Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
10 Capítulo 09 - A Reunião.
Notas iniciais
Passou-se uma semana do ocorrido com Agatha e do caso, mas a situação não estava terminada, devido às acusações de Erin Strauss todos iam ter que se reunir com ela e a diretoria para saber qual seria o veredito de tudo, inclusive Agatha ela na verdade podia ser a chave da resolução, Strauss queria usa-la para separar a equipe e transferir Hotch para outro departamento, Agatha estava em uma situação delicada da vida, ela ainda teria que frequentar uma psicóloga durante um mês devido à situação que viveu ao ser sequestrada.
Todos temiam ser separados, Garcia tentava controlar seu nervosismo, mas não conseguia ela era a única que não era acusada de nada, aliás, ela estava em Quântico quando tudo ocorreu, mas mesmo assim ela não deixava de se preocupar com eles que já era uma família para ela. Hotch já estava tenso com a audiência do divorcio dele e de Haley ele teve que se dar por vencido nessa situação, Haley não queria mais reatar com ele de jeito nenhum e ele ainda tinha que encarar Strauss lhe querendo puxar o tapete.
Foi marcada uma reunião com todos para uma segunda-feira às nove horas da manhã com a diretoria, todos temiam que pudessem acontecer, Agatha se sentia culpada pela situação ficava se culpando de ter saído da delegacia no dia em que houve tudo.
No dia da reunião ela se preparava para ir com a ajuda de Francine, elas conversavam sobre o assunto:
— Levanta os braços devagar... – disse Francine ajudando Agatha se vestir.
— Tem certeza que um vestido é uma boa ideia?
— É mais prático para quando você voltar e quiser trocar de roupa, eu não estarei aqui.
— Eu sei... – Agatha levantou os braços com cuidado, ela ainda sentia dores pelo corpo, pois havia apanhado bastante do assassino.
— Isso... Agora pode abaixar e se virar para eu fechar o zíper.
— Não acha que essa cor está muito chamativa para uma reunião no FBI? E está fazendo frio hoje... Demais!
— Agatha na onde roxo é chamativo? E outra ele é de manga comprida o tecido aquece e você vai de botas e com outro casaco está tudo bem.
— Francine eu estou com medo...
— Do que? – Francine terminava de fechar o zíper.
— Da merda que vai dar essa reunião.
— Amiga relaxa... Agora com cuidado se senta na cama vou colocar as meias e as botas.
— A Sra. Strauss de qualquer maneira quer acusar o senhor Hotchner!
— Hotchner? No hospital você o chamou de Hotch!
— É melhor eu voltar a chama-lo assim.
— Sei... Quer fingir que não tem intimidade?
— Francine não começa... – Agatha com delicadeza se sentou em sua cama.
— Mas a Strauss o acusa assim do nada?
— É... Sabe Francine eu preciso desabafar algo.
— O que amiga?
— Ela no meu primeiro dia me pediu que eu ficasse de olho nele e qualquer coisa errada eu registrasse.
— Mas esse não é seu trabalho?
— É, mas ela quis dizer para eu focar muito nele.
— Como assim?
— Francine eu acho que ela quer que eu invente algo contra ele e registre, no hospital o olhar dela para mim quando eu disse que ele não era culpado foi de raiva.
— E que louca em... Saiu de Virginia foi até onde vocês estavam para acusar ele... Pronto já calcei as meias e as botas, o que quer fazer no cabelo?
— Faz um rabo de cavalo.
— De novo esse penteado sem graça? Vai com ele solto!
— Não, meu cabelo é cheio!
— Que cheio o que, ele é bem cacheado é só ajeitar com um creme.
— Faz o que você quiser, mas não posso me atrasar.
— Essa Strauss eu já a vi antes...
— O que sabe dela?
— Algumas coisas, nada demais...
— Sei...
— Mas amiga relaxa... Seja sincera e pronto a Strauss não pode te demitir por causa disso.
— O meu medo é a equipe... Eles adoram trabalhar juntos, eles são os melhores e devem ficar juntos.
— Eu pesquisei na internet algumas coisas a respeito inclusive sobre o seu príncipe.
— Francine quer parar? – Agatha fez um olhar de repreensão para a amiga.
— Eu achei que rolasse algo entre vocês...
— Não rola e não vai rolar... Preciso usar o banheiro antes que arrume meu cabelo.
— Eu espero... – Agatha se levantou e entrou no banheiro que havia em seu quarto enquanto Francine riu para si mesma, ela ficou contente em ouvir de Agatha que nada estava acontecendo entre ela e Hotch.
