobre suas vestimentas para o matrimônio da parceira de trabalho, ele ficou a observar Agatha que em alguns momentos ria descontraída para Garcia, mas que ás vezes ficava com um semblante sério ao notar que Beth Cruz estava a observar com seu olhar investigativo. Beth rabiscava alguma coisa ou outra em seu caderno de anotações, mas não tirava os olhos de Agatha, mil questões sobre ela pairavam sua mente e uma delas era de como Hotchner estava tendo um relacionamento com ela, como o agente mais sério da UAC mantinha relacionamento com alguém do trabalho, logo ele que sempre fora conhecido por manter o profissionalismo melhor que qualquer um, sempre evitando misturar pessoal com o profissional, mas agora tudo era diferente: o profissional e o pessoal dele caminhavam lado a lado.

Todd acabou com o clima amistoso quando entrou a sala e entregou cópias do arquivo do caso que trabalhariam a cada um.

˗ Até eu preciso de uma cópia? — indagou Beth confusa — Eu só vou fazer anotações, não preciso disso.

˗ Até parece que não precisa! — exclamou Agatha sem pensar depois que percebera que seu pensamento saiu alto demais.

˗ A senhorita vai precisar ficar a par de tudo do caso para suas anotações. — esclareceu Hotchner seriamente.

˗ Entendido. — Beth abaixou a cabeça envergonhada.

˗ Sobre o caso... — Todd começou a apresentação — Aymee Lynch, oito anos de idade desapareceu em um evento do maior parque de diversões daqui de Virginia, já se completou 24 horas de seu desaparecimento.

˗ As chances de encontrarmos ela viva são mínimas. — lamentou Prentiss.

˗ Onde estavam os pais dela no momento? — questionou Rossi lendo o arquivo.

— Ao lado dela! — respondeu Reid prontamente que com sua habilidade já havia lido todo o arquivo — Aqui diz que eles estavam ao lado da filha.

˗ E como ela desapareceu do lado deles? — Agatha ficou inconformada — Um evento com milhares de pessoas e seus pais estavam ao lado!

˗ Um evento como esse é a perfeição para predadores... — explicou Morgan — Muitas pessoas distraídas isso é mais fácil para o predador porque é difícil de se ter uma testemunha confiável.

˗ No arquivo diz que a mãe de Aymee estava segurando na mão da filha, mas distraiu-se com uma mulher desesperada a gritar pela sua filha perdida. — disse Alvez lendo o arquivo.

˗ Luke Alvez você acabou de ler o artificio do sequestrador. — afirmou Blake — Eu não creio que tenha sido coincidência está mulher a gritar pela sua filha e segundos depois a garota Aymee desaparecer.

˗ Então no caso é mais de um sequestrador... — continuou Rossi — Enquanto a mulher gritava pela procura da “filha perdida” a mãe de Aymee se distraiu e outra pessoa a levou.

˗ Que horror! — exclamou Seaver.

˗ Concordo. — disse Agatha.

˗ Quais são as ordens? — indagou Rossi a Hotchner.

˗ Prentiss, Blake e Reid vão até o local do desaparecimento e analisem cada detalhe do lugar, Morgan, Rossi e Seaver vão até a casa da família e já sabem o que devem fazer: investigar a família, os vizinhos, qualquer informação é valida, Todd como está no lugar da JJ fará o que fez como nos últimos casos: procure saber o que a mídia informa, não deixe que levante falsos testemunhos e contenha a euforia deles até a resolução do caso, Garcia e Donovan procurem no sistema sobre crianças desaparecidas e vejam se há algo em comum com este sequestro.

˗ O artefato dos sequestradores é algo em comum? — perguntou Donovan.

˗ Isto mesmo. — afirmou Hotchner — Agatha e eu iremos até o colégio onde Aymee estuda colher informações com a professora.

˗ E eu faço o que? — protestou Luke Alvez sentindo-se excluído.

˗ Perdão... — Hotchner havia se esquecido da presença dele por alguns instantes — Você pode acompanhar quem quiser.

˗ Está bem, eu acompanho você e a cadete Silva. — Alvez sorriu para Hotchner que continuou sério.

˗ E eu também lhe devo acompanhar não é? — perguntou Beth ansiosa.

˗ Acompanhe Rossi, Morgan e a cadete Seaver e como deve saber: anote tudo.

