Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
1 Prólogo
Notas iniciais

Quando voltaram ao departamento todos estavam cansados e tensos de tudo o que aconteceu na cidade do Arizona, quando o elevador chegou no andar desejado Penélope Garcia os aguardava com uma bandeja de alumínio com copos cheios de suco de maracujá.
‒ Garcia o que é isso? – perguntou Morgan se aproximando e lhe dando um beijo no rosto.
‒ Eu sei como foi tenso lá no Arizona eu então fiquei muito preocupada então quis fazer algo para vocês relaxarem um pouco. – uma lágrima caiu do olho de Garcia ao encarar Hotchner que lhe soltou um breve sorriso de agradecimento.
‒ Garcia eu não sei o que seria da gente sem você. – respondeu Hotchner.
‒ E eu não sei o que será da minha sem o senhor. – Garcia começou a chorar, mas foi consolada por Morgan, cada um pegou um copo de suco e brindaram a amizade deles.
‒ Qual o motivo da comemoração? – perguntou Erin Strauss que apareceu na recepção com seu olha sério e repugnante.
‒ Estamos apenas tomando um refresco. – respondeu Rossi.
‒ Sei... Agente Hotchner aguardo o senhor na minha sala! – ela saiu da recepção com passos fortes.
‒ Hotch eu vou com você. – ofereceu-se Morgan.
‒ Não... Esse assunto tem que ser tratado entre a Strauss e eu. – Hotchner não permitiu que o acompanhassem.
‒ Mas Hotch a culpa não foi só sua... – JJ tentou falar, mas Hotch levantou a mão pedindo que ela parasse.
‒ Eu fui o primeiro a levantar a teoria do suspeito errado, eu que pedi para a Garcia pesquisar tudo sobre ele, o rapaz não era nenhum inocente e ele se encaixava perfeitamente no perfil.
‒ O FBI só não será processado porque o rapaz tem crimes a serem respondidos. – concluiu Prentiss.
‒ Eu vou conversar com ela – Hotch devolveu o copo para a bandeja que Garcia segurava – Vão para suas casas descansarem, amanhã com certeza ela reúne todos e explica a decisão da diretoria.
‒ Eu não vou embora Vou querer saber por você o que eles decidiram. – disse Morgan decidido.
‒ Eu também não vou... – afirmou Reid – Quando foi o Gideon me deixaram sem notícias por dias, a Strauss só veio explicar porque insisti, eu já perdi um e não quero perder você Hotch que já fez tanto por mim e pela equipe.
‒ Então vamos todos ficar? – perguntou Blake.
‒ Sim! – responderam em coro.
‒ Se insistem tanto aguardem na sala de reunião, ao sair da sala dela irei direto falar com vocês. – todos consentiram e assim foram aguardar na sala de reunião, Hotchner respirou fundo subiu a pequena escada e bateu na porta da sala de Strauss.
‒ Entre, por favor! – exclamou ela que estava sentada em sua mesa lendo um relatório.
‒ Com licença.
‒ Sente-se. – Hotchner sentou-se diante dela que parou de ler o relatório e tirou os óculos.
‒ Pode começar senhora Strauss. – Hotchner sentou-se diante dela.
‒ Antes de eu falar qualquer coisa quero que leia isso aqui... – ela entregou o relatório que lia para ele.
‒ Eu já li isso lá no Arizona.
‒ Quero que leia em voz alta!
‒ Como?
‒ Isso que o senhor acabou de ouvir: leia em voz alta! – era possível ver toda raiva e ódio que Strauss demonstrava no olhar para Hotchner.
‒ Sim senhora... – ele pegou o relatório e leu em voz alta.
A policia do Arizona pediu ajuda a equipe do FBI de Quântico – Virginia para solucionar um caso que aterroriza uma cidade da região onde moças jovens estão sendo estupradas e assassinadas, o suspeito tem um estilo ao cometer seus crimes e uma assinatura própria, a vitmologia parece ser ao acaso, ou seja, as vítimas são escolhidas aleatoriamente, as principais suspeitas vão para um rapaz com um histórico e ficha criminal onde uns dos seus crimes são por estupro, porém após uma das vítimas conseguir sobreviver ela presta um depoimento onde muda toda a investigação. As vítimas estavam sendo atacadas por duas pessoas: um homem na faixa dos 40 ou 50 anos e um menino na faixa dos 15 ou 17 anos, o suspeito mais velho comete o ato de estuprar a vítima e depois com uma faca obriga o rapaz a fazer o mesmo, pelo que dá a entender o mais velho deve ter sofrido algum tipo de abuso quando adolescente igual ao o que ele faz com o garoto e pelo relato da vítima ele insistia em chama-la por um nome que não era o seu.
Pelo que se entende os suspeitos são pai e filho, o pai deve ter sofrido abuso e agora neurótico ele obriga o filho a fazer o mesmo, talvez o pai dele antigamente devesse fazer a mesma coisa talvez com uma mãe ou filha que possa ter o nome que ele chama as vítimas e o gatilho para iniciar os crimes pode ser morte de ambas.
Quando Hotchner terminou de ler ele fechou a pasta do relatório e o colocou em cima da mesa.
‒ Você não leu quem escreveu esse relatório. – disse Strauss sem desviar seu olhar a Hotchner.
‒ Eu já sei quem escreveu, eu li esse relatório, todos da equipe leram.