***
— Aaron eu espero que não tenha desculpas para adiar a audiência de amanhã! – disse Haley a Hotch, ele havia ido visita-la na casa da irmã para ver Jack.
— Não precisa se preocupar desta vez Haley, eu irei. – respondeu ele que aguardava de pé na sala de estar.
— Papai! – exclamou Jack que estava de pijamas ao entrar na sala no colo de sua tia.
— Vem cá amigão! – Hotch soltou um sorriso ao ver seu filho e o pegou no colo e começou a roda-lo.
— Hotch assim ele pode ficar tonto, para com isso!
— Mas Haley você não se incomodava com isso antes...
— Agora eu me incomodo Hotch!
— Papai...
— Fala amigão!
— Você dorme aqui hoje?
— Jack a mamãe já falou sobre isso... – Haley pegou Jack do colo de Hotch.
— Eu quero dormir com o papai hoje.
— Jack... – disse Hotch se aproximando dele e acariciando seu rosto – As coisas agora são diferente... Papai não mora mais com a mamãe.
— Porque papai?
— Um dia você vai entender... Agora papai precisa ir.
— Você não vai inventar de querer prender bandido no outro lado do país não é? A audiência é amanhã! – Haley colocou Jack no chão.
— Haley eu já expliquei... Eu vou à audiência amanhã assinar esse divorcio, eu só preciso sair agora porque tenho uma reunião.
— Veremos...
— Ei Jack... – Hotch se agachou e abraçou seu filho – Eu preciso ir, mas papai te ama viu?
— Vai prender bandido papai?
— Hoje não Jack... Hoje eu vou ao trabalho conversar com umas pessoas.
— A tia Penélope vai estar lá?
— Vai.
— Eu quero ver a tia Penélope.
— Eu vou dizer isso a ela está bem? – Jack fez que sim com a cabeça, Hotch o abraçou e lhe beijou a testa.
Ele se levantou pegou Haley pela mão e lhe beijou o rosto, desde que Haley pediu separação ao encontra-la ele a cumprimenta e se despede desta maneira, Hotch se despediu mais uma vez do filho e saiu para a reunião.
***
Francine estacionou o carro em frente ao prédio da UAC e ajudou Agatha a sair:
— Precisa de ajuda para chegar ao elevador?
— Obrigada Francine eu não quero te atrasar mais.
— Se eu não tivesse esse evento eu ficava te esperando.
— Francine você precisa ir trabalhar não se preocupa.
— Tem certeza que eu não precise chamar uma enfermeira para você?
— Eu estou bem, ainda tenho algumas dores no corpo, mas consigo me virar.
— Usa aquele aplicativo de táxi que eu te disse para ir embora, o serviço deles é de primeira.
— Ok amiga muito obrigada! – Agatha abraçou Francine que logo em seguida entrou em seu carro e deu partida.
Agatha abriu sua bolsa para procurar seu crachá ao acha-lo, ela entra passa as catracas com cuidado e aperta o botão do elevador, ela sente uma presença e ao olhar ela vê Hotch ao seu lado:
— Bom dia senhor Hotchner. – disse ela soltando um breve sorriso.
— Bom dia Agatha. – Hotch havia deixado de chama-la pelo sobrenome – Como está?
— Estou melhor.
— Tem certeza?
— Claro que sim... – Agatha desviou o olhar, o olhar de Hotch para ela incomodava e a deixava sem graça, seu coração agora sempre acelerava ao vê-lo. Hotch estava bem charmoso em vez do tradicional terno ele usava um sobretudo preto por causa do frio que fazia naquele dia.
O elevador chegou e eles dois entraram, Hotch apertou o botão e o mesmo subiu, Agatha sentiu uma pontada em seu estômago ela encostou-se na parede do elevador e soltou um “ai” como gemido:
— Está tudo bem? – perguntou Hotch preocupado.
— Está sim... – ela colocou a mão no estômago – Ai droga!
— Tem certeza? Você está sentido dores. – Hotch se aproximou dela, Agatha pode sentir o aroma do seu perfume entrar pelas suas narinas, ela sentiu um arrepio em sua nuca e sua respiração ficou ofegante.
Ela ficou nervosa com a proximidade de Hotch que seu estômago passou a doer mais e ela soltou mais alguns gemidos, Hotch ficou preocupado com as dores ele sem pensar colocou sua mão por cima da mão dela que estava no estômago, ela sentiu coração disparar e pensou que fosse ter uma arritmia cardíaca, ele a olhou nos olhos e disse:
— Você não devia estar aqui... Você precisa ir para casa.
