Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

45 Capítulo 45 - A esperança é a última que morre (Parte 02)


Notas iniciais
Eu sei o quanto devem estar chateadas comigo, mas espero que me perdoem mais uma vez... Eu ainda estou em SP e está sendo difícil para mim conseguir arrumar um notebook ou PC para escrever... Enfim, mas não me esqueci da fic e sempre estava a rascunhar... Meu marido conseguiu me improvisar uma ferramenta de trabalho para as minhas escritas e finalmente pude passar os rascunhos a limpo. Eu peço de coração que não se magoem eu sei que tenho demorado muito a postar, mas quero deixar claro que posso demorar a postar por muitos motivos, mas não abandonarei a fic jamais. Agradeço a compreensão... Capítulo 45 pronto para vocês!

Hotchner junto a Agatha e a Alvez não conseguiu obter informação válida para ajudar no caso de desaparecimento da garota Aymee. A diretoria da escola onde ela estudava não pode ajudar e os colegas de classe muito menos.

Voltaram os três frustrados para o departamento, enquanto Hotchner dirigia Agatha deixava a brisa leve do dia entrar pela janela do carro e tocar seu rosto, observava as crianças a andarem pelas calçadas de mãos dadas com suas mães quando já estavam prestes a chegar ao departamento ela deparou-se com uma cena de uma criança na calçada ao lado da mãe, porém a mesma não segurava seu filho pela mão, pois estava entretida com seu celular.

− Segura na mão do seu filho! – berrou Agatha pela janela.

− Você enlouqueceu? – assustou-se Hotchner que estacionou o carro próximo a uma calçada.

− Por que gritou deste jeito? – questionou Alvez também espantado com aquela cena.

− A louca da mulher logo ali mexia no celular em vez de segurar na mão do filho dela! – protestou Agatha.

− Que susto... – comentou Hotchner – Você não pode sair gritando assim com os demais na rua.

− Eu peço desculpas se assustei vocês.

− Está tudo bem. – respondeu Alvez – Isso me faz lembrar sobre o caso... No arquivo diz que a mãe de Aymee estava segurando sua mão no momento do sequestro, essas mulheres tem que ficar atentas e segurar nas mãos dos filhos, se a senhora Lynch segurou e teve a filha levada imagina essas desatentas?

− Isso é se ela estava segurando mesmo. – comentou Hotchner pensativo.

− O que quer dizer com isso? – Agatha o fitou no olhar.

− Ela garante que segurava a mão da filha, certo?

− É o que eu li no arquivo. – respondeu Alvez.

− É o que todos leram no arquivo! – exclamou Agatha – No que está pensando Hotchner?

− E se ela não estava segurando a mão da filha?

− Por que ela mentiria? – Agatha cruzou os braços enquanto Alvez se esticou do banco de trás para ouvir melhor a conversa.

− Ela poderia estar nervosa no momento do interrogatório, ela pode achar que estava segurando ou simplesmente mentiu para não se sentir tão culpada.

− E por que ela se sentiria culpada? – desta vez Alvez levantou questionamento.

− Na maioria dos casos de sequestros os pais se sentem culpados... – explicou Agatha – Não só no caso de sequestros, qualquer tragédia com seus filhos os pais se culpam, é sempre assim ’’A culpa foi minha por não olhar ele direito ou segurar ele direito... Não sou um bom pai ou boa mãe’’.

− Típico deles. – Alvez então compreendeu – Então seria possível que a senhora Lynch tenha se enganado ou não quer carregar o fardo da culpa.

− Teremos que considerar isso. – finalizou Hotchner voltando a dirigir, pois faltavam poucas quadras para chegar ao departamento.

Quando finalmente chegaram os demais chegaram junto, Blake junto a Prentiss e Reid detalhou como era o local do evento na onde a garota havia sido sequestrada e Reid finalizou a analise deles:

− É um local aberto e enorme, com vários brinquedos e barracas, mas lotado com certeza se torna um lugar pequeno e apertado se não ficar de olho você se perde da sua companhia.

− Isso significa que os sequestradores não deviam querer especificamente Aymee eles queriam qualquer criança, para terem escolhido um local como esse. – teorizou Morgan enquanto tomava sua xicara de café.

Rossi então tomou a vez e narrou à entrevista que fez com os pais e vizinhos da garota junto a Morgan e Seaver e concluiu frustrado que não haviam conseguido informações e somente as mesmas que já constavam no arquivo. Hotchner aproveitou a ocasião e mencionou a teoria dele de que a senhora Lynch poderia não estar segurando a mão da filha.

