Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada

64 Capítulo 63 - Francine (Parte 02)


Notas iniciais
Boa leitura! =)

Hotch precisou algemar Francine devido ao escândalo que a mesma estava fazendo ela se negou a acompanha-los e tentou agredir Agatha com um tapa em sua face, mas foi impedida por Morgan. O pessoal da imprensa ali presente ficou os enchendo de perguntas quando os mesmos tentavam passar por eles para entrar de volta ao prédio, JJ que ainda não havia entendido a situação controlou a histeria de todos finalizando a coletiva e voltou com os demais.

Prentiss e Blake explicaram a JJ do porque eles terem corrido atrás de Francine que estava algemada sendo levada por Hotch e Rossi a uma sala de interrogatório, ao chegar à sala Hotch a colocou sentada a uma mesa e pediu que Garcia aumentasse a potência do ar-condicionado para que o ambiente ficasse frio e deixou Francine sozinha por alguns instantes e ela de nervoso berrava incansavelmente pedindo para ser solta.

Antes de interroga-la Hotch chamou Agatha para seu escritório para uma breve conversa:

‒ Eu conheço esse olhar... – disse Agatha ao entrar – Você vai me dar uma bronca não é?

‒ Da próxima vez não corra. – disse ele.

‒ O que? – Agatha arregalou os olhos.

‒ Você não devia ter corrido atrás de Francine daquele jeito.

‒ Hotch ela estava fugindo!

‒ Eu sei, mas já tinha mais de dois agentes correndo atrás dela. – Agatha abaixou a cabeça quando Hotch falava e ele se aproximou – Olhe para mim...

‒ Está bem... – respondeu ela levando a cabeça para olha-lo.

‒ Eu não estou falando isso por mal, acontece que se Francine quiser chamar um advogado ela vai alegar que não detida por um agente entendeu? Ela sabe que você está aqui para fazer registros e isso pode atrapalhar nossa investigação porque precisamos de provas para saber se ela está em cumplicidade com John Curtis.

‒ Peço desculpas eu não quero atrapalhar nada.

‒ Isso só foi um alerta não encare isso como uma bronca.

‒ Está bem eu compreendo e desculpa mais uma vez.

‒ Você acha que Francine pode estar envolvida?

‒ Eu estou admirada comigo mesma como não pensei nessa possibilidade antes!

‒ Agatha eu preciso que me fale sobre Francine. – pediu Hotch encostando-se a mesa.

‒ Está bem... – então Agatha passou a falar às coisas que sabia de Francine relacionada a John Curtis.

***

Baby Girl! – chamou Morgan ao entrar na sala de Garcia.

‒ Diga meu mousse de chocolate! – respondeu Garcia.

‒ Aqui está o celular de Francine que pegamos com ela. – disse ele lhe entregando o mesmo. – Já sabe o que fazer?

‒ Checar se houve qualquer tipo de contato com John Curtis. – afirmou Garcia pegando o celular.

‒ Essa é a minha garota! – disse Morgan lhe beijando o rosto e saindo da sala.

Ao sair da sala de Garcia, Morgan foi até o escritório de Hotch e deu algumas batidas a porta:

‒ Entre. – respondeu Hotch.

‒ Quando vamos interrogar Francine Carter? – indagou Morgan ao entrar na sala e ver que Agatha estava lá.

‒ Agora mesmo. – respondeu Hotch – Agatha estava me falando um pouco sobre Francine.

‒ Isso vai nos ajudar muito. – concordou Morgan.

‒ Então vamos? – perguntou Hotch já saindo da sala.

‒ Agatha espere. – pediu Morgan.

‒ O que foi? – perguntou Agatha.

‒ Eu tenho que dizer em como estou admirado pela sua corrida atrás de Francine.

‒ Imagina Morgan. – respondeu ela sem graça.

‒ É sério! Você conseguiu passar de mim e conseguiu deter Francine.

‒ Eu acho que foi a adrenalina do momento.

‒ Você tem tudo para ser uma agente do FBI você não merece continuar como uma simples registradora.

‒ Obrigada.

‒ Eu espero que Hotch a indique a Academia. – ao dizer isso Morgan saiu da sala e Agatha ficou pensativa por alguns minutos e depois perguntou a si mesma em pensamento: “Será que ele pretende me indicar?”.