— Não... A reunião...
— Podemos pedir para adiar a reunião, você não está bem.
— Não Hotch... Não eles querem separar vocês eu não vou deixar... – o elevador chegou ao andar deles, Hotch pegou a mão de Agatha e a ajudou a caminhar. Agatha na emoção que sentia daquilo tudo enlaçou seus dedos nos dedos dele e ela pode perceber que ele mordeu os lábios e piscou os olhos rapidamente com aquilo, mas as mãos não se soltaram.
Não viram ninguém da equipe então deduziram que todos já estavam na sala de reunião, os outros funcionários do departamento estavam em suas mesas trabalhando, mas não deixaram de reparar neles dois juntos, mas logo pensaram não ser nada demais quando notaram que Agatha dava passos lerdos e tinha um semblante de dor, aliás, as dores no estômago continuavam.
Eles caminharam de mãos dadas até a sala de reunião, Hotch abriu a porta e viu que todos da equipe já estavam lá, todos olharam estranhamente para ele ao ver que ele segurava a mão de Agatha:
— Alguém puxa uma cadeira para ela. – disse ele.
— O que houve? – perguntou Prentiss que se levantou e puxou uma cadeira.
— Ela não está bem.
— Eu estou bem, só são algumas pontadas... – respondeu Agatha se sentando – Obrigada Prentiss.
— Se você não está bem não devia ter vindo. – disse Rossi.
— Eu estou bem... Agradeço a preocupação de vocês, mas temos que resolver isso logo.
— Falando em resolver... – disse Garcia e todos olharam para a porta e viram Strauss com um homem de meia-idade dos cabelos lisos e grisalhos entrar na sala. Hotch logo se sentou ao lado de Agatha na mesa, Strauss fechou a porta e apresentou o homem como o Sr. Anderson ele era um dos diretores, Hotch e Rossi já o conheciam pessoalmente, agora os outros nunca tiveram contato.
O Sr. Anderson deu bom dia a todos e junto com Strauss sentou-se a mesa, ele então começou:
— Eu acredito que todos saibam o porquê desta reunião correto? – todos assentiram que sim com a cabeça.
— Vamos então discutir o que houve e o diretor então dará o veredito do que acontecerá com a equipe! – disse Strauss toda confiante, ela olhou para cada um nos olhos e seu olhar pousou em Hotch que a encarou, ele estava tenso, mas não demonstrou.
— Eu tenho que assumir a diretoria está um pouco decepcionada e preocupada com as últimas coisas que aconteceram nesta equipe, o primeiro erro que foi prender o suspeito errado enquanto o verdadeiro matou mais uma vítima foi complicado, mas demos mais um voto de confiança.
— Exato Sr. Anderson, foi designado uma agente registradora para registrar o trabalho da equipe para que ficássemos a par de tudo das investigações e o que aconteceu? Eles colocaram a agente em perigo! – disse Strauss que por dentro já cantava vitória.
— Como é? – perguntou Morgan já sem paciência – Vocês acham que isso aconteceu porque a gente quis?
— Morgan, por favor. – disse Hotch.
— Agente Morgan espere o diretor e eu falar, depois cada um vai ter sua vez. – Strauss sorria pelo tom de voz parecia uma criança que estava para ganhar um presente ou uma adolescente que iria conhecer seu artista favorito, era nítido que ela não gostava daquela equipe, qual o motivo exato ninguém sabia.
— A situação da equipe é complicada, vocês estão mal falados pelo departamento todo, Srta. Silva pode ser apenas uma registradora, mas não deixa de fazer parte da equipe. – todos olharam para Agatha que estava de cabeça erguida encarando o Sr. Anderson nos olhos, Rossi percebeu que ela estava louca para falar.
— É diretor, mas o senhor já deve imaginar que eles não devem ter gostado de uma agente junto a eles registrando tudo e ela não deve ter sido considerada como uma deles. – disse Strauss que olhou para Morgan, mas voltou seu olhar para Hotch.
Morgan queria dizer tudo o que pensava, mas sentiu uma ponta de culpa quando se lembrou de como tratou Agatha no primeiro dia e concordou um pouco com que Strauss disse, ele pelo menos não havia considerado Agatha como um deles no início ele a tinha visto como um problema.
