Notas iniciais
Capítulo um revisado e postado, mas não se esqueçam: se caso encontrarem algum erro pode ser algo que deixei passar despercebido, fiquem a vontade em dizer.

O táxi estacionou aonde lhe foi pedido, antes de sair do carro Agatha olhou pela janela e ao olhar o enorme prédio sentiu um frio na barriga e tentou manter a calma, o taxista olhou para o banco de trás encarando- a e depois virou o olhar para a janela para observar o prédio:

‒ Você trabalha aqui? – perguntou ele curioso.

‒ É o meu primeiro dia hoje. – respondeu ela retocando o batom antes de sair.

‒ Que eu saiba aqui é o departamento da polícia e do FBI daqui de Virginia não é?

‒ Exato.

‒ Você é tão jovem... Quantos anos você tem?

‒ Eu? Tenho vinte anos. – ela guardou o batom e o espelho na bolsa e pegou sua carteira para pagar o taxista.

‒ Muito jovem para ser uma agente do FBI.

‒ Não sou uma agente. – ela estendeu uma nota de dinheiro ao taxista.

‒ Não?

‒ Não... Eu sou tipo uma secretária sabe? Uma agente de registros.

‒ Vou fingir que eu entendi... – ele sorriu para ela ao pegar a nota.

‒ O troco é seu e muito obrigada.

‒ Imagina senhorita eu que agradeço e desejo boa sorte no seu primeiro dia.

‒ Muito obrigada e ótimo dia de trabalho para o senhor! – Agatha saiu do carro e o taxista deu partida, ela olhou para o prédio do departamento do FBI por alguns instantes e ficou se perguntando se tudo aquilo era real, ela pegou seu celular da bolsa e mandou uma mensagem de voz no whatsapp para sua mãe:

Oi mãe tudo bem? Espero que tenha feito boa viagem de volta! Mãe eu agora estou aqui de frente para o prédio aonde vou trabalhar, não entrei ainda estou muito ansiosa, mas vou fazer como me disse... Vou manter a calma nada de histeria e nervosismo, um abraço!

Ao entrar ela foi direto em uma recepcionista que trabalhava ali perguntando onde ficava o andar que ela precisava ir e explicou que era a nova funcionária, a recepcionista olhou no sistema através do número de documento para confirmar algumas informações.

‒ Aqui está o crachá senhorita Silva é necessário que assine aqui para confirmar que o crachá foi entregue. – disse a recepcionista lhe entregando uma folha com uma caneta.

‒ Certo... – Agatha pegou a folha e assinou quando devolveu a mesma a recepcionista lhe entregou um crachá.

‒ Obrigada e seja bem vinda ao FBI.

‒ Eu que agradeço e tenha um ótimo dia! – respondeu Agatha sorridente.

Agatha então pegou o crachá e passou a tarja preta dele na catraca eletrônica, quando a atravessou ela apertou o botão do elevador. Um homem alto branco vestido em um terno preto aproximou-se dela para aguardar o elevador, ela virou-se para olhar quem havia se aproximado e com educação e simpatia disse:

‒ Bom dia!

‒ Bom dia. – respondeu o homem seriamente, o elevador chegou e eles dois entraram – Qual o andar?

‒ Como? – ela mexia no celular.

‒ Qual andar deseja? – perguntou ele.

‒ O quarto andar, por favor. – ela soltou um breve sorriso, mas o homem não sorriu. Ele apertou o número quatro e mais nenhum número então ficou obvio que ele desceria no mesmo andar que ela.

Quando o elevador chegou ao andar desejado ele deu espaço para que ela saísse primeiro e ela agradeceu com um sorriso seu sorriso simpático, porém o homem respondeu “de nada” sem sorrir.

‒ Pessoal olha quem está de volta! – exclamou Garcia ao ver que Hotchner saia do elevador.

‒ Hotch que bom ter você de volta! – Morgan abriu um largo sorriso e estendeu a mão para cumprimentar o chefe.

‒ Obrigado, é bom estar de volta. – o restante da equipe se aproximou dando as boas vindas a ele.

Agatha ficou parada olhando para os lados e se sentiu perdida, Garcia logo notou que ela era um rosto novo naquele lugar e, ela chamou por Morgan de canto e comentou algo com ele que respondeu em voz baixa:

‒ Deve ser filha de alguém.

‒ Ela não é parente de ninguém... Olha ela tem um crachá preso ao casaco cinza dela.

‒ Garcia, minha querida fica calma...

‒ Calma? Como eu posso ficar calma sabendo que haverá uma dedo duro entre vocês registrando todos os passos da equipe?

‒ Mas não pode ser ela... Ela é muito nova, não aparenta ter mais de vinte anos, o crachá deve ser de visitante.