***

Enquanto Garcia procurava pistas que o ajudassem através do celular de Francine os demais se reuniram no corredor que dava acesso a sala de interrogatório e pelo vidro da parede eles observavam Francine gritar incontrolavelmente.

‒ Aja garganta! – exclamou JJ.

‒ Fazer escândalo é uma das habilidades de Francine. – respondeu Agatha ao comentário de JJ – Vocês não viram nada.

‒ Quem vai ter o prazer de interroga-la? – perguntou Prentiss.

‒ Eu vou. – respondeu Hotch que entrou na sala.

‒ Eu espero que ela colabore. – falou Blake.

‒ Agatha o que você diz? – perguntou Reid.

‒ Se Hotch mexer na ferida é provável que consiga algo. – respondeu Agatha.

‒ Francine Carter eu acredito que se lembra de mim, eu sou o agente Hotchner.

‒ Eu jamais esqueci quem é você Hotch... – respondeu Francine lançando um olhar cínico para ele.

‒ Vadia. – murmurou Agatha para si.

‒ Agente Hotchner. – frisou Hotch.

‒ Eu prefiro chama-lo de Hotch. – respondeu Francine – Pode me soltar? Eu não sou nenhuma criminosa.

‒ Você sabe o porquê está aqui?

‒ Eu vou saber? Eu estava apenas acompanhando uma coletiva de imprensa e de repente agentes do FBI começam a me perseguir.

‒ Porque você correu.

‒ Então se vocês virem qualquer individuo correndo vocês o detém a toa?

‒ Não... Nós costumamos deter quando eles fogem da gente com ou sem motivo e a maioria das vezes tem motivo.

‒ Eu me assustei está bem? – Francine encarou Hotch nos olhos – Eu vi vocês atrás de mim e sei lá... Eu me assustei foi só isso.

‒ Nós achamos que você esconde algo.

‒ Vocês acham? – Francine soltou um riso – Vocês são Analisadores de Perfis e prendem alguém porque acham algo? Isso é muito vago para agentes do FBI... O que acha Hotch? Que vai conseguir saber de mim ou de algo me colocando nessa sala horrível e me fazendo passar frio?

‒ Está com frio? – perguntou Hotch sério.

‒ O que acha? Você acha que eu não sei que mandou baixar a temperatura para que eu sinta frio e assim fique vulnerável a falar o que vocês querem ouvir? Eu não sou idiota!

‒ Não é? Por pensar assim até que não é mesmo... Até um breve momento eu achei que você fosse.

‒ Está me ofendendo? Eu exijo meu telefonema! Eu quero um advogado!

‒ Até que demorou a pedir. – comentou Agatha aos demais – Francine não consegue lhe dar com nenhum problema sozinha.

‒ Quer chamar um advogado ou ligar para John Curtis para avisa-lo que está com problemas? – perguntou Hotch.

‒ Do que está falando? – indagou Francine.

‒ Não finja que não o conhece porque não funciona.

‒ Que eu saiba John Curtis é um caso de Agatha... É por causa dessa fingida que estou aqui não é? – Francine estava sem paciência.

‒ Ela já começou a usar uns dos joguinhos preferidos dela. – mencionou Agatha.

‒ E qual é? – perguntou Rossi.

‒ De colocar uma pessoa contra outra. – respondeu Agatha.

‒ Francine você acha que não sei de nada? – perguntou Hotch mantendo seu olhar sério e desafiador a Francine.

‒ Do que está falando? – Francine arregalou os olhos.

‒ John Curtis é seu chefe, ou seja, seu cafetão... Eu já sei que você é uma garota de programa!

‒ E daí? – indagou Francine impaciente – Agatha também é!

‒ Agatha não é. – afirmou Hotch.

‒ Que pena Hotch... Ela não te contou a verdade?

‒ O passado pouco me importa hoje Agatha é uma agente do FBI. – ao dizer aquilo Agatha não conseguiu esconder um breve sorriso.

‒ Agente do FBI? – Francine começou a gargalhar – Ela não passa de uma registradora qualquer que faz anotações, é uma pobre coitada!

‒ Pobre coitada será você se não falar o que estava fazendo na coletiva de imprensa.

‒ Eu não tenho que ficar falando o que faço e o que deixo de fazer...