O Sr. Anderson que tinha uma pasta consigo a abriu com os relatórios sobre o caso e começou a ler em voz alta sobre do que o caso havia se tratado, leu as teorias, leu sobre as pistas e por último sobre as vítimas e claro Agatha foi mencionada, ele terminou a leitura fechou a pasta e disse:
— Agora eu preciso entender o que houve... Agente Hotchner pode começar.
— Não! – disse Agatha que pelo impulso pegou na mão de Hotch e o olhou nos olhos – Senhor Hotchner eu falo.
— Srta. Silva chegará sua vez. – respondeu Sr. Anderson, Hotch olhou para Agatha e viu o olhar dela de súplica e aquilo fez sentir seu coração saltar e Agatha soltou sua mão rapidamente.
— Pode falar Hotchner. – disse Strauss o encarando.
— Certo... – disse Hotch, Agatha abaixou a cabeça se sentindo contrariada seu estômago deu mais uma pontada, mas ela disfarçou a dor – A equipe sabe como foi grave e perigoso tudo o que aconteceu com a agente Silva, nós nos preocupamos e fizemos o possível para salva-la e felizmente conseguimos, mas não desejamos que isso tivesse acontecido.
— Senhor Hotchner... – disse Sr. Anderson – Como pode acontecer isso? A Srta. Silva deveria estar com vocês no momento em que foi levada pelo suspeito.
— Eu sai da delegacia senhor! – respondeu Agatha erguendo a cabeça, ela estava ansiosa e queria logo se pronunciar Hotch a encarou.
— Agente Silva não chegou sua vez... – disse Strauss – Vamos agente Hotchner explique como deixou tal tragédia acontecer?
— NÃO! – berrou Agatha que havia se levantado e com uma mão bateu na mesa, todos olharam espantados.
— Agente Silva o que está havendo? – perguntou Strauss irritada – Isso não é jeito de se portar!
— Sr. Anderson... – continuou Agatha não se importando com as palavras de Strauss – Eu no dia do caso precisei sair da delegacia para atender uma ligação, eu avisei o senhor Hotchner aconteceu que eu fui errada em após atender a ligação sair para comprar um café na lanchonete esqueci de voltar e avisa-lo disso e aconteceu que o garoto David Smith se aproximou de mim – os olhos de Agatha encheram-se de água ao lembrar de como tudo aconteceu – E o suspeito se aproximou e me ameaçou com um canivete!
— Então o senhor Hotchner não sabia para onde você tinha ido? – perguntou o Sr. Anderson ouvindo Agatha atentamente.
— Não senhor!
— Porque você não o avisou?
— Como eu disse antes eu me esqueci... O erro foi meu que quando encerrei a ligação resolvi caminhar até a lanchonete, eu assumo que foi errado da minha parte sim em não ter voltado e comunicado o senhor Hotchner e ninguém da equipe, mas quem tem culpa pelo que eu sofri aquela noite se chama Sean Smith ele sim é o vilão da situação toda era ele que sequestrava mulheres e lhe arrancava os corações, foi ele que me pegou e bateu em mim sem nenhum pingo de dó, foi ele que apontou uma arma para mim e se o agente Hotchner não tivesse chegado eu não estaria aqui hoje eu teria sido mais uma vítima que teria sido encontrada morta em uma caçamba de lixo! – Agatha não se conteve e começou a chorar de soluçar, Prentiss que estava do seu outro lado se levantou e a abraçou consolando, Garcia se levantou e saiu da sala para pegar um copo de água para ela, todos da equipe pediam para Agatha se acalmar apenas Hotch ficou calado, mas ficou a observando e a ver sofrendo daquele jeito pelo que passou fez sentir seu coração apertar.
Garcia voltou com um copo com água e entregou a Agatha que tomou alguns goles, ninguém se pronunciou até o choro dela cessar um pouco, Emily ficou abraçada com ela lhe consolando e lhe enxugou as lágrimas, Rossi se levantou e disse:
— Sr. Anderson o senhor está vendo? A jovem está em choque com tudo isso!
— A equipe não deve se separar por uma falha minha e pela crueldade de um monstro! – respondeu Agatha com a voz tremula.
— Srta. Agatha se preferir pode voltar para sua casa... – foi dizendo o Sr. Anderson – A gente resolve tudo aqui.
— Não senhor! – exclamou ela se soltando dos braços de Emily – Se alguém vai ser punido por isso que seja eu que cometi a burrice de não avisar aonde ia, agora a equipe não merece!
— Agatha é melhor você ir embora... – disse Hotch.
— Eu não vou! – exclamou ela a ele – Sr. Anderson o que vai ser decidido?
