Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
11 Capítulo 10 - A Carona.
Notas iniciais
— A gente vai ter desconto de uma semana do nosso salário e ela que fica nervosa! – disse Rossi rindo logo após que Strauss fechou a porta irritada.
— Eu tenho que assumir... – disse Prentiss – Eu nunca fiquei contente com uma suspensão como eu estou agora!
— Eu vou para casa logo antes que ela queira causar mais pelo fato da gente ainda não ter saído desta sala. – disse JJ pegando sua bolsa, todos então saíram para ir embora, aliás, não tinham o que fazer ali. Todos caminharam até o elevador exceto Agatha que se despediu de todos e foi ao banheiro.
Ela entrou no banheiro e lavou o rosto inclusive os olhos que estavam vermelhos de tanto que havia chorado, quando se olhou no espelho não se conteve e sorriu para si mesma, ela ficou se lembrando das palavras de Hotch para o Sr. Anderson dizendo que ela merecia mais uma chance e depois de Blake comentando que ele foi o primeiro a sentir sua falta no dia em que foi sequestrada.
Ela retocou o batom de seus lábios e ficou rindo em frente ao espelho, ela ainda conseguia sentir o perfume de Hotch em suas narinas, ela fechou os olhos e sentiu-se ser abraçada por ele mais uma vez, a sensação de seu rosto ter tocado o pescoço dele lhe dava arrepios já estava sonhando acordada com um beijo, ficou sonhando que ele a beijava delicadamente que suas mãos pousavam em suas costas sutilmente, mas de repente ela resolveu acordar e abriu os olhos rapidamente e encarando o espelho disse:
— Não Agatha, você não pode sonhar com isso é melhor não! – ela guardou o batom da bolsa olhou mais uma vez para o espelho deu uma ajeitada em alguns cachos rebeldes de seus cabelos e saiu.
Quando ela se aproximava do elevador viu que Hotch ainda estava lá, todos haviam ido embora e ele estava parado em frente ao elevador, ela notou que ele falava com alguém pelo celular:
— Eu agradeço o apoio... Ok Sean tchau. – Agatha sentiu as pernas estremecerem ao ouvir o nome “Sean”.
— Eu achei que já tivesse ido embora... – disse ela.
— Eu estava falando com meu irmão. – ele apertou o botão do elevador.
— O seu irmão se chama “Sean”? – ela não se conteve de curiosidade.
— É... – o elevador chegou e eles entraram – Você vai para o estacionamento?
— O térreo, por favor. – ele então apertou o botão e o elevador se fechou – Ai que droga! – ela coloca a mão no estômago.
— Está sentindo dores?
— Não... Eu estou bem. – o elevador chegou ao térreo, mas Agatha estava com a cabeça baixa não querendo demonstrar que sentia dor para Hotch que nem viu seu andar chegar.
— Agatha... – quando ele tentou avisar o elevador fechou as portas – O térreo já passou.
— Sério? – ela levantou a cabeça o seu semblante era de dor não havia como negar.
— Você não está bem... Quer que eu a acompanhe ao ambulatório?
— Não senhor Hotchner... Eu só quero ir para casa... – quando o elevador chegou ao estacionamento Hotch delicadamente pegou Agatha pelo braço e saiu do elevador – Senhor Hotchner eu preciso voltar para o térreo...
— Não precisa... Eu estou de carro eu te levo.
— Não... – ela sentiu mais uma pontada e quase caiu no chão.
— Vou te levar ao ambulatório agora!
— Senhor Hotchner não... Eu ao chegar em casa tomo os meus remédios que melhoro logo, eu quero ir embora...
— Então eu te levo...
— Eu chamo um táxi...
— Não, eu vou te levar. — respondeu ele convicto, ele a guiou até seu carro abriu a porta do banco de passageiro e ela sem se aguentar mais entrou, ele fechou a porta e entrou no carro.
— O seu irmão se chama "Sean"?
— Sim... – ele de primeira não entendeu a insistência em ela querer saber o nome do irmão, mas logo se lembrou de Sean Smith.
— Sean... – dizia ela com a voz aguda pelas dores – Sean... Sean...
— Agatha... – ele tocou em seu braço – Eu sei que é difícil superar o trauma, mas você precisa ser forte.