˗ Porque eu não posso... — Beth ia protestar para acompanhar Hotchner, mas desistiu — Como queira.

˗ Não vamos perder mais tempo. — afirmou Rossi e todos se levantaram de seus lugares e foram para suas tarefas.

Os últimos a saírem foram Hotchner, Agatha e Alvez. Hotchner pediu que o aguardassem na sala de reunião enquanto ele ia rapidamente até seu escritório.

˗ Agora eu sou um de vocês. — disse Alvez orgulhoso.

˗ Você não me pareceu contente com este motivo no avião. — respondeu Agatha.

˗ Você e ninguém sabiam do motivo da minha insatisfação no avião.

˗ Ora agente Luke Alvez não é preciso ser um perfilador para saber... Era obvio que foi dispensado do seu teste da CIA e foi mandado a voltar a trabalhar com o FBI.

˗ Para uma cadete se acha bem esperta não é? — Alvez não havia ficado incomodado com o comentário de Agatha, ele estava até gostando de dialogar com ela seja qual fosse o motivo.

˗ E quem disse aqui que eu me acho esperta? Estou mencionando algo que é obvio para qualquer um.

˗ Está bem senhorita, você me venceu... Um a zero para você. — Alvez levantou as mãos e sorriu ˗ Sim, eu estava insatisfeito por causa disso... Recebi a notícia pela manhã por telefonema, quando soube toda a papelada da transferência já havia sido feita.

˗ Então quando o enviaram para trabalhar no caso de Mag Kane a CIA o enviou de propósito? — perguntou ela curiosa.

˗ Pelo visto sim... Fazer o que? Mas já me desencanei... Estou começando a gostar da UAC, gosto de como discutem os casos.

˗ Bom para você.

˗ Com licença... — um funcionário do departamento bateu a porta — Uma mulher lá fora deseja falar com o agente Hotchner.

˗ Será que eu posso ajuda-la? — Agatha intrigou-se.

˗ Talvez... — respondeu o funcionário ˗ Ela aguarda na recepção.

˗ Estou indo... Com licença agente Alvez. — Agatha foi se retirando da sala.

˗ Para você pode ser Luke... — murmurou Alvez para si mesmo em um sussurro e sorriu logo em seguida.

Agatha foi até a recepção do departamento e avistou uma mulher que aparentava já ser uma senhora de idade, ela estava de pé diante a uma janela enorme de vidro, tinha seus cabelos lisos e negros até o ombro, porém os mesmos estavam embaraçados, suas roupas estavam amassadas e ela carregava consigo uma bolsa marrom de couro, uma réplica mal feita de uma marca famosa, ela tinha fortes olheiras sobre seus olhos e suas pernas tremiam.

˗ Senhora. — chamou Agatha.

˗ Eu? — a mulher assustou-se e apontou para si mesma.

˗ É a senhora que procura pelo agente Hotchner?

˗ Sim! — a mulher achegou-se próximo a Agatha e a lhe puxou pela manga da blusa ˗ Ele está? Tenho urgência em falar com ele!

˗ Estamos em meio a um caso senhora, não sei se ele tem tempo para atendê-la...

˗ Você também é uma agente? Que ótimo! ˗ a mulher abraçou Agatha desajeitadamente ˗ Vocês estão atrás de Aymee Lynch?

˗ A senhora é algum parente da garota? ˗ Agatha estava assustada com o comportamento estranho da mulher que se afastou dela ˗ Amiga da família?

˗ Não, eu não conheço a família... Soube de Aymee pelo noticiário.

˗ Então o que a senhora quer? — Agatha cruzou os braços.

˗ É porque a pessoa que sequestrou Aymee Lynch sequestrou meu filho há oito anos... Levaram meu Charlie!

˗ Como assim? ˗ Agatha ficou mais perplexa do que já estava ˗ Há oito anos? Como tem certeza de que é a mesma pessoa?

˗ Eu sei! — exclamou a mulher pondo-se a chorar ˗ Eu sinto e eu sinto também que Charlie ainda está vivo!

˗ Senhora se acalme...

˗ Por favor, eu preciso falar com o agente Hotchner, ele trabalhou no caso do meu filho! — implorava a mulher agarrando-se ao braço de Agatha.

˗ Espere aqui, por favor, eu peço.

˗ Eu preciso que encontrem meu filho!