‒ Derek olha bem... Tem uma foto no crachá.

‒ Quero todos na sala de reunião. – ordenou Hotchner para todos e assim todos obedeceram quando ele ia seguindo os outros ele sentiu que seu braço foi tocado levemente por alguém – Pois não?

‒ Desculpa incomodar, mas o senhor sabe onde fica a sala da senhora Erin Strauss? – perguntou Agatha a ele.

‒ Aquela primeira de frente à escada. – respondeu ele apontando.

‒ Muito obrigada! – agradeceu ela com um sorriso, desta vez Hotchner sorriu para a jovem e ela então passou por ele e subiu a escada, ele ficou paralisado a observando e perguntou para si mesmo o que uma moça tão jovem como ela fazia ali.

Agatha bateu duas vezes à porta e logo foi atendida pela supervisora Erin Strauss, quando ela entrou na sala Hotchner fez umas perguntas para si mesmo em pensamento, mas balançou a cabeça negativamente, JJ apareceu no corredor o chamando:

‒ Hotch, estamos prontos.

‒ Estou indo... – respondeu ele que subiu as escadas e entrou na sala de reuniões com JJ.

Agatha que estava na sala da supervisora Strauss ficou observando os quadro de fotos que tinha pela parede enquanto Strauss falava ao telefone:

‒ Sim senhor ela já está aqui sim... Chegou agora pouco... Devo mandar ela já hoje com eles? O caso de hoje será por aqui mesmo eles não precisam viajar, é de uma menina desaparecida... Senhor eu preciso me apressar aqui, caso de crianças precisam de urgência... Eu o mantenho informado. – Strauss encerrou a ligação – Pode sentar minha jovem fique a vontade!

‒ Com licença... Aonde deixo minha bolsa ela está me pesando.

‒ Deixe em algum canto pela sala mesmo... É sua mala para viajar?

‒ Como a senhora disse por telefone ontem... Eu preciso estar preparada. – respondeu Agatha colocando sua bolsa em um canto da sala e sentando-se a mesa diante de Strauss.

‒ Isso é ótimo, já gostei de você.

‒ Obrigada senhora.

‒ Eu serei breve agora com você, depois do caso que temos quero conversar melhor.

‒ Sim senhora... Eu ouvi que o caso que eles têm é sobre crianças.

‒ E você deve imaginar que eles precisam tratar isso com urgência.

‒ Sim.

‒ Senhorita Silva é o seguinte: você sabe qual é o seu serviço não é mesmo?

‒ Sim senhora, registrar tudo do caso em que eles trabalharem.

‒ Exato... É o seguinte eu serei clara e direta: eu quero que fique bem de olho no agente chefe Aaron Hotchner quero que me registre todos os passos dele, qualquer respiração errada eu quero saber.

‒ Como? – Agatha arregalou seus olhos castanhos para Strauss.

‒ O agente Hotchner já era para ter saído fora daqui muito tempo... Eu preciso colocar ele para fora, qualquer registro que tiver dele mostrando alguma falha me ajudará nisso.

‒ Por que tudo isso?

‒ Porque ele não é o que os outros pensam... Eu não gosto do trabalho dele, ele e sua equipe pensam que são uma família então é o seguinte: registre tudo de errado do senhor Hotchner, qualquer coisa, qualquer coisa que ele falar que você ache errado registre!

‒ Mas senhora... – Agatha entendeu qual era a intenção da senhora Strauss e quis protestar – Isso é certo?

‒ A senhorita não se formou tão jovem para perder oportunidades não é mesmo? Você saiu do Brasil para que? Não foi para ter uma carreira?

‒ Sim... Quando eu tive oportunidade de mudar para os Estados Unidos e estudar eu adorei e uma chance no FBI é mais que perfeito!

‒ Então faça o que eu estou lhe pedindo e essa oportunidade chegará em breve e logo você vai ser uma agente como os outros da equipe! Então aceita sim ou não?

‒ Bem... – Agatha ficou com medo de dizer que não achava certa a atitude de Strauss, mas sentiu que se falasse algo nunca mais colocaria os pés naquele departamento e sua oportunidade ia lhe ser tirada – Tudo bem... Eu aceito!

‒ Ótimo! – Strauss levantou-se da cadeira e Agatha levantou-se logo em seguida.

‒ E agora?

‒ Agora vamos à sala de reuniões da equipe, você precisa ser apresentada! – quando Agatha ia pegar sua bolsa, Strauss disse que ela podia pegar depois, pois o caso que a equipe tinha era de urgência, Agatha então consentiu e seguiu Strauss até a sala de reuniões.

Notas finais
O que acharam? A Strauss não da ponto sem nó... Vai aproveitar a novata para puxar o tapete do querido Hotchner. Será que ele cai nessa?