— Peço calma a todos... – Rossi, Prentiss e Agatha se sentaram – Eu tenho uma pergunta a todos: Ninguém de vocês foi avisado que ela precisou sair?
— Eu fui avisado... – disse Hotch – Sobre a ligação, mas não concordo em que ela foi culpada por ter saído só houve uma falta de comunicação.
— Agora o senhor chama algo errado de “falha de comunicação”? – Strauss soltou uma risada – O senhor não percebeu que ela demorou a voltar?
— Ele não tem culpa! – insistiu Agatha – Ele não merece ser punido, nem ele e nem ninguém!
— Srta. Agatha então confirma que a falta de comunicação foi de sua parte? – perguntou o Sr. Anderson.
— Sim! – respondeu convicta.
— Srta. Agatha o que você viveu foi terrível eu devo imaginar e sinto muito ninguém merece passar por situações como essas, mas a senhorita então está ciente que a sua falta de comunicação causou problemas porque a equipe ficou sem saber seu paradeiro certo?
— Eu entendo senhor.
— Não podemos aceitar uma agente que simplesmente esquece de comunicar o que vai fazer durante o trabalho com outro agente.
— Eu entendo... – Agatha entendeu que estava sendo dispensada do seu trabalho.
— Sr. Anderson... – disse Hotch – O senhor não vai demiti-la ou vai?
— Senhor Hotchner o que aconteceu com ela foi ruim eu concordo, mas foi errado dela não comunicar ninguém para onde iria.
— Senhor ela é nova ainda, se formou recentemente nem entrou para um academia para ser uma agente tudo bem que o trabalho dela é só registrar informações, mas eu acredito que ela mereça uma chance.
— Muito bem... – o Sr. Anderson olhou para cada um deles depois para Strauss que tinha o semblante de preocupação aquela alegria triunfante de vitória havia ido embora.
— Sr. Anderson a gente somos bons no que fazemos... – disse Morgan – Odiamos erros e quando eles acontecem nos punimos, isso foi um erro concordo que foi, mas não vai ocorrer mais.
— Em nome da diretoria então decido o seguinte... – todos se entreolharam exceto Hotch e Agatha que estavam encarando o diretor e a Sra. Strauss – Falta de comunicação é um erro isso não pode existir em uma equipe de agentes da UAC que trabalham para capturar os piores criminosos, a barra de vocês com os outros diretores não está nada fácil vocês serão punidos por uma suspensão de uma semana exceto a Srta. Garcia.
— Eu? – perguntou Garcia arregalando os olhos.
— Sim senhora, porque a senhora não estava com eles no momento... A senhora durante a suspensão deles trabalhará para outra equipe.
— Senhor então eu quero aproveitar... – Garcia se levantou – Quero então uma semana de folga!
— Como é que é?
— Eu tenho férias atrasadas então quero aproveitar e pegar sete dias!
— Vai tirar folga só porque a equipe está suspensa?
— Senhor eu posso explicar... – a equipe não se conteve e riu com o pedido de Garcia – Nenhuma outra equipe trabalha como eles, eu já trabalhei para as outras, mas não gostei porque eles praticamente pedem que eu procure o suspeito sozinha pelo computador e fora que não me tratam bem já essa equipe não... Então quero pegar minhas folgas de direito durante a suspensão deles!
— Mas isso é o cúmulo do abuso! – disse Strauss já irritada por não ter conseguido o que queria.
— Calma Strauss... – disse o Sr. Anderson – Eu já soube que a analista Garcia é assim mesmo. – Morgan olhou para a Garcia que disfarçou o olhar e sentiu-se com vergonha – Mas sei que é uma das melhores analistas que temos, tudo bem Srta. Garcia as suas folgas estão concedidas!
— Sério? Oba! – Garcia comemorou todos a ficaram olhando ela então se sentou – Digo fico agradecida Sr. Anderson.
— Eu espero não haver mais problemas... Srta. Agatha eu vou lhe dar mais uma chance, você está de licença médica aproveite para se recuperar vá as consultas com a psicóloga do departamento entendido?
— Entendido senhor e muito obrigada! – Agatha sorriu.
— O restante suspensão de uma semana esses dias não serão renumerados como punição!
— Então é isso? – perguntou Morgan.
— Sim agente Morgan... – o Sr. Anderson se levantou – Agente Hotchner?
— Sim senhor! – respondeu ele.
— Mais uma chance é lhe dada, você continua em seu cargo peço que seja mais atento quando um agente mesmo um novato se afastar ou desaparecer por algum certo tempo.