− Será? – Seaver não colocou muita fé naquela teoria – Ela nos garantiu na entrevista que segurava.

− Ela neste momento está fora de si... Ela pode achar que segurou. – explicou Agatha.

− Ou ela quer acreditar que segurava. – continuou Alvez.

− Se ela estivesse segurando mesmo a mão da filha perceberia alguém puxando a garota. – Rossi aceitou a situação.

− Mas tinha muita gente no parque seria difícil perceber também. – disse Prentiss – Estou com a Seaver, eu acredito que ela estava segurando sim.

− Uma entrevista cognitiva ajudaria. – propôs Reid.

− A mulher está muito abalada! – protestou Seaver – Ela não tem condições para isso.

− Para encontrarmos Aymee Lynch precisaremos da colaboração dela. – afirmou Hotchner – Morgan e Reid tragam a senhora Lynch até o departamento.

− Estamos indo. – Morgan deu o último gole em seu café e pegando seu casaco pendurado a uma cadeira saiu com Reid.

− Cheguei! – exclamou Todd adentrando a sala – Estava com a mídia que está fazendo maior euforia.

− É de se imaginar... – desdenhou Rossi revirando os olhos – A mídia adora uma tragédia.

− E uma senhora chamada Sarah Turner está fazendo o maior escândalo para que a mídia lhe dê atenção, afirmando que quem levou Aymee Lynch também levou seu filho Charlie há oito anos.

− Essa mulher de novo? – reclamou Hotchner enquanto Agatha arregalou os olhos – Ela esteve aqui no departamento logo cedo.

− Está mulher vive fazendo dramas em programas de TV atrás de seu filho. – comentou Blake.

− E queria que ela não fizesse? – escandalizou Agatha – O menino despareceu há oito anos!

− Eu não quis fazer pouco caso... – desculpou-se Blake.

− Agatha eu vou ter que ter outra conversa com você sobre em como manter a postura diante de um caso? – repreendeu Hotchner – Não podemos nos abalar.

− Eu tenho certeza de que Agatha não reagiu por mal. – defendeu Alvez – O desespero desta mulher é contagiante.

− Eu sei que ela não reagiu com má intenção. – Hotchner incomodou-se com a postura de Alvez ao defender Agatha.

− Não vai acontecer de novo. – Agatha cruzou os braços e abaixou a cabeça.

− Todd eu peço que contenha a euforia de Sarah Turner com a mídia tente evitar os escândalos. – exigiu Hotchner.

− Farei o possível senhor. – Todd se retirou da sala. Quando Todd saiu a agente Cruz chegou.

− Onde estava agente Cruz? – questionou Hotchner.

− Estava com o meu tio em seu escritório. – respondeu Cruz sentando-se a mesa – Mas já fiz as anotações da entrevista do agente Rossi com os familiares.

− Certo... Eu vou até minha sala em breve estarei de volta. – Hotchner retirou-se da sala.

Rossi então acompanhou Hotchner enquanto Prentiss junto a Blake se retirou dizendo que iriam tomar um café na copa, Cruz então as acompanhou e ficou somente na sala Agatha e Alvez.

Garcia surgiu na porta com seu jeito descontraído de ser:

− Agatha! – exclamou ela – Aqui está o que você pediu.

− Obrigada Garcia! – Agatha pegou o arquivo das mãos de Garcia que se retirou.

− É o arquivo do caso do menino Charlie? – perguntou Alvez.

− Sim. – Agatha abriu o arquivo e começou a ler, Alvez estava curioso e aproximou-se dela e passou a ler sobre seu ombro.

Durante a leitura Agatha espantou-se com uma informação valiosa e apontou para Alvez o que lhe havia feito a ficar surpresa.

− Não pode ser! – Alvez ficou admirado como ela e tomou-lhe o arquivo de suas mãos.

No arquivo havia um depoimento de Sarah Turner que dizia o seguinte:

’Eu andava pelo shopping com meu filho Charlie quando uma mulher desesperada gritava pela sua filha Lindsey que havia sumido, me desesperei pela mulher e quando notei Charlie não estava mais ao meu lado’’.

Alvez e Agatha então se encararam por alguns instantes e depois quebraram o silêncio exclamando ao mesmo tempo:

− É o mesmo sequestrador!