Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada

37 Capítulo 36 - O Imitador de Sean Smith


Notas iniciais
Boa leitura!

Agatha saiu do consultório e foi para o elevador, mas antes resolveu ir até o andar da UAC e foi estranho para ela ver aquele lugar vazio, apesar de ser sábado a equipe sempre estava lá, pois tinham casos e casos infinitos, mas lembrou-se de quando Hotch pediu que todos voltassem para suas casas assim que o avião aterrissou e que talvez ele tivesse mencionado algo deles descansarem um pouco, todas as salas estavam com as portas fechadas não tinha ninguém ali. Agatha usou o banheiro rapidamente e foi para a casa com a certeza de que se surgisse algum caso seria comunicada e como ainda se sentia cansada achou ótimo que de momento a equipe não fosse chamada.

O que ela não sabia era que JJ estava em sua sala, mas antes de sair não percebeu porque a porta estava fechada e as luzes apagadas, mas JJ estava lá analisando arquivos de vários casos que a equipe possivelmente trabalharia até parar no arquivo do caso do imitador de Sean Smith ao terminar de ler ligou para Hotch:

— Hotch...

— Qual é o caso de agora?— perguntou Hotch do outro lado.

— O caso do imitador de Sean Smith, os arquivos estão comigo.

— Estou voltando para casa com a Jéssica e o Jack, avisem os outros eu logo chegarei.

— Hotch... A Agatha esteve aqui.

— Como?

— Eu a vi pela janela, mas ela não sabe que estou aqui à porta esta trancada e as luzes apagadas.

— Está bem, não a avise deste caso como pedi antes.

— Mas Hotch você acha que é certo?

— JJ a Agatha não parou para descansar tudo o que aconteceu com ela foi recente é provável que quando ela souber do caso pode surtar.

— E você Hotch? – questionou JJ.

— Eu o que?

— Você também viveu algo ruim há pouco tempo e não descansou.

— JJ avise os outros está bem? E faça o que eu pedi.

— Está bem. – JJ encerrou a ligação passou a mão em seus cabelos loiros sentindo-se angustiada por não poder avisar Agatha sobre o caso, mas obedeceu ao seu chefe mandou uma mensagem de texto a todos para que eles fossem para a UAC.

***

Agatha teve sua paz acabada ao ver que Francine havia voltado ela ainda tinha raiva da amiga pelo que ela fez, quando retornou Francine que estava jogada no sofá da sala assistindo TV tentou puxar assunto:

— Fiquei com saudades!

— Francine me poupe do seu cinismo! – esbravejou Agatha ao trancar a porta.

— Agatha até quando você vai me tratar deste jeito!

— Até o dia em que você não der mais mancada! – quando Agatha ia subir as escadas que dava acesso aos quartos Francine se levantou do sofá e a segurou pelo braço – O que é isso?

— Eu já te disse que ele me obrigou a passar seu número! – exclamou Francine.

— Ele não colocou uma arma na sua cabeça e te ameaçou você passou meu número porque quis! – Agatha soltou o braço das mãos de Francine.

— Ele quase que fez isso! – berrou Francine.

— Como é? – Agatha esbugalhou os olhos.

— Ele quase fez isso para conseguir seu número!

— Mentirosa!

— Eu sou mentirosa? Agatha eu confesso que estou abobalhada com a maneira que está me tratando!

— Você sabe muito bem o porque! Eu disse que eu não queria mais contato com ele deixei isso bem claro!

— Quando você precisava não era assim!

— Francine não começa com essa conversa!

— Como não? Quando você era aquela bolsista que veio do Brasil sem conhecer ninguém era tudo diferente não é? Ele era um homem excelente e eu era uma amiga maravilhosa!

— Francine para! – implorou Agatha com os olhos cheios de água.

— Quantas noites eu te aturei com seu choro e suas lamentações? Responda!

— Francine já chega! – berrou Agatha.

— Eu acho que o FBI não está te fazendo bem... Eu acho que aqueles psicopatas endoidaram sua cabeça!

— Cala a boca! – Agatha levantou a mão e a levou com toda força para a face de Francine que teve o rosto virado para o lado.

Francine colocou a mão no rosto e fixou Agatha nos olhos se sentindo horrorizada e Agatha olhou para sua mão e ficou arrependida do ato cometido antes que pudesse falar algo Francine a empurrou querendo passagem para subir as escadas e trancou-se em seu quarto. Agatha fez o mesmo subiu as escadas e ao entrar em seu quarto trancou a porta e jogou-se na cama agarrando-se ao seu travesseiro e se colocou a chorar descontroladamente.

***

O Doutor Reid foi o último de todos a chegar à UAC todos já estavam reunidos na sala quando ele chegou:

— Desculpa o atraso. – disse ele sentando-se a mesa com os demais.

— JJ pode começar. – ordenou Hotch.

— Está bem... – respondeu ela se levantando com o controle na mão – Na cidade de Milwaukee como todos já sabem a um imitador de Sean Smith.

— É certeza que é um imitador? – indagou Morgan.

— Sim – JJ começou a mostrar as fotos no telão – Essa é a primeira vítima Carly Harris, 21 anos trabalhava como babá morava com os pais e tinha um namorado. – JJ mostrou a foto da vítima a primeira foto era comum da vítima em sua casa com sua família as outras já eram do corpo dela que foi encontrado em um beco com o coração arrancado.