— Senhor eu agradeço por mais esse voto de confiança e não vou cometer falhas.
— Certo... – o Sr. Anderson se levantou – Eu desejo a todos um bom dia e digamos “boa folga” a todos. – ele então se retira da sala.
— Com a licença de vocês! – Strauss sai da sala batendo os pés de raiva.
Garcia se levanta vai até a porta e a tranca, todos se levantam olhando um para o outro se sentindo aliviados pela decisão do diretor, Garcia então fala:
— Equipe maravilhosa, eu já disse antes: ninguém separa vocês! – Morgan a abraçou carinhosamente.
— Agatha... – disse JJ – Obrigada pela sua coragem!
— Coragem? – perguntou ela.
— Foi muita coragem da sua parte ter tomado a vez e falado tudo o que disse ao diretor e eu quero pedir desculpas se caso você não se sentiu bem vinda pela falta de atenção que não lhe demos, se a gente tivesse sido mais atencioso teríamos notado logo que você tinha sumido aquele dia!
— Agente Jareau... – disse Agatha.
— Pode me chamar de JJ.
— Ok... JJ está tudo bem não precisa pedir desculpas.
— Precisamos sim! – disse Emily a abraçando – A gente te viu como um problema, a gente sabia que você foi chamada para tal serviço para encontrar falhas não por sua parte, mas tem gente aqui que quer ver isso!
— Imagina Prentiss... Já passou, esqueçam!
— Eu não sei o que dizer... – disse Spencer – Eu não sou muito de gostar de abraços, mas eu preciso fazer isso! – Agatha se soltou do abraço de Emily para Spencer abraça-la – Obrigado, você salvou nossa equipe! – cada um deles a abraçou, exceto Hotch que olhava todos e sentia-se aliviado de não perder a equipe.
Garcia foi uma das últimas a abraça-la, o abraço dela foi tão apertado que Agatha gemeu de dor, pois seu corpo ainda estava dolorido Garcia se desculpou:
— Querida me desculpa... Eu não queria te machucar!
— Está tudo bem Garcia, fica calma! – disse Agatha que quando se soltou do abraço de Garcia olhou para Hotch.
— Hotch gostaria de falar alguma coisa? – perguntou Rossi.
— Eu? – Hotch o olhou desentendido.
— É... Tem alguma coisa a dizer?
— Bem eu... Agatha eu peço desculpas como chefe da equipe eu falhei em não ter um contato seu na minha agenda, falhei em não notar que você havia sumido.
— Hotch você foi o primeiro a notar. – disse Blake – Eu me lembro que quando nos reunimos aquele dia para discutir as teorias você se deu por falta dela! – Agatha sorria por dentro se controlou para não rir na frente de todos ao ouvir o que Blake disse.
— Foi... – continuou Hotch mantendo a seriedade – Mas demorei para isso... Enfim assim como vocês se desculparam eu peço desculpas.
— Senhor Hotchner... – respondeu Agatha – Como eu disse antes aos outros não precisam se desculpar, mas se fazem questão eu perdoo cada um de vocês e agradeço o senhor também.
— Pelo que?
— O Sr. Anderson pensou em me demitir e o senhor disse não ele então mudou de ideia.
— Você não merecia... – Hotch olhou para Rossi e percebeu que ele queria dizer alguma coisa com o olhar, na verdade Rossi já tinha percebido algo ele então fingiu tossir e Hotch entendeu o que eles dizer.
Todos haviam abraçado Agatha menos ele e então ele se aproximou dela e a abraçou Agatha como era menor que ele encostou seu rosto em seu pescoço e mais uma vez o aroma do perfume dele entrou pelas suas narinas, ela sentiu aquele arrepio na nuca ao sentir as mãos deles em suas costas ela fechou os olhos e a sensação que sentia era única, seu coração batia acelerado suas mãos enlaçaram o pescoço dele, todos ali ficaram olhando eles abraçados e se entreolharam Garcia queria comentar algo, mas Morgan fez sinal de silêncio para ela.
Hotch sentiu uma sensação diferente também ao sentir o rosto de Agatha em seu pescoço ele respirou fundo e por alguns segundos se esqueceu que todos estavam ali no momento parecia ter só eles dois, todos estavam encantados com a cena até alguém bater a porta, eles então se soltaram do abraço e evitaram se olhar, JJ abriu a porta:
— Como estão suspensos vocês não podem ficar a toa pelo departamento! – disse Strauss irritada que bateu a porta com força.
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