— Sean é um nome o qual nunca vou esquecer...
— Fica calma... Se não a dor não passa. – ele fechou o cinto de segurança nela e depois prendeu o seu e deu partida no carro. Com insistência ele perguntou a ela onde era seu endereço que se deu por vencida e falou onde morava.
Agatha além das dores sentia-se confusa com tudo o que lhe ocorria as péssimas lembranças de tudo o que sofreu do seu sequestro ao ouvir o nome “Sean” e a sensação de embaraço por estar sendo levada de carro para casa por Hotch. Para ele também tudo estava embaraçoso, as palavras de Jack lhe pedindo para dormir na casa da tia ecoavam em sua mente, a separação oficial dele e de Haley e a sensação que sentia ao estar perto de Agatha além da preocupação com seu estado físico e psicológico, ele queria pensar que era apenas “uma preocupação qualquer”, mas não era.
As dores de Agatha diminuíram por alguns instantes ela encostou a cabeça ao banco do carro e fechou os olhos, ela não conseguia manter os olhos abertos, pois eles insistiam em olhar para os olhos de Hotch que estavam concentrados no volante, mas que estavam ansiosos para olhar nos olhos dela.
Durante o percurso eles ficaram calados, Hotch pensou em perguntar se ela se sentia melhor, mas como ela estava quieta sem gemer de dor ele achou melhor ficar calado. Depois de uns quarenta minutos eles finalmente chegaram, Hotch estacionou o carro em frente a uma bela e enorme casa ele não pode deixar de reparar, o bairro era conhecido por pessoas da alta sociedade que moravam ali.
Agatha então o agradeceu pela carona:
— Obrigada Hotch... – ela tirou o cinto de segurança – Muito obrigada!
— Como está se sentindo?
— Bem... Eu só estou um pouco tensa e cansada.
— Você devia ter ido ao ambulatório.
— Já passou, eu vou tomar meus remédios e logo passa.
— Certeza?
— Sim... – ela abriu a porta do carro, mas quando ia descer Hotch lhe segurou a mão – O que foi?
— Agatha não deixe de ir as consultas com a psicóloga entendeu?
— Amanhã é minha primeira consulta, eu não vou faltar.
— Certo... Tente relaxar eu sei que é difícil, mas sei que você é forte.
— Você acha? – ela não conseguiu segurar o sorriso.
— Claro que sim... Forte e corajosa, porque gritar em uma reunião com a Strauss e o diretor tem que ter coragem. – Agatha do sorriso soltou uma gargalhada já Hotch deu uma breve risada, ele não era muito de rir e quando ria mantinha certo controle.
— Essa foi boa... Ai!
— Voltou as dores? – perguntou ele preocupado.
— Não foi só uma pontada, acho que doeu porque eu ri.
— Cuidado então.
— Está bem... Tchau Hotch.
— Tchau. – ele soltou a mão dela que saiu do carro.
Ele não deu partida no carro ficou observando ela entrar para se certificar de que ela estava bem, mas seu coração apertava ao pensar que ela podia estar sozinha e não ter ninguém caso precisasse de ajuda.
Agatha pegou as chaves da bolsa e abriu o enorme portão branco de grade quando entrou passou a chave de volta para tranca-lo, caminhou até uma porta enorme de madeira e a abriu, mas quando ia entrar sentiu mais uma pontada de dor no estômago, desta vez a dor veio com tudo e ela não se aguentou caindo no chão.
Hotch destravou seu cinto as pressas, saiu batendo a porta do carro chegou no portão e ao ver que estava trancado subiu no muro e pulou, correu até Agatha caída no chão:
— Agatha! Agatha! – ela abriu os olhos para ele – Agatha o que você tem?
— Hotch... – lágrimas escorreram dos seus olhos, as dores eram fortes – Doí muito Hotch... – ela não conseguia falar.
— Fica calma... Eu vou te levar ao hospital! – ele pegou as chaves das mãos dela, correu até o portão e o abriu, voltou para ela rapidamente e a pegou no colo ajeitando seus braços em volta do seu pescoço e a levou de volta ao carro.
Ele a ajeitou no banco de trás, entrou no carro e deu partida desesperado.
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