‒ John Curtis a mandou não foi?

‒ Eu cansei, não falo até nada até ter um advogado.

‒ Ele não mandaria outra garota ele só mandaria você mesmo que se rasteja por ele e por qualquer afeição. – todos através do vidro se entreolharam admirados e encararam Agatha que soltou outro sorriso.

‒ Você não me conhece! – esbravejou Francine.

‒ Posso não a conhecer totalmente, mas de uma coisa eu sei... – Hotch levantou-se da mesa e de modo intimidador aproximou-se de Francine mantendo seu olhar no olhar dela – Você não passa de uma infeliz e mal amada...

‒ Cala a boca! – vociferou Francine.

‒ Você deve ter tido problemas na sua infância, talvez seu pai fosse um homem violento que batia em sua mãe e você.

‒ Para! – pedia Francine aos berros – Para de falar!

‒ Você cresceu não se sentindo amada porque sua mãe em vez de se livrar de seu pai o protegia em vez de proteger você... Você se sentia uma inútil até cruzar com John Curtis em sua vida que tira proveito de você até hoje.

‒ Isso é mentira! – Francine não pode conter as lágrimas.

‒ John Curtis só é interessado em seu corpo ele só é interessado que você faça girar dinheiro se deitando com empresários milionários.

‒ Eu sou muito mais que isso para ele! – berrava Francine.

‒ Você não passa de uma prostituta que sonha que algum dia alguém nem que seja um dos seus clientes lhe dê amor e carinho.

‒ Cala a boca!

‒ Você espera uma afeição maior de John Curtis não é mesmo? E ele sabendo disso a usa e você faz tudo o que ele quer. – continuava Hotch com um tom de voz provocativo.

‒ Ele não me usa!

‒ É claro que ele te usa... Ele te usou para que viesse na coletiva de imprensa não foi? Ele sabe que você se rasteja por ele é uma pena que ele a veja como um pedaço de carne.

‒ Ele também vê Agatha como um pedaço de carne!

‒ Demorou de ela me citar. – comentou Agatha.

‒ Você que pensa. – disse Hotch.

‒ É a verdade.

‒ Não é não. – afirmou Hotch – Se não ele faria o que fez para chamar atenção dela, agora se fosse com você? Ele pouco se importa.

‒ Mentira, John se importa comigo sim! – berrou Francine entre os prantos – Para de falar essas coisas, por favor!

‒ O que pretende fazer agora? John Curtis a essa altura sabe que você foi detida pela gente uma coletiva de imprensa registrou tudo... Você imagina o quanto ele está zangado que sua missão falhou e quando ele perde a cabeça ninguém o segura não é? Do que ele seria capaz de fazer com você?

‒ Ele não faria nada... – Francine tentou enxugar as lágrimas com suas mãos, mas estava algemada.

‒ Tem certeza? Você falhou com ele... Você quer ser solta? Podemos te soltar, mas eu me pergunto: será que seu corpo não será desovado por algum terreno baldio?

‒ Não... Isso não pode acontecer... Ele me ama.

‒ Francine ele não te ama! – exclamou Hotch a fazendo o encarar – O que você estava fazendo na coletiva na imprensa?

‒ Ele pediu que eu viesse visitar Agatha no departamento e quando cheguei à coletiva estava acontecendo e fiquei curiosa em saber o motivo.

‒ Você se encontrou com ele?

‒ Não... Ele me ligou dizendo que estava preocupado com Agatha e pediu que eu a visitasse, mas que não dissesse que foi a pedido dele.

‒ Está certo... – Hotch se levantou para sair da sala.

‒ Hotch eu preciso falar com ela. – pediu Francine.

‒ Com quem? Com Agatha?

‒ Sim... Porque ele disse que ligaria para saber e se eu não falar com ela John ficará bravo! – Hotch não respondeu nada e assim da sala.

‒ Não foi difícil. – comentou Rossi assim que Hotch se juntou a eles.

‒ Agradeçam a Agatha. – disse Hotch – Foi ela que me ajudou. – ao ouvir aquilo de Hotch, Agatha não conteve o sorriso.

Notas finais
Francine abriu a boca... Hotch arrasou no interrogatório. Espero que tenha gostado, até o próximo! =)