˗ Senhora, mantenha a calma! — ordenou Agatha — Fique aqui e eu irei chamar o agente Hotchner. — Agatha saiu às pressas da recepção e quando voltou à sala Hotchner estava a aguarda-la junto a Alvez.

Ela precisou se recompor da situação e explicou tudo a Hotchner sobre a mulher, Hotchner apenas balançou a cabeça com seu modo sério de ser, encostou-se a mesa e levou a mão ao queixo.

˗ Ela lhe parece alterada? — questionou ele.

˗ Como assim? ˗ Agatha arregalou os olhos -˗ Se por acaso parece que ela bebeu ou usou drogas? Eu confesso que aparenta um pouco.

˗ Ela está alterada. — afirmou ele.

˗ Como tem tanta certeza?

˗ Está mulher se chama Sarah Turner e ela procura por seu filho há oito anos, todo caso de criança desaparecida por aqui em Virginia ela aparece e diz a mesma coisa: que o caso atual tem haver com o sumiço do filho e ela permanece por umas 24 ou 48 horas conosco tentando obter informações.

˗ Este nome é familiar... ˗ comentou Alvez ˗ Sarah Turner... Sarah Turner... Lembrei! É ela que vive indo a programas de TV para falar do filho?

˗ Ela mesma. — confirmou Hotchner.

˗ Ela tem esperanças de encontra-lo depois de todo este tempo? — Agatha admirou-se — É quase uma década.

˗ O problema é que não podemos ficar alimentando esta triste esperança dela.

˗ Eu compreendo, mas Hotch pelo amor de Deus vá conversar com aquela mulher.

˗ Por quê? — Hotchner franziu o cenho.

˗ Porque eu não tenho coragem de ir lá e dizer que você não pode atendê-la.

˗ Está bem, peço que me aguardem aqui. — Hotchner acatou o pedido de Agatha e retirou-se da sala.

Agatha ficou andando de um lado para o outro impaciente e Alvez não deixou de observar o incomodo em que ela estava.

˗ Você precisa manter a calma.

˗ Ela procura pelo filho há oito anos!

˗ Eu sei...

˗ Isto não te incomoda?

˗ É triste saber, mas o que podemos fazer?

˗ Eu não vou conseguir esquecer isso... — Agatha pegou o aparelho de telefone sobre a mesa e fez uma discagem rápida para Garcia.

˗ Garcia a disposição!

˗ Garcia, sou eu a Agatha.

˗ Diga minha pequena, o que posso fazer por você?

˗ Você pode procurar no sistema sobre um caso de oito anos atrás? — Alvez arregalou os olhos quando ouviu o que Agatha pedia a Garcia.

Um caso de oito anos atrás? E envolve o caso atual?

˗ Garcia, por favor, me ajuda.

˗ Está bem... Diga qual caso é esse.

˗ De um menino desaparecido... Ele se chama... Charlie Turner.

˗ Eu já sei qual é... A mãe dele o procura até hoje.

˗ Eu preciso dos arquivos deste caso.

˗ Eu vou procurar no sistema e assim que obtê-los eu os envio, Garcia encerra contato.

˗ Obrigada Garcia! — Agatha colocou o aparelho de volta a mesa.

˗ Você é maluca? Porque vai cavar isso? – Alvez cruzou os braços.

˗ Eu não sou maluca! — repreendeu Agatha.

˗ Você ouviu o que o seu chefe e namorado disse? Não podemos alimentar a triste esperança desta mulher!

˗ Alvez você acabou de chegar à equipe, se mantem em seu lugar. — Alvez pensava em uma resposta a Agatha quando Hotchner voltou à sala dizendo que já havia conversado com a senhora Turner e eles então se retiraram para irem ao colégio de Aymee Lynch como o combinado.

Alvez chegou a cogitar a hipótese de comentar sobre o que Agatha pediu a Garcia, mas preferiu omitir o fato, quando entraram no elevador ele pode notar a seriedade e preocupação de Agatha pelo olhar. Ela o mirou de volta e lhe lançou um olhar piedoso como se pedisse: "Não comenta nada por enquanto" e Alvez decidiu colaborar.

Ao saírem do elevador foram até a garagem do departamento e entraram no carro, Hotchner exigiu que Agatha senta-se ao seu lado enquanto Alvez sentasse ao banco de trás.