— Se o suspeito estiver realmente imitando Sean Smith é provável que ela foi sequestrada dois dias antes. – disse Blake.

— Ela foi encontrada na terça-feira às nove horas da manhã. – respondeu JJ.

— Então ela desapareceu no domingo. – afirmou Reid.

— Ela não foi dada como desaparecida? – questionou Prentiss.

— Os pais dela disseram que toda sexta-feira a noite ela arrumava suas coisas e ia para a casa do namorado passar o final de semana e só voltava segunda-feira a noite depois do trabalho deram por falta ao ver que ela não voltou ligaram para o namorado, mas ele não sabia do paradeiro ligaram para os patrões e eles muito menos.

— Se Carly tinha o costume de passar o fim de semana com o namorado é provável que domingo estaria com ele. – continuou Rossi.

— O namorado disse que eles discutiram e que ela saiu domingo à tarde de sua casa dizendo que precisava pensar e ele achou que ela tivesse voltado para casa.

— Podemos colocar o namorado como suspeito. – disse Morgan.

— Eu acredito que não foi ele... – JJ passou mais fotos até chegar à outra vítima – Esta é Lauren Gibson, 18 anos trabalhava como caixa em uma lanchonete foi encontrada morta quinta-feira pela manhã.

— Carly e Lauren são bem diferentes fisicamente – disse Morgan – Carly é morena, Lauren é loira dos olhos azuis.

— Sean Smith também não tinha um padrão físico, as vítimas eram completamente diferentes. – alegou Hotch.

— Mais alguma vítima? – perguntou Prentiss.

— Até agora não.

— Se o suspeito estiver seguindo o padrão de Sean Smith ele pode ter desovado um corpo hoje mesmo... – começou Reid – Carly foi encontrada na terça-feira então ela pode ter sido sequestrada no domingo, Lauren foi encontrada na quinta-feira foi sequestrada na terça-feira é provável que outra vítima foi levada.

— Eu acho que devemos colocar o namorado como suspeito, ele poderia ter motivos ele brigou com a namorada. – insistia Morgan.

— Mas Carly e Lauren não se conheciam não há nada em comum entre elas... – respondeu JJ – Porque ele mataria Lauren?

— O caso de Sean Smith ficou conhecido na mídia? – perguntou Rossi.

— Sim, mas não dei detalhes do caso... – continuou JJ – Eu alertei as mulheres pela mídia como Hotch pediu, mas não dei muito detalhes, sabiam dos corações arrancados e nenhum outro detalhe.

— Porque se o namorado for o suspeito ele pode ter matado Lauren para enganar a polícia e todos acharem que é um imitador. – disse Rossi.

— Pessoal esperem... – disse Prentiss – JJ acabou de dizer que não deu detalhes dos corações arrancados, ou seja, somente nós e a polícia local de Milwaukee sabíamos desta informação.

— E pelo horário que as vítimas foram encontradas bate com o horário das vítimas de Sean Smith. – continuou Reid no raciocínio de Prentiss.

— O negócio é mais complicado do que pensávamos. – declarou Blake.

— Alguém da polícia pode ter falado demais... – continuou Rossi – Muitos vão a bares ao final de expediente bebem e falam demais eu cansei de ver isso!

— Será que nosso suspeito é um policial? – Prentiss arregalou os olhos ao questionar.

— Não podemos descartar essa chance. – afirmou Hotch.

— Se esse for o caso não podemos confiar em ninguém. – declarou Morgan.

— Não podemos descartar a hipótese de ser alguém de fora... – expos Blake – Alguém pode ter ido à polícia e ter conseguido informações detalhadas.

— Blake você acredita que a polícia ia passar essas informações? – indagou Morgan não aceitando a teoria.

— Estudantes de criminologia, direito e outras coisas conseguem... – disse Reid – Muitos professores pedem trabalhos sobre crimes e criminosos que ficaram conhecidos eles fazem uma autorização para o aluno levar a delegacia e com isso eles conseguem as informações detalhadas.

— Obrigada por seguir meu raciocínio doutor! – agradeceu Blake sorrindo.

— Salva pelo gênio! – exclamou Morgan olhando para Reid.

— Então existem muitas possibilidades. – afirmou Rossi.

— Temos que impedir que ele faça mais vítimas... – disse Hotch ficando em pé – Embarcamos daqui trinta minutos.

— Hotch e a Agatha? – perguntou Prentiss.

— Como eu havia dito antes ela não pode saber do caso.

— Hotch a Strauss vai cobrar o relatório de registros dela. – disse Morgan.

— Eu resolvo o problema com a Strauss depois, mas eu não quero que ela saiba que tem um assassino que está imitando Sean Smith todos sabem que ela foi uma vítima e por sorte sobreviveu... Daqui trinta minutos no avião. – Hotch saiu da sala.

— Hotch deveria ter tirado uns dias... Não faz muito tempo que Haley morreu. – disse Morgan em voz baixa.

— O problema é que ele está preocupado com a Agatha. – afirmou Blake.

— No sentido profissional ou no sentimental? – indagou JJ olhando brevemente para a porta, todos olharam para Rossi querendo respostas, mas Rossi levantou-se e saiu da sala e eles fizeram o mesmo.