‒ Não é vergonhoso para o senhor e sua equipe que uma jovem de vinte anos tenha o escrito?
‒ Não.
‒ Não?
‒ Não é nenhuma vergonha... Todos nós cometemos erros e isso aconteceu conosco, mas ainda bem que teve alguém que pode ajudar a solucionar o caso! – Hotchner não se conteve e alterou a voz ele já estava muito nervoso com toda a situação.
‒ O erro foi seu Aaron Hotchner, a equipe confiou na sua teoria de que o inocente rapaz se encaixava no perfil!
‒ Inocente? – Hotchner se levantou batendo a mão na mesa de Strauss que se assustou empurrando sua cadeira para trás – Ele também era um criminoso e tinha ficha na polícia e um dos seus crimes foi estuprar uma garota!
‒ Ainda assim ele não era o suspeito que vocês procuravam senhor Aaron Hotchner!
‒ Infelizmente não, mas o verdadeiro agora foi pego!
‒ Graças à ajuda de uma estudante de vinte anos que auxiliou uma equipe com histórico perfeito por capturar assassinos em série e todo tipo de criminoso que possa existir!
‒ E eu não menosprezo isso de jeito nenhum... Agora se for para me demitir, faça isso.
‒ Está com pressa? Para que? A Haley pediu divorcio você não precisa se preocupar mais em chegar cedo em casa! – Strauss soltou risada sarcástica.
‒ O que a senhora tem a ver com isso? Isso é um problema pessoal meu!
‒ Mas é esse problema pessoal seu que não está o ajudando a raciocinar direito e faz prender suspeito errado!
‒ STRAUSS JÁ CHEGA! – Hotchner soltou um berro que fez Strauss sentir um arrepio na espinha e arregalou os olhos, o olhar dele para ela era de muita raiva.
‒ Agente Hotchner o senhor precisa se acalmar... – Strauss se ajeitou na cadeira após o susto que havia levado com o grito de Hotchner e fez um semblante de decepção quando puxou outra pasta da gaveta – Agente Hotchner é o seguinte: o senhor sabe que após um erro deste o senhor no mínimo merecia uma transferência e o máximo era ser demitido é uma questão que não havia muito que discutir... – Hotch percebeu então que aquele não seria seu último dia ali no departamento – Porém eu não sei o que o senhor já fez pela diretoria a ponto deles pensarem e permitirem o senhor a continuar aqui com seu trabalho, aposto que eles lhe devem algum favor pessoal.
‒ Eles não me devem nada senhora Strauss... – respondeu ele voltando a sentar-se – Eu sempre dei o melhor de mim no meu trabalho e eles sabem disso eu assumo que eu errei neste último caso, mas nunca errei em nenhum outro.
‒ Eu vou pensar que isso não passa de um favor pessoal que eles lhe devem... Pouco importa se não teve erros antes, o que importa é que teve erro agora e isso não devia ficar assim!
‒ A senhora estava ansiosa para que eu fosse demitido não é?
‒ Apenas gosto que as coisas sejam feitas corretamente, mas eu não vou discutir mais essa decisão da diretoria.
‒ Então eu vou continuar com minha equipe?
‒ Sim, mas tem uma coisa.
‒ Que coisa agora?
‒ É o seguinte... – ela abriu a pasta onde continha um documento – A diretoria vai lhe dar uma suspensão de quinze dias como punição sem renumeração, ou seja, esses dias serão descontados em folha.
‒ Ok. – concordou sem discutir, aliás, para Hotchner aquilo era uma vitória ele preferia mil vezes uma suspensão a ser transferido ou demitido.
‒ Porém a equipe agora terá uma agente registradora.
‒ Agente registradora?
‒ Isso mesmo, vocês terão uma agente que vai registrar tudo o que vocês fazem na investigação dos casos.
‒ Mas a senhora e a diretoria já recebem relatórios de tudo o que acontece.
‒ Escrito por você Hotchner, agora a agente registradora que fará isso, ela vai acompanha-los e tudo o que vocês fizerem ela vai registrar.
‒ Tudo?
‒ Tudo... Entrevistas com parentes de vítimas, interrogatório com testemunhas e suspeitos, teorias de perfis... Enfim tudo o que vocês fazem na investigação.
‒ Eu acredito que isso seja desnecessário.
‒ É isso ou o senhor é no mínimo transferido. – Strauss lhe entregou o documento junto com uma caneta – Se caso concorda assina se caso não aceita eu preciso consultar a diretoria para saber se eles escolhem sua transferência ou sua demissão.
‒ Vou ler antes de assinar. – respondeu ele pegando a folha e a caneta.
‒ Como quiser.
‒ E quando essa agente registradora começaria?
‒ Ela só pode começar daqui a quinze dias, ou seja, na sua volta.
‒ Está bem... – Hotchner leu o documento que dizia tudo àquilo que Strauss disse antes e assinou concordando com a proposta feita pela diretoria – Algo mais?
‒ Não... Pode ir agora avisar seus companheiros que aguardam ansiosamente em saber o que conversamos... Já ia me esquecendo, na sua ausência eu acompanharei a equipe até a sua volta e o início da agente registradora.
‒ Certo. – Hotchner levantou-se e abriu a porta da sala e saiu indo direto para a sala de reunião para conversar com a equipe como havia prometido.
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